PELENEGRA

Blog comprometido com as mais diversas lutas sociais do planeta, particularmente, o que diz respeito a luta pelo socialismo, a ampliação do uso dos software livre Gnu/Linux na busca pela expansão de nossa inteligência coletiva e da cultura livre, além da batalha pela melhoria das condições de vida da população brasileira, sobretudo, do povo negro.

sábado, 7 de novembro de 2009

Não vamos nos calar, palavra do MST

O MST tem sido vítima de um processo de criminalização, que atinge também a outros movimentos sociais, por parte dos setores dominantes da sociedade brasileira. Única voz poderosa vinda do cerne das classes trabalhadoras a bradar contra o horror do neoliberalismo, durante seu ápice. O MST se manteve neste período como guardião do que ainda tínhamos de fraterno, solidário e socialista. Ao alvorecer de uma grave crise do sistema capitalista e tendo o censo agropecuário a ser publicado, que provará a produtividade maior da agricultura familiar em relação ao agronegócio, ainda este ano, a acossá-los. Os ruralistas, em combinação com outras parcelas de poder da classe dominante procura desclassificar o Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra e assim destruí-lo. Neste sentido, estamos aqui para apresentar nossa solidariedade e abrir nossas páginas a estes que honram a tradição socialista e democrática.


Parcelas da classe dominante – setores do Poder Judiciário, do Congresso Nacional, do Tribunal de Contas da União, do Ministério Público e da mídia – estão articulando mais uma ofensiva contra o MST e os trabalhadores. Podemos observar essa ofensiva na criação de mais uma CPI para investigar o Movimento, a terceira instalada nos últimos quatro anos. Isso se mostra também pela reação dos meios de comunicação frente aos protestos no Pará.

Além da perseguição policial direta e do Estado atuar como protetor do latifúndio, agora se busca construir uma deslegitimação do movimento camponês, com a intenção de se criar uma repulsa social contra os trabalhadores organizados. Apresentam nosso Movimento não apenas como violento, mas como agente de corrupção.

Isso não quer dizer que as antigas fórmulas tenham sido abandonadas. Em diversos estados, os pistoleiros ainda abrem fogo contra os sem-terra, às vezes à luz do dia. Recentemente, podemos lembrar o assassinato de Elton Brum, no Rio Grande do Sul, ou os 18 trabalhadores baleados pela escolta armada da Agropecuária Santa Bárbara, no Pará.

O que os agentes defensores da estrutura agrária do país não querem mostrar é que o Brasil apresenta a pior concentração de terra do mundo. Nunca fez Reforma Agrária, ao contrário de todos os países desenvolvidos. O agronegócio, que se diz desenvolvido, produz menos de 15% dos alimentos que vão para a mesa da população. Os índices de produtividade estão atrasados desde 1975. Ainda existe latifúndio, agora aliado com transnacionais, e ele ainda mata, tortura, explora e oprime os trabalhadores rurais.

O Brasil ainda não respondeu sua dívida histórica com os pobres do campo. E nós não vamos desistir de lutar, de denunciar os crimes que são cometidos dia após dia. Essas empresas que fazem propaganda na televisão estão roubando as terras da União, como é o caso da Cutrale, em São Paulo. Estão explorando o solo com uma quantidade absurda de agrotóxicos, dando ao Brasil o título de maior consumidor de venenos do mundo.

E porque não nos calamos, seguem nos perseguindo. Estamos fazendo uma campanha internacional para denunciar o processo de criminalização que o MST e os pobres do campo vêm sofrendo. Damos o nome de criminalização às ações de agentes estatais, como os políticos e a mídia, que visam reprimir os movimentos sociais e seus militantes como criminosos, ou criar condições para que a repressão aconteça.

Querem nos isolar, retirar o apoio que a sociedade brasileira historicamente deu à Reforma Agrária. Mas estamos atentos. Recentemente, um manifesto assinado por intelectuais teve a adesão de mais de cinco mil pessoas, que denunciam a criminalização de nossa luta. Agora estamos percorrendo organismos internacionais para que o mundo saiba o que setores retrógrados do Brasil fazem com seus trabalhadores. Fomos à Organização Internacional do Trabalho (OIT), na Suíça, à Comissão Interamericana de Direitos Humanos, um órgão da Organização dos Estados Americanos (OEA), em Washington, nos Estados Unidos.

E principalmente: nos comprometemos a seguir defendendo a Constituição Federal, que diz que a terra deve cumprir sua função social. Se querem criminalizar a luta por um direito, é nosso dever denunciar as imensas injustiças que forjaram a construção desse país. Não vamos nos calar.

Secretaria Nacional do MST

II Edição do Panorama Afro

As 14:50 – Fundição Progresso
Cerimônia de Abertura

Exposição e venda de produtos sustentáveis, quilombolas e artesanais.
Alimentação no evento

15:00 – CINE FUNDIÇÃO

Exibição de Filmes com debates
Lincoln Oliveira

15:00 – ESPAÇO ATMOSFERA
Oficina de Plantas Medicinais Erveira Tradicional

Letícia Nascimento

16:00 – ESPAÇO ATMOSFERA

Registros Públicos como Fundamento dos Direitos Civis
Carlos Menezes

17:00 – ESPAÇO ATMOSFERA
Sustentabilidade Quilombola
Alexandre Nascimento

18:00 – VARANDA LATERAL DA LOJA
Saúde Mental Negra
Jerônimo Mota

18:00 – ESPAÇO CAPOEIRA/DANÇA AFRO
Oficina de Dança Afro
Charles Nelson

19:00 – ESPAÇO ATMOSFERA
OFICINA DE REFLEXÃO

A influência dos Malês na atual resistência brasileira
Alufiá Abdullahi Sanin Aleiso – ICAMMALES - Irmandade dos Crêoulos Africanos Muçulmanos Malês

Negro no Esporte
Aluízio de Souza e Marcos Vinícius – Projeto Queto

Negras Mulheres

20:00 – ESPAÇO CAPOEIRA/DANÇA AFRO
Oficina de Capoeira

20:30 – VARANDA LATERAL DA LOJA
Encerramento:
apresentações Culturais Afro
Margareth Mendes Negona do Axé


Fundição Progresso LAPA - CENTRO DO RIO

dia 18 de novembro.


FICHA DE INSCRIÇÃO DOS ARTESÕES

TIPO DE ARTESANATO:

ARTESÃO:

TELEFONE:

E-MAIL:

PERFIL (O TRABALHO É PRODUTO DE):

PRODUTOS:

PERFORMANCE DO TRABALHO: ( ) Escultura ( ) Arte/plástica ( ) Artesanato.

As inscrições dos expositores estarão abertas até o dia 13.11.009. Através do celular de Adames Bongo e/ou pelos e-mails: converdgencia@converdgencia.org.br e bongo49@gmail.com

Feira de Artes/ Afro cada artesão contribuirá com uma taxa de adesão de $ 10.00 que lhe dará direito a crachá de expositor, 2 mesas tipo bar e 1 cadeira, tecido para cobrir as mesas e uma planilha de venda de produtos.


Maiores Informações:
Alexandre Nascimento
Coordenador do Programa de Diversidade Étnica e Cidadania da Converdgencia
Cel.: +55 21 9793-1855
Tel.: +55 21 2262-0144

Exposição: Mulher NEGRA Mulher













Exposição: Mulher Negra Mulher
Data: 07 a 29 de novembro
Galeria – SESC de Ramos
Rua Teixeira Franco, nº 38 - Ramos
Terça a sexta, das 9h às 18h
Sábados, domingos e feriados, das 8h às 17h
Coquetel de abertura: dia 07 de novembro,
às 14h, com apresentações artísticas de música e dança.

Descrição:

A junção das datas 20 de novembro – Dia Nacional da Consciência Negra[1] – e 25 de novembro – Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra a Mulher[2] – dá a base ideológica para que o Cenógrafo Flávio Rocha e o Fotógrafo Ernane Pinho desenvolvam a exposição fotográfica “Mulher NEGRA Mulher”, através de seu olhar e de sua realidade.
A exposição traz as mais diversas representações femininas, com a sensibilidade de seu dia a dia, com seu colorido, com seu preto e seu branco, focando personalidades do mundo acadêmico, artístico, literário, esportivo, político, liderança comunitária entre outros. Mulheres, enfim.

A exposição traz também telas dos artistas plásticos Nilza Rocha e Almir Horáccio, esculturas de Fátima do Rosário e um Jardim das Iyabás da Lucia Nascimento.

As mulheres homenageadas responderam a uma pergunta: O que é ser uma “Mulher NEGRA Mulher?” que foi gravada em áudio, se prestando a sonorização do ambiente de exposição.
Haverá um nicho com objetos femininos para que o público visitante possa se enfeitar, caso queiram, e se auto fotografar através de uma máquina fotográfica disponível, dando o seu tom interativo. Posteriormente as fotografias alimentarão diariamente um Blog da exposição na internet.
Em torno da exposição transitarão durante o mês de novembro performances artísticas, exibições de vídeo e debates acerca do tema.

[1] 20 de novembro - Dia Nacional da Consciência Negra

*Dia de denúncia, protesto e resistência, em memória do martírio e morte de Zumbi dos Palmares, no ano de 1695. Protesto conta a ideologia da democracia racial. Resistência, que está no espírito de Zumbi e presente na esperança do povo negro.**
A lei N.º 10.639, de 9 de janeiro de 2003, incluiu o dia 20 de novembro no calendário escolar, data em que comemoramos o Dia Nacional da Consciência Negra. A mesma lei também tornou obrigatório o ensino sobre História e Cultura Afro-Brasileira. Com isso, professores devem inserir em seus programas aulas sobre os seguintes temas: História da África e dos africanos, luta dos negros no Brasil, cultura negra brasileira e o negro na formação da sociedade nacional.*

[2] 25 de novembro - Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra a Mulher

*Um dia para lembrar, protestar e mobilizar-se contra a violência à mulher.
Definido no I Encontro Feminista Latino-Americano e do Caribe, realizado em 1981, em Bogotá, Colômbia, o 25 de Novembro é o Dia Internacional da Não-Violência contra a Mulher. A data foi escolhida para lembrar as irmãs Mirabal (Pátria, Minerva e Maria Teresa), assassinadas pela ditadura de Leônidas Trujillo na República Dominicana. Em 25 de novembro de 1991, foi iniciada a Campanha Mundial pelos Direitos Humanos das Mulheres, sob a coordenação do Centro de Liderança Global da Mulher, que propôs os 16 Dias de Ativismo contra a Violência contra as Mulheres, que começam em 25 de novembro e encerram-se no dia 10 de dezembro, aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos, proclamada em 1948. Em março de 1999, o dia 25 de novembro foi reconhecido pelas Nações Unidas (ONU) como o Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra a Mulher.

Maiores informações:
Flávio Rocha
/ /
ERNANE PINHO

Seminário "Não-violência, direitos humanos e segurança cidadã: um desafio de comunicação e cultura


O evento aborda o tema definidor de um novo futuro neste campo que afeta a todos, diante da naturalização, feita pela Teoria e pelo Senso Comum, de que a violência seria a grande e inevitável narrativa unidimensional do humano. A crise é a imensa oportunidade de dedicarmo-nos ao fato de que as grandes narrativas (contra as quais se voltou a pós-modernidade, ressalvadas aqui suas conquistas) não são mais “coisa do passado” (Eagleton) e que “as crenças culturais intimamente ligadas a medos relativos à auto-identidade (...) são muito mais difíceis de derrubar do que florestas”.

Colaboração com Agência Consciência.net

Quando:

Segunda, Dia 9 de Novembro de 2009, das 9h30m às 17h30m, Gratuito

Lia Diskin, Michel Misse, Celia Passos, Luiz Eduardo Soares e Evandro Vieira Ouriques Este Seminário é a Participação do NETCCON na 28a. Semana Gandhi, da Associação Palas Athena

Onde:

Salão Moniz de Aragão-Fórum de Ciência e Cultura da UFR, Campus da Praia Vermelha.

Realização: NETCCON-Núcleo de Estudos Trandisciplinares de Comunicação e Consciência.ECO.UFRJ, através de seus cursos JPPS-Jornalismo de Políticas Públicas Sociais e Construção de Estados Mentais Não-violentos na Mídia.

Parceiros Institucionais: Associação Palas Athena-SP ANDI-Agência de Notícias dos Direitos da Infância NEF-Núcleo de Estudos do Futuro da PUC.SP UNIC-Rio, Centro de Informações das Nações Unidas no Rio de Janeiro

Programa

9h30m-12h30m Abertura e 1a. Sessão

A Não-violência como Princípio Frente à Violação de Direitos pela Ação da Violência Profa. Lia Diskin

É Possível Controlar a Violência Sem Violência? Prof. Michel Misse

O Desafio de uma Teoria e Ação Social centradas na Autonomia Cidadã de Referenciar o Interesse, o Poder e a Força nos Valores Comunais Prof. Evandro Vieira Ouriques

14h30m-17h30m 2a. Sessão

Novas Perspectivas para a Superação da Violência e do Crime:
A Justiça Restaurativa no Brasil e no Exterior Dra. Celia Passos

Por uma Filosofia do Perdão e da Reconciliação Prof. Luiz Eduardo Soares

Território Mental: onde se desenham a Cultura de Comunicação e Educação para as Políticas Públicas Sociais e a Sustentabilidade Prof. Evandro Vieira Ouriques

Palestrantes

Profa. Lia Diskin Formada em Jornalismo, com especialização em Crítica Literária. É co-fundadora da Associação Palas Athena e criadora de dezenas de programas culturais e sócio-educativos. Coordenadora do Comitê Paulista para a Década de Paz, um programa da UNESCO. Conferencista no Brasil e no exterior. Recebeu, na celebração de 60 anos da UNESCO, o Diploma de Reconhecimento pela sua contribuição na área de Direitos Humanos e Cultura de Paz. Articulista e editora, é autora de “Vamos Ubuntar – um convite para cultivar a paz” e co-autora de “Paz, como se faz?”, ambos publicados pela UNESCO.

Prof. Michel Misse É Professor associado do Departamento de Sociologia e do Programa de Pós-Graduação em Sociologia e Antropologia do IFCS-UFRJ. Mestre e Doutor em Sociologia, coordena o Núcleo de Estudos da Cidadania, Conflito e Violência Urbana da UFRJ – NECVU. É autor de inúmeros artigos em periódicos especializados e de livros como “Crime e Violência no Brasil Contemporâneo” (Rio, Editora Lumen Juris, 2006) e “Acusados e Acusadores. Estudos sobre ofensas, acusações e incriminações”. Dirige Dilemas-Revista de Estudos de Conflito e Controle Social, e é um nome de referência na área temática de estudos sociológicos sobre a violência urbana no Brasil. Coordena Acordo Capes-Cofecub com a Universidade de Lille, na França, desde 2008 e participa da Plataforma Internacional de Pesquisas sobre a Violência, com sede na Universidade de Bielefeld, na Alemanha.

Dra. Celia Passos Mestra em Direito e Sociologia pela UFF, com Diploma Universitário em Mediação pelo Institut Universitaire Kurt Bösch, Suíça/Argentina. MBA pela Fundação Dom Cabral e Pós MBA pela FDC-Kellogg School of Management, Chicago. Fundadora do ISA-ADRS-Instituto de Soluções Avançadas para Diálogos e Construção de Consenso. Membro do Fórum Permanente de Práticas Restaurativas e Mediação do TJ-RJ e da Câmara de Mediação da OAB/RJ. Conselheira Suplente no Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente CEDCA. Pesquisa o tema dos Direitos Humanos, Transformação de Conflitos e o Fortalecimento das Instituições Democráticas.

Prof. Dr. Luiz Eduardo Soares Professor da UERJ e da Estácio de Sá. É assessor especial da prefeitura de Nova Iguaçu (RJ). Pós-doutorado em filosofia política. Foi Secretário Nacional de Segurança Pública; Subsecretário de Segurança e Coordenador de Segurança, Justiça e Cidadania, do Estado do Rio de Janeiro; Secretário Municipal de Valorização da Vida e Prevenção da Violência de Nova Iguaçu. Livros recentes: "Meu Casaco de General: 500 dias no front da segurança pública do Estado do Rio de Janeiro"; "Cabeça de Porco", com MV Bill e Celso Athayde; “Elite da Tropa”, com André Batista e Rodrigo Pimentel; “Legalidade Libertária”; “Segurança Tem Saída” e “Espírito Santo”, com Carlos Eduardo Lemos e Rodney Miranda.

Organizador

Prof. Dr. Evandro Vieira Ouriques Professor adjunto do Departamento de Expressão e Linguagens da ECO-UFRJ. Dedica-se à constituição de um pensamento novo capaz de libertar os sujeitos da captura pelo mesmo discurso que dizem querer superar no plano social. Mestre e Doutor em Comunicação e Cultura, com pós-doutorado em Estudos Culturais, coordena o Núcleo de Estudos Transdisciplinares de Comunicação e Consciência-NETCCON. É autor de artigos como “Território Mental: o Nó Górdio da Democracia”, “Comunicação, Palavra e Políticas Públicas”, “O Valor Estratégico da Não-Violência para o Vigor da Comunicação”, “Desobediência Civil Mental: a Ação Política Quando o Mundo é Construção Mental” e “Gestão da Mente Sustentável: o Desenvolvimento Socioambiental como Questão da Comunicação e da Consciência”, e organizador e co-autor de livros como “Diálogo entre as Civilizações: a Experiência Brasil eira”, e “Consciência e Desenvolvimento Sustentável nas Organizações”. Dirige a área de Comunicação e Cultura do Núcleo de Estudos do Futuro-PUC.SP, é membro do Global Panel do Milenniuum Project e da Associação Internacional de Estudos Ibero-Eslavos e consultor de redes e organizações dos três setores, como a UNESCO.

Mais Informações:

Tel: (21) 9205-1696
E-mail: evouriques@terra.com.br

Mostra "Espelho Atlântico" na Matilha Cultural

Após o furor cinematrográfico provocado pela Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, que neste ano não exibiu nenhum filme africano, a Matilha Cultural e a curadora Lilian Solá Santiago promovem a ESPELHO ATLÂNTICO – MOSTRA DE CINEMA DA ÁFRICA E DA DIÁSPORA, como programação exclusiva para o Mês da Consciência Negra. A primorosa seleção de filmes propõe um olhar contemporâneo da diversidade cultural do vasto continente africano e de seus descendentes dispersos pelo mundo.

A ESPELHO ATLÂNTICO vêm sendo realizada há dois anos na Caixa Cultural do Rio de Janeiro, acompanhada por um público crescente e fiel. O cronograma do evento paulistano inclui a exibição de 11 filmes, africanos, europeus e brasileiros sobre a temática, a maioria inédita em São Paulo.

A abertura da Mostra acontece na terça-feira, 10 de novembro às 19 horas, no Espaço Matilha Cultural, com coquetel, exibição do doc-ficção “Graffiti”, dirigido por Lilian Solá Santiago e a performance CORES DA PERCUSSÃO, com o duo Simone Soul e Marina Uehara.

De 10 a 15 de novembro de 2009 (terça a domingo)

Exibições gratuítas, sempre às 19:00h.

ESPAÇO MATILHA CULTURAL
R. Rego Freitas 542 - São Paulo – Brasil (próx. à R. da Consolação)
fone:11 3256.2636 (Atendimento à Imprensa: Nina)

Mais informações sobre a Mostra:

http://liliansantiago.blogspot.com/

http://matilhacultural.com.br/2009/10/espelho-atlantico-mostra-de-cinema-da-africa-e-da-diaspora/


PROGRAMAÇÃO E SINOPSES

Dia 10/11 - terça-feira - abertura com coquetel

Graffiti (ficção / documentário)

Lílian Solá Santiago (Brasil, 2008, 10 min.)
São Paulo é a cidade mais grafitada do mundo. "Graffiti" acompanha o rolê solitário de Alê numa das semanas mais sinistras que essa cidade já viveu – dos ataques do PCC, e a violenta revanche da polícia em 2006. O que o move a enfrentar as ruas nessa noite? Ganhador do Prêmio Estímulo ao Curta-Metragem. Com Sidney Santiago e Chico Santo.

Sessões: 19:30, 20:00, 21:00 e 21:30 horas.

Dia 11/11 – quarta-feira

O som e o resto (ficção)
André Lavaquial (Brasil, 2007, 23min)
Jahir é um virtuoso baterista carioca que toca numa banda evangélica. Ao se indispor com o pastor da igreja, se vê sozinho na rua com seu instrumento e inicia uma jornada existencial rumo à sua música. Participou de importantes festivais internacionais e, em 2008, foi o único curta-metragem brasileiro a conquistar uma vaga do Festival de Cannes, na seção Cinéfondation.

Cariocas (documentário)
Ariel de Bigault (França, 1989, 57 min.)
“Cariocas” mostra diversas facetas do samba no Rio de Janeiro. Grande Otelo, nos guia ao encontro dos grandes músicos da cidade. Realizado originalmente para a TV francesa, conta com importantes depoimentos de Martinho da Vila, Paulo Moura, Velha Guarda da Portela, Nelson Sargento, Wilson Moreira, e Joel Rufino dos Santos.

Dia 12/11 – quinta-feira

Balé de pé no chão (documentário)
Lilian Solá Santiago e Marianna Monteiro (Brasil, 2006, 17 min.)
Documentário sobre Mercedes Baptista, principal precursora da dança afro-brasileira. Bailarina de formação erudita, cria seu grupo na década de 50, e estuda os movimentos do candomblé e das danças folclóricas. Participou de vários festivais nacionais e internacionais. A versão de 52 minutos para televisão ganhou, entre outros, o Prêmio de Melhor Documentário no I Hollywood Brazilian Film Festival, 2009.

Esperando os homens (documentário)
Katy Lena Ndiaye (Senegal/ Mauritânia/ Bélgica, 2007, 56 min.)
Em Hassania, no abrigo de Oualata, uma cidade vermelha na fronteira distante do deserto de Sahara, três mulheres praticam pintura tradicional decorando as paredes da cidade. Em uma sociedade dominada pela tradição, pela religião e pelos homens, estas mulheres expressam-se livremente, discutindo o relacionamento entre homens e mulheres. Presente em mais de 20 festivais internacionais.

Dia 13/11 – sexta-feira

Ossudo (ficção / animação)
Júlio Alves (Portugal, 2007, 14 min.)
Baseado no conto "Ossos", do famoso escritor moçambicano Mia Couto, este filme é uma história de amor entre duas pessoas desamparadas. Participou de mais de vinte festivais pelo mundo. Recebeu, entre outros, o Troféu de Melhor Filme Português e o Troféu Ouro Animação no 36º Festival Internacional do Algarve.

Kuxa Kanema – O nascimento do cinema (documentário)
Margarida Cardoso (Bélgica / França / Portugal, 2003, 52min.)
O governo Moçambicano cria após a independência, em 1975, o Instituto Nacional de Cinema (INC), pois o presidente, Samora Machel, sabia do poder da imagem para a nação socialista. O filme acompanha a ruína do INC após um incêndio e a desilusão dos moçambicanos com o regime. Vencedor do Festival de Nova York de Filmes Africanos, entre outros.

Dia 14/11 – sábado

Maria sem graça (ficção)
Leandro Godinho ( Brasil, 2007, 14min.)
Maria das Graças, menina negra de 12 anos, moradora da periferia de São Paulo, atormenta a vida de sua mãe para alcançar seu maior sonho: ser a apresentadora Xuxa Meneghel. Selecionado para o Festival Internacional de curta-metragens de São Paulo.

Cabo Verde, meu amor (ficção)
Ana Lisboa (Portugal/ França/ Cabo Verde, 2007, 76 min.)
A condição feminina em Cabo Verde na atualidade é o foco principal deste primeiro longa metragem da cineasta Ana Lisboa. Falado em crioulo cabo-verdiano, foi totalmente rodado na Cidade da Praia com um vasto elenco de atores amadores. Primeiro filme realizado e produzido em Cabo Verde, por cabo-verdianos.

Dia 15/11 – domingo

Black Berlim (ficção)
Sabrina Fidalgo (Alemanha / Brasil, 2009, 15 min.)
Nelson é um jovem baiano estudante de engenharia em Berlim. Na capital alemã, leva uma vida muito distante de suas verdadeiras raízes. Porém tudo muda quando ele frequentemente passa a encontrar Maria, uma imigrante ilegal do Senegal. Apesar de ignora-la ele começa a ter visões de personagens estereotipados, que o remetem a um passado que ele prefereria esquecer. Inédito.

O Herói (ficção)
Zezé Gamboa (Angola / França / Portugal, 2004, 97 min.)
Um soldado mutilado na explosão de uma mina volta à Luanda após 20 anos de combates. No elenco o senegalês Makena Diop, as brasileiras Maria Ceiça e Neuza Borges. Premiado no Festival de Sundance (EUA) e no Festival de Cinema Africano de Milão, entre outros.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

O Cine Negro Sankofa Apresenta: ZUMBI SOMOS NÓS


O Cine Negro Sankofa Apresenta:
ZUMBI SOMOS NÓS

Flávio Sant´ana morreu por ser negro. Mesmo pertencente às camadas médias e dentista formado recentemente. Morreu numa movimentada avenida de São Paulo, quando foi confundido com um ladrão e foi executado de forma fulminante sem ter esboçado nenhuma reação.
Fica evidente a postura e ação racista contido na atuação da polícia, e também pela expressão utilizada pelo braço do Estado: elemento suspeito cor padrão. Ao investigarmos as raízes do racismo policial, a origem da polícia, em especial no Brasil, explicita que sua função é a repressão e o controle social das populações excluídas e a proteção da propriedade das elites, e não a proteção do cidadão. O negro mesmo diante dos avanços dos Direitos Humanos fica relegado a cidadão de segunda categoria, comprovado em indicadores sociais em que jovem negro e morador de áreas periféricas vítimas deste sistema de genocídio da juventude negra pelo país.
A polícia, e os policiais, acabam refletindo a organização geral da sociedade que, no caso brasileiro, tem uma forte herança escravocrata.

Dia 11 de novembro de 2009, quarta-feira
às 18:45h
9o andar. Auditório 93, da UERJ
Rua São Francisco Xavier, 524, Maracanã.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Ubuntu Karmic Koala: solução do bug da wireless

Por Sergio J. Dias

Apos a atualização do Ubuntu de Jaunty para Karmic comecei a enfrentar um bug na minha wireless, que depois de muito tempo pesquisando consegui resolver. O bug se caracteriza pelo sumiço da rede wireless, tanto no Network-Manager, quanto no Wicd. Bem vamos à solução, encontrada no link:
http://ubuntuforums.org/showthread.php?p=8244101

Solução: Digite no terminal, no Ubuntu.
sudo rmmod "sua placa wireless"
sudo rfkill block all
sudo rfkill unblock all
sudo modprobe "sua placa wireless"
sudo rfkill unblock all
sudo ifconfig wlan0 up

Já no kubuntu:
sudo rmmod "sua placa wireless"
sudo rfkill block all
sudo rfkill unblock all
sudo modprobe "sua placa wireless"
sudo rfkill unblock all
sudo ifconfig wlan0 up
nm-applet






No meu caso venho digitando no terminal, apenas:

sudo rfkill block all
sudo rfkill unblock all
sudo modprobe pci
sudo rfkill unblock all

É pedida a senha wireless, e consigo conectar a internet.
Para tornar esta solução permanente, edite o arquivo "etc/rc.local", e coloque os comandos citados acima. Dê o boot, e na reinicialização a senha da rede será solicitada, posta a senha, você conseguirá se conectar.