PELENEGRA

Blog comprometido com as mais diversas lutas sociais do planeta, particularmente, o que diz respeito a luta pelo socialismo, a ampliação do uso dos software livre Gnu/Linux na busca pela expansão de nossa inteligência coletiva e da cultura livre, além da batalha pela melhoria das condições de vida da população brasileira, sobretudo, do povo negro.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Tribunal mantém validade da Lei de Cotas em universidades no Rio de Janeiro

Prevaleceu o bom senso. Que os neoracistas do DEM saibam que estaremos alertas contra as forças do atraso.



O Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) decidiu pela constitucionalidade da Lei de Cotas no Estado. Por 15 votos a 6, os desembargadores julgaram improcedente a representação do deputado Flávio Bolsonaro (PP), que pedia a suspensão da Lei 5.346/2008, que estende por mais dez anos a reserva de vagas para negros, indígenas, alunos da rede pública, portadores de deficiência e filhos de policiais, bombeiros e inspetores de segurança e penitenciários mortos ou incapacitados em serviço em universidades estaduais do Estado.

Há seis meses, os desembargadores haviam concedido liminar à mesma representação. Diante da repercussão negativa e do apelo de reitores por conta dos vestibulares em andamento, o colegiado postergou o início da legitimidade da liminar para 2010. Ontem, os magistrados mantiveram a validade da lei. Bolsonaro anunciou que vai apresentar recurso ao Supremo Tribunal Federal (STF).

O relator do processo, Sergio Cavalieri Filho, disse que as ações afirmativas funcionam para garantir a isonomia. “Há grupos minoritários e hipossuficientes que precisam de tratamento especial”, afirmou. Para Bolsonaro, “a Justiça do Rio sinalizou para todo o Brasil que separar a sociedade em brancos e negros é constitucional e moral". "O que eu lamento”, disse.

Fonte:Jornal do Comércio

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Uma Escola de Formação Política"

PROGRAMAÇÃO
MESTRE DE CERIMÔNIA:
Adagoberto Arruda
– Professor, Ator e Diretor Administrativo e de Patrimônio do IPCN
DIA: 23 DE NOVEMBRO DE 2009
O IPCN HOMENAGEIA
PAI AMARO DE XANGÔ,
MÃE BELINHA DE OXÓSSE E
PAI ZÉZINHO DA BOA VIAGEM,
como Mantenedores da Tradição das Matrizes Africanas.

18:00h 1ª Mesa – Abertura do Seminário com saudações das autoridades.
- Representante da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial
- Hildézia de Medeiros - Superintendente Executiva dos Conselhos Vinculados da Secretaria de Estado de Ação Social e Direitos Humanos
- Paulo Roberto dos Santos PAULÃO - Presidente do Conselho Estadual dos Direitos do Negro
- Cecília Teixeira Soares - Presidente do Conselho Estadual dos Direitos da Mulher
Mediadira: Aduni Benton – Diretora do Documentário "IPCN 35 Anos! Uma Escola de Formação Política", Diretora Artística da Cia. É Tudo Cena!, membro da UNEGRO

· 18:45h - MOMENTO PARA O CAFÉ

19:00h 2ª Mesa – A INFLUÊNCIA DO IPCN NO COMBATE AO RACISMO NACIONAL

- João Jorge –
Mestre em Direito Publico pela UnB, advogado e Presidente do Olodum
- Gevanilda Silva – Mestre em Sociologia Politica PUC / SP
- Milton Barbosa – Membro fundador do MNU / Bacharelando em Economia na USP
- Teresa Santos - Atriz, Diretora de Teatro, Filósofa e Militante do Movimento Negro
- Juarez Xavier – Jornalista - Mestre e Doutor em Comunicação e Cultura, Membro fundador da UNEGRO
- Amauri Mendes – Doutor em Ciências Sociais e Mestre em Educaçao pela UERJ, Professor de Sociologia da UEZO – Ex-Presidente do IPCN
Mediador: Luiz Eduardo NEGROGUN – Produtor Cultural, Presidente do COBRA e Presidente Regional do Movimento Negro do PDT

DIA: 24 DE NOVEMBRO DE 2009

● 18:00h 1ª Mesa – A CONSTRUÇÃO DO MOVIMENTO NEGRO NO RJ – DÉCADAS DE 70/80

- Yedo Ferreira –
Bacharelando de Matemática pela UFRJ / Membro Fundador do IPCN / Membro Fundador do MNU
- Suzete Paiva - Professora e Membro da UNEGRO
- Ana Felipe - Pós-graduada em Filosofia // Coordenadora do Memorial Lélia Gonzalez // Fundadora do Instituto de Pesquisa das Culturas Negras – IPCN // Presidente da Associação de Estudos e Atividades Filosóficos - SEAF
- Wilson Prudente – Procurador do Ministério Público do Trabalho
- Edialeda Salgado – Médica e Presidente Nacional do Movimento Negro do PDT
- Jorge Coutinho – Presidente do Sindicato dos Artistas e Presidente do PMDB Afro.
Mediadora: Angélica Basthi - Jornalista

● 19:45h – MOMENTO PARA O CAFÉ

20:00h 2ª Mesa - EXPERIÊNCIAS DE GESTÃO, CONQUISTAS, DIFICULDADES E LEGADOS

- Benedito Sergio
Representante da Fundação Cultural Palmares no Rio de Janeiro
- Orlando Fernandes - Capitão, Mecanico de Manutençao de Aeronaves e Mecanico Ferramenteiro, Publicitario e Produtor Gráfico, antigo militante do partidão e fundador do PDT, fundador do IPCN e GRANES Quilombo
- Paulo Roberto dos Santos – Professor e Assessor Especial da Superintendência de Igualdade Racial
- Abgail Páschoa – Militante Histórica do Movimento de Mulheres e Homens Negros
- Sebastião Soares - Pós Graduado em Historia da África
- Amauri Silva – Diretor do Centro Cultural José Bonifácio
- Maria Alice Santos – Produtora Cultural e Presidente do Instituto de Pesquisa das Culturas Negras - IPCN
Mediador: Júlio Tavares –
Antropólogo

IV Semana da Consciência Negra de Nova Iguaçu

Quintal mineiro

Centro Cultural Octávio Brandão apresenta ...

CENTRO CULTURAL OCTAVIO BRANDÃO
CINECLUBE ESPECIAL
21/11 - SÁBADO - 17 HS
CRUZ E SOUSA: O POETA DO DESTERRO
Biografia:

João da Cruz e Sousa nasceu em Desterro, atual Florianópolis. Filho de escravos alforriados pelo Marechal Guilherme Xavier de Sousa, seria acolhido pelo Marechal e sua esposa como o filho que não tinham. Foi educado na melhor escola secundária da região, mas com a morte dos protetores foi obrigado a largar os estudos e trabalhar.

Sofre uma série de perseguições raciais, culminando com a proibição de assumir o cargo de promotor público em Laguna, por ser negro. Em 1890 vai para o Rio de Janeiro, onde entra em contato com a poesia simbolista francesa e seus admiradores cariocas. Colabora em alguns jornais e, mesmo já bastante conhecido após a publicação de Missal e Broquéis (1893), só consegue arrumar um emprego miserável na Estrada de Ferro Central.

Casa-se com Gavita, também negra, com quem tem quatro filhos, dois dos quais vêm a falecer. Sua mulher enlouquece e passa vários períodos em hospitais psiquiátricos. O poeta contrai tuberculose e vai para a cidade mineira de Sítio se tratar. Morre aos 36 anos de idade, vítima da tuberculose, da pobreza e, principalmente, do racismo e da incompreensão.

O Filme:

Reinvenção da vida, obra e morte do poeta catarinense Cruz e Sousa (1861-1898), fundador do Simbolismo no Brasil e considerado o maior poeta negro da língua portuguesa. Através de 34 "estrofes visuais", o filme rastreia desde as arrebatadoras paixões do poeta em Florianópolis até seu emparedamento social, racial, intelectual e trágico no Rio de Janeiro


Informações Técnicas


Título: Cruz e Sousa - O Poeta do Desterro


País de Origem: Brasil


Gênero: Drama


Tempo de Duração: 86 minutos


Ano de Lançamento: 2000


Direção: Sylvio Back



Elenco

Kadu Carneiro .... João Cruz e Sousa









CCOB: Rua Miguel Ângelo, 120, esquina com Domingos Magalhães, próximo ao Metrô, Maria da Graça.

Acerca da grande mídia e da desigualdade racial

De Sergio J. Dias

O jornalista Venício Lima escreveu um artido publicado pelo site AgenciaCartaMaior, em que comenta o posicionamento contrário da grande mídia às demandas do movimento negro brasileiro. Em função disto, elaboramos uma pequena reflexão sobre tal problemática.
O que ocorre é que a elite "branca brasileira" percebeu que falar de racismo no Brasil é diferente de discutir a mesma questão nos EUA. Durante muito tempo, setores da grande mídia inspirados pelo movimento dos direitos civis e suas consequências lá, viam a luta contra o racismo como algo facilmente palatável para o capitalismo brasileiro. Afinal a meca do sistema conseguiu absorver tal problemática, não sem antes prender e matar as principais lideranças, e ainda produziu um discurso sobre a capacidade e eficiência, talento, etc. que é apresentado sempre que a questão racial no capitalismo é colocada.
No entanto, temos um dado que nos diferencia da situação estadunidense. Enquanto, nos Estados Unidos, a população negra corresponde a 12% do total, no Brasil esta mesma população, somando pretos e pardos alcança mais de 50% do total, ou seja, neste sentido estamos mais perto da problemática da África do Sul, e, por conseguinte, mais próximos de soluções encontradas pelos sulafricanos. O despertar, portanto, de uma consciência racial no Brasil, acredito, causa tremores na elite branca racista brasileira.
Dados que mostram o aumento de pretos ou pardos se autoidentificando como negros, saindo daquelas definições tradicionais que incluem dezenas de adjetivações diferentes, como "mulato", "morenoescuro", "marrom bombom", "chocolate", "pardo" e tantas outras abriram os olhos de setores das classes dominantes brasileiras sobre os riscos de uma ampliação da consciência racial. Não podemos, e não devemos esquecer que a população negra, em um capitalismo dependente como o nosso faz parte majoritariamente do exército de mão-de-obra de reserva e tem na incompetência dos negros, isto é, no racismo a justificativa para este estado de coisas.
Questionar, neste sentido, os problemas raciais no Brasil significa muito mais do que o foram para os movimentos negros estadunidense, pois põe a nu os limites do capitalismo dependente brasileiro e sua possibilidade de dar conta das demandas sociais. Esta reação da grande mídia se insere em uma estratégia de isolar o movimento negro brasileiro, assim como fizeram com o movimento sindical, e de esquerda, como um todo. Além de ter como objetivo retomar as teses tradicionais desenvolvidas por Gilberto Freire, sobretudo, e tantos outros no alvorecer da República, quando a população negra foi inserida no conjunto da cidadania brasileira.
Convém então, aos neoracistas reelaborar a ideologia da democracia racial, atualizando-a para os novos tempos, e para os embates com os movimentos negros. É claro que, os indicadores sociais brasileiros desmentem tal tese e são o principal combustível para o avanço da consciência racial.


quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Um homem negro na porta de um banco



Que flagrante!!!