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domingo, 27 de maio de 2007

Complexo do Alemão

Moro próximo ao Complexo do Alemão, trabalho numa escola onde grande maioria reside ou é vizinha deste local. Temos grandes problemas, mas um deles, o desemprego, se destaca entre todos os outros. Inúmeras foram as empresas que abandonaram esta vizinhança nos últimos 25 anos, pelo menos. A Pepsi, a Antártica, e mais recentemente a Coca-Cola exemplificam este fato. Tradicionalmente, esta área caracterizou-se pela grande presença de indústrias, as mais diversas. Ficaram algumas como a Plus-Vita e a Café Capital, contudo, não sabemos por quanto tempo, dado a ausência do poder público e, a conseqüente falta de segurança. As escolas são o único segmento do Estado presente aqui e atuando com alguma competência. Fora isso, só a polícia e daquela forma já conhecida.
As várias favelas, a quem gosto de chamar de bairros proletários, cresceram acompanhando o processo de industrialização da região. A facilidade de acesso ao emprego destaca-se como um dos aspectos mais importantes na formação de bairros operários. Com o desemprego em massa, as populações aqui residentes ficaram a mercê, desta violência maior e para muitos o tráfico tornou-se a solução para sua sobrevivência.
Estamos já com algumas semanas de conflitos entre a polícia e o tráfico, quando isso terminará não sabemos, contamos com o apoio divino para evitarmos maiores dissabores. O governo Sérgio Cabral, que em sua campanha política afirmou ser contra o uso do "Caveirão" faz deste o símbolo maior e o elemento principal de sua política de segurança. Cabe a nós então, no momento, contarmos as vítimas, entretanto, fiquem cientes senhores governantes, daremos o troco.
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