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sábado, 14 de janeiro de 2012

Babá de filhos de atriz processa presidente de clube por racismo

 Fonte:  odia

POR FRANCISCO EDSON ALVES

Rio - Marcus Gonçalves Arnizaut de Mattos, presidente do Clube Paissandu, um dos mais tradicionais da Zona Sul, na Lagoa, vai responder a processo por maus-tratos e racismo. De acordo com registro feito na 14ª DP (Leblon) na quinta-feira, ele teria expulsado, aos gritos, Ingrid Garcia, 33 anos, porque ela não vestia calça jeans clara. Ela é babá dos dois filhos da atriz Fernanda Torres, que faz a personagem Fátima da série ‘Entre Tapas e Beijos’, com o cineasta Andrucha Waddington.

A cor passou a ser uma exigência da diretoria, mas Ingrid estava com o filho mais novo do casal, de 3 anos, e não tinha conhecimento da regra. O advogado Arthur Lavigne, um dos mais conceituados do Rio, foi contratado por Fernanda e Andrucha para defender a babá.

“Pedi autorização especial para aquele dia e que o clube enviasse um e-mail para meus patrões, para que providenciassem novo uniforme. Só que esse senhor (Marcus Gonçalves) entendeu isso como insulto e, na frente do menino, que ficou assustado, e de vários sócios, aos berros, disse que era para eu calar a boca e sair do clube. Me senti humilhada”, disse Ingrid.

O DIA tentou falar nesta sexta-feira com Marcus Gonçalves, mas, segundo a secretaria do clube, ele não foi encontrado. Marcus não retornou os recados deixados com sua secretária e na caixa postal de seu telefone residencial.

1 comentários:

  1. João Paulo Ferreira de Assis14 de janeiro de 2012 18:26

    É muito justo que a Ingrid Garcia processe esses crápulas. Já não é sem tempo.
    Estamos vivendo uma guerra. De um lado a especulação imobiliária incendiando favelas em São Paulo para expulsar populações pobres, e de maioria negra. De outro lado, temos os grandes latifundiários tentando se apossar das terras das comunidades quilombolas e das reservas indígenas. Vejo com preocupação que vocês lutam sozinhos, os índios lutam também sozinhos. Porque vocês não estabelecem uma aliança entre índios, quilombolas e favelados para uma resistência comum? Conjugando forças a vitória é certa.

    João Paulo Ferreira de Assis, Professor de História.

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