Blog comprometido com as mais diversas lutas sociais do planeta, particularmente, o que diz respeito a luta pelo socialismo, a ampliação do uso dos software livre Gnu/Linux na busca pela expansão de nossa inteligência coletiva e da cultura livre, além da batalha pela melhoria das condições de vida da população brasileira, sobretudo, do povo negro.
segunda-feira, 19 de maio de 2008
Para aqueles que continuam acreditando ... num mundo melhor: Tinariwen - Festival Évora Clássica, Portugal 2007
Salve o Mali, África axé!!!
sábado, 17 de maio de 2008
Como a RIAA apanha os “partilhadores”
A RIAA começa por entregar uma lista de músicas protegidas por direitos de autor aos investigadores da Media Sentry. De seguida, estes utilizam um script de software que pesquisa automaticamente pelo LimeWire os títulos correspondentes às músicas. Depois, comparam os algoritmos hash de modo a verificar que a canção é a mesma que está indicada na base de dados da RIAA. No final, eles recolhem os endereços IP dos computadores onde estas faixas são disponibilizadas ele enviam esta informação à RIAA.
Mas uma coisa é disponibilizar e outra coisa é descarregar os ficheiros. E neste aspecto, a própria porta-voz da RIAA Cara Duckworth reconhece que é impossível saber quando é que esses temas estão a ser descarregados por alguém. Embora a RIAA argumente que disponibilizar um ficheiro representa por si só uma infracção aos direitos de autor, essa teoria foi recentemente rejeitada por um juiz no âmbito do julgamento Atlantic v. Howell.
Segundo refere o funcionário, este processo automatizado de identificação de ficheiros é apenas utilizado para “caçar” estudantes ligados a redes universitárias e não tanto a utilizadores domésticos. Dito de outra forma: as editoras preferem sacar dinheiro daqueles que já de si têm menos recursos financeiros. Será que faz sentido?
Mais informações no link:
http://remixtures.com/2008/05/como-a-riaa-apanha-os-partilhadores/
Imprensa repudia o sistema de cotas
Doutoranda da UnB revela que o discurso jornalístico é majoritariamente contrário à reserva de vagas no ensino superior
Cristiane Bonfanti
Da UnB Agência
Os veículos de imprensa no Brasil são, majoritariamente, contrários à política de cotas nas universidades, sejam elas para negros, índios, ou para egressos de escolas públicas. De acordo com a doutoranda em Lingüística da Universidade de Brasília (UnB) Theresa Christina Jardim Frazão, o discurso jornalístico afirma que o governo erra quando estabelece cotas.
Para a imprensa, em vez de investir nesse sistema, o Estado deveria priorizar a educação básica. “Por mais que os textos sejam informativos, as expressões lingüísticas revelam o ponto de vista das organizações e dos jornalistas”, diz a pesquisadora. Ela explica que o repúdio às políticas de cotas pode ser visto também, e de forma ainda mais incisiva, nas cartas dos leitores.
DIMENSÃO - Em pesquisa realizada em nove veículos entre 2003 e 2006, ela observou que 83,34% das cartas eram contra a reserva de vagas nas universidades. “Verificamos a dimensão da imprensa como formadora de opinião. Embora haja espaço para argumentos favoráveis, não há demonstração de equilíbrio nas posições”, diz Theresa.
| Rodrigo Dalcin/UnB Agência |
| Theresa afirma que discurso contrário pode ser encontrado em cartas, artigos e matérias |
ANÁLISE - No trabalho, a pesquisadora analisou textos informativos e opinativos dos jornais Diário de Pernambuco; Jornal do Comércio; Folha de S. Paulo; O Estado de São Paulo e Correio Braziliense. Além disso, foram estudados textos das revistas Caras; Isto É Dinheiro; Época e Exame.
A intenção dela foi identificar, na publicação de conteúdos referentes ao sistema de cotas, pistas que sinalizassem as intenções dos textos. “Meu interesse pelo tema surgiu por eu trabalhar em uma instituição com essa política, por ter alunos cotistas e por ser favorável ao sistema”, explica Theresa, que também é professora da Faculdade de Administração da Universidade de Pernambuco.
Retirado do link:
http://www.secom.unb.br/unbagencia/unbagencia.php?id=229
Você pode ter acesso a tese da professora Theresa Frazão através do link:
http://www.unicap.br/tede//tde_busca/arquivo.php?codArquivo=129
As cotas raciais e os 113 tolos pomposos
Cidadãos como Caetano Veloso, Ferreira Gullar, João Ubaldo Ribeiro e José Goldemberg supõem que a simples menção de seus nomes seja capaz de mover céus e terras. Daí terem restringido seu abaixo-assinado anticotas a 113 personalidades e luminares, pois tico-ticos destoariam ao lado de tão fulgurantes pavões.
Celso Lungaretti
“É uma história contada por um tolo,
cheia de som e fúria, significando nada”
(William Shakespeare, “Macbeth”)
Sou signatário do Manifesto em Defesa da Justiça e da Constitucionalidade das Cotas raciais. Mas não, certamente, o mais entusiasta.
Tal documento e o outro a que ele veio responder – o dos Cidadãos Anti-Racistas contra as Leis Raciais – visam pressionar os juízes do Supremo Tribunal Federal no sentido de que mantenham ou rejeitem a política de reservar-se determinado número de vagas para os negros nos estabelecimentos de ensino superior.
Meu pouco entusiasmo se deve, primeiramente, ao ranço elitista de tais manifestações. Uns e outros apostam, implicitamente, em que seu prestígio e/ou representatividade vá ser determinante junto à opinião pública e aos mais altos magistrados da Nação.
Cidadãos como Caetano Veloso, Ferreira Gullar, João Ubaldo Ribeiro e José Goldemberg supõem que a simples menção de seus nomes seja capaz de mover céus e terras. Daí terem restringido seu abaixo-assinado anticotas a 113 personalidades e luminares, pois tico-ticos destoariam ao lado de tão fulgurantes pavões...
O manifesto pró-cotas também tem lá seus notáveis, mas a porta foi deixada aberta para todos aqueles que quisessem entrar: numa primeira fase, a rede dos organizados; e, a partir da disponibilização on-line, os internautas em geral.
Temos, portanto, duas amostragens de minorias articuladas pretendendo representar a maioria desinteressada, extenuada e desesperançada, que está a anos-luz de distância desse debate.
O saudoso jornalista Cláudio Abramo, há pelo menos duas décadas, escreveu um artigo assustador e profético, alertando que a real participação no jogo democrático ficaria cada vez mais limitada àqueles que integrassem o sistema como produtores e consumidores. Estes disporiam das informações, teriam as ferramentas e tomariam as decisões.
Aos desempregados, subempregados e miseráveis estaria reservado o papel de párias, só lembrados na hora das eleições para encherem urnas com votos de cabresto. E a democracia sofreria um esvaziamento real, na medida em que só existiria para alguns e estes falariam em nome de todos.
É, cada vez mais, o que se passa na era da internet, quando batalhas de Itararé (aquela que não houve, segundo o grande humorista Apparício Torelly) como essa dos manifestos são travadas apaixonadamente pelos bem-pensantes e passam quase despercebidas para o homem das ruas.
Muito barulho por nada? – Quanto ao mérito da questão, há uma certeza e dois principais questionamentos.
A certeza é de que os negros escravizados foram vítimas de práticas aberrantes, repulsivas e ignominiosas. Os questionamentos são quanto à reparação proposta para essa injustiça histórica:
· Até que ponto o menor acesso dos negros atuais às faculdades se deve a ocorrências anteriores a 1888?
· Até que ponto tais políticas compensatórias sanarão ou atenuarão o problema?
Para não embarcarmos numa discussão interminável e que talvez nem sequer comporte uma conclusão inequívoca, vamos admitir que negros e pobres tenham suas oportunidades reduzidas em função da desigualdade e da desumanidade que caracterizam o capitalismo no Brasil; e que os negros enfrentem dificuldades maiores ainda que as dos outros pobres.
Então, para os seres humanos justos e solidários, pouco importa se os negros estão em desvantagem por causa da escravidão passada ou por encontrarem-se hoje sob o fogo cruzado do capitalismo e de um racismo dissimulado, mas não menos real. Merecem, sim, que os pratos da balança sejam reequilibrados em seu favor.
Quanto à eficácia das políticas compensatórias, ela só poderá ser realmente aferida depois de um período razoável de implementação. Por que, afinal, abortarmos essa tentativa no nascedouro?
Os 113 cruzados do “não” carregam nas tintas, adotando uma retórica cujo alarmismo beira o ridículo: “as cotas raciais (...) ocultam uma realidade trágica e desviam as atenções dos desafios imensos e das urgências, sociais e educacionais, com os quais se defronta a nação”, “leis raciais (...) passam uma fronteira brutal no meio da maioria absoluta dos brasileiros”, etc.
À primeira vista, parece muito barulho por nada. Será mesmo?
O fato é que, em meio às terríveis distorções que o ensino superior vem sofrendo em função de seu atrelamento aos interesses capitalistas – começando por sua ênfase na especialização castradora que forja meros profissionais, desprezando a formação crítica e universalizante que engendra verdadeiros cidadãos –, eles magnificaram um problema menor, em detrimento, exatamente, “dos desafios imensos” que dizem existir.
Por que, afinal, nunca demonstraram idêntico empenho em relação a esses desafios imensos? A carapuça de estarem desviando as atenções do fundamental não lhes caberia melhor do que aos seus adversários?
Um amigo, militante do Movimento Negro, garante que o inspirador desse manifesto foi Ali Kamel, diretor de Jornalismo da Rede Globo e autor de “Não Somos Racistas”, livro de cabeceira de alguns dos piores porta-vozes da direita golpista na mídia brasileira.
Aí estaria tudo explicado, pois esses mesmos propagandistas atacam da mesmíssima forma o programa federal de anistia às vítimas da ditadura militar, atribuindo uma relevância desmesurada ao que eles alegam ser um terrível desperdício do dinheiro do contribuinte, mas, na pior das hipóteses, não passaria de uma gota d’água no oceano de iniqüidades de Brasília. E, na verdade, trata-se apenas do fiel cumprimento das normas que a ONU prescreve para as nações saídas do totalitarismo.
Para finalizar, eis o segundo motivo para eu considerar a política das cotas raciais apenas um paliativo, não uma solução: ela ataca somente um dos elos da corrente da injustiça. Não garante que os negros cheguem às portas da faculdade, apenas as abre para os que as houverem conseguido alcançar por seus próprios esforços. E também não garante que tenham igualdade de oportunidades no mercado de trabalho.
Nem, muito menos, que seus talentos e conhecimentos sejam posteriormente utilizados para o seu perfazimento como seres humanos e em real benefício da sociedade, em vez de servirem à acumulação do capital.
Entre os partidários da competição insensível entre seres humanos movidos pela ganância e os cidadãos decentes que procuram minorar as mazelas do capitalismo, eu me alinharei sempre com estes últimos. Mas, sem ilusões: as injustiças só serão realmente erradicadas quando o bem comum prevalecer sobre os interesses individuais, numa nova forma de organização social.
Retirado do link:
http://www.cartamaior.com.br/templates/analiseMostrar.cfm?coluna_id=3889
Anistia póstuma a João Cândido, líder da Revolta da Chibata, é destaque em audiência pública
Pensem comigo, não deveria haver um representante da marinha brasileira na mesa acima?A revolta ocorreu em 1910, em protesto contra os castigos físicos que eram impostos pela Marinha à época aos marinheiros, como medida disciplinar. A anistia prevista no projeto produzirá efeitos em relação às promoções a que teriam direito os anistiados se tivessem permanecido em serviço ativo, e em relação ao benefício da pensão por morte.
Representando a família do marinheiro gaúcho, João Cândido de Oliveira Neto, sobrinho-neto do líder da Revolta da Chibata, foi saudado pelos participantes do debate e agradeceu os esforços pelo reconhecimento do papel histórico de seu tio-avô.
- Para todos os descendentes de João Cândido Felisberto, além do fato histórico da Revolta da Chibata, é importante resgatar sua figura humana e, junto, resgatar a auto-estima do povo negro - afirmou.
Durante o debate, o presidente da CDH, senador Paulo Paim (PT-RS), anunciou que os senadores farão uma análise da emenda dos deputados ao PLS 45/01 e deverão votar a matéria em regime de urgência.
Ao participar do debate, Antônio Inácio Matos da Silva, coordenador de Formação Política do Movimento Negro Unificado, do Rio Grande do Sul, resgatou aspectos da vida de João Cândido, o "almirante negro", imortalizado em música do João Bosco e Aldir Blanc. O professor ressaltou que os cem anos da Revolta da Chibata, a serem comemorados em 2010, serão lembrados com manifestações em todo o país.
Para frei David Raimundo Santos, assessor da entidade Educação e Cidadania de Afro-descendentes e Carentes (Educafro), ações universalistas não têm sido suficientes para a inclusão da população negra, sendo necessárias políticas afirmativas e medidas reparadoras, como a anistia a João Cândido. No debate, o religioso anunciou a adesão de 11 ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) ao manifesto a favor das cotas para negros nas universidades, entregue ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes.
Discriminação
As leis adotadas ao longo da história do país que privaram os negros do acesso à escola, à terra e aos direitos políticos foram lembradas por Kleber Bispo dos Santos, advogado e assessor da Vereadora Claudete Alves (PT-SP). Como forma de reparação, ele citou representação protocolada junto ao Ministério Público Federal pleiteando indenização aos descendentes de negros africanos escravizados no Brasil.
José Antônio dos Santos da Silva, presidente do Conselho de Participação e Desenvolvimento da Comunidade Negro (Codene), defendeu a unidade dos movimentos negros brasileiros, em defesa da aprovação do Estatuto da Igualdade Racial. Presente ao debate, o deputado Antônio Roberto (PV-MG), relator do projeto na Câmara, disse que a luta pela igualdade racial tem permitido ampliar no Brasil o debate "contra todo tipo de discriminação".
Ao comentar estudos sobre a história da Marinha, Sionei Ricardo Leão, jornalista, professor e membro da Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial, destacou que as Forças Armadas como um todo "têm se tornado um espaço de ascensão da população negra". No entanto, ele apontou como contradição a reduzida presença de afrodescendentes entre os altos escalões das três Forças.
Também participaram da audiência pública Suely Bellato, conselheira da Comissão de Anistia do Ministério da Justiça; Maria Luci Correa Ferreira, representante dos Educadores Negros; Ana do Carmo da Silva Honorato, presidente da Comissão Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial do Grupo Hospitalar Conceição; Sátira Machado, coordenadora das políticas de igualdade racial do governo do Rio Grande do Sul; e Ruben da Silva, representante dos Usuários da Comissão Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial do Grupo Hospitala, do Rio Grande do Sul.
Retirado do link:
http://www.senado.gov.br/agencia/verNoticia.aspx?codNoticia=74914&codAplicativo=2
Situação de muitos negros no país ainda é lamentável, dizem pesquisadores
"O melhor presente que a população negra pode receber nesses 120 anos de 'desescravização' é, precisamente, o Estado brasileiro aprofundar as políticas de igualdade social", afirma o presidente da Associação Brasileira de Pesquisadores Negros, Valter Roberto Silvério.
Ivan RichardAgência Brasil
No dia 13 de maio de 1888, a princesa Isabel assinava o documento que declarava livres todos os escravos do Brasil. Cento e vinte anos depois da Lei Áurea, a situação de parte dos 90 milhões de afrodescendentes do país ainda é lamentável, segundo pesquisadores e organizações que defendem as políticas afirmativas para os negros.
"O melhor presente que a população negra pode receber nesses 120 anos de 'desescravização' é, precisamente, o Estado brasileiro aprofundar as políticas de igualdade social. Só assim vamos, de fato, construir uma nação mais eqüitativa e mais igualitária entre as diferentes populações que aqui habitam”, afirma o presidente da Associação Brasileira de Pesquisadores Negros e coordenador do Núcleo de Estudos Afro-brasileiros da Universidade Federal de São Carlos (Ufscar), Valter Roberto Silvério.
Silvério diz que houve melhoras de condições, "mas tanto o acesso ao mercado de trabalho, quanto à escolarização, ainda são insuficientes para gerar um padrão de igual acesso, igual oportunidade da população negra quando comparada à população branca". Para ele, as políticas públicas de discriminação positiva, como a definição de cotas nas universidades, são a melhor forma de promover a igualdade racial.
Aos que contestam a instituição da política de cotas, ele declara que há um “cinismo, por parte da classe média brasileira", que nega a existência de racismo e que não admite que a educação tem o poder de combater o racismo, por medo de perder seus privilégios. "Esses grupos, que sempre tiveram privilégios, não percebem que essas políticas geram a possibilidade de construção de cidadania para o país, o aprofundamento da construção da cidadania", critica.
O que se discute atualmente, segundo ele, é o aprofundamento de políticas que rejeitam as diferenças e resgatam a dívida histórica com os setores que foram oprimidos ao longo do tempo. A universidade, de acordo com o coordenador, é o espaço onde essas mudanças têm mais alcance pois forma as novas lideranças políticas, econômicas e sociais. Lideranças, destaca, mais tolerantes por conta do convívio com pessoas das diversas classes sociais, origens, etnias.
O ex-secretário de Justiça de São Paulo e coordenador do Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdade, uma ONG que defende a causa negra, Hédio Silva Junior, também defende a política de cotas. Para ele, o debate sobre as cotas fez emergir o racismo brasileiro.
Na avaliação do ex-secretário, há um racismo “estruturante” no Brasil no qual de cada dez pobres, sete são negros. “Obviamente, que a condição social é importante, há desvantagens educacionais, mas foi o racismo que empurrou a população negra para esse lugar”, disse.
Silva Junior critica aqueles que afirmam que as cotas vão estimular o racismo. Para ele, esse é um argumento “falacioso”. “No Brasil há sete documentos públicos em que os brasileiros são classificados racialmente. No formulário de alistamento militar o jovem é classificado racialmente e nunca vi alguém criticar o Exército, as Forças Armadas. Não são as cotas que introduzem no Brasil a classificação social. Sempre existiu aqui. Um branco jamais poderia ser escravo”, exemplificou.
Segundo Silva Junior, na retomada do debate das políticas afirmativas, nos anos 80, alguns diziam que o racismo não existia e citavam o sucesso de Pelé e Gilberto Gil como exemplos disso. Mas na verdade, contrapôs, não se conseguia enumerar mais que cinco negros bem sucedidos.
“A própria expressão 'cada macaco no seu galho' tem um componente revelador de que a sociedade até tolerava viver com os negros, desde de que eles estivessem ocupando certos lugares. Mas quando você tem o negro reivindicando acesso a direitos, a lugares que a sociedade entendia como exclusivos da parcela branca, as pessoas ficam revoltadas”, acentuou.
Silva Junior avalia que a manifestação contrária às cotas tem um aspecto positivo: o estímulo ao debate. “O que lamento é que o debate seja feito de maneira tão desleal e covarde com o argumento de que a classificação racial é iniciada com a política de cotas. O Estado brasileiro sempre impôs a classificação racial. As cotas são um remédio para essa doença que é o racismo no Brasil”.
Apesar da constatação de que o racismo é um forte componente nas relações pessoais no Brasil, o ex-secretário aponta avanços na luta contra o preconceito racial. “Nos últimos anos, tem havido uma mudança muito grande na publicidade brasileira. Uma mudança muito forte imposta pelo movimento negro em relação a afirmação de figuras negras altivas e não apenas com a representação do negro associada à marginalidade e à pobreza. A própria propagando eleitoral mudou”, disse.
Passados 120 anos do fim da escravidão no Brasil, o ex-secretário afirma que o sentimento é de otimismo. “Sou otimista no sentido dessas mudanças que o país tem vivido. Mas, ao mesmo tempo, temos um caminho muito grande até que haja uma verdadeira democracia racial no Brasil”.
Retirado do link:
http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2008/05/13/materia.2008-05-13.1048003228/view
Ipea: 10% dos mais ricos detêm 75% da riqueza
Os dados serão apresentados pelo presidente do Ipea, Márcio Pochmann, nesta quinta-feira ao CDES (Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social) (http://www.cdes.gov.br/) . O objetivo, segundo ele, é oferecer elementos para a discussão da reforma tributária.
Para Pochmann, a injustiça do sistema tributário é uma das responsáveis pelas diferenças. "O dado mostra que o Brasil, a despeito das mudanças políticas, continua sem alterações nas desigualdades estruturais. O rico continua pagando pouco imposto", afirmou.
Ainda segundo a pesquisa a concentração é maior em três capitais brasileiras. A concentração é maior em São Paulo, onde 10% detém 73,4% de toda a riqueza. Esse número cai, em Salvador, para 67% e, no Rio, para 62,9%. Segundo Pochmann, um dos principais responsáveis pela distorção é o sistema tributário em vigor.
Na história brasileira, segundo Pochmann, pouco mudou desde o século 18, quando os 10% mais ricos concentravam 68% da riqueza, no Rio de Janeiro, capital do país. Este é o único dado disponível, no Instituto, anterior à atual pesquisa.
"Mesmo com as mudanças no regime político e no padrão de desenvolvimento, a riqueza permanece pessimamente distribuída entre os brasileiros. É um absurdo uma concentração assim", disse.
Na contramão do equilíbrio fiscal pretendido por qualquer nação civilizada, no Brasil os pobres chegam a pagar 44,5% a mais de impostos do que os ricos, conforme mostra a pesquisa a ser apresentada ao CDES. O economista sugere que os ricos tenham uma tributação exclusiva, para conter esse regime de desigualdade, por meio de uma reforma tributária que calcule a contribuição de cada brasileiro conforme sua classe social.
A pesquisa do Ipea também mostra o peso da carga tributária entre ricos e pobres, que chegam a pagar até 44,5% mais impostos. Para reduzir as desigualdades, o economista defende que os ricos tenham uma tributação exclusiva.
Pochmann afirmou que um dos caminhos é discutir uma reforma tributária que melhore a cobrança de impostos de acordo com a classe social. "Nenhum país conseguiu acabar com as desigualdades sociais sem uma reforma tributária", afirmou.
Retirado do link:
http://rumoresalv.blogspot.com/2008/05/ipea-10-dos-mais-ricos-detm-75-da.html
quarta-feira, 14 de maio de 2008
Manifesto pelas cotas
É verdade, belos e difíceis são os caminhos que nos levam à vales prósperos e distantes.
Há cento e vinte anos, africanos e seus descendentes, depois de trabalharem no Brasil por quase quatrocentos anos de graça, foram jogados na rua sem direito a qualquer tipo de indenização.
Caso contrário, se você crê que as ações afirmativas e as cotas são o mínimo que o Estado brasileiro pode fazer para reparar um grave erro que se perpetua, acesse o link e assine carta e leia o documento incluso.
http://www.manifestopelascotas.net/
terça-feira, 13 de maio de 2008
Download do Fedora 9 - Sulphur - versão final
“O Fedora 9, codinome Sulphur foi oficialmente lançado hoje! O download está disponível via BitTorrent ou download direto através dos espelhos. Para baixar o Fedora 9 acesse: http://www.projetofedora.org/portal/download.
Algumas novidades incorporadas no Fedora 9: * Xorg 1.5 * FreeIPA * Melhorias no NetworkManager * KDE4 * Gnome 2.22 * Live persistence * Novo GDM * Preupgrade * Redimencionamento de partições via anaconda * Upstart * Firefox 3”.
Mais informações no link:
http://www.projetofedora.org/
Para aqueles que continuam acreditando ... num mundo melhor: Alicia Keys Feat. Oumou Sangaré - Fallin (LIVE)
Belo encontro: África e América.
Para aqueles que optaram pelo Ubuntu no notebook
Para acessar o link, clique em:
A função racial da universidade
Como já não é possível condenar as cotas sociais, os conservadores deciciram atacar a discriminação positiva em favor dos negros. Declaram-se republicanos e meritocratas. É como se vivessem num país onde não houve escravidão e não é preciso enfrentar agora a desigualdade racial
Bruno Cava
(25/04/2008)
"The past isn’t dead and buried. In fact, it isn’t even past."
— - William Faulkner
[1]
A partir de 2002, as medidas afirmativas de cotas raciais intensificaram o debate e polarizaram o campo político de esquerda e direita. As primeiras universidades a reservar vagas de forma generalizada a negros e indígenas foram a Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) e a Universidade Estadual do Norte Fluminense. Uma lei estadual fluminense, de 2001, determinou que as entidades reservassem, no vestibular, cotas de 20% para estudantes de escolas públicas, 20% para negros, 5% para indígenas e 5% para pessoas portadoras de deficiência. Desde então, pelo menos 32 outras entidades do ensino superior — como a UFRGS, a UFPE, a UEPB --- instituíram sistemática similar, seja mediante decisões legislativas, seja por deliberações internas.
As primeiras turmas da UERJ sob o novo regime de admissão graduaram-se no ano passado, sem registro de conflitos raciais sérios e com aproveitamento igual às turmas anteriores. Nessa universidade, os estudantes cotistas mantiveram um coeficiente de rendimento médio entre 5% abaixo e 5% acima dos demais, dependendo do curso. Isto é, não houve qualquer diferença mensurável de rendimento acadêmico entre alunos cotistas e não-cotistas.
Certamente não houve "queda do nível". Como também não houve com os ingressos do Programa Universidade para Todos (Prouni), que assegura bolsas para alunos pobres em faculdades privadas. Estes foram até melhor do que os outros, inclusive os admitidos no Prouni pelo critério racial. Se, de um lado, a política afirmativa não é um sucesso absoluto — principalmente nos cursos de menor procura, em que sobram vagas —, por outro "mudou a cara" da universidade, trazendo um colorido todo-especial de novas demandas, valores, idéias, estilos.
Apesar dos bons resultados e de 65% dos brasileiros apoiarem as cotas raciais (pesquisa Datafolha de 2006), a resposta reacionária a elas persiste. Por envolverem critério racial, as cotas vêm recebendo bombardeio mais feroz que as demais políticas de inclusão, tais como as vagas para estudantes de escolas públicas. Para muitos, o problema é a cor da cota. Na UFRGS, alguns gaúchos "indignados" picharam em letras garrafais, à frente do campus: "Negro só se for na cozinha do HU". Outros adversários, mais sofisticados, publicam livros extensos e "imparciais", para provar que a cota racial é ruim, porque não somos racistas.
Muitos mantêm uma atitude tipicamente brasileira: ser contrário em silêncio e guardar o racismo para si, negando-o, menosprezando a história do Brasil. Mas nem sempre o racismo é tão "cordial", como se viu no episódio dos estudantes africanos na UnB, ocasião em que se ateou fogo às suas portas, bem ao estilo Ku-klux-klan.
Argüir que cientificamente não há como definir a raça é tão estúpido quanto afirmar que o negro não existe. A raça não é um conceito biológico. Envolve noções culturais, econômicas e políticas
Que o Brasil seja um país racista é de uma evidência de doer aos olhos. Historicamente racista, economicamente racista, esteticamente racista, culturalmente racista. A democracia racial é um mito que serve à perpetuação das desigualdades socioeconômicas com modulação racial. A tese do povo brasileiro como miscigenação do branco, do indígena e do negro – o mestiço como o substrato da brasilidade – camufla a nossa história, que é a da explícita hegemonia do branco. A elite branca predomina nos cargos públicos de alto escalão, nas chefias empresariais e na direção da grande imprensa.
Negar a existência do racismo no Brasil é esquecer a desmesurada escravidão, que forjou os primeiros séculos desta sociedade. Como se, da abolição aos dias de hoje, aquela multidão de escravos tivesse sido incluída na partilha da produção de bens sociais. Não. A travessia formal do escravo ao negro liberto deu-se sem política de inclusão digna de nota. Manteve-se a posição explorada, subalterna, marginal, sob ininterrupta disciplina policial e preconceito racial. Da capoeira ao samba, do hip hop ao funk. No racismo, trata-se de reconhecer a ligação concreta entre a situação desvantajosa do escravo e a situação desvantajosa do negro no presente.
Argüir que cientificamente não há como definir a raça é tão estúpido quanto afirmar que o negro não existe. A raça não é um conceito biológico. A raça envolve noções culturais, econômicas e políticas. O negro existe. É o resultado de um processo de exploração atravessado por migrações forçadas, alienação do trabalho e repressão violenta, que não cessou até hoje e no qual a cor — seja ela "parda", "mulata", "escura", "morena" – é somente uma manifestação.
A cota puramente econômica não é suficiente. Mesmo que, em princípio, o branco-pobre tenha as mesmas chances do negro-pobre, eles não têm as mesmas chances na sociedade
A ação afirmativa não fomenta o racismo, porém o reconhece para daí se fazer justiça frente a seus efeitos. Fingir que as diferenças não existem não as faz desaparecer como por mágica. O caso não é eliminar as diferenças raciais, mas não permitir que elas sigam refletindo brutais desigualdades. Se reconhecer a obviedade de que existam raças é racismo, então é necessário por assim dizer ser "racista", pois só assim se poderá viabilizar a discriminação positiva.
Alegar que a cota racial é incompatível com a república, por causa da cidadania formal, é viver num mundo abstrato de conto-de-fadas, que favorece a perpetuação das disparidades e da injustiça. A igualdade formal achata as diferenças materiais que são a própria substância da justiça. Tratar os desiguais na medida da desigualdade... Absolutizar a meritocracia é consagrar o egoísmo e o individualismo. Ademais, a meritocracia sozinha é injusta, porque o concurso é uma fotografia que não capta a estrutura socioeconômica e familiar, que também determina o preparo dos concursandos. O concurso não pode ser um critério exclusivo.
A cota puramente econômica não é suficiente. Mesmo que, em princípio, o branco-pobre tenha as mesmas chances do negro-pobre no vestibular, eles não têm as mesmas chances na sociedade como um todo. A Universidade não é um microcosmo nem uma torre de marfim, como a enxergam muitos intelectuais. A universidade conecta-se à sociedade. A sociedade justa depende do ensino justo, que por isso mesmo é o melhor ensino.
Defender a melhoria genérica do ensino fundamental e médio como medida "menos gravosa" às quotas significa mandar a ação afirmativa às calendas gregas, perpetuando a ditadura racial. Uma coisa é diferente da outra. As duas políticas não se excluem, elas se complementam. Passaram-se muitos anos de desídia e hipocrisia nessa questão. A exigência é realizar a democracia racial – no concreto das diferenças – não daqui a cem, vinte ou dez anos, mas aqui e agora. Já!
A militância dos movimentos negros é a melhor maneira de fazer frente à opressão racial. Através da resistência, manifesta seu projeto de justiça e se define como sujeito político. Mais do que em um catálogo de diferenças empíricas, é na própria luta comum que se assenta a singularidade da raça. Expressa-a perante uma sociedade que – da esquerda à direita, a juventude inclusive – não lhe endossa e, quando o faz, resume-se à cômoda indignação.
segunda-feira, 12 de maio de 2008
Software livre, pós-capitalismo e... negócios
(23/04/2008)
De 17 a 19 de abril, em Porto Alegre, o 9º Fórum Internacional Software Livre – FISL 9.0 – reuniu mais de 7,4 mil participantes de 21 países no Centro de Eventos da PUCRS. Desavisados encarariam o evento como um encontro de nerds e fissurados por jogos, acessórios tecnológicos e programas de computador que quase ninguém usa. Ledo engano: no FISL, o maior encontro da área de tecnologia da informação na América Latina, a escolha pelo código aberto revela-se muito mais estratégica do que meramente técnica.
Ao confirmar o Brasil na posição de líder latino-americano no uso, no desenvolvimento e na disseminação do software livre, o 9º FISL mostrou que o código aberto é um potente denominador comum entre hackers, gestores do governo, pesquisadores, empresários e militantes de esquerda no País e no cenário internacional. O clima descontraído do evento, em que os hackers fizeram a festa, crianças circulavam com seus XO, representantes de movimentos sociais se manifestavam e um mestre de cerimônias vestido de pingüim fazia pose para todas as câmeras deu a muitos jornalistas a impressão de que o público se compunha maciçamente de estudantes. Mais um engano: os números consolidados do FISL 9.0 mostram que profissionais e empresários foram o público principal do evento, representando 73% dos participantes.

Para além da possibilidade de ter acesso ao código do programa que se usa, o lema da comunidade do software livre é compartilhar conhecimento e informação. Esse é o ponto de partida que fez o FISL deslanchar desde 2000, e atingir público recorde em 2008. Atraindo atores importantes entre os que constroem e os que decidem sobre o uso do software livre, a nona edição do FISL acaba de confirmar que no Brasil a opção pelo código aberto consolidou-se em setores que se complementam: governo, comunidades da área de desenvolvimento de softwares e mercado. Por paradoxal que pareça, o evento impressionou pela presença de pesos pesados da indústria da informática e da tecnologia da informação, associados em sua maioria ao software proprietário. UOL, Terra, Telefônica, Google, Globo.com, Intel, Sun Microsystems e Yahoo Brasil foram algumas das empresas que participaram do evento, comprovando que o software livre provocou transformações importantes no mercado.
Não há nenhuma contradição em usar o software livre para fazer dinheiro, dizem os empresários que circularam pelos stands do FISL 9.0. Esse é também o ponto de vista do diretor sênior de estratégias para governo da Sun Microsystems nas Américas, Luiz Fernando Maluf. Para ele, a opção pelos sistemas abertos é um modelo de negócios. "Posso provar matematicamente que funciona", diz, dando como exemplo o programa aberto Java, criado pela Sun e que conta hoje com cerca de 30 milhões de desenvolvedores espalhados pelo mundo. A seu ver, a Sun não atingiria o patamar atual – a companhia conquistou o terceiro lugar no mercado global de servidores – se tivesse optado por obter lucro em cima de registro de patentes. Ele explica que o envolvimento de tanta gente com o programa reduz o custo do desenvolvimento e acelera a chegada de cada novo produto ao mercado. O diretor sênior de estratégias para governo da Sun Microsystems nas Américas considera que o modelo de negócios baseado no registro de propriedade intelectual está com os dias contados.
Alternativa à propriedade intelectual: é possível ganhar dinheiro com software livre. Mas o conhecimento é livre. O que cada um desenvolve, a todos pertence
O novo modelo, baseado em serviços e não mais em patentes explica o trabalho de sedução feito por grandes empresas, que aproveitaram o FISL para prospectar talentos da comunidade do software livre. "Desenvolvedores de software livre trabalham por paixão", descreve a administradora de sistema Unix Fernanda Weiden, 26 anos, que, ao fazer uma palestra sobre software livre na Alemanha, em 2005, recebeu uma proposta da Google, onde ainda trabalha. Nos stands das empresas, anunciam-se vagas dentro e fora do país. Graduação e familiaridade com interoperabilidade Windows/Unix são pré-requisitos incontornáveis, mas muitos desenvolvedores são contratados sem ter terminado o curso universitário. Ao que as empresas consultadas no evento indicam, os salários para desenvolvedores oriundos do software livre são mais interessantes. Um jovem profissional em início de carreira pode começar ganhando R$ 4 mil.
Usuários de programas livres, com código aberto, têm a possibilidade de entender como funciona o programa e de alterar a área em que estão registradas as informações que fazem o programa funcionar — o chamado código-fonte. Empresas públicas e privadas podem ter, assim, controle sobre a tecnologia que usam, adaptando os softwares às suas necessidades específicas. Dessa forma, auditorias podem ser feitas com transparência e sem a intermediação de companhias que detêm as informações sobre o programa usado, e cobram caro pela licença para usar seus programas. A General Public License (GPL), que em português significa Licença Pública de Uso Geral, é a licença mais popular para software livre. Permite que qualquer um copie, distribua, modifique e estude um programa. A GPL também determina que nenhum usuário pode se apropriar das modificações que faz no programa. Melhorias são de uso comum e já não pertencem a ninguém. Dessa forma, a lógica do software livre faz a prestação de serviço valer mais do que o produto estanque.
"Vou contar para vocês por que o software livre vai vencer. Não se trata de saber se vai vencer, mas quando", avisa o presidente da Linux International, Jon "Maddog" Hall. Para ele, a queda dos preços dos computadores destoa do alto custo de softwares, que se tornam rapidamente obsoletos e cuja produção baseada no código fechado não consegue competir com os softwares construídos a partir de um modelo colaborativo. Hall percebe o desempenho do Brasil no desenvolvimento e na disseminação de programas em código aberto como fruto de um encontro feliz entre governo, indústria e a comunidade do software livre. Para ele, o Brasil é exemplar em se tratando de desenvolver soluções em larga escala com softwares de código aberto. Ele considera a Caixa Econômica Federal como um dos exemplos mais emblemáticos em se tratando de uso do software livre em larga escala na América Latina.
No Brasil, programas em código aberto vêm sendo adotados tanto em iniciativas públicas quanto no setor privado, afetando a vida até mesmo de quem não usa computador. Quem paga as contas ou vai fazer uma aposta usando terminais instalados nas Casas Lotéricas da Caixa Econômica Federal (CEF) está usando o sistema operacional o Linux, com a distribuição Debian. Saber isso não faz muita diferença, opina o gerente de tecnologia da informação Júlio Schneiders Neto, da Caixa. Para ele, o importante para o usuário é perceber que o uso do código aberto deixou os terminais mais ágeis e aumentou a qualidade das transações nos momentos de pico. "Antes de migraramos para o código aberto, uma transação durava em média 8 a 10 segundos. Agora, a média fica entre 3 e 4 segundos. Essa diferença representou, no ano passado, um incremento de 17% na quantidade de transações em todos os nossos terminais lotéricos", conta Júlio Schneiders Neto.
Órgãos públcios, grandes empresas privadas e estatais, entram na dança. A Caixa economizou 10 milhões e tornou-se muito mais rápida. E o software livre chega às urnas eletrônicas
Em 2006, a CEF livrou-se do monopólio da multinacional Gtech, prestadora de serviços que dominava o sistema de processamento de dados de nove mil loterias espalhadas pelo Brasil. A Caixa migrou todos os seus cerca de 25 mil terminais financeiros lotéricos — que executam também diversas operações bancárias — para o sistema operacional Linux. "Só com licenças coorporativas, que deveriam ser pagas pelo uso de softwares proprietários, economizamos cerca de 10 milhões de reais desde então", calcula o gerente de tecnologia da informação da Caixa Econômica Federal.
A partir das próximas eleições municipais, quem vota também estará usando software livre, já que a Justiça Eleitoral está migrando todas as 430 mil urnas eletrônicas do Brasil para uma distribuição Linux. Técnicos estão desenvolvendo uma distribuição Linux própria para uso nas eleições brasileiras, de forma a fazer com que o sistema fique mais seguro e possa ser controlado exclusivamente pela Justiça Eleitoral. A decisão de migrar para uma distribuição Linux visa atender a legislação brasileira, que determina o uso de tecnologia não proprietária em áreas estratégicas. Optar pelo código aberto também vai otimizar gastos para o Erário: o TSE estima que só nas eleições deste ano serão economizados R$ 4 milhões em licenças de software e contratos de suporte.
"O mal não está nos sistemas proprietários em si e sim no monopólio deles", ressalta o governador do Paraná, Roberto Requião. Ele anunciou durante o FISL que, dentro de um mês, a telefonia privada do Estado será substituída por um sistema que utiliza voz sobre IP e software livre por meio da infra-estrutura de infovias da Copel, empresa estadual de energia. O novo sistema de telefonia foi desenvolvido pela empresa de tecnologia do Estado, a Celepar, que promete uma velocidade cinco vezes maior na rede e um custo de manutenção cinco vezes menor. Com a medida, Requião estima uma economia de 100 milhões de reais por ano para o Estado do Paraná. Valendo-se de uma lei estadual que estabelece preferência por softwares livres nas compras do governo, Requião comemora o fato de 80% dos contratos do governo do Paraná envolverem software livre. Calcula que, no Paraná, 200 milhões de reais deixaram de ser gastos desde 2003 por causa da implantação de sistemas de software livre.
Paraná e Rio Grande do Sul são Estados pioneiros em se tratando da preferência pelos programas em código aberto, tendência na qual o governo federal está apostando, ao definir novas regras para contratar serviços no setor de tecnologia da informação. Uma instrução normativa em processo de consulta pública privilegia soluções livres, sua publicação e seu compartilhamento por meio do portal do software público. Enquanto isso, o governo não apenas usa, mas também disponibiliza soluções que envolvem programas em código aberto. Para o gerente de Inovações Tecnológicas do Ministério do Planejamento, Corinto Meffe, o governo brasileiro está atendendo a demandas reprimidas da sociedade, ao oferecer soluções e prestação de serviços com ferramentas do software livre no Mercado Público Virtual, inaugurado durante o FISL 9.0. No site, órgãos de governo, universidades, pessoas físicas e jurídicas poderão oferecer e adquirir softwares e serviços de treinamento. A intenção é oferecer um catálogo de prestadores de serviço para as 16 soluções livres disponíveis no Portal do Software Público.
Meffe menciona o sucesso do software livre Cacic, o Configurador Automático de Informações Computacionais, um programa que supervisiona e realiza auditoria nas máquinas do serviço público. "Trata-se da primeira ferramenta disponível no portal do Software Público Brasileiro e o primeiro GPL do governo", lembra. A ferramenta foi desenvolvida pela Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência Social (Dataprev) e oferecida como um software público à sociedade pela secretaria de Logística e Tecnologia da Informação (SLTI) do Ministério do Planejamento. Com a versão GPL, ficou assegurado que a Dataprev é a mantenedora-raiz do software, tendo portanto direito de receber de volta todas as inovações que forem introduzidas pelos usuários. O Cacic tem agora mais de nove mil pessoas cadastradas e reúne mais de 730 prestadores de serviço, além de ter a participação de oito países e algumas prefeituras latino-americanas, como Montevidéu e Assunção.
A Construção da Igualdade (parte 1 e 2)
Negras Geografias
“Negras Geografias”,
apresentando os seguintes segmentos em homenagem aos 120 anos da Abolição da Escravatura:
# “Caminhando por Negras Geografias no Centro do Rio”;
# “Negros e Geográficos Pulsares em Certos Versos e Eternas Canções”;
# Mesa Redonda: “Negras Trajetórias”.
Neste contexto, o roteiro intitulado "Caminhando por Negras Geografias no Centro do Rio" terá como ponto de encontro a estação do metrô Praça Onze, às 9 da manhã do dia 13 de maio de 2008.
Inscrições grátis roteirosgeorio@uol.com.br ou celular 8871 7238.
O itinerário obedecerá ao seguinte perfil:
Praça Onze dos bambas da Pequena África do Rio de Janeiro - Sambódromo (visita) - Terreirão do Samba/palco João da Baiana (visita) - Escola Tia Ciata - Igreja de Santana (visita) - Campo de Santana - Rua Buenos Aires - Rua Uruguaiana - Igreja de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito (visita à ex catedral da cidade) - Ouvidor dos acordes iniciais do carnaval de rua - Rua do Carmo - Praça XV - Paço Imperial e de Isabel de Bragança e Bourbon
Coordenação da caminhada : Prof. Dr. João Baptista Ferreira de Mello (do Departamento de Geografia Humana da UERJ)
No mesmo dia 13 de maio, às 17 horas no Auditório 11 da UERJ, situado à Rua São Francisco Xavier 524, 1º andar, no Pavilhão João Lyra Filho, Maracanã, ocorrerá o evento "Negros e Geográficos Pulsares em Certos Versos e Eternas Canções”, com execução de músicas e exibição no telão, bem como respectivos comentários. Entrada Franca.
Às 19 horas e 30 minutos, igualmente no Auditório 11 da UERJ, terá lugar a mesa redonda "Negras Trajetórias" Presidente da mesa: Zeny Rosendahl (professora adjunta e Chefe do Departamento de Geografia Humana da UERJ) com participação de
. Vera Lúcia Couto dos Santos (Miss Brasil 1964 2o lugar - Miss Beleza Internacional 3o lugar, a "mulata bossa nova" da consagrada marchinha);
. Paulo Melgaço - escritor e pesquisador de dança;
. Vanderli Teixeira de Faria (escrivão da Irmandade de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito dos Homens Pretos);
. Waltinho Honorato (jornalista e Diretor de carnaval da Escola de Samba Império Serrano)
. Cláudio Nascimento (Ativista Gay do Arco Íris e Conscientização Homossexual)
O evento "Negras Geografias" tem como propósito destacar a contribuição dos negros em diversos setores da realidade brasileira, bem como os lugares percorridos em suas trajetórias de vida, afora registrar depoimentos diversos sobre a inserção do negro na sociedade brasileira e o significado desta data.
Comissão organizadora: Prof. Dr. João Baptista Ferreira de Mello; Profa. Dra. Zeny Rosendahl, Prof. Michel Vieira de Lima e Silva e bolsistas do NEPEC Melissa Anjos, Ivo Venerotti, Olga Maira Figueiredo, Ana Carolina Lobo Terra e Jean de Carvalho
INSCRIÇÕES GRÁTIS roteirosgeorio@uol.com.br ou informações pelo celular 8871 7238
Configurando a OI Connect(Fast) no notebook do Cabral

Bem, recebi um laptop do governo do Estado do Rio de Janeiro, como podem ver no post anterior. Instalei nele o Ubuntu e parti para configurar a internet. Sem contar com qualquer suporte da OI, pois a conexão se dá através do OI Connect(Fast), fui para os fóruns da comunidade e resolvi o problema. Bom vamos à configuração:
1) Baixe o programa Vodafone, na versão Experimental Releases no link:
https://forge.vodafonebetavine.net/frs/?group_id=12
e proceda a sua instalação, evidentemente você terá de copiá-lo em outro micro e depois instalá-lo no seu laptop.
2) Após a instalação, o vodafone aparecerá no seu menu, através do caminho aplicações/internet/vodafone.
3) Abra o programa e preencha os espaços da mesma forma como podemos ver na figura acima e pronto, você já poderá acessar a internet.
domingo, 11 de maio de 2008
Optando pelo Ubuntu no notebook do Cabral
O que mais lamento é que o governo estadual não tenha nos possibilitado optar pelo Linux, além de nos deixar em palcos de aranha com a possível instalação do Windows Vista Starter, caso seja necessário formatar o sistema. Afinal de contas são tantas as distros existentes, será que nenhuma delas poderia vir instalada, mesmo em dual-boot com o Windows?
Como usuário Linux tenho certeza de que seria importante para todos nós, educadores, alunos e para o próprio governo estadual, neste caso por uma questão de economia, conhecer e desfrutar das infinitas possibilidades deste sistema operacional.
Nós sabemos e a própria Microsoft já o reconhece que o Windows caminha inexoravelmente para a decadência, pois apresenta um modelo de tecnológia ultrapassado. A cultura livre, o compartilhamento de informações, a criatividade e a liberdade trazida pelo código livre vieram para ficar e já demonstram a sua força perante o modelo tecnológico proprietário.
Como força impulsionadora de novas políticas públicas caberia ao governo antecipar-se a esta nova realidade, e proceder ao que seria o início de uma verdadeira revolução na política educacional, não só do Estado do Rio de Janeiro, mas do Estado brasileiro como um todo, ainda mais sendo a atual secretária de educação uma pessoa ligada ao Proderj, a empresa de processamento de dados do Estado do Rio de Janeiro.
Apesar de tudo isso, já estou usufruindo do Ubuntu no meu laptop e escrevendo este texto por seu intermédio, isto depois de muito pesquisar para configurar a internet, que traz o Oi Connect(Fast) como porta de acesso a rede e sem contar com qualquer tipo de suporte da OI. Bem, mas isso é outra história.
terça-feira, 6 de maio de 2008
João Pedro Stedile: Pelo direito de todos - se manifesta sobre as cotas
Uma democracia se mede pela igualdade de oportunidades e direitos que todos os seus membros têm sobre as questões fundamentais da vida. Assim, todos, independentemente de renda, cor, etnia, religião, idade ou opção sexual, deveriam ter as mesmas oportunidades de educação, de trabalho, de renda, de moradia digna, de lazer, de cultura, de terra! Infelizmente, o Brasil é a sociedade mais desigual do planeta. Uma imensa maioria é pobre e não tem as mesmas oportunidades, e uma minoria de 10% concentra riqueza, renda e direitos!. Somos também uma das sociedades mais injustas e menos democráticas.
Alguém já foi atendido por algum médico negro, de origem pobre? Alguém já viu algum piloto de avião, algum dentista, algum empresário, algum construtor negro?
O governo Lula e algumas universidades resolveram adotar um critério de garantir certas cotas de acesso de estudantes pobres e negros às universidades. Deveríamos ter o direito de todos entrar. Como na Coréia do sul, onde 97% dos jovens estão na universidade.
Aqui, temos apenas 8% e mais de 70% deles em escolas particulares, que transformaram a educação em mero negócio. Cobram pesadas mensalidades e os estudantes, iludidos, compram apenas um diploma.
O sistema de cotas virou um “escândalo”. A direita se alvorossou. A classe média se diz “injustiçada”. E agora tem até um manifesto de intelectuais, contra. Deixem de hipocrisia, não aceitam a universalização do ensino superior e ainda são contra que alguns poucos pobres entrem!
As cotas não resolvem, mas ajudam. Não são a solução verdadeira, mas podem contribuir para conscientizar as massas de seus direitos. Não é por nada que o Brasil foi o último país a libertar-se da chaga da escravidão, em 13 de maio de 1888.
Retirado do link:
http://odia.terra.com.br/opiniao/htm/joao_pedro_stedile_pelo_direito_de_todos_168795.asp
segunda-feira, 5 de maio de 2008
Nota de repúdio da Fundação Palmares às declarações do ex-coordenador do Colegiado de Cursos da Faculdade de Medicina da Universidade Federal da Bahia
Nota Pública
A Universidade Pública Brasileira não pode ser palco de ações discriminatórias
Este episódio torna-se mais grave pelo fato de o referido professor ocupar cargo de relevância na estrutura universitária brasileira, eleito pelos seus pares. Revelou-se ainda a força do preconceito e do racismo ainda presentes na sociedade brasileira, notadamente em espaço que deveria ser a linha de frente da defesa da igualdade e da diversidade - a Universidade Pública brasileira. Os comentários do Professor Natalino merecem ainda o repúdio por que expressam não apenas uma opinião pessoal ou um deslize momentâneo, mas o pensamento, ainda vigente no Brasil, de que a presença dos afro-descendentes e sua contribuição para a formação do país é um elemento menor e negativo do ponto de vista civilizatório.
Quanto às cotas para negros nas universidades públicas brasileiras, a opinião preconceituosa do professor, responsabilizando os cotistas pelo baixo desempenho no ENADE, é a que tem balizado a exclusão dos negros do ensino superior no Brasil. Não há nenhuma prova, por mais tênue que seja, de que sua afirmação seja verdadeira. Pelo contrário, pesquisas, estatísticas e o desempenho dos cotistas têm apontado que o aproveitamento escolar dos estudantes cotistas tem sido igual ou superior aos não-cotistas. Portanto, continuar a luta contra a discriminação racial, ampliar os mecanismos de acesso ao ensino superior para os afro-descendentes e implementar as políticas de ações afirmativas em todos os campos do conhecimento será a resposta mais efetiva que a sociedade baiana poderá dar a estas manifestações de preconceito e discriminação.
Por fim, a Fundação Cultural Palmares expressa a sua mais profunda solidariedade com a posição adotada pelo Reitor da Universidade Federal da Bahia, Professor Naomar Almeida, na certeza de que o seu firme posicionamento pelo afastamento do Professora Natalino da coordenação do Colegiado de Cursos será acolhido pela egrégia Congregação da Faculdade de Medicina. Aliado a isto temos a convicção de que a luta pela melhoria da qualidade do ensino superior no Brasil e a democratização do acesso, consolidado pelo atual governo continuarão caminhando lado a lado.
Zulu Araújo
Presidente da Fundação Cultural Palmares
________________________________________________________________
Assessoria de Comunicação
Inês Ulhôa - assessora de imprensa (9966-8898) ines.ulhoa@palmares.gov.br
Marília Matias de Oliveira - marilia.oliveira@palmares.gov.br
Marcus Bennett - marcus.bennett@palmares.gov.br
Telefones: (61) 3424-0164/ 0165/ 0166
Como instalar o Gnome no Kurumin NG
2) Removi tudo quanto é tranqueira do gnome (não tinha nada, obviamente) com apt-get remove --purge gconf2
3) Desinstalei tudo o que não ia usar do Kurumin com o synaptic (não desistalei o KDE. Não faça isso).
4) Utilizei o comando deborphan para verificar se não haviam pacotes orfãos que poderiam ser deletados
5) Dei um apt-get dist upgrade para atualizar totalmente o Debian (e fui tomar um café do outro lado da cidade)
:: Os arquivos baixados estão em /var/chache/apt/archives
6) Usei apt-get install gnome-core gconf-editor evolution epiphany-browser bug-buddy
:: Para a instalação do gnome e alguns programinhas úteis
7) apt-get install gdm para instalar o Gnome Display Manager
:: Dá pra verificar qual é o padrão pelo comando: update-alternatives --config x-window-manager
Maiores informações no link:
http://www.forumpcs.com.br/viewtopic.php?t=39693
domingo, 4 de maio de 2008
Para aqueles que continuam acreditando ... num mundo melhor: Sharon Jones & Charles Walker - Summertime
Com toda a minha alma!!!
Software livre não é ideologia, diz executivo da Sun
Mais informações no link:
http://www.bestlinux.com.br/index.php?option=com_content&task=view&id=3904&Itemid=162
70% do software utilizado no Brasil é produzido no exterior, diz estudo
Mais informações no link:
http://www.bestlinux.com.br/index.php?option=com_content&task=view&id=1781&Itemid=162
Migração para o software livre deve ser um empreendimento pedagógico
Mais informações no link:
http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=migracao-para-o-software-livre-deve-ser-um-empreendimento-pedagogico&id=010150080430
V Colóquio Internacional Trabalho Forçado Africano Brasil, 120 anos da abolição
03 a 05 de novembro de 2008
Em 2008, a abolição da escravatura no Brasil completa 120 anos. Como se sabe, o Brasil foi o último país nas Américas a extinguir a escravidão, evidenciando a importância desta instituição nas ex-colônias portuguesas. Com o objetivo de fomentar e consolidar as redes de investigação neste campo, garantindo formas de difusão do conhecimento já produzido a esse respeito, a Secretaria de Cultura, através da Fundação Pedro Calmon, em parceria com o CEAUP, com o Programa de Pós Graduação em História da UFBA, o Programa de Pós Graduação em História da UEFS e a Pró Reitoria de Extensão da UNEB realizarão no período de 3 a 5 de novembro de 2008, a primeira edição no país do Colóquio Trabalho Forçado Africano.
O Colóquio Trabalho Forçado Africano que o Centro de Estudos Africanos da Universidade do Porto (CEAUP) vem organizando desde 2004, visa a promoção do diálogo entre pesquisadores e a divulgação para o público em geral das modalidades do trabalho forçado africano, desde o século XVI até a atualidade.
Mais informações e programação: http://www.fpc.ba.gov.br/coloquio.asp
sábado, 3 de maio de 2008
Seminário "Políticas de Promoção de Igualdade Racial"

Brasília - DF
07 e 08 de maio
Local: Auditório Nereu Ramos - Anexo II da Câmara dos Deputados - Brasília/DF.
PROGRAMAÇÃO:
Quarta-Feira - Dia 07 de maio de 2008
9h: Mesa de Abertura
- Deputado Arlindo Chinaglia - Presidente da Câmara dos Deputados
- Deputado Adão Pretto - Presidente da Comissão de Legislação Participativa
- Deputado Pompeo de Mattos - Presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias
- Deputado Carlos Santana - Presidente da Frente Parlamentar em Defesa da Igualdade Racial
- Ministro Edson Santos - Ministro da Secretaria Especial da Igualdade Racial
- Ministro Joaquim Barbosa - Ministro do Supremo Tribunal Federal
- Sílvia Cerqueira - Presidente da Associação Nacional dos Advogados Afro-descententes (Anaad)
Leonardo Bandarra - Procurador-Geral de Justiça do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios e
Vice-Presidente do Conselho Nacional dos Procuradores-Gerais de Justiça dos Estados e da União.
10h: MESA 1: Lei Áurea após 120 anos - o que ficou por fazer, como fazer, quando fazer. O
papel do Parlamento na promoção da Igualdade
- Senador Paulo Paim
- Édson Cardoso - Jornal Irohin;
- Wania Santana - historiadora;
- José Jorge - Professor do Depto. de Antropologia da UnB;
- Coordenação: Deputado Pedro Wilson
DEBATES (20 min.)
14h: MESA 2: Igualdade na Saúde e na Segurança: O direito à vida dos afro-descendentes
- Ana Luiza Flauzina - Professora UniCEUB;
- Sueli Carneiro - Geledés;
- Edna Roland - Representante da OnG Fala Preta;
- Coordenação: Deputado Pompeo de Matos
DEBATES (20 min.)
16h: MESA 3: Diversidade Cultural, Educação e Tolerância Religiosa
- Zulu Araújo - Presidente da Fundação Cultural Palmares;
- Hédio Silva Júnior - advogado;
- José Luiz da Silva Valente - Secretário de Estado de Educação do DF;
- Giovani Harvey - Subsecretário de Ações Afirmativas da Seppir;
- Coordenação: Deputada Janete Rocha Pietá
DEBATES (20 min.)
Quinta-Feira - Dia 08 de maio de 2008
9h: MESA 4: Estratégias para a promoção da Igualdade: ações afirmativas e o instituto da
reparação
- Silvia Cerqueira - Presidente da ANAAD, Presidente da Comissão Nacional de Promoção da Igualdade do
Conselho Federal da OAB;
- Renato Ferreira - Pesquisador - Laboratório de Políticas Públicas - UERJ;
- Deputada Distrital Erika Kokay;
- Jaques Jesus - Coordenador do Centro de Convivência Negra da UnB;
- Coordenação: Deputado Carlos Santana - Presidente da Frente Parlamentar em Defesa da Igualdade Racial
e Presidente da Comissão Especial do Estatuto da Igualdade Racial
DEBATES (20 min.)
10h30: MESA 5: O papel do Poder Público na promoção da igualdade racial
- Ela Wiecko Volkmer de Castilho - Procuradora Federal dos Direitos do Cidadão;
- Otávio Brito Lopes - Procurador-Geral do Trabalho;
- Desembargadora Neusa da Silva - TRF/1a Região;
- Almiro Sena Soares Filho - Promotor de Justiça da Promotoria de Combate ao Racismo e Intolerância
Religiosa do Ministério Público do Estado da Bahia;
- Coordenação: Deputado/a
DEBATES (20 min.)
14h: MESA 6: O direito à Terra dos remanescentes de quilombos
- Alexandro Reis - Subsecretário Comunidades Tradicionais - Secretaria Especial de Promoção da Igualdade
Racial;
- Representante da Conaq -Coordenação Nacional das Comunidades Negras Rurais Quilombolas;
- José Antonio Dias Toffoli - Ministro da Advocacia-Geral da União;
- Coordenação: Deputado Adão Pretto - Presidente da CLP
DEBATES (20 min.)
Mais detalhes no link:
http://www.palmares.gov.br/
Ciranda financeira dá lucro a bancos e transnacionais

Esta é uma das formas que se dá a transferência de renda dos setores mais pobres para os setores mais ricos da população sobre os auspícios do Banco Central e de sua política de juros astronômicos, o que nos torna o país com a maior taxa de juros do planeta e paraíso de especuladores, a ponto de nos tornarmos porto seguro de investimento de máfias internacionais. Isto sem falarmos do criminoso spread cobrado pelos banqueiros a cada financiamento ou crediário feito pelos trabalhadores locais nas Casas Bahia da vida, ou em qualquer lojinha de esquina do BMG, BMC e outros. Esta é ou não é a terra do deleite e gáudio dos banqueiros brasileiros e estrangeiros.
Setor privado mantém altas taxas de captação de recursos externos e ganha emprestando esse mesmo dinheiro aos brasileiros, a juros mais elevados
Isso tem ocorrido mesmo em um cenário teoricamente adverso para as captações externas, com a crise do setor financeiro internacional. Números do primeiro trimestre deste ano confirmam esse movimento expressivo de captações externas dos grupos privados. Segundo o Banco Central, as empresas trouxeram do exterior 4,680 bilhões de dólares. No mesmo período de 2007, foram 5,097 bilhões. Esses valores são bem superiores às necessidades de financiamento externo dos grupos privados. Também no primeiro trimestre deste ano, a dívida do setor privado estava em 1,907 bilhões de dólares, mas teve uma taxa de rolagem de 231%. Ou seja, o setor privado tomou no exterior muito mais dinheiro do que em tese precisaria.
Mais detalhes no link:
http://www.brasildefato.com.br/v01/agencia/nacional/ciranda-financeira-da-lucro-a-bancos-e-transnacionais
terça-feira, 29 de abril de 2008
Big Linux + Edubuntu - Uma Excelente Alternativa Livre para as Escolas
Pensando nisso, o usuário "Filipo da Silva Tardim" publicou no site Viva o Linux um artigo interessante chamado "Big Linux + Edubuntu - Uma Excelente Alternativa Livre para as Escolas". Dê uma olhada na descrição:
"Venho com esse artigo compartilhar algumas soluções de software educacional livre, de modo que os professores ou quem quer que tenha interesse, possa ter uma espécie de "guia de referência" para a instalação e utilização de softwares livres voltados à educação."" E um trecho (introdução):
"Sou professor de Informática numa escola pública e há algum tempo venho procurando uma alternativa livre aos softwares proprietários presentes no mercado, uma vez que estes gerariam um custo muito elevado para o Laboratório, tanto com licenças do Sistema Operacional Windows e do pacote Office, quanto para a compra de outros softwares, além do fato das máquinas já serem um pouco defasadas e não suportarem softwares mais atuais, necessitando assim a princípio um investimento em hardware, não em softwares, sendo que nem a primeira conseguimos dar conta.
Depois de um período de experiência pessoal, em contato com vários Sistemas Linux (Ubuntu, Fedora, Kurumin, etc) e após instalar vários programas e ambientes gráficos (KDE, Gnome, etc), considerei o Big Linux como sendo o Sistema Operacional ideal para a grande maioria dos professores que não possuem tempo para estudar o Linux a fundo e conhecer seus recursos avançados. "
http://www.guiadohardware.net/noticias/2008-04/4816076A.html
http://www.vivaolinux.com.br/artigos/verArtigo.php?codigo=8114
domingo, 27 de abril de 2008
Revista Veja, a fadinha dos neocons brasileiros
Há algum tempo o jornalista Luis Nassif vem escrevendo um dossiê com matérias sobre o tal semanário, demonstrando o deserviço que este "pasquim", que me perdoem Ziraldo e companhia, de péssima qualidade presta a sociedade brasileira.
http://luis.nassif.googlepages.com/home
http://desempregozero.org/2008/02/17/batalha-nassifveja-a-grande-imprensa-na-defensiva/
sexta-feira, 25 de abril de 2008
Quilombolas divulgam nota sobre visita de ministro à Ilha da Marambaia
A reunião foi marcada na Igreja e contou com a presença de representante da Marinha. Como fomos avisados com tão pouca antecedência, não houve muito tempo para reunir a comunidade. Na reunião compareceu apenas uma pequena parcela (cerca de 40 pessoas). Edson Santos saudou a comunidade e passou a palavra para a Vânia, presidente da ARQIMAR. Ela perguntou logo qual era o objetivo da visita e qual era a posição do governo em relação à Marambaia.
A comunidade quilombola da Ilha da Marambaia luta para ter o direito à propriedade coletiva do território que ocupa,segundo o artigo 68 da Constituição Federal, e não pela posse individual. Isso vai contra a nossa tradição. As pedras, a mata, as nascentes são parte do nosso modo de vida e, de acordo com o direito das comunidades tradicionais, não podem ser excluídos de nosso território.
Achamos estranho que o Ministro não tenha entregue nenhum documento com essas posições. Queremos garantir nossos direitos e queremos saber se a posição do Ministro é realmente a do governo ou a da Marinha. Por isso esperamos que o Ministro Edson Santos entregue um documento oficial com o conteúdo de sua fala do dia 8 de abril para que a comunidade tome as devidas providências.
Rio de Janeiro, 10 de abril de 2008
Vânia Guerra
ARQIMAR - Associação de Remanescentes de Quilombo da Ilha da Marambaia
Aimé Césaire, um nome para não ser esquecido

Com o pranto dos martiniquenses e com o respeito do mundo, baixou à sepultura, no domingo, 20 de abril, em Fort-de-France, na Martinica, pequena ilha das Antilhas, o poeta e escritor Aimé Césaire, de 94 anos, um dos pais da "Negritude", movimento intelectual negro-africano nascido na década de 30 do século passado. Aimé Césaire é um nome para não ser esquecido. A Negritude que ele criou com o senegalês Léopold Sédar Senghor, o guianense Léon-Gontran Damas e outros jovens de terras colonizadas pelos franceses deixou os limites da literatura e se expandiu pela política.
" A Negritude mostrava que os jovens negros que estudavam em Paris escreviam em francês, mas refletiam a triste realidade da terra natal "
Foi a afirmação do "eu negro". No dizer do sociólogo brasileiro Clóvis Moura, ele também envolvido pela Negritude, "ela objetivava desalienar não apenas as populações negras, mas todos aqueles estratos populacionais que, de uma maneira ou de outra, se sentiam oprimidos e marginalizados pelo sistema dominante em qualquer parte".
A Negritude mostrava que os jovens negros que estudavam em Paris escreviam e poetavam em francês, mas refletiam a triste realidade da terra natal, tão distante na África Ocidental ou na América. Segundo o historiador negro do Alto Volta Joseph Kizer Bo, "um dos aspectos fundamentais da Negritude é a afirmação em si, após a longa noite de alienação, como aquele que sai de um pesadelo e apalpa o corpo todo para se reconhecer a si próprio, como o prisioneiro libertado que exclama bem alto: 'estou livre!', embora ninguém lhe pergunte nada".
Como poesia, a Negritude usou a linguagem do surrealismo e teve em André Breton o seu mestre inspirador. Como o poeta francês, os jovens literatos negros levaram para o domínio da arte o inconsciente, a fantasia e o sonho. Breton proclamou: "em matéria de revolta, antepassados é coisa que não falta a ninguém". Aimé Césaire afirmou em seus versos: "minha negritude não é uma gota d'água morta / sobre o óleo morto da terra / minha negritude também não é uma torre ou uma catedral / ela mergulha na carne vermelha do solo / ela mergulha na carne ardente do céu".
" A Negritude foi buscar inspiração poética no surrealismo de Breton, mas deve sua projeção mundial ao ativismo político e à crítica do filósofo e escritor Sartre "
Se a Negritude foi buscar inspiração poética no surrealismo de Breton, ela deve sua projeção mundial ao ativismo político e à crítica do filósofo e escritor Jean-Paul Sartre. A percepção anti-colonialista de Sartre se expressou claramente quando ele prefaciou, em 1948, a antologia da nova poesia negra e malgaxe de língua francesa ("Anthologie de la nouvelle poésie nègre et malgaxe de langue français"): "eis aqui homens negros em pé que nos olham (...) Hoje, esses homens negros nos olham e nosso olhar entra em nossos olhos; tochas negras, por sua vez, clareiam o mundo e nossas cabeças brancas não passam de pequenos lampiões balançados pelo vento".
O prefácio de Jean-Paul Sartre foi um autêntico passaporte diplomático para que a Negritude cruzasse oceanos para emocionar novas gerações de negros e brancos que viam e criticavam o mundo pela ótica terceiro-mundista e anti-colonialista. No Brasil, o poeta e ator Abdias do Nascimento criou e dirigiu o Teatro Experimental do Negro e o jornal "Quilombo", que encenou e publicou, dos anos 40 aos anos 60, dramas e mensagens da Negritude. Era uma forma de organizar os negros brasileiros, fossem eles da nascente classe média ou do operariado.
Outro poeta, Solano Trindade, também deu vida à Negritude, cantando-a ora como uma sofrida balada amorosa: "É preciso fugir / de todo amor que faz sofrer / é preciso fugir do amor.../ Talvez a chuva lá fora faça bem / talvez o frio da noite /seja como alguém...". Ou com ardor e ira incontida: "Ah! quantas caras tristes / querendo chegar / em algum destino / em algum lugar / Trem sujo da Leopoldina / de novo a correr / de novo a dizer / tem gente com fome / tem gente com fome / tem gente com fome...".
Léopold Sédar Senghor e Léon-Gontran Damas se foram. Há pouco, em Fort-de-France, foi-se Aimé Césaire. A Negritude, a revolução do olhar que encantou Jean-Paul Sartre, também vai saindo de cena. Chegou a vez dos novos poetas e escritores da "Crioulidade". E com eles no palco literário uma pergunta se impõe: seria Césaire um "anti-crioulo"? Não, respondem eles. O mestre foi um ante-crioulo. A Negritude cesairiana abriu passagem para a consciência de uma Antilhanidade e de uma Africanidade que vieram para ficar.
" Aimé Césaire recebeu honras de Estado, privilégio só concedido a escritores como Victor Hugo, Paul Valéry e Sidonie Gabrielle Colette "
Na mesma Paris, berço da Negritude nos anos 30, escritores e poetas como Patrick Chamoiseau e Giséle Pineau lançaram um ensaio coletivo, na verdade um livro-manifesto, o "Elogio da Crioulidade" ("Eloge de la Creólíté").Bradam eles: "nem europeus, africanos ou asiáticos. Nós nos proclamamos crioulos!". Os que chegaram há pouco sabem bem que Césaire, Senghor e Damas repensaram o papel da cultura francesa em suas próprias identidades e denunciaram a discriminação e a marginalidade social em que viviam.
No Brasil, a Negritude transformada em versos candentes por Solano Trindade também se foi com a morte do poeta, em 1974. Mas outros ocuparam o seu lugar, como a baiana Shirley Pimentel de Souza: "As 'pragas devastadoras' invadiram a Diáspora, / e embranqueceram nossa cultura / transformaram em vovós e vovôs, / nossas iaiás e ioiôs...".
Em 2005, Aimé Césaire se recusou a encontrar o então ministro do Interior da França, Nicolas Sarkozy, porque o partido do político tendia a apoiar projeto de lei que atribuía legado positivo ao colonialismo francês. A lei não foi sancionada. Em 2008, Nicolas Sarkozy, como presidente da França, foi a Fort-de-France para assistir ao sepultamento do poeta. E Aimé Césaire recebeu honras de Estado, privilégio só concedido a escritores como Victor Hugo, Paul Valéry e Sidonie Gabrielle Colette.
Eloy dos Santos é jornalista
Matéria retirada do link:
http://oglobo.globo.com/opiniao/mat/2008/04/25/aime_cesaire_um_nome_para_nao_ser_esquecido-427060376.asp
Foto retirada do link:
http://gavetadoautor.wordpress.com/2008/04/17/morre-poeta-aime-cesaire-voz-do-orgulho-negro-frances/
Sabotagem e Violência da Igreja Universal na Alerj!!!
Os acontecimentos de ontem na Alerj, por ocasião da Audiência Pública que deveria ter contado com a presença de autoridades como o Secretário de Segurança, José Mariano Beltrame e o Procurador Geral da Justiça (Ministério Público), Marfan Vieira, são o resultado da sabotagem promovida pela Igreja Universal.
Vamos a um resumo, passo a passo:
Legislativa
2 - A presidente da Comissão do Combate á Discriminação da Alerj é uma deputada eleita pela igreja Universal (Beatriz Santos)
3 - A deputada tenta então, de todos os modos, evitar a convocação da audiência pública convocada pelo nosso irmão Átila.
4 - Pressionada pelos terreiros e entidades dos cultos afro-brasileiros, a deputada da Igreja Universal convoca apenas um simples bate-papo dos membros da Comissão de Combate à Discriminação - E NÃO UMA AUDIÊNCIA PÚBLICA COM AUTORIDADES, conforme havia sido solicitado.
deputado Jorge Picciani, presidente da Alerj, interviesse e exigisse que ela convocasse a audiência com a presença das autoridades.
8 - Finalmente chegou o dia da audiência pública sob a presidência da deputada da Igreja Universal. Todos estranharam a ausência das autoridades, com destaque especial para a falta do Procurador Geral, Mafan Vieira, chefe máximo do Ministério Público, fundamental para ouvir as denúncias.
9 - Poucos minutos antes da audiência, o deputado Átila Nunes, na presença de todos os deputados e das lideranças da nossa religião, trava o seguinte diálogo com a deputada Beatriz Santos da Igreja Universal:
Átila Nunes: " - Deputada, a senhora convocou todas as autoridades?"
Beatriz Santos: " - Sim, deputado, todas..."
Átila Nunes: " - Todas mesmo, deputada, inclusive o Procurador Geral do Ministério Público?"
Beatriz Santos silenciou.
Átila Nunes voltou à carga e repetiu a pergunta: "- A senhora convocou o Procurador?"
E Beatriz confessou: "- Não..."
13 - Visivelmente irritada, a deputada encerra a audiência abruptamente, não permitindo que vários líderes e deputados fizessem uso da palavra
14 - As pessoas estão deixando o plenário e ela pede uma reunião ali mesmo no canto do plenário, com o Subsecretário de Segurança, única autoridade presente
15 - O deputado Átila Nunes e seu filho, Átila Nunes Neto se aproximam do Subsecretário para se despedirem.
16 - Neste momento, seguranças da deputada da Igreja Universal impedem de forma truculenta a aproximação dos dois, instalando-se um caos que exigiu a rápida atuação dos agentes de segurança da Alerj, já que seguranças particulares não podem agir nas dependências da Assembléia Legislativa.
17 - Os seguranças da deputada da Igreja Universal lançam ameaças á vida de Átila Nunes e Átila Nunes Neto. Um deles é identificado como policial militar requisitado e comissionado no gabinete da deputada Beatriz Santos.
18 - Os agentes detém o segurança da deputada e o identificam. É registrada a ocorrência, com a posterior comunicação ao Chefe do Estado Maior da PM denunciando o despreparo e o tom ameaçador vingativo do policial militar que faz a segurança da deputada que, segundo confissão dela, também é evangélico.
Essa deputada, cuja Igreja prega o ódio aos cultos afro-brasileiros e o ódio aos homosexuais, JAMAIS poderia ser presidente da Comissão de Combate à Discriminação da Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro!
Isso é uma afronta à democracia!
MARCUS LÚCIO DE OXOSSE
Mostra de Cinema da África e da Diáspora Negra "Espelho Negro" "ESPELHO ATLÂNTICO"
"ESPELHO ATLÂNTICO"
A CAIXA Cultural recebe, de 22 a 27 de abril, a mostra "Espelho Atlântico".
Com direção geral da cineasta Lilian Solá Santiago, o evento traz uma
primorosa seleção de filmes africanos e da diáspora negra para o Rio de
Janeiro. Espelho Atlântico é uma abordagem atual e significativa da
produção cinematográfica africana contemporânea e também da realizada fora
do continente, mas que dialoga diretamente com a herança cultural do
continente africano.
serviço
Mostra Cinematográfica Espelho Atlântico
Local: CAIXA Cultural RJ – Cinema 1
Endereço: Av. Almirante Barroso, 25, Centro (ao lado da estação Carioca do metrô)
Tel: 21 2544 4080 – Site: www.caixacultural.com.br
Temporada: de 22 a 27 de abril de 2008
Sessões: a partir das 19h (curta-metragem sempre seguido de um longa metragem)
Classificação etária: confira a programação
Preço: R$ 4,00 (inteira); R$ 2,00 (meia-entrada)
Acesso para portadores de necessidades especiais


