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quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Brasil é quarto país em mortes de jovens

Por Liana Leite

O relatório “Mapa da Violência: os jovens da América Latina 2008” aponta o Brasil como o quarto país em mortes violentas de jovens. Comparado a outros 82 países, o Brasil possui uma taxa de 79,6 jovens (de 15 a 24 anos) mortos de forma violenta por 100 mil. O relatório foi divulgado pela Rede de Informação Tecnológica Latino-Americana (Ritla) e apresenta dados do ano de 2005.

Segundo o estudo, o Brasil é o terceiro país do mundo em índice de vitimização juvenil no quesito homicídios: a taxa de jovens mortos por assassinato é 170% maior do que a de brasileiros com menos de 15 e mais de 24 anos e o oitavo país do mundo em mortes violentas, com taxa de 49,1 óbitos por 100 mil. As mortes violentas somam as ocorrências de homicídio, suicídios e acidentes de trânsito.

Para a coordenadora da vertente Direitos Humanos do Observatório de Favelas e coordenadora geral do Programa de Redução da Violência Letal Raquel Willadino, nenhum projeto sozinho vai solucionar o problema: "É fundamental construir uma política nacional voltada para a redução da letalidade e que os municípios também se sensibilizem. É necessário pensar políticas públicas em âmbito federal, estadual e municipal", acredita.

Geografia da violência

O estudo aponta que o número de homicídios entre jovens é maior na América Latina por causa da exclusão social. O relatório diz que a desigualdade de renda explica 63,5% das mortes de brasileiros jovens. Para o conjunto da população, a concentração de renda explica 59,7% das taxas de homicídio.

O pesquisador do Laboratório de Análise da Violência (LAV) da UERJ, João Trajano, refuta essa idéia. Para ele "o perfil das vítimas é um indicador importante. São em sua maioria negros, pobres e moradores de favelas em grandes cidades. O volume de homicídios em áreas mais pobres é um número incontestável".

Na América Latina, um jovem tem 30 vezes mais chance de morrer assassinado do que um jovem europeu. A taxa de mortalidade violenta entre eles na América Latina é de 43,4 por 100 mil. Na Europa, 7,9 por 100 mil, a mais baixa do mundo.

Jovens como foco de políticas públicas

O estudo ainda indica que a redução de homicídios no Brasil a partir de 2003 coincide com a campanha de desarmamento. De 2003 a 2004, há queda de 5,5% nos óbitos com armas de fogo. Em 2005, 1,2% a menos, com relação ao ano anterior, e em 2006, 1,8%. Trajano já acredita que ligar a queda de homicídios à campanha de desarmamento é um pouco prematuro: "Pohttp://www.observatoriodefavelas.org.br/observatoriodefavelas/noticias/mostraNoticia.php?id_content=427de haver outros indicadores sociais, mas as taxas de homicídios ainda são muito elevadas. Não temos muitos motivos para comemorar".

O pesquisador aponta que iniciativas de prevenção da violência devem estar focadas nos jovens. "É preciso inserir esse jovem em programas de educação, lazer e auto-estima, combinando com projetos na área de segurança", explica.

Os países com maior taxa de homicídio juvenil são El Salvador, com 92,3 por 100 mil; Colômbia, com 73,4; Venezuela, 64,2; Guatemala, 55,4; e Brasil, onde 51,6 adolescentes de cada 100 mil são assassinados.

Veja aqui a íntegra do ‘Mapa da Violência: os jovens da América Latina 2008’

Retirado do link:
http://www.observatoriodefavelas.org.br/observatoriodefavelas/noticias/mostraNoticia.php?id_content=427

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