Blog comprometido com as mais diversas lutas sociais do planeta, particularmente, o que diz respeito a luta pelo socialismo, a ampliação do uso dos software livre Gnu/Linux na busca pela expansão de nossa inteligência coletiva e da cultura livre, além da batalha pela melhoria das condições de vida da população brasileira, sobretudo, do povo negro.

terça-feira, 24 de junho de 2008

Para aqueles que continuam acreditando ... num mundo melhor: Sandra de Sá, Alcione e Luciana Mello - Black Is Beautiful


Black is Beautiful!!!

Centro Cultural Octávio Brandão apresenta "Espaço dos Sem-Mídia"

Neste sábado (28/6) tem "Espaço dos Sem-Mídia" no boteco do CCOB a partir das 16 horas.

apresentando:

GILSON COELHO, VOZ E VIOLÃO

VENHA CURTIR MPB DE QUALIDADE E BELISCAR QUEIJOS E VINHOS NO BOTECO DO CCOB

ENTRADA FRANCA

Rua Miguel Ângelo 120, esquina com Domingos Magalhães, próximo ao Metrô, Maria da Graça, RJ.

Inscrições para o curso: "Aspectos da Cultura Negro-Africana na Música Brasileira"

Aulas gratuitas começam em 7 de julho de 2008 no Centro Cultural Municipal José Bonifácio

Estão abertas as inscrições para o curso "Aspectos da Cultura Negro-Africana na Música Brasileira", ministrado por Leonardo Sá, pianista, compositor, pesquisador e coordenador educacional da Fundação Orquestra Sinfônica Brasileira desde 2002 e professor da Fundação Getúlio Vargas e da Escola de Música Villa-Lobos.

O curso será dividido em oito encontros, às segundas-feiras (entre 7 de julho e 1º de setembro), das 19h às 21h, no Centro Cultural Municipal José Bonifácio, equipamento da Secretaria Municipal das Culturas.

Nestas aulas gratuitas, o professor fará uma reflexão sobre as características da expressão musical brasileira de origem negro-africana mediante a observação de algumas manifestações presentes no cotidiano do Rio de Janeiro.

Constam no programa temas como a expressão sonora como manifestação de linguagem e a sua dimensão antropológica; a lógica musical segundo os diferentes sistemas culturais; Música e músicas da África e na África; a inserção histórica do homem africano no contexto sócio-histórico- cultural brasileiro; sistemas musicais no Brasil; percepção e imaginação musical negro-afro-brasilei ras; parâmetros musicais e paradigmas culturais e exclusão e apropriação na criação artística no Brasil.

A oferta de uma série de cursos voltados ao universo do negro coroa um conjunto de ações integradas da Prefeitura do Rio que objetiva perceber sua importância como patrono da cultura brasileira e aprofundam a questão de sua influência na definição da identidade brasileira. "A criação de um calendário acadêmico no escopo das ações do Centro de Referência da Cultura Negra do Rio de Janeiro, situado no José Bonifácio, demonstra a seriedade com que a Prefeitura do Rio quer tratar a questão da valoração do negro na formação de nossa sociedade", ressalta a diretora de Projetos de Arte e Cultura do município, Roberta Alencastro. Sob este guarda-chuva estão ainda "O refluxo da diáspora", pelo antropólogo e fotógrafo Milton Guran - já em andamento e com turma esgotada - e uma série sobre os fazeres do carnaval em parceria com a Universidade Estácio de Sá.

O calendário prevê, ainda, mais três cursos livres:

1. "Arte, África e Brasil", com Roberto Conduru

2. "Literatura Afro-Brasileira", com Fernanda Felisberto

3. "Culto à Ifá", com o Babalaô Nigeriano Afixe

Os interessados devem se inscrever no Centro Cultural Municipal José Bonifácio
Rua Pedro Ernesto 80, na Gamboa, Rio de Janeiro, RJ, de segunda a sexta-feira,
das 10h às 18 horas

domingo, 22 de junho de 2008

Estamos em GREVE. E agora?

Texto que exprime o desgosto dos professores com a atual situação da educação brasileira. Gira em torno da greve dos professores em São Paulo, mas podemos estender esta problemática para todo o país.


- Professor, sexta-feira eu passei pela Praça da República e vi como estava cheia. Você também estava lá?

- Estava.

- E o que vocês decidiram?

- Decidimos que estamos em GREVE.

- Nossa! Mas por que uma decisão tão radical?- Vamos começar pelo começo. Não sei se você já reparou, mas a escola pública não anda muito bem das pernas. O governo e os jornais dizem a torto e a direito que a culpa é dos professores. Incompetentes, faltosos, atrasados... estes entre outros adjetivos são usados para qualificar os professores e, por extensão, para culpá-los pelo péssimo desempenho dos alunos. Mas será que é tudo culpa dos professores?

- Se os alunos não aprendem direito deve ser por que os professores não ensinam direito, né?

- É exatamente nisso que querem que vocês acreditem. Mas pense bem: por que será que os professores não estão conseguindo ensinar direito? Você acha que é a mesma coisa dar aulas pra 35 e pra 50 alunos?

- Obviamente não.

- Pois os professores geralmente têm que lidar com salas super-lotadas, em que faltam até carteiras pra alguns alunos. Agora pense em mais outra coisa. Será a mesma coisa dar 20 aulas ou 30 numa semana? Ou 50?

- Novamente: não.

- Pois os professores muitos deles têm uma jornada de trabalho super-carregada, em mais de uma escola, durante os três períodos, nos cinco dias da semana. Isso porque o salário anda lá em baixo. A gente começa a achar que é normal que um professor tenha uma jornada diária de trabalho de mais de 8 horas. E faça as contas: para quantos alunos um professor dá aula? Quantos trabalhos e provas ele tem para corrigir?

- É de um batalhão de gente, né não?

- Pois é! Agora imagine que este professor, por mais dedicado que seja, não pode acompanhar a aprendizagem de seus alunos, um por um. Com o tanto de coisas para corrigir, fica tudo meio apressado. A parte mais fácil de tudo é corrigir as provas; o difícil mesmo é conseguir corrigir os alunos, fazer com que eles não errem mais naquele ponto. E uns ficam sem aprender quase nada mesmo.

- Azar desses alunos...

- Não. Azar do professor! Porque essa coisa dos alunos não aprenderem é bem frustrante, sabe? E veja bem: não é por causa do aluno ser ruim, ou do professor ser ruim. Mas é porque as condições de trabalho que enfrentamos é que são ruins, muito ruins, para garantir uma educação de qualidade.

- Ixi, não tinha pensado nisso...

- Então! Junte essa frustração com a sobrecarga de trabalho. Não temos aumento há mais de 3 anos e temos que colocar a comida na mesa. Para isso trabalhamos mais do que agüentamos, nos desgastamos e adoecemos com freqüência.

- Então é por isso que há tantas faltas de professores na escola pública?

- Provavelmente é uma das razões, aliás bem razoável, não? Imagine também que essa vida de correria muitas vezes impede que possamos preparar nossas aulas como gostaríamos, estudar coisas novas sobre nossas matérias. Mas mesmo assim estamos na batalha. Agora pense no seu material.

- Aquele jornal?

- Isso. Assim como ele chegou do nada para você, ele chegou do nada para mim, na véspera. E recebi também uma ?Revista do Professor? em que se pretendia ensinar a mim como ensinar com aquele jornal, aula a aula. Depois do jornal, veio um outro ?Caderno do Professor?, com várias sugestões de seqüências de aulas que podemos dar.

- E isso é ruim, professor?

- Se fossem só sugestões, vá lá! Tem uma história no ar de que vocês alunos seriam avaliados por aquilo que está lá no tal Caderno. Aí, já não é sugestão, é imposição; se eu não seguir a cartilha, vocês dançam.

- Entendi... puts!

- E tem outro lado isso aí. Eu já dou aula há algum tempo, sobre assuntos até semelhantes àqueles do jornal ou do Caderno... teria simplesmente que deixar de lado a minha experiência para seguir uma cartilha que é completamente estranha àquilo que aprendi durante esses anos todos? E tudo aquilo em que acredito, o que sei fazer, pela minha experiência, os caminhos que escolho para as aulas, as questões que privilegio, como eu concebo a educação e o ensino - tudo isto fica de lado? É o que a Secretaria da Educação nos mandou fazer. Ela desprezou nossa experiência, retirou uma conquista nossa: ?a liberdade de cátedra?. É uma situação humilhante, você não acha?

- Eu ficaria bem bravo se fizessem isso comigo.

- E tudo isto tem sido apresentado como a revolução do ensino público paulista. Isso não parece uma grande farsa, quando as condições de trabalho permanecem inalteradas?

- Para dizer o mínimo.

- Se parássemos por aqui a situação já se mostraria revoltante, você não concorda? Mas isso não é tudo. Além de difamar os professores na imprensa, sucatear as escolas, super-explorar nosso trabalho e destruir nossa identidade profissional, o governo agora quer retirar nossos direitos, nossas conquistas históricas através de decretos que restringem nosso direito de faltar quando ficamos doentes e de nos removermos de unidade escolar quando precisamos mudar de bairro, cidade ou região.

- Como assim, professor?

- É que, ao invés de melhorar as condições de trabalho que adoecem os professores e os fazem faltar - o que é um problemão -, o governo decreta que podemos apenas faltar 6 vezes por ano por conta de doença.

- Ah, então quer dizer que se o professor ficar doente em mais de 6 dias por ano ele ganhará ainda menos?

- Isso mesmo.

- Se o cara estiver na pindaíba ele que venha dar aulas doente?

- Parece ser este o recado.

- E o outro decreto, o da tal remoção?

- Se fulano tirar qualquer tipo de licença ou tiver mais de 10 faltas, ele não pode pedir transferência para dar aula em outra escola. Se ele estiver entrando agora na carreira, só poderá se remover daqui a três anos, mesmo se na escola em que foi designado não tenha aulas o suficiente para ele completar sua jornada. Fica condenado a dar aulas em mais de uma escola, mesmo sendo efetivo.

- O sujeito tá lascado então, né?

- Calma, porque não é só isso. Pelo decreto, fica também definido que os concursos para ingresso na carreira serão por diretoria de ensino, e não mais para o Estado todo. Pode acontecer de um candidato obter uma pontuação em que, em uma região estaria classificado, e na outra não. Afora o receio de que o processo e sua impessoalidade fiquem comprometidas. Pior ainda é a situação dos professores que não são efetivos, os ?OFAs?. Muitos deles que já dão aula no Estado há muito tempo. Agora, como se a experiência deles não valesse muita coisa, terão que prestar uma prova, uma seleção.

- Uma avaliação, né?

- É. Mas veja só, que coisa! Os OFAs já não têm garantias de que haja aulas para eles no ano seguinte. São temporários, com relações precárias de emprego. Então, se o sujeito não passa na prova, ou perde a prova por causa de qualquer motivo, ele não poderá assumir aula nenhuma enquanto valer o processo de seleção - um ano, dois? Ninguém sabe. Então, ele de repente pode ficar sem emprego. E, de novo: não é fazendo avaliação e mais avaliação que a educação vai mudar, se não se mexer nas condições de trabalho.

- Faz sentido...

- É uma medida que não tem impacto na educação, mas sim na precarização da vida dos professores. O Estado não quer assumir os vínculos e suas responsabilidades com estes professores. São descartáveis e muitos serão descartados.

- Nossa professor! Como dizia meu avô: ?A situação tá cínica, os pior vai pras clínica?.

- Pois é. Antes de ir pras clínica resolvemos fazer uma GREVE pra tentar reverter esta situação.

- Agora me diga o seguinte: e amanhã, vai ter aula?

- Em primeiro lugar, greve não significa ficar parado. É um tipo curioso de paralisação, pois no fundo é uma grande movimentação. Quando se está paralisado, em estado de greve, é que se tem noção de como o cotidiano é que estava em estado de paralisia. Portanto, ao invés de falarmos de paralisação, deveríamos falar de suspensão das atividades cotidianas, uma maneira de colocar em discussão aquilo sobre o que quase não temos condições nem tempo de discutir.

- Poxa! Legal isso! Mas discutir o que, hein?

- Temos bastante coisa pra discutir, não? Entre nós professores, sabemos que o problema não está só no decreto, mas tem a ver também com nosso Plano de Carreira, com definição de uma jornada de trabalho que possa garantir de fato a permanência do professor em uma só escola, apontando para uma política de reajuste salarial. Mas temos também muito a discutir com os alunos. Por isso, pelo menos durante essa semana, poderíamos fazer algumas atividades de greve: reuniões, debates, conversas entre os professores, alunos e pais de alunos. Discutir o que todos queremos, que é uma educação de qualidade para todos.

- É isso aí!

- Ah... e sexta-feira, 20 de junho, às 14:00hs, temos nova Assembléia lá no vão do MASP. Vê se aparece. A gente continua o papo por lá também e tenta dar um jeito nessa situação.

- Até lá então!

Retirado na íntegra do site:
http://midiaindependente.org/pt/blue/2008/06/422449.shtml

sexta-feira, 20 de junho de 2008

Morro da Favela: o horror das cores


Entre estupefactos e revoltados assistimos mais um drama racial de cores preto e branca a acometer, mais uma vez, a cidade do Rio de Janeiro. Cotidianamente verificamos que ocorrências como esta passeiam pelos jornais e noticiários de tv, manchando de vermelho nossas singelas telas LCD. Eriçados por tais acontecimentos nos petrificamos ao observar a nódoa festiva da classe média em seus jornais eletrônicos a se refestelar. O tom jocoso e cruel fala das vítimas como responsáveis por seu próprio destino. O fado que tiveram em nenhum momento poderia ou deveria ser modificado. As cores da morte, preta, branca, vermelha, amarela, ou todas as outras necessárias, esgotam a centelha de luzes armadas para comemorar a destruição. O enredo não é novo, pelo contrário se repete, se repete e se repete. Afinal, quem nunca viu o Estado brasileiro envolvido em circunstâncias como esta.
Por outro lado, a morte de três jovens negros do Morro da Providência, ou melhor, Morro da Favela, inova em alguns aspectos como o do principal protagonista envolvido: o Exército Brasileiro. Sem dúvida, não podemos esquecer que estes jovens negros passaram antes de morrer pelas suas instalações, e só Deus sabe o que ali ocorreu.
Candidato a prefeito, encontramos a figura de um bispo da Igreja Universal envolvido na trama. Preocupado, em demonstrar sua boa vontade com a comunidade negra, por quem é visto com desconfiança por motivos óbvios, Crivela, que foi homenageado pela Associação das Escolas de Samba recentemente, é o principal beneficiado pelas obras no Morro da Favela, alcunhadas com o nome sugestivo de "Cimento Social". Cores cinzentas parecem embotar o projeto político de Crivela.
Por fim, temos o poder do Estado a reconhecer a força do poder paralelo. A lição a ser dada aos três jovens negros não deveria ficar limitada as forças da ordem. O terror nefasto da escuridão traria cores ainda mais cintilantes ao caso, destroçando as últimas fagulhas de luz.
As cores aberrantes do sofrimento atroz assolam a vida de seus familiares, daqueles que se solidarizam com sua sina e com o extermínio de tantos jovens negros, mas, de tantas outras cores.
Certamente todas as cores do mundo não são suficientes para expressar tamanho horror.

IX Congresso da Associação Latino-Americana de Estudos Africanos e Asiáticos do Brasil - RJ

IX Congresso da Associação Latino-Americana de Estudos Africanos e Asiáticos do Brasil - RJ

TEMA: Sociedade Civil Global: Encontros e Confrontos

DATA: 25, 26 e 27 de setembro de 2008

LOCAL: Rio de Janeiro, RJ

Estão abertas as inscrições, até 30 de junho, para participação no Congresso.

Gostaríamos de convidar para que se inscrevam em Nosso GT:
PENSAMENTO AFRO-LATINO AMERICANO DE LIDERANÇAS EM DIÁSPORA

Coordenação:
Joselina da Silva (Joselinajo@yahoo.com.br)
- Professora Adjunta da Universidade Federal do Ceará/ Campus Cariri (UFC)
- Coordenadora do N´BLAC (Núcleo Brasileiro, Latino Americano e Caribenho de Estudos em Relações Raciais, Gênero e Movimentos Sociais).

Resumo:
Buscamos articular pesquisas acerca do legado produzido dentro e fora dos espaços acadêmicos, em diferentes momentos sócio-históricos, por figuras e/ou grupos exponenciais, da constituição do pensamento afro-latino americano, demarcadoras de um fazer sócio - político e cultural. Desejamos promover a reflexão acadêmica sobre o Pensamento afro-latino americano e suas Representações e ressignificações identitárias de lideranças em diáspora.

Inscrição de Trabalhos:
Período de inscrição de 27/05 a 30/06 de 2008.

Nesse período o(a) pesquisador(a) deverá encaminhar sua colaboração científica individual (ou em co-autoria), com título do trabalho, resumo (até 900 caracteres, com aproximadamente 10 linhas) e resumo expandido (de até 8.400 caracteres, com espaço de aproximadamente duas páginas), ao coordenador do GT em questão (Joselinajo@yahoo.com.br).

Ao coordenador caberá a seleção dos trabalhos que irão compor cada GT.

Os resumos devem conter: nomes completos dos autores, título, identificação institucional (universidade, instituto de pesquisa) e e-mail dos autores.

Caso a proposta seja aprovada, o(a) pesquisador(a) deverá concluir sua inscrição, efetuando o pagamento até 30/06, e compromete-se a encaminhar para a ALADAA-B (ceaa@candidomendes.edu.br), até o dia 10/08, a íntegra de seu trabalho.

Maiores informações : http://www.aladaab.com.br

A coordenação do congresso informa que somente serão aceitas colaborações de pesquisadores que tenham preenchido a ficha de inscrição pelo site do evento (http://www.aladaab.com.br)

domingo, 15 de junho de 2008

Lançamento do do Fórum Nacional da Juventude Negra em São Paulo

Quinta-feira, 12 de Junho de 2008

A TODAS E TODOS JOVENS NEGROS DO BRASIL

A Coordenação Provisória do Fórum Nacional de Juventude Negra convoca os jovens negros e negras do Brasil para participar da Assembléia de Lançamento do Fórum Nacional de Juventude Negra, a ser realizada nos dias 25, 26 e 27 de julho de 2008, no estado de SãoPaulo, no município do Guarujá.

Lançar o Fórum Nacional de Juventude Negra é cumprir uma demanda referendada pela plenária final do Encontro Nacional da Juventude Negra/ENJUNE, procurando articular e promover uma maior participação política e social do (a)s jovens negros (as) de todo o país. Este fórum consolidará as deliberações do ENJUNE e funcionará também para implementar e coordenar as ações apontadas pelo relatório final daquele Encontro, dando direcionamento a construção de um novo panorama social para o contexto juvenil étnico/racial de nosso país.

Este Fórum pauta-se em uma perspectiva afrocentrada aglutinando sobre diferentes focos e realidades, os direcionamentos, demandas e consensos importantes para juventude negra como o combate ao extermínio da juventude negra, ao racismo institucional e a defesa daimplementação, em caráter de urgência, de reparações e ações afirmativas para o povo negro brasileiro.

Certos de que somos meros representantes de nossos estados nessa Coordenação Provisória, lembramos aqui que o diálogo é importantíssimo para o êxito dos trabalhos dentro dessa nova articulação de juventude negra nacional. O desafio de honrar o compromisso que apalavramos em Lauro de Freitas/BA frente ao nosso lema 'Novas Perspectivas na Militância Étnico-Racial' é de cada um (a) de nós, jovens negras e negros. Prestamos abaixo informações complementares e nos comprometemos a enviar em breve outros informes sobre o evento, referentes à metodologia, programação, calendário, mobilizações nos estados e infra-estrutura.

1. Como participar

A Assembléia de Lançamento do Fórum Nacional de Juventude Negra pretende reunir os diversos segmentos organizados de juventude negra, bem como outros/as jovens negros/as que tenham interesse em participar e contribuir com o processo. Basta você entrar em contato com os/as representantes de seu estado ou acionar direto à Coordenação Nacional através do e-mail: forumnacionaldejuventudenegra@yahoo.com.br

2. Etapas Preparatórias

A Assembléia Nacional será precedida de etapas estaduais, e em alguns casos de etapas municipais e regionais. Essas etapas deverão acontecer entre os dias 14 de junho a 15 de julho, sob a responsabilidade dos Fóruns Estaduais ou Comissões Organizadoras locais. Nas etapas preparatórias deverão ser gerados Relatórios que subsidiarão a Assembléia Nacional. Esses Relatórios deverão ser encaminhados até o dia 17 de Julho de 2008.

3. Delegação Estadual

A delegação de cada estado será composta por 15 (quinze) delegados/as e mais 3 (três) observadores/ as e 2 (dois) convidados/as. Dentre os delegados/as eleitos/as é necessário, no mínimo, contemplar um/a quilombola, uma pessoa deficiente e um/a militante LGBT.

Além disso, será observado à proporcionalidade de 50% para cada gênero, fora os já mencionados, entre os/as componentes da delegação Infra-estrutura.

Cada estado terá que arcar com suas despesas de transporte até o local do evento. A Coordenação Nacional se compromete a disponibilizar alimentação, hospedagem e recursos materiais necessários aos/as participantes durante a atividade.

5. Contatos

Confira no Blog do Fórum (http://forumnacionaldejuventudenegra.blogspot.com/ ) os contatos dos representantes nos estados.

Um forte Axé,
COORDENAÇÃO PROVISÓRIA - FÓRUM NACIONAL DE JUVENTUDE NEGRA

Encontre-nos:
Comunidade do Fórum Nacional da Juventude Negra no Orkut: http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=50584513
Blog do Fórum Nacional da Juventude Negra http://forumnacionaldejuventudenegrablogspot.com/
Grupo de discussão do Fórum Nacional da Juventude Negra no yahoo http://br.groups.yahoo.com/group/fonajune/
E-mail: forumnacionaldejuventudenegra@yahoo.com.br
E-mail: forumnacionaldejuventudenegra@gmail.com

terça-feira, 10 de junho de 2008

Conectando um laptop com o Ubuntu no Oi Connect (Fast)

Recebi um post do colega Marcelo Assunção me perguntando como fiz para conectar o laptop do malfadado governo Sérgio Cabral. Já estava a algum tempo para escrever sobre o assunto e com esse incentivo vamos por mãos a obra. Ele está baseado no artigo publicado neste link: http://gutocarvalho.net/mediawiki/index.php/Instalando_e_configurando_CLARO_3G_no_Ubuntu,
com algumas modificações.

instalação de pacotes

Instale o wvdial, eu acho que ele já vem pré-instalado, caso não esteja, você terá de gravá-lo em outro computador junto com o pacote do huawei e depois instalá-lo no Ubuntu.

root@aja:/usr/src# apt-get install wvdial

Faça o download do pacote abaixo:

wget http://oozie.fm.interia.pl/src/huawei.tar.bz2

Agora vamos descompactar:

tar jxvf huawei.tar.bz2

entrando no diretorio

cd huawei

compilando

make install_ubuntu

Alterando a configuração deixando como está abaixo, veja as linhas em negrito!

arquivo de configuracao que funcionou perfeito no meu ubuntu:
root@aja:/usr/src# gedit /etc/wvdial.conf
[Dialer Defaults]

Init1 = ATZ
Init2 = ATQ0 V1 E1 S0=0 &C1 &D2 +FCLASS=0
Password = oi
Phone = *99***1#
APN = gprs.oi.com.br
New PPPD = yes
Modem Type = Analog Modem
Check DNS = 0
Auto DNS = 0
Dial Command = ATDT
Modem = /dev/ttyUSB0
ISDN = 0
Username = oi
Carrier Check = off
DNS = 4.2.2.2
Baud = 9600

[Dialer OI]
Username = oi
Stupid Mode = on
Password = oi
Phone = *99***1#

arquivo de configuração que funcionou no meu ubuntu:

root@aja:/usr/src# gedit /etc/wvdial-huawei.conf
[Dialer Defaults]
Modem = /dev/ttyUSB0
Baud = 3600000
Init1 = ATZ
Init2 = ATQ0 V1 E1 S0=0 &C1 &D2
Init3 =
Area Code =
Phone = *99***1#
Username = oi
Password = oi
Ask Password = 0
Dial Command = ATDT
Stupid Mode = 1
Compuserve = 0
Force Address =
Idle Seconds = 0
DialMessage1 =
DialMessage2 =
ISDN = 0
Auto DNS = 1


Se você está com conexão lenta, ligue para 0800-31-0800 com o número do celular e seu PIN que estão na caixa do notebook, em papel branco colado a ela.

Bom voltando a configuracão, para conectar digite o seguinte comando!

root@aja:/usr/src# wvdial --config /etc/wvdial-huawei.conf

depois que ele está conectado eu abro outro terminal e coloco o endereços DNS do cluster OpenDNS no resolv.conf

root@aja:/usr/src# echo nameserver 208.67.222.222 > /etc/resolv.conf
root@aja:/usr/src# echo nameserver 208.67.220.220 >> /etc/resolv.conf

geralmente fica bem melhor que a resolução de DNS da OI.

Eu, inicialmente, usei o programa Vodafone, como você pode ver neste link:

http://pelenegra.blogspot.com/2008/05/bem-recebi-um-laptop-do-governo-do.html

Depois postei outra dica usando o Gnome-ppp neste link:

http://pelenegra.blogspot.com/2008/05/usando-o-gnome-ppp-para-conectar-oi.html

Mas, depois de algum tempo eles pararam de conectar. Agora eu conecto usando o programa wvdial e ele funciona tranquilamente.

Quando você atualizar o Ubuntu, e acrescentar um novo kernel, ele poderá apresentar problemas de conexão. Nesse caso, reinstale o huawei, com o seguinte:
make install_ubuntu
Desplugue o modem, dê um boot e plugue o modem novamente

Para conectar o Ubuntu a partir do boot, cole o comando: Desplugue o modem, dê um boot e plugue o modem novam.ente
wvdial --config /etc/wvdial-huawei.conf
no arquivo /etc/rc.local. E boa sorte.

PS, muito importante: Para quem quer resolver com tranquilidade a questão da conexão GSM, ou seja por celular e continuar no Linux. Aconselho a usar o Suse que possui suporte para conexão GSM, e que facilita e muito a conectividade.
Mais importante ainda: O Fedora 10 e o Ubuntu 8.10 já vem com suporte para conexão em GSM muito facil de ser usado.Trata-se do Networkmanager, um aplicativo muito simples e que habilita a conexão com muita facilidade, bastando plugar o modem GSM no laptop. No canto direito acima, você vê dois monitores, clique sobre eles após plugar o modem e faça as configurações necessárias.

* Depois de algum tempo sem usar o modem da Oi Connect Fast, precisei realizar novos procedimntos para a conexão. Quais sejam:
a) Ligue para 1057 (somente 4 dígitos mesmo), relate o problema.
b) Eles pedirão o nº que consta no "chip do modem" e que também está na nota fiscal.
Eles dão um prazo de 24 horas, mas é sempre ativado rapidamente.

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Homenagem a um cidadão de Triunfo

Nelson Gonçalves Campos Filho nasceu em 28 de outubro de 1954, em Triunfo, região serrana encrustrada no sertão de Pernambuco. Viveu uma infância entre o campo, onde trabalhava como agricultor e a cidade, origem de um ecletismo musical que unia o maracatu mais tradicional a outros ritmos negros regionais, mas também ao soul e ao rock.


Aos 15 anos mudou-se para Paulo Afonso em busca de estudo e trabalho, sendo auxiliar de topógrafo na Usina de Paulo Afonso. Mas lá iniciou também suas andanças pelas festas, que viriam a ser as festas black. Foi pioneiro nessa cultura, tornando-se o primeiro nordestino a dançar James Brown e formando o lendário grupo de dança “Os Invertebrados”.

Em 74 foi a Brasília, concluiu o ensino médio e tornou-se topógrafo, ao mesmo tempo em que se especializava em suas festas e andanças. Viveu na Ceilândia, em Sobradinho e em outras cidades, mas conheceu e passou a ser conhecido nas festas black, fazendo shows com a “Super Som 2000”, incendiando as festas de Brasília, na beira do Paranoá e correndo todas as cidades satélites com sua dança. Promove também caravanas aos bailes do Rio de Janeiro, que na época era o centro da música e da cultura black nacional. Lá fica conhecido como “O Homem Árvore”, apelido que ganhou de Toni Tornado.

Em 76, já formado, segue rumo a São Paulo, em busca do sonho de viver da black music. Forma o grupo “Funk & Cia” e começa então a participar de todos os bailes, promovendo um intercambio inédito, numa época em que os jovens evitavam ir aos bailes fora de sua região, por conta da rivalidade. Aprofunda o intercâmbio com o Rio e torna-se um dos grandes responsáveis pelo crescimento dos bailes blacks de São Paulo.

Matéria completa no link:
http://www.vermelho.org.br/base.asp?texto=38300

EXIBIÇÃO DO FILME "A DEUSA NEGRA" NO RIO DE JANEIRO

O Centro Afrocarioca de Cinema tem o prazer de convidá-los para a exibição do Filme "A Deusa Negra" de Olá Balogum,a primeira e talvez unica co-produção Brasil Nigéria de cinema.
A Deusa Negra conta a história de um africano, Babatunde, que busca no Brasil seus parentes e revive, pelos caminhos mágicos do candomblé, o percurso de seu ancestral escravo, Oluyole.

Um filme onde todos os principais atores são negros completa 30 anos e quase não foi visto no Brasil. A sessão de cinema vai contar com a presença mais que ilustre de alguns dos artistas que participaram dessa obra, já confirmaram presença a atriz Léa Garcia e o ator Ivan de Almeida, sem falar do anfitrião Zózimo Bulbul. Após a exibição haverá um debate.

Dia 11 de junho - Quarta-feira às 18h
No Centro Afrocarioca de Cinema
Rua Joaquim Silva 40, Lapa - Rio de Janeiro, RJ

*Mini-curso:* Das macumbas à umbanda: uma análise histórica da construção de uma religião brasileira

Mini-curso:Das macumbas à umbanda: uma análise histórica da construção de uma religião brasileira.
Data:10 e 12 de junho de 2008 (Terça e Quinta-feira, respectivamente).
Horário: das 15 às 18 horas.
Local: Auditório 93 da UERJ.
Inscrição:Gratuita no local.


*Ementa:*
Este mini-curso tem como objetivo analisar a construção de uma identidade brasileira para a umbanda, que se deu, de modo mais efetivo, durante o Estado Novo. Neste período encontramos a fundação da primeira federação umbandista (Federação Espírita de Umbanda - 1939), cujo objetivo era servir de interlocutor entre os templos filiados, o Estado e a sociedade; e a realização do 1º Congresso Brasileiro de Umbanda (1941), cuja finalidade era unificar as práticas rituais a partir de uma doutrina mínima.

O mini-curso será dividido em dois módulos temáticos: primeiro, apresentaremos o encontro das culturas ameríndias, européias e africanas no território brasileiros, cujas religiosidades se amalgamaram ao longo do processo colonizatório, oferecendo os elementos necessários para o desabrochar de uma nova religião - que refletia a mesma mestiçagem da população que a professava; e segundo, partiremos da "anunciação" da umbanda - que se deu pela manifestação do caboclo das sete Encruzilhadas, no médium Zélio de Moraes, no dia 15 de novembro de 1908 - para analisarmos a inserção de elementos da classe média urbana na macumba carioca e a capacidade destes em mediar códigos sociais, políticos e religiosos, e transformar magia em religião; curandeiros em sacerdotes; assistencialismo e caridade; e, conseqüentemente, prestígio político em respeitabilidade religiosas. Em suma, analisaremos as estratégias de legitimação da umbanda como uma religião brasileira.

*Duração:*
6 horas (o mini-curso poderá ser ministrado em um único sábado ou em dois dias consecutivos).

*Currículo Resumido:*
José Henrique Motta de Oliveira é mestre em História Comparada pela UFRJ, professor da Rede Estadual de Ensino, e autor do livro *"Das macumbas à Umbanda: uma análise histórica da construção de uma religião brasileira" *(no prelo).

Curso: O Refluxo da Diáspora

A prefeitura do Rio de Janeiro, através do Centro Cultural José Bonifácio, oferece gratuitamente o curso "O Refluxo da Diaspora - A Saga dos Libertos no Brasil que Voltaram para a África no século XIX".
O curso será ministrado pelo fotógrafo, antropólogo e jornalista Milton Guran, de 11 de junho a 23 de julho de 2008, das 19 às
21:30 h, nas quartas-feiras. O CCJB fica na Rua Pedro Ernesto, 80 - Gamboa, Rio de Janeiro, RJ.

Ipea: cotistas têm melhores notas em universidades

No universo de 54 universidades públicas que nos últimos oito anos adotaram o sistema de cotas no País, em ao menos quatro, distribuídas pelos principais Estados, alunos negros apresentam desempenho próximo, similar ou até melhor em relação aos não-cotistas. Resultados iniciais do aproveitamento de cotistas na Unicamp, Universidade Federal da Bahia (UFBa), Universidade de Brasília (UnB) e Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), divulgados pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), derrubam mito de que, graças à ação afirmativa, alunos negros estariam "entrando pela janela" das instituições superiores da rede pública. As notas lhes abriram o caminho da porta da frente.
No biênio 2005-2006, cotistas obtiveram maior média de rendimento em 31 dos 55 cursos (Unicamp) e coeficiente de rendimento (CR) igual ou superior aos de não-cotistas em 11 dos 16 cursos (UFBa). Na UnB, não-cotistas tiveram maior índice de aprovação (92,98% contra 88,90%) e maior média geral do curso (3,79% contra 3,57%), porém trancaram 1,76% das matérias, contra 1,73% dos cotistas.

Aptidão
Em estudo da ONG Educação e Cidadania de Afro-descendentes e Carentes (Educafro) junto à Uerj, estudantes negros e oriundos da rede pública, ingressantes entre 2003 e 2007, apresentaram maior coeficiente de rendimento médio (6,41 e 6,56 respectivamente) em relação aos cotistas (6,37). Índios e deficientes somaram 5,73.
Para a técnica da diretoria de estudos sociais do Ipea, Luciana Jaccoud, um dos fatores que explicam o bom desempenho dos cotistas é a capacidade das instituições de ensino desenvolverem aptidões.
"A própria universidade estabelece pontos mínimos a serem alcançados para que o estudante seja aprovado", analisa Luciana, uma das responsáveis pelo estudo. "Esse instrumento ajuda a regular o desempenho de cada um. O resultado é a formação mais igualitária das capacidades do aluno, seja proveniente da rede particular ou pública."
Colegas de classe, Patrícia Vidal, 21, e José Messias, 20, ingressaram na Uerj, em 2006, por meio do sistema de cotas: ela proveniente da rede pública e ele matriculado como candidato negro. Ambos apresentam CR próximo à média da turma, mas admitem que, não fosse a reserva de vagas, não passariam no vestibular.
"Tive dificuldade no início, mas ao longo do curso vamos entendendo como a coisa funciona, e hoje estamos bem iguais", relata Messias, que mora em Maria da Graça, e viaja 50 minutos de ônibus até a faculdade. "Depois do primeiro período, a defasagem em relação aos demais alunos acabou."
Com CR 8,6, Messias conta que acompanhou treinamento de português e línguas estrangeiras oferecido a cotistas pelo programa Proiniciar. Patrícia tem CR 9,1, mas diz que é a única dos cotistas da turma que ainda não conseguiu estagiar.
"As oportunidades são as mesmas para todos", lembra a estudante, que começou a procurar estágio a partir do terceiro período, mas trabalha com telemarketing antes mesmo de entrar na faculdade. "Assim como os demais estudantes, os outros três cotistas da turma já passaram por dois ou três estágios."
Segundo o Ipea, os bons resultados em sala de aula têm reflexo incompatível com o número de vagas oferecidas aos cotistas.
Ao colocar na ponta do lápis, o Ipea contabilizou mais de 51 mil vagas para negros ¿ acumuladas desde que a medida foi implantada, em 2001, até a projeção para o ano atual. Número inexpressivo, se comparado aos cerca de 1,2 milhão de alunos (entre cotistas e não-cotistas) matriculados na rede pública de ensino superior, em 2005.
Dados do Censo Educacional de 2005 do MEC mostram ainda que instituições públicas realizam, em média, 331 mil matrículas anualmente. Apenas 2,37% (cerca de 7.850) delas são destinadas a estudantes negros, segundo o Ipea.
"O índice não condiz com a realidade", avalia Oliveira Silveira, historiador e idealizador do Dia da Consciência Negra (20 de novembro). "Os negros representam quase metade da população brasileira. Deve haver esforço para aumentar sua participação por meio das vagas."
Fonte: Jornal do Brasil, 25/05/2008
Agradecemos também a Marcelo Manzatti do Boletim Famália pela matéria.

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Concurso DOCTV IV: DOCTV abre inscrições para realização de 57 documentários

Foram abertas no dia 27 de maio, e vão até o dia 11 de julho, as inscrições para o concurso DOCTV IV - Programa de Fomento à Produção e Teledifusão do Documentário Brasileiro, que selecionará 35 projetos de documentários em todo o Brasil, destinando a cada um a verba de R$ 110 mil. Além disso, versões regionais do projeto, as chamadas Carteiras Especiais, devem somar verba para 22 produções, totalizando 57 filmes para serem exibidos a partir de 2009.
O programa, que faz a ponte entre a televisão pública e a produção independente, é promovido pela Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura, ABEPEC - Associação Brasileira das Emissoras Públicas Educativas e Culturais, TV Cultura e TV Brasil. Além disso, alguns estados criaram parcerias regionais entre as emissoras de TV, o poder público e a iniciativa privada, gerando as Carteiras Especiais, com verbas extras que possibilitam a realização de mais produções.
Durante a cerimônia de lançamento da quarta edição do projeto, em São Paulo, um dos pontos mais discutidos foi a necessidade de estendê-lo a TVs abertas comerciais. Paulo Markun, Presidente da Fundação Padre Anchieta (TV Cultura), assinalou que "o DOCTV não cria uma indústria. Essa indústria só vai surgir quando todas as redes de TV aberta enxergarem a necessidade de se envolver nesse projeto". Markun também destacou sua preocupação em aumentar a produção audiovisual voltada para novas mídias.
Na mesma cerimônia, Silvio Da-Rin, Secretário do Audiovisual do MinC disse que a SAV pretende desenvolver o modelo do DOCTV no campo da animação e da ficção, e divulgou desdobramentos do projeto, como o DOCTV Ibero-América e os programas em fase de implantação: DOCTV México, DOCTV Colômbia, DOCTV Cinergia (América Central) e DOCTV CPLP (Comunidade dos Países de língua Portuguesa).
Os 35 documentários garantidos pelo DOCTV IV serão distribuídos da seguinte forma pelas unidades federativas: um projeto de documentário em RR, AP, AM, AC, RO, TO, MA, PI, RN, PB, PE, AL, SE, DF, GO, MT, MS, ES e SC; e dois projetos no PA, CE, BA, MG, RJ, SP, PR e RS. Todos os documentários selecionados nos concursos serão co-produzidos pelas TVs Públicas para serem exibidos, em horário nobre, em rede nacional, a partir de 29 de maio de 2009.
Com verba oriunda principalmente do FNC (Fundo Nacional de Cultura), o programa se propõe a formar profissionais de documentários, e para isso realiza três oficinas com os autores dos projetos selecionados, abrangendo diferentes fases da produção: primeiro, acontece uma "Oficina para Desenvolvimento de Projetos", seguida pela "Oficina de Desenho Criativo de Produção", e, após a produção dos documentários, os realizadores participam da "Oficina de Distribuição e Difusão".
Em São Paulo
No estado de São Paulo, antes do final do prazo de inscrição, haverá uma Oficina para Formatação de Projetos com 30 vagas, a serem preenchidas por meio de sorteio, com procedimento ainda não divulgado. O estado terá o maior número de produções, com sete filmes na Carteira Especial, totalizando nove documentários. O regulamento do concurso paulista do DOCTV IV está disponível no site www.tvcultura.com.br/doctv.
Cronograma DOCTV IV
27 de maio de 2008 - Lançamento dos concursos com inscrições até 11 de julho de 2008
5 de junho a 5 de julho de 2008 - Oficinas para Formatação de Projetos nos Estados
15 de agosto de 2008 - Anúncio público dos 35 vencedores
7 a 12 de setembro de 2008 - Oficina para Desenvolvimento de Projetos
28 de setembro a 3 de outubro de 2008 - Oficina de Desenho Criativo de Produção
4 de outubro de 2008 a 1 de abril de 2009 - Produção dos 35 documentários (180 dias)
16 a 18 de fevereiro de 2009 - Oficina de Distribuição e Difusão
23 a 29 de maio de 2009 - Eventos de Lançamento da Série (Nacional e Estaduais)
29 de maio de 2009 - estréia em rede pública da série DOCTV IV

Matéria retirada do link:
www.culturaemercado.com.br/post/doctv-iv-abre-inscricoes-para-realizacao-de-57-documentarios

Para aqueles que continuam acreditando ... num mundo melhor: Cidade Negra e Gilberto Gil (EXTRA)


Extra, Gil!!!

Centro Cultural Octávio Brandão: Ciclo de Palestras 2008

"A CRISE FINANCEIRA INTERNACIONAL"
Palestrante: Júlio Vieira
J. Vieira, bancário, ex-dirigente do PSTU, com formação em Jornalismo e Atuária, é o convidado do CCOB para dar prosseguimento ao nosso Ciclo de Palestras 2008.
Em sua exposição vai analisar a crise aberta com a inadimplência no mercado de crédito imobiliário nos EUA, assim como, suas repercussões na economia mundial.

Dia: 07/06 - SÁBADO
Hora: 15:00
Local: CCOB Rua Miguel Ângelo, 120, esquina com Rua Domingos Magalhães, Maria da Graça - RJ

domingo, 1 de junho de 2008

Gilberto Gil defende Cultura do P2P no Google Zeitgeist

O ministro da cultura Gil tem se notabilizado por sua postura em defesa da cultura livre. Para ele a peerarquia, nome dado pelo ministro a prática disseminada na rede, de troca arquivos entre usuários p2p, se constitui em um fenômeno cultural importante, e que em vez de ser combatido deveria, pelo contrário, ser estimulado. Como você pode ver aqui:



Abaixo, temos um artigo publicado pelo site português Remixtures, que postou na íntegra o pronunciamento de Gil na conferência Google Zeitgeist.
Gilberto Gil, o músico, anunciou recentemente o seu novo disco Banda Larga Cordel. O álbum sairá a 17 de Junho e irá incluir 16 faixas. Na segunda-feira, Gilberto GIl, o MInistro da Cultura do Brasil, fez um discurso na conferência Google Zeitgeist, em Watford (Reino Unido) que todos os políticos portugueses deviam ler - quase que aposto que nem sequer os assessores vão ler, mas enfim… - (via Joi Ito - tradução do inglês para português da minha responsabilidade):
“Desde 2003, quando tomei posse como Ministro da Cultura do Brasil, temos encarado as Tecnologias Digitais como um fenómeno cultural. Nós no Ministério temos insistido no papel estratégico da cultura enquanto forma de fazer política. Isto obrigou-nos a alterar radicalmente a forma de conceber a Política, o Estado e a Sociedade, em especial no que diz respeito à tecnologia digital.
Na política e sobretudo nos governos, as transformações radicais são apenas possíveis em determinados momentos históricos. Através da inserção da Cultura e da diversidade cultural enquanto actividade política, oferecemos à sociedade a oportunidade de alcançar uma mudança radical, passo a passo, usando regularmente os contributos das novas tecnologias industriais e sociais e evitando os terramotos da acção revolucionária clássica. Se observarmos as novas possibilidades digitais, podemos facilmente concluir que elas já constituem instrumentos revolucionários por si próprias. As iniciativas no domínio da Cultura Digital podem desempenhar um papel fundamental de desestabilização da inércia da política tradicional que fez com que a sociedade se afastasse da vida pública, gerando assim um vácuo de pensamento político crítico e chegando até a gerar cinismo, em especial nos sectores governamentais. Precisamos de reconhecer que a política tradicional não está a conseguir fazer avançar a democracia e o desenvolvimento social.
A adesão às tecnologias digitais criou em torno da Internet uma revolução totalmente pacífica. Está a ocorrer um pouco por todo o lado um tumulto descentralizado que eu considero ser um sinal bastante positivo da ascensão de um movimento político não governamental. Penso que este movimento é o resultado directo e sustentado de movimentos culturais e contra-culturais da nossa história mais recente, em razão do seu crescente poder de influência nas políticas públicas.
É a ascensão da cultura peer-to-peer (entre pares). Peerarquia!
O que eu vejo no Brasil e em muitos outros países é que estes novos movimentos políticos contemporâneos não surgem a partir da política tradicional. Eles já não dependem totalmente da democracia representativa. Pelo contrário, eles funcionam fora do sistema eleitoral e em certo grau influenciam-no. As pessoas estão cada vez mais interessadas em participar na política de uma forma nova e pro-activa. Parece-me que os governos apenas poderão dar resposta a esta pressão colectiva se eles realmente compreenderem as questões de diversidade cultural e as acções peer-to-peer, bem como as suas implicações para o novo modelo de desenvolvimento para o século XXI.
As tecnologias do século XXI representam um enorme desafio para os legisladores. A revolução desencadeada pela convergência das tecnologias digitais obrigam-nos a reinventar o modo como fazemos quase tudo. Acredito que quem quer que exerça um cargo de responsabilidade pública devia encarar a distribuição digital da Propriedade Intelectual como a forma mais directa e poderosa de democratizar o conhecimento que a história da humanidade já conheceu. Mas em vez disso, o que acontece é que quase todas as instituições formais insistem em chamar a distribuição digital de “Pirataria”.
O que nós devíamos era ter em atenção os novos modelos de negócio e reinventar a análise das políticas legislativas.
O trabalho que eu ajudei a implementar no Ministério com a ideia e a prática da Cultura Digital demonstra que é de facto possível alcançar um outro tipo de equílibrio, ainda que mais radical, uma “simbiose” entre o Estado e a sociedade civil.
Muitas empresas e governos um pouco por todo o mundo se posicionaram de um modo conservador e estão a tentar bloquear o avanço destas novas possibilidades digitais. Cada revolução técnica cria uma reacção desse tipo. Se observada de uma perspectiva analógica, a distribuição digital da Propriedade Intelectual representa uma ameaça aos negócios, problemas de segurança e uma perda do controlo social. Estas percepções são apenas retrocessos temporários que deverão ser resolvidos dentro em breve. Contudo, temos que ser vigilantes na medida em que a tecnologia digital, como qualquer outra tecnologia, pode ser usada contra os interesses dos indivíduos e da sociedade. É por isso que eu estou seguro de que precisamos não apenas de humanizar, mas também politizar estas tecnologias, o que significa discuti-las amplamente e disponibilizá-las à sociedade e a cada cidadão. Compete às leis garantir não apenas os objectivos comerciais mas também a liberdade e o livre acesso ao conhecimento.
Quero citar o meu amigo Lawrence Lessig, um grande pensador e activista contemporâneo; no seu livro CODE 2.0, ele assinala a necessidade de novas formas de legislação que garantam as novas formas de liberdade e relacionamento humano. Lessig defende a necessidade da presença do estado no sentido de assegurar a sustentabilidade da Internet, para que ela possa concretizar totalmente o seu potencial radical de inovação social. Ele salienta que para que isso seja possível, temos que debater um novo tipo de concepção política de governança. Isto é, se queremos garantir a existência colectiva e emancipada do ciberespaço, então precisamos de conceber um novo quadro legislativo. De outro modo, estas possibilidades libertárias criadas pelas tecnologias digitais serão amputadas.
No Brasil, nós trouxemos estúdios digitais multimédia e ligações à Internet (cultura peer-to-peer) a cerca de 700 comunidades periféricas espalhadas pelo país.
Existem actualmente comunidades que se dedicam a gravar e a publicar na Internet as suas músicas ou a filmar as suas actividades e cultura. Esta corrente de ar fresco está a libertar novas ideias vitais e produções inovadoras, bem como a gerar um processo real de empowerment por parte de uma emergente sociedade criativa. Este processo é encorajador e inclui a formação de uma rede de novos produtores culturais no Brasil, uma rede que dentro em breve se irá consolidar numa nova geração de autores e artistas.
Esta experiência com as tecnologias digitais nos Pontos de Cultura possibilitou uma actividade simbólica, um diálogo entre as comunidades sócio-culturais periféricas e os novos conceitos digitais e linguagens contemporâneas. Este processo bastante enobrecedor tem início quando as comunidades, os novos produtores digitais, começam a associar-se entre si e, ao fazê-lo, desencadeiam um processo de autonomia desligado do governo ou de qualquer outro controlo. A transformação começa quando os jovens nas comunidades assumem as ferramentas tecnológicas digitais como instrumentos culturais, enquanto fonte de referências diversas, como uma plataforma para a criação estética e a re-simbolização das suas vivências. Por outras palavras, a transformação social começa quando eles passam a encarar o ciberespaço como um território seu, quando eles aprendem a fazer upload antes mesmo de fazer download, quando começam a publicar. Este é o exacto momento em que o empowerment ocorre. Isto é pura magia!
Quero convidá-los a todos a visitarem o Brasil no próximo ano para debater estas questões. Queremos unir os esforços de muitas instituições governamentais e da sociedade civil com os das empresas de modo a analisar em profundidade as perspectivas destas novas realidades digitais.”
Retirado na íntegra dolink:
http://remixtures.com/2008/05/gilberto-gil-defende-cultura-do-p2p-no-google-zeitgeist/

Para quem quiser conhecer uma das formas como Gil interage na internet, acesse o link:
http://br.youtube.com/gilbertogil

Tributos são o principal agente da concentração de renda, diz Ipea

Como podemos perceber a riqueza está cada vez mais concentrada em nosso país. A estrutura tributária brasileira apenas corrobora tal fato, garantindo aos poderosos a continuidade deste estado de coisas. Nestas circunstâncias, ainda teremos muito tempo o Brasil como campeão da desigualdade social no mundo.


O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) apresentou, no dia 15, o estudo "Justiça Tributária: iniqüidades e desafios" para o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social. O Ipea levou dados para o chamado Conselhão a fim de contribuir para o debate sobre o sistema tributário brasileiro e fomentar um projeto de reforma que, ao menos, amenize a alta concentração de renda aferida pelo Instituto.

O levantamento aponta que os 10% mais ricos do país concentram 75% da riqueza e que um dos fatores determinantes para essa concentração é a regressividade do sistema de cobrança de impostos. De acordo com o estudo, os 10% mais pobres da sociedade comprometem 33% de seus rendimentos com tributos, enquanto os 10% mais ricos pagam 23%.

Em nota de apresentação ao estudo, Marcio Pochmann, presidente do Ipea, condena o sistema de tributação brasileiro e os seus efeitos nefastos. A concentração de renda, gerada pela desigualdade tributária, é apontada como “absolutamente inaceitável” pelo economista. A orientação do estudo e as declarações de Pochmann contrariam as insinuações da imprensa corporativa, que apontou a nomeação do economista e de sua equipe, em 2007, como uma forma de transformar o Instituto numa correia de transmissão do governo.


Mansão e favela

As declarações de Pochmann foram duras e, claramente, solicitam uma reforma tributária que torne o modelo mais distributivo. "O país precisa de um sistema tributário mais justo, que seja progressivo e não regressivo como é hoje. Ou seja, quem ganha mais deve pagar mais e quem ganha menos pagar menos", defendeu Pochmann no Conselhão.

O presidente do Ipea também abordou a questão dos serviços públicos oferecidos àqueles que têm o orçamento mais comprometido pelos tributos. "As mansões pagam menos imposto que as favelas e estas ainda não têm serviços públicos como água, esgoto e coleta de lixo", cita. Contudo, o esforço teórico do Ipea parece ter servido como subsídio mais para os movimentos sociais do que para o governo, já que o Executivo sinaliza com um projeto que, na opinião de especialistas, mantém a regressividade.


Impostos indiretos

Os principais agentes da regressividade tributária, sempre de acordo com o estudo, são os impostos indiretos, embutidos nos preços de mercadorias e serviços. O Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), principal imposto indireto, compromete três vezes mais o orçamento dos pobres do que o dos ricos (16% e 5,7%, respectivamente).

Os impostos sobre produtos, aliás, representam a principal fatia do total de arrecadação tributária. Em 2007, esses tributos representaram 40% do montante, seguidos pelos impostos sobre renda e propriedade (29%), contribuições previdenciárias (26,6%) e outros impostos ligados à produção (3,8%). Apesar de os impostos regressivos continuarem sendo a principal fonte de arrecadação, houve uma redução de 6% da sua participação no total arrecadado, em relação a dados de 1995.

“O imposto sobre produto é regressivo porque aqueles que têm um rendimento mais baixo utilizam praticamente toda a sua renda. Aquele que tem R$ 1 no bolso paga os mesmos 20% ou 30% de imposto daquele que tem R$ 1 milhão”, exemplifica, Luiz Benedito, diretor de Estudos Técnicos do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal (Unafisco).

Para o diretor de Estudos Sociais do Ipea, Jorge Abrahão de Castro, a regressividade dos impostos indiretos pode ser observada em todos os países do mundo. “Uma das saídas para amenizar isso seria desonerar produtos da cesta básica. Isso faria com que, na ponta, os mais pobres poderiam economizar até 16% do seus rendimentos”, sugere.

Matéria retirada na íntegra:
http://www.brasildefato.com.br/v01/agencia/nacional/tributos-sao-o-principal-agente-da-concentracao-de-renda-diz-ipea








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