Blog comprometido com as mais diversas lutas sociais do planeta, particularmente, o que diz respeito a luta pelo socialismo, a ampliação do uso dos software livre Gnu/Linux na busca pela expansão de nossa inteligência coletiva e da cultura livre, além da batalha pela melhoria das condições de vida da população brasileira, sobretudo, do povo negro.

sábado, 3 de maio de 2008

Ciranda financeira dá lucro a bancos e transnacionais


Esta é uma das formas que se dá a transferência de renda dos setores mais pobres para os mais ricos da população sobre os auspícios do Banco Central e de sua política de juros astronômicos, o que nos torna o país com a maior taxa de juros do planeta e paraíso de especuladores, a ponto de nos tornarmos porto seguro de investimento de máfias internacionais. Isto sem falarmos do criminoso spread cobrado pelos banqueiros a cada financiamento ou crediário feito pelos trabalhadores locais nas Casas Bahia da vida, ou em qualquer lojinha de esquina do BMG, BMC e outros. Esta é a terra do deleite e gáudio dos banqueiros brasileiros e estrangeiros.
Setor privado mantém altas taxas de captação de recursos externos e ganha emprestando esse mesmo dinheiro aos brasileiros, a juros mais elevados
A expressiva diferença entre a elevada taxa de juros da economia brasileira e as pequenas taxas dos países ricos está turbinando o lucro dos bancos e das transnacionais no país. Captando recurso no exterior a um custo baixo e, depois, cobrando dos consumidores brasileiros uma taxa maior, grandes empresas ampliam seu resultado financeiro às custas de um modelo que eleva a vulnerabilidade do país e, em última análise, penaliza o trabalhador.
Isso tem ocorrido mesmo em um cenário teoricamente adverso para as captações externas, com a crise do setor financeiro internacional. Números do primeiro trimestre deste ano confirmam esse movimento expressivo de captações externas dos grupos privados. Segundo o Banco Central, as empresas trouxeram do exterior 4,680 bilhões de dólares. No mesmo período de 2007, foram 5,097 bilhões. Esses valores são bem superiores às necessidades de financiamento externo dos grupos privados. Também no primeiro trimestre deste ano, a dívida do setor privado estava em 1,907 bilhões de dólares, mas teve uma taxa de rolagem de 231%. Ou seja, o setor privado tomou no exterior muito mais dinheiro do que em tese precisaria.
Setor privado mantém altas taxas de captação de recursos externos e ganha emprestando esse mesmo dinheiro aos brasileiros, a juros mais elevados


Licença Creative Commons
This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial-ShareAlike 2.5 Brazil License.