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terça-feira, 3 de julho de 2007

Entidades de luta por direitos humanos criticam operações no RJ

“Manifesto público contra mega-operação no Alemão

A mega-operação realizada ontem (26) no Complexo do Alemão, em conjunto com a Força Nacional, e que resultou na morte de pelo menos 21 pessoas e nove feridos, inclusive crianças, é resultado de uma política de segurança pública baseada no confornto e é criminalizadora da pobreza. Desde o dia 2 de maio, são mais de 43 mortos e 81 feridos, superando o número de vítimas em chacinas ocorridas no Rio de Janeiro.

Enfrentar o combate ao crime organizado e ao tráfico de drogas na lógica de guerra não tem tido nenhum impacto na desarticulação do crime.

Maiores confrontos não são a expressão de uma política eficiente. A ocupação do Complexo do Alemão desde o dia 2 de maio não resultou em prisões significativas de traficantes, mas sim na morte e ferimentos de moradores e policiais, no fechamento do comércio, de postos de saúde, de escolas e creches. As polícias mais eficientes do mundo desarticularam redes criminosas sem a utilização da violência letal e sim com a sua
capacidade de investigação.

A política de segurança em curso no Rio de Janeiro hoje é responsável pelo medo das crianças, pelo fim da sociabilidade nas comunidades, fazendo do espaço público outrora ocupado por diversão e interação, um espaço de medo e apreensão. Mais grave ainda são as mortes de várias crianças e idosos durante operações policiais nas comunidades.

A sociedade não pode legitimar uma política de segurança pública pautada pelo processo de criminalização da pobreza e de desrespeito aos Direitos Humanos.

A comissão formada por organizações da sociedade civil, movimentos sociais, mandatos parlamentares, moradores do Complexo do Alemão, se reunirá hoje, 28 de junho, às 14h, na sede da Secretaria de Segurança Pública (RJ) para exigir das autoridades o fim da política de confronto em curso no Rio; a adoção de uma política de segurança pública baseada na garantia dos direitos humanos e a investigação rigorosa das
circunstâncias de todas as mortes ocorridas no Complexo do Alemão desde o dia 2 de maio.

Rio de Janeiro, 28 de junho de 2007

Assinam a nota:

. Justiça Global – Sandra Carvalho (21) 8272-1916, Camilla Ribeiro (21) // 2544-2320
. Raízes em Movimento – Alan (21) // 9728-1718
. Observatório de Favelas - Raquel Willadino 21// 3104-4057 ou 81030578
. Ordem dos Advogados do Brasil - Roberta Pedrinha (21)9129-6399 - Núcleos de Estudos Criminais Evandro Lins e Silva, Roberta Pedrinha
. Grupo Tortura Nunca Mais - Cecília Coimbra (21) 9999-6858
. Centro de defesa dos Direitos Humanos de Petrópolis – Rose 24-2242-3913
. Movimento Direito pra Quem - Lidiane Penha 9251-7427, Diana Neves // 9676-0541, Estefânea Rabelo 9435-2562
. Central de Movimentos Populares - Marcelo Braga (21)- 8893-9735
. Projeto Legal – Carlos Nicodemos (21) 9635-9388
. NPC – Núcleo Piratiniga de Comunicação – Claudia Santiago e Guilherme Soninho 21- 2220-5618
. Rede de Comunidades e Movimentos Contra a Violência 2210-2906
. O Fórum de Entidades Nacionais de Direitos Humanos (FENDH)
. IBASE
. Mandato de Deputado Estadual Marcelo Freixo (21) 9809-6803”
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