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sábado, 17 de maio de 2008

Imprensa repudia o sistema de cotas

Doutoranda da UnB revela que o discurso jornalístico é majoritariamente contrário à reserva de vagas no ensino superior

Cristiane Bonfanti
Da UnB Agência

Os veículos de imprensa no Brasil são, majoritariamente, contrários à política de cotas nas universidades, sejam elas para negros, índios, ou para egressos de escolas públicas. De acordo com a doutoranda em Lingüística da Universidade de Brasília (UnB) Theresa Christina Jardim Frazão, o discurso jornalístico afirma que o governo erra quando estabelece cotas.

Para a imprensa, em vez de investir nesse sistema, o Estado deveria priorizar a educação básica. “Por mais que os textos sejam informativos, as expressões lingüísticas revelam o ponto de vista das organizações e dos jornalistas”, diz a pesquisadora. Ela explica que o repúdio às políticas de cotas pode ser visto também, e de forma ainda mais incisiva, nas cartas dos leitores.

DIMENSÃO - Em pesquisa realizada em nove veículos entre 2003 e 2006, ela observou que 83,34% das cartas eram contra a reserva de vagas nas universidades. “Verificamos a dimensão da imprensa como formadora de opinião. Embora haja espaço para argumentos favoráveis, não há demonstração de equilíbrio nas posições”, diz Theresa.

Rodrigo Dalcin/UnB Agência
Theresa afirma que discurso contrário pode ser encontrado em cartas, artigos e matérias
Ela falou sobre o tema no seminário Análise do discurso jornalístico sobre o sistema de cotas em universidades brasileiras, realizado na tarde de sexta-feira, 9 de maio, no Instituto de Letras (IL) da UnB. A apresentação foi baseada na dissertação de mestrado defendida por Theresa em 2007, na Universidade de Católica de Pernambuco.

ANÁLISE - No trabalho, a pesquisadora analisou textos informativos e opinativos dos jornais Diário de Pernambuco; Jornal do Comércio; Folha de S. Paulo; O Estado de São Paulo e Correio Braziliense. Além disso, foram estudados textos das revistas Caras; Isto É Dinheiro; Época e Exame.

A intenção dela foi identificar, na publicação de conteúdos referentes ao sistema de cotas, pistas que sinalizassem as intenções dos textos. “Meu interesse pelo tema surgiu por eu trabalhar em uma instituição com essa política, por ter alunos cotistas e por ser favorável ao sistema”, explica Theresa, que também é professora da Faculdade de Administração da Universidade de Pernambuco.

Retirado do link:
http://www.secom.unb.br/unbagencia/unbagencia.php?id=229

Você pode ter acesso a tese da professora Theresa Frazão através do link:
http://www.unicap.br/tede//tde_busca/arquivo.php?codArquivo=129

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