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domingo, 21 de dezembro de 2008
É Samba na Veia, é Candeia

Infelizmente termina hoje, no Centro Cultural Banco do Brasil. Esperamos vê-la em breve em um teatro maior e numa temporada regular.
Antônio Candeia Filho, o sambista politizado que lutou pelo movimento negro e pela preservação das origens do samba - sem nunca prejudicar, com o discurso engajado, a beleza de suas músicas. O espectador é transportado para dentro do quintal da casa do compositor, onde participa de uma verdadeira roda de samba com direito a rodada de feijão amigo. Candeia e sua mulher, Leonilda, são vividos, respectivamente, por Jorge Maya e PatríciaC osta. Com elenco de doze atores e três instrumentistas.
Criado em Oswaldo Cruz, subúrbio do Rio, Candeia foi fiel à sua vocação de sambista, com apenas 17 anos, compôs para a Portela o primeiro samba enredo do carnaval carioca a receber a nota máxima do júri.
Dono de diversos sucessos, suas canções foram cantadas por grandes cantoras como Elizeth Cardoso e Clara Nunes, por sinal, a primeira cantora brasileira a romper a marcar de 500 mil discos vendidos com "O Mar Serenou".
Certamente, a nova geração já ouviu músicas de Candeia, mas desconhece quem é o compositor de "Preciso me encontrar", sucesso na voz de Marisa Monte - "deixe-me ir preciso andar, vou por aí a procurar, rir pra não chorar..."
O público é brindado com um ótimo texto de Eduardo Rieche e a direção competente de André Paes Leme, que conduz o elenco numeroso com maestria. Não cabe aqui, falar desse
ou daquele ator, visto que todos estão muito bem no conjunto geral, seja cantando, dançando e interpretando diversos papéis. Porém, não podemos deixar de falar de Jorge Maya, veterano ator de musicais, que empresta seu talento à interpretação de Candeia, numa atuação convincente e emocionante que atinge o ápice na interpretação de "Preciso me Encontrar".
Neste momento o público vai às lágrimas. Candeia, vítima de um acidente, está preso a uma
cadeira de rodas, os versos da canção ganham muita força - "rir pra não chorar...".
A produção espera que seja longa a trajetória deste espetáculo e que após a temporada do CCBB, ganhe outras praças, tamanha sua importância na cultura nacional, mostrando um compositor guerreiro que durante a década de 70, fundou a sua própria agremiação - quilombo - para combater o gigantismo e a descaracterização que percebia nas escolas de samba."
PS. Não sei de quem é o texto acima, se alguém souber...
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quinta-feira, 4 de dezembro de 2008
I Mostra de Cinema do Subúrbio

O subúrbio carioca, região onde as manifestações culturais são abundantes, terá seu primeiro festival audiovisual próprio. É a I Mostra de Cinema Suburbano, evento que reunirá a produção de vídeos independentes que tratem dos temas relacionados ao subúrbio do Rio de Janeiro.
A mostra é organizada pelo Cineclube Subúrbio em Transe e acontece entre os dias 05 e 13 de dezembro no Pontocine, sala de cinema digital, localizada em Guadalupe. Segundo os organizadores, o que motivou o evento foi a celebração dos 150 anos das linhas de trem que ligam o subúrbio ao centro, além da intenção de reunir produtores independentes, que são mais numerosos a cada dia.
As exibições reunirão sempre um curta e um longa-metragem. Entres os selecionados estão “L.A.P.A” de Cavi Borges, “Maré, Nossa Historia de Amor” de Lucia Murat e “Chuva de Verão” e “Um Trem para as Estrelas” de Cacá Diegues. No encerramento da Mostra será realizada a primeira exibição pública da cópia restaurada do filme “Rio, Zona Norte” de Nelson Pereira dos Santos.
As sessões são gratuitas, com entradas sujeitas a lotação da sala. Após as exibições haverá debates com o público.
Programação
_Sexta, 05/12
16h - Lá no fim do mundo, do Mate com Angu, 20'
Pedregulho: O sonho é possível, de Ivana Mendes, 52'
16h - O Subúrbio no Trem, de Hugo Labanca, 6'
Um Trem para as Estrelas, de Carlos Diegues, 103'
_Sábado, 06/12
16h - Minha Rainha, de Cecília Amado, 15'
Carnaval, bexiga sombrinha e funk, de Marcus Faustini, 60'
18h - Susi Brasi, de Renata Than, 20'
Alma Suburbana, de Luiz Claudio Lima, Hugo Labanca, Leonardo Oliveira, Joana D'arc, 75'
_Domingo, 07/12
16h - Miragem em Abismo, de Eryk Rocha, 30'
Não quero falar da Chacina, de Antônio Ernesto, 52'
18h - Vila Mimosa, de José Santos e Orsi Balogh, 17'
Fala Tu, de Guilherme Coelho, 74'
_Terça, 09/12
16h - Crônicas de uma Vida Comum, de Júlio Pecly e Paulo Silva, 20'
L.A.P.A, de Cavi Borges e Emílio Domingos, 75'
18h - O poeta de Vigário, de Paulo Marcio, 15'
Chuvas de Verão, de Carlos Diegues, 93'
_Quarta, 10/12
16h - A lama, a Parabólica e a Rede, de Rejane Calanzans e Clarisse Vianna, 20'
Maré, Nossa História de Amor, de Lucia Murat,100'
18h - O Poeta do Samba, de Luiz Claudio Lima, 15'
Paulo da Portela, de Demerval Neto, 55'
_Quinta, 11/12
16h - O Campim, Don, 18'
Vida, Paula Gaitán, 70'
18h - São Jorge de Camunguelo, Karen Arkiman, 20'
Uma Avenida chamada Brasil, Octávio Bezerra, 85'
_Sábado, 13/12
10h - Rio, Zona Norte, de Nelson Pereira dos Santos, 95'
I Mostra de Cinema do Subúrbio
De 05/12 a 13/12
Pontocine - Estrada do Camboatá, 2300 - Guadalupe Shopping
Informações: (21) 3106-9905
Brasil é quarto país em mortes de jovens
O relatório “Mapa da Violência: os jovens da América Latina 2008” aponta o Brasil como o quarto país em mortes violentas de jovens. Comparado a outros 82 países, o Brasil possui uma taxa de 79,6 jovens (de 15 a 24 anos) mortos de forma violenta por 100 mil. O relatório foi divulgado pela Rede de Informação Tecnológica Latino-Americana (Ritla) e apresenta dados do ano de 2005.
Segundo o estudo, o Brasil é o terceiro país do mundo em índice de vitimização juvenil no quesito homicídios: a taxa de jovens mortos por assassinato é 170% maior do que a de brasileiros com menos de 15 e mais de 24 anos e o oitavo país do mundo em mortes violentas, com taxa de 49,1 óbitos por 100 mil. As mortes violentas somam as ocorrências de homicídio, suicídios e acidentes de trânsito.
Para a coordenadora da vertente Direitos Humanos do Observatório de Favelas e coordenadora geral do Programa de Redução da Violência Letal Raquel Willadino, nenhum projeto sozinho vai solucionar o problema: "É fundamental construir uma política nacional voltada para a redução da letalidade e que os municípios também se sensibilizem. É necessário pensar políticas públicas em âmbito federal, estadual e municipal", acredita.
Geografia da violência
O estudo aponta que o número de homicídios entre jovens é maior na América Latina por causa da exclusão social. O relatório diz que a desigualdade de renda explica 63,5% das mortes de brasileiros jovens. Para o conjunto da população, a concentração de renda explica 59,7% das taxas de homicídio.
O pesquisador do Laboratório de Análise da Violência (LAV) da UERJ, João Trajano, refuta essa idéia. Para ele "o perfil das vítimas é um indicador importante. São em sua maioria negros, pobres e moradores de favelas em grandes cidades. O volume de homicídios em áreas mais pobres é um número incontestável".
Na América Latina, um jovem tem 30 vezes mais chance de morrer assassinado do que um jovem europeu. A taxa de mortalidade violenta entre eles na América Latina é de 43,4 por 100 mil. Na Europa, 7,9 por 100 mil, a mais baixa do mundo.
Jovens como foco de políticas públicas
O estudo ainda indica que a redução de homicídios no Brasil a partir de 2003 coincide com a campanha de desarmamento. De 2003 a 2004, há queda de 5,5% nos óbitos com armas de fogo. Em 2005, 1,2% a menos, com relação ao ano anterior, e em 2006, 1,8%. Trajano já acredita que ligar a queda de homicídios à campanha de desarmamento é um pouco prematuro: "Pohttp://www.observatoriodefavelas.org.br/observatoriodefavelas/noticias/mostraNoticia.php?id_content=427de haver outros indicadores sociais, mas as taxas de homicídios ainda são muito elevadas. Não temos muitos motivos para comemorar".
O pesquisador aponta que iniciativas de prevenção da violência devem estar focadas nos jovens. "É preciso inserir esse jovem em programas de educação, lazer e auto-estima, combinando com projetos na área de segurança", explica.
Os países com maior taxa de homicídio juvenil são El Salvador, com 92,3 por 100 mil; Colômbia, com 73,4; Venezuela, 64,2; Guatemala, 55,4; e Brasil, onde 51,6 adolescentes de cada 100 mil são assassinados.
Veja aqui a íntegra do ‘Mapa da Violência: os jovens da América Latina 2008’
Retirado do link:
http://www.observatoriodefavelas.org.br/observatoriodefavelas/noticias/mostraNoticia.php?id_content=427
terça-feira, 2 de dezembro de 2008
II Encontro de Performance e Política das Américas
O evento reunirá pesquisadores e artistas de diversas localidades em torno das discussões sobre "o universo fronteiriço dos estudos da performance", explica o professor Zeca Ligiéro, coordenador do Nepaa.
Este ano, palestras com Amir Haddad, Augusto Boal, João Gabriel Lima (UNB), John Dawsey (USP), Regina Muller (Unicamp) e Cesar Huapaya (UFES) somam-se à oficinas, performances e demonstrações práticas dos alunos e pesquisadores do Núcleo.
Maiores informações podem ser obtidas no campus da Unirio
Av. Pasteur, 436 - fundos, Urca
Rio de Janeiro, RJ
Fone: (21) 2542-2565
PROGRAMAÇÂO:
Terça-feira, 2 Dezembro 2008
15-19h: ABERTURA OFICIAL DO ENCONTRO
Conversa com Amir Haddad e Augusto Boal
Local: Jardins do CLA
Quarta-feira, 3 Dezembro 2008
15h: MESA REDONDA
A performance artística coletiva como instrumento de luta política.
A ciração do Bloco Bienal Vade Retro como protesto ao projeto da Prefeitura de criação do Museu Gugheheim.
- Elisa de Magalhães - Artista Visual, Performer; Mestre em Artes Visuais - UERJ
- Mário Delrei - Ex-Vereador e futuro Assessor da Secretaria de Cultura do Município do Rio de Janeiro
- Xico Chaves - Artista Visual, Organizador da Rede Nacional de Artes Visuais e Assessor Especial da FUNARTE
- Alexandre Lambert - Artista Visual, Cenógrafo, Representante da Região Sudeste no CSAV - Colegiado Setorial de Artes Visuais/MinC
Local: Sala de Áudio -Visual
17h: VÍDEO DO NEPAA
Histórias de Dona Zefa (Vale do Jequitinhonha), de Zeca Ligiéro.
Local: Sala de Áudio -Visual
18h: APRESENTAÇÃO DA TURMA DE LED
A criação do mundo segundo Dona Zefa e outras narrativas.
Direção: Zeca Ligiéro; Assistência: Juliana Manhães.
Local: Sala Roberto de Cleto, 6º Andar
Quinta-feira, 4 Dezembro 2008
14-15h: ENCENAÇÃO SONORA
Aldeia dos Pássaros (inspirado em lendas indígenas), de Iremar Maciel de Brito.
Direção: Maria Cristina Brito.
Ambientação sonora: Jussara Trindade.
Elenco: Maria Inês Galvão, Simone Beghinni, Nathalia Soledade, Diogo Carneiro e Jussara Trindade.
Local: Sala Esther Leão, 2º andar
16-17h: CONVERSA COM O CACIQUE DARCI TUPÃ
(da Aldeia TEKOA MBoy-Ty) sobre a cultura Guarani e a oficina "O Treinamento do Guerreiro Guarani".
Local: Sala Nelly Laport - térreo
17-20h: PESQUISADORES DO NEPAA
- Profa. Dra. Denise Zenícola: Samba, corpo e performance.
- Profa. Dra. Denise Telles: Teatro Oca, uma incursão na dramaticidade dos cantos, contos e danças indígenas.
- Profa. Doutoranda Jussara Trindade: A imagem sonora em Aldeia dos Pássaros.
- Prof. Dr. Iremar Maciel de Brito: O jogo teatral no espetáculo.
- Prof. Dra. Maria Cristina Brito: O ator dramaturgo do invisível.
- Profa. Dra. Ausonia Bernardes Monteiro: O palhaço Gigante.
- Prof. Dr. Cláudio Alberto Santos: Tambores Incandescentes e corpos em êxtase.
- Prof. Doutorando Licko Turle: Teatro sem arquitetura, dramaturgia sem literatura, ator sem papel.
- Diretor e autor Antonio Pedro Borges: To play or not to play: o trabalho teatral do CETE.
- Prof. Dr. Zeca Ligiéro: 10 anos de NEPAA.
Local: Áudio-Visual 4º andar
20h: APRESENTAÇÃO DE TRABALHOS DOS ALUNOS DA TÉC. PARALELAS I
Laboratório Holo-arte: fluidez, singularidades e criação.
Local: Sala Nelly Laport - térreo
Sexta-feira, 5 Dezembro 2008
13-15h: MESA REDONDA SOBRE PERFORMANCE E POLÍTICA
- Cesar Huapaya - UFES: O encontro da encenação com a performance.
- João Gabriel - UNB: Patrimônio imaterial, performance e identidade.
- John Dawsey - USP: Teatro dos bóias-frias e sonhos de bio-combustível no Brasil.
- Regina Muller - UNICAMP: Corpo em movimento e sujeito-personagem: discussão teórico-metodológica sobre uma pesquisa em dança indígena.
Local: Áudio-Visual 4º andar
15-16h: MESA REDONDA
CURSO DE PERFORMANCE POLÍTICA NO PERU - INSTITUTO HEMISFÉRICO - Convênio com o NEPAA
Relato dos alunos-bolsistas da UNIRIO de 2006 a 2008.
Local: Áudio-Visual 4º andar.
16-18h: MESA REDONDA COM MESTRANDOS- NEPAA
- Aressa Rios - A Folia de Reis na cidade de Volta Redonda: uma síntese da formação cultural brasileira.
- Camile dos Anjos - Tonheta: Arqueologia e Composição.
- Carina Maria Guimarães - Salve o rei do movimento: a performance do caboclo no ritual de Umbanda.
- Carlos Roberto dos Santos Alves - Hip hop carioca: transformações sociais e mudanças culturais em comunidade periférica.
- Cássia Pires - A Performance da(o) Coreira(o) do Tambor de Crioula do Maranhão.
- Juliana Manhães - O corpo ritualizado do cazumba na performance do bumba-boi no Maranhão.
- Michele Campos - A Cena Paraense de Luis Otávio Barata: performance, ritual e cultura popular.
- Natália Soledade - O Mito no Teatro da Crueldade.
- Simone Beghnnini - A encenação da crueldade no ensaio sobre a cegueira de José Saramago.
Local: Áudio-Visual 4º andar
18-19h: VÍDEO DO NEPAA
Entrevista com Richard Schechner: Rasa Boxes e a Performance Indiana de Denise Zenícola.
Local: Áudio-Visual - térreo
19h: PERFORMANCES
- Ritos: uma inspiração artaudiana, com Michele Campos.
- Sambiguidade, com Catia Costa.
- Chica Chic, Carmen em performance, com Regina Polo Muller.
Local: Sala Esther Leão 2º andar

