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quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Pesquisadora e professora da USP lança biografia sobre Joaquim Nabuco

Em entrevisa ao jornal Bom Dia, de São José do Rio Preto a professora de socióloga da USP Ângela Alonso fala sobre seu livro “Joaquim Nabuco: os salões e as ruas” (Cia. das Letras) e apresenta algumas observações interessantes a respeito do legado escravista brasileiro. Diz ela:

"Poderíamos dizer que a escravidão permanece em três sentidos. Primeiro, uma vez que Nabuco via a indissociabilidade entre escravidão e latifúndio, o fato das duas reformas [a abolição e a reforma agrária] não terem sido feitas em concomitância repercute até hoje, como o MST não deixa esquecer.
Segundo, Nabuco postulava que além de abolir a escravidão era preciso inserir os escravos na sociedade, dar-lhes oportunidade de trabalho, de moradia, enfim, de constituir uma cidadania plena. O fato de isso não ter sido feito logo após a abolição gerou uma espécie de lado negativo, uma pauta de reivindicações por direitos sociais, que ultimamente o movimento negro vem chamando para si.
Por fim, acho que a escravidão sobrevive num sentido mais profundo, de conformação de hábitos e formas de sentir e pensar. Ficou dela a percepção muito disseminada no Brasil de que a desigualdade, que é sempre socialmente produzida, seja natural."
Como podemos ver pelas observações acima, as chagas da escravidão continuam abertas e queimam a qualquer sobressalto da sociedade brasileira. Embora a classe dominante queira nos ludibriar mascarando os dramas vividos e apresentando-os como decorrência de uma doença social inevitável.
Maiores detalhes no link:
http://www.bomdiariopreto.com.br/index.asp?jbd=1&id=57&mat=108304
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