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sexta-feira, 25 de abril de 2008

Sabotagem e Violência da Igreja Universal na Alerj!!!

Publico este email na íntegra para que nós tomemos consciência e nos organizemos contra a intolerância religiosa. Esta é uma prática constante não só da Igreja Universal, mas de várias denominações religiosas evangélicas. Devemos tomar o cuidado de não generalizar, contudo a reação contra estes "vendilhões do templo" é um dos caminhos fundamentais para o alargamento da democracia brasileira. Infelizmente, o discurso produzido por estes senhores nos aproxima de um caminho perigoso, e que já percorremos, ou seja, a senda do autoritarismo, do fascismo e da ditadura.

Os acontecimentos de ontem na Alerj, por ocasião da Audiência Pública que deveria ter contado com a presença de autoridades como o Secretário de Segurança, José Mariano Beltrame e o Procurador Geral da Justiça (Ministério Público), Marfan Vieira, são o resultado da sabotagem promovida pela Igreja Universal.

Vamos a um resumo, passo a passo:

1 - No dia seguinte após as publicações do jornal Extra denunciando as perseguições dos traficantes aos terreiros, o deputado Átila Nunes pede IMEDIATAMENTE ( dia 18 de abril) a convocação de audiência pública à Comissão do Combate à Discriminação da Assembléia
Legislativa

2 - A presidente da Comissão do Combate á Discriminação da Alerj é uma deputada eleita pela igreja Universal (Beatriz Santos)

3 - A deputada tenta então, de todos os modos, evitar a convocação da audiência pública convocada pelo nosso irmão Átila.

4 - Pressionada pelos terreiros e entidades dos cultos afro-brasileiros, a deputada da Igreja Universal convoca apenas um simples bate-papo dos membros da Comissão de Combate à Discriminação - E NÃO UMA AUDIÊNCIA PÚBLICA COM AUTORIDADES, conforme havia sido solicitado.

5 - Interpelada nessa reunião por Átila Nunes que denunciou que ela não queria realizar a audiência pública porque era da Igreja Universal, a deputada recebeu críticas de todos os demais deputados e lideranças umbandistas e candomblecistas, o que fez com que o
deputado Jorge Picciani, presidente da Alerj, interviesse e exigisse que ela convocasse a audiência com a presença das autoridades.

6 - A audiência pública foi 'empurrada com a barriga' pela deputada da Igreja Universal para o dia 14 de abril (quase um mes depois), ficando ela, a deputada, encarregada de convocar as autoridades.

7 - Preocupados com uma possível demora na realização da audiência pública (o que de fato aconteceu), o deputado Átila Nunes e o vereador Átila Nunes Neto, entregam um dossiê ao Secretário de Segurança José Mariano Beltrame, o Chefe do Estado Maior da Polícia Militar, Coronel David e o Subsecretário de Polícia Civil, Ricardo Martins, em reunião ocorrida no gabinete do secretário.

8 - Finalmente chegou o dia da audiência pública sob a presidência da deputada da Igreja Universal. Todos estranharam a ausência das autoridades, com destaque especial para a falta do Procurador Geral, Mafan Vieira, chefe máximo do Ministério Público, fundamental para ouvir as denúncias.

9 - Poucos minutos antes da audiência, o deputado Átila Nunes, na presença de todos os deputados e das lideranças da nossa religião, trava o seguinte diálogo com a deputada Beatriz Santos da Igreja Universal:

Átila Nunes: " - Deputada, a senhora convocou todas as autoridades?"
Beatriz Santos: " - Sim, deputado, todas..."
Átila Nunes: " - Todas mesmo, deputada, inclusive o Procurador Geral do Ministério Público?"
Beatriz Santos silenciou.
Átila Nunes voltou à carga e repetiu a pergunta: "- A senhora convocou o Procurador?"
E Beatriz confessou: "- Não..."

10 - Esvaziada pela Igreja Universal através de sua representante, deputada Beatriz Santos, a audiência pública foi marcada por discussões de segmentos que exigiam o cancelamento da audiência.

11 - Logo após o discurso do deputado Carlos Santana, o deputado Átila Nunes faz uso da palavra e comunica ao plenário que a deputada presidente da Comissão de Combate à Discriminação é da Igreja Universal.

12 - Com a ausência das autoridades, muitas pessoas se retiraram em protesto, enquanto outros deputados acusam discriminação da Rede Record, de propriedade da Igreja Universal, caracterizada por sucessivos ataques a outras religiões.

13 - Visivelmente irritada, a deputada encerra a audiência abruptamente, não permitindo que vários líderes e deputados fizessem uso da palavra

14 - As pessoas estão deixando o plenário e ela pede uma reunião ali mesmo no canto do plenário, com o Subsecretário de Segurança, única autoridade presente

15 - O deputado Átila Nunes e seu filho, Átila Nunes Neto se aproximam do Subsecretário para se despedirem.

16 - Neste momento, seguranças da deputada da Igreja Universal impedem de forma truculenta a aproximação dos dois, instalando-se um caos que exigiu a rápida atuação dos agentes de segurança da Alerj, já que seguranças particulares não podem agir nas dependências da Assembléia Legislativa.

17 - Os seguranças da deputada da Igreja Universal lançam ameaças á vida de Átila Nunes e Átila Nunes Neto. Um deles é identificado como policial militar requisitado e comissionado no gabinete da deputada Beatriz Santos.

18 - Os agentes detém o segurança da deputada e o identificam. É registrada a ocorrência, com a posterior comunicação ao Chefe do Estado Maior da PM denunciando o despreparo e o tom ameaçador vingativo do policial militar que faz a segurança da deputada que, segundo confissão dela, também é evangélico.

19 - É comunicado ao presidente da Alerj o acontecido, com testemunho de todos os funcionários da Alerj, exigindo-se providências.

Os desdobramentos de tudo que aconteceu no último dia 14 de abril exigem uma reflexão do quanto a Igreja Universal está atuando de forma truculenta, incluindo seguranças possivelmente armados, agora dentro do Poder Legislativo.
É preciso que todos nós, que não somos parlamentares, reajamos e denunciemos essas arbitrariedades junto aos órgãos de imprensa.

Essa deputada, cuja Igreja prega o ódio aos cultos afro-brasileiros e o ódio aos homosexuais, JAMAIS poderia ser presidente da Comissão de Combate à Discriminação da Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro!

Isso é uma afronta à democracia!

MARCUS LÚCIO DE OXOSSE
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