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sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

Em 2007, Brasil gastou R$ 160 bilhões com pagamento de juros

Não devemos esquecer de que muito pior que a taxa Selic estabelecida pelo Banco Central é o "spread" bancário definido ao bel-prazer dos banqueiros. Segundo eles, "a partir dos riscos de inadimplência no mercado de crédito." Para a população em geral, está aí o grande problema, já que o "spread" acresce o valor de qualquer compra a prazo e dependendo do período pode duplicar, triplicar, ou mesmo, quadruplicar o valor de um bem.

O montante é mais de três vezes superior à previsão de investimentos em saúde no ano (R$ 43,9 bilhões) e 59 vezes mais do que tudo o que foi gasto com educação (R$ 2,7 bilhões) pelo governo federal

Juliano Domingues,

de São Paulo (Radioagência NP)

O montante é mais de três vezes superior à previsão de investimentos em saúde no ano (R$ 43,9 bilhões) e 59 vezes mais do que tudo o que foi gasto com educação (R$ 2,7 bilhões) pelo governo federal

O Brasil gastou menos com o pagamento de juros em 2007. Os economistas celebraram o percentual de pouco mais de 6% do Produto Interno Bruto (PIB) – que é a soma de toda riqueza produzida pelo país – gasto com o pagamento de juros. O percentual é o menor desde 1997 quando o país gastou aproximadamente de 5% do PIB.

No entanto, apenas em 2007, foram gastos mais de R$ 160 bilhões com pagamento de juros. O montante é mais de três vezes superior à previsão de investimentos em saúde no ano (R$ 43,9 bilhões) e 59 vezes mais do que tudo o que foi gasto com educação (R$ 2,7 bilhões) pelo governo federal.

O gasto com a quitação de juros está ligado ao valor da Taxa Selic, regulada pelo Banco Central, e que hoje está em 11,25%. O economista e presidente do Instituto Desemprego Zero, José Carlos de Assis, afirma que há espaço para maiores cortes no seu valor. “Há muito espaço para uma queda maior, porque os nossos juros são extravagantes. Ela [a Selic] ficou muito tempo alta e pode cair”.

O valor da Selic está diretamente relacionado com o acesso ao crédito. Quanto menor os juros, maior a facilidade para se conseguir empréstimos e, conseqüentemente, mais dinheiro circula na economia do país. Com maior consumo, há uma tendência de haver inflação caso a produção industrial aumente e se aproxime da capacidade instalada no país.

O Banco Central teme que um corte maior na taxa de juros gere inflação no país. No entanto, José Carlos afirma que a política conduzida pela instituição é restritiva. "Quem diz que é preciso aumentar ou manter a taxa de juros elevada para combater a inflação, em geral é aplicador em títulos públicos e está sendo remunerado por essa taxa de juros alta”.

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