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quinta-feira, 25 de junho de 2009

Moderna Música Africana IV





Demais!!!

Movimento Negro protesta contra a intolerância da grande mídia

Fonte: PT

No clima da II Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial, que acontece de 25 a 28 de junho, em Brasília, uma manifestação contra a intolerância da imprensa brasileira em relação a questões que envolvem gênero e etnia vai marcar o posicionamento do movimento negro que questiona a invisibilidade na mídia de uma grande parcela da população brasileira.

A manifestação, acompanhada de marcha, acontece nesta sexta-feira (26), às 9h, exatamente na avenida W/3 norte, no Plano Piloto da capital federal, onde estão sediados um dos maiores veículos de comunicação do país. Durante o ato, para o qual estão sendo convidados os veículos internacionais de comunicação, a sociedade civil organizada do Brasil e do exterior e todos aqueles “que acreditam em políticas de ações afirmativas como uma forma de reduzir as desigualdades sócio-raciais no Brasil”, os manifestantes informam que não concederão entrevista ou darão declaração à imprensa nacional, como parte do protesto.
Segundo lideranças, diversas entidades já aderiram à manifestação contra a grande mídia, acusada pelo movimento negro de se colocar editorialmente contra e ou omitir bandeiras de luta do movimento, como: cotas raciais no ensino e no serviço público; o Estatuto da Igualdade Racial em discussão no Congresso Nacional desde a década de 90; o decreto 4.887 que regulariza as terras quilombolas; e a lei 10.639 que torna obrigatório o ensino de História e Cultura da África e das populações negras brasileiras nas escolas de todo o país.
Segundo uma nota divulgada pelo movimento, a mídia brasileira tem se comportado de forma “anti-democrática e manipuladora”. Entre as empresas de comunicação, citadas no manifesto que está sendo distribuído para mobilização das pessoas em torno da manifestação, estão citadas a rede Globo, a Editora Abril e a Folha de São Paulo como capitães desse comportamento. “Essa mídia que não tem interesse em pautar as questões do movimento negro, é a mesma que fez um grande lobby para derrubar recentemente a obrigatoriedade do diploma de jornalismo no Supremo Tribunal com o objetivo de aviltar salários e o mercado de trabalho”, disse um dos manifestantes, convocando os repórteres que forem destacados para cobrir o evento para aderirem ao protesto.
A coordenação da manifestação ainda diz que o movimento é pacífico e recomenda a todos os participantes que usem roupa branca - costume de influência árabe introduzido na cultura brasileira pelos africanos muçulmanos, especialmente os que fizeram parte da Revolta dos Malês, em 1835, no Estado da Bahia, pelo fim do regime da escravidão.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Estudantes negros são as maiores vítimas de agressões nas escolas públicas, diz pesquisa

De Flávia Albuquerque, fonte: agenciabrasil

São Paulo - Negros, pobres e homossexuais estão entre as principais vítimas de bullying (prática discriminatória de um grupo de alunos contra um determinado colega, que se caracteriza por agressões físicas, acusações injustas e humilhações) nas escolas públicas, segundo a Pesquisa sobre Preconceito e Discriminação no Ambiente Escolar, realizada pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), a pedido do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), divulgada hoje (17) em São Paulo.

Segundo a pesquisa, o grau de conhecimento de práticas de bullying chega a 19% contra alunos negros, 18,2% contra pobres, 17,4% contra homossexuais. Em seguida, 10,9% estiveram nessa situação por ser mulher e 10,4% por morarem na periferia ou em favelas.

O estudo também mostrou que os professores, funcionários, idosos, pessoas com algum tipo de deficiência física ou mental, idosos, índios e ciganos também foram vítimas de agressão nas escolas pesquisadas.

De acordo com o coordenador do trabalho, o professor José Afonso Mazzon, da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA-USP), a pesquisa revelou que 30% das diferenças observadas na Prova Brasil entre as escolas pesquisadas foram explicadas por níveis de preconceito e discriminação.

“Nas escolas onde se observou o maior conhecimento de práticas de bullying envolvendo professores e funcionários, as avaliações na Prova Brasil foram as menores, assim como nas escolas onde os alunos apresentaram maior nível de preconceito”, afirmou.

A pesquisa ouviu cerca de 10,5% dos 18.599 alunos, pais, diretores, professores e funcionários de 501 escolas públicas do país, entre outubro e novembro do ano passado. Ainda de acordo com os dados, 5,3% dos entrevistados presenciaram os professores sofrendo agressões e 4,9% viram os funcionários das escolas.

Pesquisa indica que há 99,3% de preconceito na escola pública




Leia também a reportagem de Flávia Albuquerque da agenciabrasil, compartilhada pelo BrasildeFato

Pesquisa realizada em 501 escolas públicas de todo o país, baseada em entrevistas com mais de 18,5 mil alunos, pais e mães, diretores, professores e funcionários, revelou que 99,3% dessas pessoas demonstram algum tipo de preconceito etnorracial, socioeconômico, com relação a portadores de necessidades especiais, gênero, geração, orientação sexual ou territorial. O estudo, divulgado hoje (17), em São Paulo, e pioneiro no Brasil, foi realizado com o objetivo de dar subsídios para a criação de ações que transformem a escola em um ambiente de promoção da diversidade e do respeito às diferenças.

De acordo com a pesquisa Preconceito e Discriminação no Ambiente Escolar, realizada pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) a pedido do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), 96,5% dos entrevistados têm preconceito com relação a portadores de necessidades especiais, 94,2% têm preconceito etnorracial, 93,5% de gênero, 91% de geração, 87,5% socioeconômico, 87,3% com relação à orientação sexual e 75,95% têm preconceito territorial.

Segundo o coordenador do trabalho, José Afonso Mazzon, professor da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA-USP), a pesquisa conclui que as escolas são ambientes onde o preconceito é bastante disseminado entre todos os atores. “Não existe alguém que tenha preconceito em relação a uma área e não tenha em relação a outra. A maior parte das pessoas tem de três a cinco áreas de preconceito. O fato de todo indivíduo ser preconceituoso é generalizada e preocupante”, disse.

Com relação à intensidade do preconceito, o estudo avaliou que 38,2% têm mais preconceito com relação ao gênero e que isso parte do homem com relação à mulher. Com relação à geração (idade), 37,9% têm preconceito principalmente com relação aos idosos. A intensidade da atitude preconceituosa chega a 32,4% quando se trata de portadores de necessidades especiais e fica em 26,1% com relação à orientação sexual, 25,1% quando se trata de diferença socioeconômica, 22,9% etnorracial e 20,65% territorial.

O estudo indica ainda que 99,9% dos entrevistados desejam manter distância de algum grupo social. Os deficientes mentais são os que sofrem maior preconceito com 98,9% das pessoas com algum nível de distância social, seguido pelos homossexuais com 98,9%, ciganos (97,3%), deficientes físicos (96,2%), índios (95,3%), pobres (94,9%), moradores da periferia ou de favelas (94,6%), moradores da área rural (91,1%) e negros (90,9%).

De acordo com o diretor de Estudos e Acompanhamentos da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (Secad) do Ministério da Educação (MEC), Daniel Chimenez, o resultado desse estudo será analisado detalhadamente uma vez que o MEC já demonstrou preocupação com o tema e com a necessidade de melhorar o ambiente escolar e de ampliar ações de respeito à diversidade.

“No MEC já existem iniciativas nesse sentido [de respeito à diversidade], o que precisa é melhorar, aprofundar, alargar esse tipo de abordagem, talvez até para a criação de um possível curso de ambiente escolar que reflita todas essas temáticas em uma abordagem integrada”, disse.

terça-feira, 23 de junho de 2009

Délcio Carvalho, no Samba Urbano

Moolaade: um drama senegalês


O papel da mídia na difusão da ideologia do racismo no Brasil

Denegrindo o STF

Dia Internacional de Luta Contra a Tortura

Quando sabemos que a tortura continua a ser uma prática cotidiana do Estado brasileiro compreendemos a importância desta luta e a necessidade de enfrentá-la.

4ª Mesa de Trabalho rumo ao Fórum Nacional da Mulher Indígena


Sob a chancela da Universidade Federal do Rio de Janeiro/UFRJ e do Fundo Global para Mulheres, mulheres indígenas de diversas etnias do Brasil, reuniram-se nos dias 03 e 04 de junho para defenir estratégias para o Fórum da Mulher Indígena que será realizado no Rio de Janeiro em novembro de 2009 onde pretendem reunir mulheres Indígenas de todo o Brasil e de fora dele. Elas garantem estar assumindo o "espirito guerreiro" que tanto tem orgulho e inauguram um novo filão para seus pares! Mas este encontro não foi marcado por indígenas desnudas como poderia imaginar a mente poética da população da cidade do Rio de Janeiro. São mulheres Indígenas Doutoras, Mulheres da mata e do campo, Mestres, Professoras,Advogadas, Pajés, Sociólogas, Estrategistas, Artesãs, Artistas, Escritoras indígenas e tantas mais que lutam para manter preservada a sua cultura. Entre elas, destacamos a fortaleza de: Maria de Fátima Conceição (Povo Potyguara) pajé e líder comunitária na Paraíba, Conselheira do GRUMIN; Eliane Potiguara/remanescente Potiguara - RJ/ Professora - Diretora/ Presidente da Rede GRUMIN de Mulheres Indígenas e Diretora do Inbrapi/ Instituto Indígena Brasileiro para a Propriedade Intelectual/Numin e Nearin; ÂngelaKaingang - Instituto Kaingang e líder comunitária, Silvia Nobre Wajãpi/Amapá -Estrategista e Fisioterapeuta, Conselheira da Rede GRUMIN de Mulheres Indígenas e membro do GAE- Grupo de Assuntos Estratégicos e GTMA /RJ; Maria das Dores do Prado (Dora Pankararu)/S. Paulo -Pedagoga/Puc; Luciana Belfort Kaingang /RioGrande do Sul - Representante do NEARIN/ Núcleo de Escritores e Artistas Indígenas; Jupira Sobrinho - da Associação deMulheres Indígenas/S. P.; Evanisa Mariano da Silva - Povo Terena/Mato Grosso doSul; Jacira Monteiro - Povo Tupi Guarani- Terapeuta e líder espiritual/Conselheira da Rede GRUMIN de Mulheres Indígenas e Chirley Pankara/SP, formada em Pedagogia. Elas discutiram temas como Inserção Social, Lei 11.645/08, Cotas em Universidades, Saúde, Lei Maria da Penha, Declaração da ONU, Convenção 169/OIT, Educação Indígena e principalmente suas participações no cenário político e nas decisões em suas aldeias. O FÓRUM DA MULHER INDÍGENA pretende marcar a participação de mulheres indígenas na históriado Brasil e principalmente na história de luta de seu Povo! Cunhã-Uasu Muacasáua (Mulheres Fortes e Unidas).
Contribuição de texto: Silvia Nobre Wajãpi

http://www.grumin.org.br/
E-mail:grumin@grumin.org.br

Mais informaçõesno link:
http://mulheresforteseunidas.blogspot.com/

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Intolerância Racial no Brasil






Documentário exibido pela TV UFBA e realizado pelo antropólogo Serge Péchiné sobre o tema da intolerância religiosa. Ele nos apresenta o preconceito e violência a que estão expostos os adeptos das religiões de matriz africana e a preocupação de religiosos, intelectuais e autoridades públicas em relação ao problema, que vem se agravando.

Fonte:
TV.UFBA

Lula abre na 5ª feira, II CONAPIR

Fonte: Afropress

Brasília - Durante quatro dias, Brasília será o centro das discussões sobre as políticas para um país mais justo sob o ponto de vista das relações étnico-raciais. É a II Conferência Nacional de Igualdade Racial (II CONAPIR), que de 25 a 28 de junho reunirá cerca de 1.500 pessoas de todo o Brasil no Centro de Convenções Ulysses Guimarães.

Nos painéis e grupos de trabalho, o Poder Público e os movimentos sociais vão debater temas que vão desde a titulação de terras quilombolas até as cotas no ensino superior, passando pelo respeito às religiões de matrizes africanas, programas de saúde específicos para a população negra e o combate ao racismo institucional.

As demandas específicas dos povos indígenas e de etnia cigana também serão debatidas na II CONAPIR. A Conferência terá seis eixos centrais: Terra; Educação; Trabalho e Renda; Segurança e Justiça; Saúde e Políticas Internacionais.

Na presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do ministro da Igualdade Racial, Edson Santos, e demais autoridades do Governo Federal, a abertura solene da II CONAPIR terá início às 18h do dia 25.

Os delegados, eleitos em etapas municipais, regionais, estaduais e também na Plenária Nacional de Comunidades Tradicionais, estarão reunidos diariamente entre 9h e 18h para aprofundar o debate em torno das propostas encaminhadas à Comissão Organizadora, atualmente em fase de sistematização. O relatório final da II CONAPIR será apresentado e votado na plenária final, no dia 28, entre 14h e 18h.

II CONAPIR é tema de reportagem no rádio e na TV

A partir de segunda-feira, dia 22 de junho, a TV NBR e o programa de rádio A Voz do Brasil exibirão uma série de três reportagens sobre a II CONAPIR, abordando os avanços, os desafios e as perspectivas da Política Nacional de Promoção da Igualdade Racial.

As reportagens serão veiculadas no telejornal NBR Notícias (às 12h30 e 19h30) e às 19h no programa A Voz do Brasil.

A TV NBR é a TV do Governo Federal, podendo ser captada por cabo (SKY e NET) ou por antena parabólica. Assim como a Voz do Brasil, que tem os primeiros 25 minutos reservados às informações do Poder Executivo, ambos os programas jornalisticos são produzidos pela Diretoria de Serviços da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), que apoia a II CONAPIR.

A EBC Serviços também fará cobertura especial durante a Conferência. Para outras informações sobre as reportagens, acesse http://www.ebcservicos.ebc.com.br.

Lei da História da África ganha Plano Nacional de Implementação

Está finalizado o Plano Nacional de Implementação da Lei nº 10.639, que altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) e torna obrigatório o ensino de história e cultura da África e das populações negras brasileiras nas escolas de todo o país. Desenvolvido pela Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade do Ministério da Educação (SECAD/ MEC), em parceria com a Subsecretaria de Políticas de Ação Afirmativa (SubAA/ SEPPIR), o Plano de Implementação incorpora as Diretrizes Curriculares Nacionais para Educação das Relações Etnicorracias e para o Ensino de História e Cultura Afrobrasileira e Africana nos sistemas de ensino brasileiro, compreendendo um público de 53 milhões de alunos e quase 3 milhões de professores.

O Plano prevê e enfatiza as diferentes responsabilidades do poderes executivos, dos legislativos e dos conselhos de educação municipais, estaduais e federal no processo, e trabalha na perspectiva de três ações principais: formação dos professores, produção do material didático e sensibilização dos gestores da educação.

O documento reafirma a importância da criação da Lei nº 10.639, em 2003, e relembra que durante a formulação da política educacional de implementação da lei, a SEPPIR e o MEC, em parceria, executaram uma série de ações afirmativas como o PROUNI, formação continuada de professores, publicação de material didático, realização de pesquisas, e a ampliação dos Núcleos de Estudos Afrobrasileiros (NEAB), entre outras. Estão propostos seis eixos estratégicos: fortalecimento do marco legal; política de formação inicial e continuada; política de materiais didáticos e paradidáticos; gestão democrática e mecanismos de participação social; avaliação e monitoramento; e condições institucionais.

Os eixos visam institucionalizar a temática no Plano Nacional de Educação (PNE). Eles constituem as principais ações operacionais para a revisão da política curricular utilizando os mecanismos de controle social, como a aplicação de indicadores que permitam o aprimoramento das políticas de promoção da igualdade na educação. O documento determina ainda as responsabilidades dos governos federal, estaduais e municipais, bem como de seus órgãos e instituições de educação.

Educação Quilombola – Um aspecto de destaque são as ações específicas para garantir o acesso à educação em comunidades remanescentes de quilombos considerando o processo histórico e cultural quilombola. Para a implementação de ações nessas áreas será necessário o levantamento das condições estruturais e pedagógicas das escolas localizadas nas comunidades. O documento também prevê a construção e ampliação da rede física escolar, a capacitação de gestores locais para atender as áreas quilombolas, a formação continuada de profissionais de educação que atuem nessas comunidades, e a disponibilizarão de materiais didáticos específicos.

Ver link:
Comunicação Social da SEPPIR/ PR

Observatório de Ações Afirmativas

SEPPIR e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), em parceria com a Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (Ministério da Educação) firmaram termo de compromisso, com o objetivo de financiar e apoiar o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Inclusão no Ensino Superior. A criação do instituto tem como objetivo reunir informações sobre as políticas de ações afirmativas no Brasil e na América Latina. O trabalho se concentrará no mapeamento e avaliação das políticas de inclusão social, étnica e racial no ensino superior e seus impactos na sociedade brasileira.

O termo de compromisso foi assinado pelo ministro da Igualdade Racial, Edson Santos, pela vice-presidente do CNPq, Wrana Panizzi, e pelo secretário de Ensino Continuado, Alfabetização e Diversidade (MEC), André Lázaro. De acordo com o diretor do novo órgão, professor José Jorge de Carvalho, o Instituto se constituirá enquanto um observatório das ações afirmativas e outras políticas de promoção da igualdade racial.

Ver link:
http://www.planalto.gov.br/seppir/informativos/destaque.htm#mat1

II CONAPIR: Vem aí a Plenária Nacional das Comunidades Tradicionais




Representantes de comunidades remanescentes de quilombos, dos povos de etnia cigana, dos povos indígenas e das comunidades de terreiros vão se reunir em Brasília para discutir as políticas de promoção da igualdade racial. Eles participam, nos dias 6 e 7 de junho, da Plenária Nacional das Comunidades Tradicionais, encontro preparatório para a II Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial (II CONAPIR). Durante o evento, serão escolhidos os delegados para a etapa nacional da II CONAPIR.

O modo de vida das comunidades tradicionais em relação ao restante da população brasileira justifica a realização de uma plenária exclusivamente voltada para elas. Os ciganos, por exemplo, são nômades em sua maioria, o que dificulta sua participação nos encontros estaduais. Além disso, ciganos, indígenas, quilombolas e as comunidades de terreiros sofreram outros tipos de preconceito além do relacionado à etnia.

Além do ministro da Igualdade Racional, Edson Santos, vão participar da Plenária representantes da Fundação Nacional do Índio (Funai), dos ministérios do Desenvolvimento Social, da Saúde, da Educação, e várias outras autoridades e especialistas envolvidos com o tema. O encontro será no hotel St. Peter, no Setor Hoteleiro Sul.

Confira em www.conapir2009.com.br esta e outras notícias sobre a II Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial




quarta-feira, 17 de junho de 2009

O Mundo Segundo a Monsanto, de Maria-Monique Robin

O projeto Domingo é dia de Cinema é uma atividade cultural de complementação curricular que exibe filmes seguidos de debates voltados aos alunos de cursos de Pré-vestibulares Comunitários localizados em áreas de concentração de baixa renda da periferia do Rio de Janeiro a fim de auxiliar na educação, socialização e resgate da auto-estima e valorização da cidadania.



O MUNDO SEGUNDO A MONSANTO

A diretora francesa Maria-Monique Robin baseou seu filme - e um livro de mesmo título - na empresa com sede em Saint-Louis (Missouri, EUA), que, em mais de um século de existência, foi fabricante do PCB (piraleno), o agente laranja usado como herbicida na guerra do Vietnã e de hormônios de aumento da produção do leite proibidos na Europa.

O documentário destaca os perigos do crescimento exponencial das plantações de transgênicos que em 2007, cobriam 100 milhões de hectares com propriedades genéticas patenteadas em 90% pela Monsanto.

A pesquisa durou três anos e a levou aos Estados Unidos e a países como Brasil, índia, Paraguai e México, comparando as virtudes proclamadas dos OGM com a realidade de camponeses mergulhados pelas dívidas com a multinacional, de moradores das imediações das plantações, pessoas que sofrem com problemas de saúde ou de variedades originais de grãos ameaçadas pelas espécies transgênicas.

Direção: Maria-Monique Robin

109 min.


Debate:

REFORMA AGRÁRIA E MEIO AMBIENTE
Ocupar, Resistir, Produzir, mas... Sem transgênicos

Com:
.
João Pedro Stédile, Economista/ Coordenação do MST e da Via Campesina
. Carlos Henrique Nicolau, Coordenador de segurança alimentar da Escola da Mata Atlântica



Domingo é Dia de Cinema
Dia 28 de junho, às 9h no Cine Odeon Petrobras
Ingresso: R$ 2,00







Seminário de Lançamento do Livro - Caminhos Convergentes: Estado e Sociedade na Superação das Desigualdades Raciais no Brasil

UERJ promove debate com o deputado contrário às cotas

sábado, 13 de junho de 2009

Templo cigano é atacado no Rio de Janeiro

Rio - Três pessoas invadiram e depredaram quinta-feira de madrugada o Santuário de Santa Sara Kali — padroeira dos ciganos —, na Estrada do Gabinal, em Jacarepaguá. Segundo vizinhos do centro, dois homens e uma mulher destruíram imagens que estavam sobre o altar. Os donos do santuário registraram o caso como intolerância religiosa na 32ª DP (Taquara).
O tempo funciona no local há um mês. Antes, o espaço era usado pela Igreja Evangélica Nova Vida. “Quem fez isso não queria roubar, porque nada foi levado. Fizeram isso porque são contrários à nossa religião. Nossa indignação não é pelo prejuízo, é pelo preconceito. É um desrespeito com o nosso sagrado”, disse Joelmir de Carvalho Armendro, 45, responsável pelo templo.
No momento do crime, o local estava vazio. Os vândalos entraram por um basculante e permaneceram no templo por meia hora.
A Comissão de Combate à Intolerância Religiosa divulgou nota de protesto contra a depredação. Com este, já são oito os casos de intolerância registrados em delegacias este ano. O delegado Henrique Pessoa, responsável por acompanhar esses crimes, informou que há 18 meses, desde que a Polícia Civil passou a trabalhar com a comissão, o número de queixas subiu em 400%. “Quase sempre templos umbandistas são os atacados”, afirmou.
Fonte: Jornal O Dia

Espero que não precisemos chegar aos fatos abaixo relacionados para que a sociedade reaja contra a intolerância religiosa.

Cronologia do Holocausto Nazista

1933

  • 30 de janeiro: Adolf Hilter é nomeado Chanceler da Alemanha.

  • 22 de março: É construído o primeiro campo de concentração em Dachau.

  • 1 de abril: Boicote aos negócios e lojas de Judeus.

  • 7 de abril: Decreto afasta os Judeus do funcionalismo público, do exército e das universidades.

  • 26 de abril: É estabelecida a Gestapo.

  • 10 de maio: Queima em público de livros escritos pelos Judeus, políticos dissidentes, e outros não aprovados pelo Estado.

  • 14 de julho: Lei tira o direito de cidadão dos Judeus imigrantes no Leste Europeu.

1934

  • 2 de agosto: Morre o presidente alemão Hindenburg. Hitler anuncia-se Führer e Reichskanzler (chefe e Chanceler do Reich). As forças armadas devem jurar lealdade e obediência a Hitler.

1935

  • 31 de maio: Judeus são proibidos de servir ou entrar nas forças armadas da Alemanha.

  • 15 de setembro: Leis de Nuremberg; para a proteção do sangue e da honra alemã (os judeus deixam de ser cidadãos alemães e não podem casar com arianos).

  • 15 de novembro: Alemanha define “Judeu” alguém com três avós judeus; alguém com dois avós judeus é identificado como um judeu.

1936

  • 3 de março: Médicos judeus são proibidos de praticar medicina nas instituições alemãs.

  • 7 de março: Alemães ocupam a Renânia que tinha sido desmilitarizada pelo Tratado de Versalhes.

  • 17 de junho: Himmler é nomeado chefe da polícia política alemã.

  • Julho: Abre o campo de concentração de Sashsenhausen.

  • 25 de outubro: Hitler e Mussolini formam a aliança do Eixo Roma – Berlim.

1937

  • 15 de julho: Abre o campo de concentração de Buchenwald.

1938

  • 13 de março: Anchluss: incorporação da Áustria na Alemanha. Todos os decretos anti-semitas são imediatamente aplicados na Áustria.

  • 26 de abril: É feito um cadastro com os bens e as propriedades de todos os judeus.

  • 6 de julho: Conferência de Evian, França, sobre o problema dos refugiados judeus.

  • 1 de agosto: É criado o Departamento de Emigração Judaica para forçar os judeus a saírem da Alemanha e da Áustria.

  • 3 de agosto: Itália decreta leis anti-semitas.

  • 30 de setembro: Grã-Bretanha, França concordam com a Alemanha ocupar o país dos Sudetas que pertencia à Tchecoslováquia Ocidental.

  • 5 de outubro: Solicitação pelas autoridades suíças de marcas alemãs em todos os passaportes judeus com um “J” para limitar a entrada de judeus na Suíça.

  • 28 de outubro: 17.000 judeus polacos que vivem na Alemanha são expulsos; os polacos dão-lhes asilo.

  • 7 de novembro: Assassinato em Paris do diplomata alemão, Ernest vom Rath por Herschel Grynszpan.

  • 9 a 10 de novembro: Kristallnacht (Noite de Cristal) – Primeiras grandes perseguições aos judeus na Alemanha, Áustria e no país dos sudetas: 200 sinagogas destruídas; 7500 lojas de judeus roubadas; 30.000 homens judeus foram enviados para campos de concentração (Dachau, Buchenwald, Sachsenhalsen).

    Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Cronologia_do_Holocausto

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Substituindo o Network Manager pelo Wicd no Fedora 11

Recentemente substituí o Network Manager, que é um aplicativo nativo do Fedora pelo Wicd. Depois de ver algumas postagens na rede, falando das vantagens do Wicd, resolvi agir e devo dizer que estou plenamente satisfeito com a troca. Deixei de ter que reiniciar o computador a cada problema na minha rede wireless, meu notebook está sempre conectado ao inicializar, ou seja, estou experimentar muitos benefícios, o que me fez então escrever este pequeno artigo.
Em verdade, o tutorial está postado no link: http://wicd.net/moinmoinWicd%20on%20FC9.

Bem, vamos a ele:
Primeiro, leve em consideração as dependências para a instalação do Wicd. Instale-as portanto, da seguinte forma, digitando no terminal como root ( aliás todo a operação deve ser realizada no modo root):

yum -y install python python-devel wget

Agora com o comando abaixo, direcione o terminal para o seguinte diretório:

cd /usr/local/src

Logo após no mesmo terminal faça o download do Wicd, utilizando o comando a seguir:

wget http://downloads.sourceforge.net/wicd/wicd-1.5.4.tar.gz

Descompacte o Wicd:

tar -xf wicd-1.5.4.tar.gz

Entre no diretório onde ele está descompactado, e o configure com os comandos a seguir:

cd wicd-1.5.4

python setup.py configure

python setup.py install

Desative o Network Manager, como os comandos a seguir, sem reinicializar o computador:

service NetworkManager stop

chkconfig NetworkManager off

E no mesmo terminal, onde foi realizada a configuração até este momento dê o comando:

chkconfig wicd on

Reinicialize o seu computador e pronto, você já estará com o Wicd a pleno vapor.

Revista África e Africanidades

Espetáculos com Mombaça, Felipe Radicetti e Bruno Veiga

Tânia Malheiros em NIterói

Sandra de Sá e Orquestra de Violinos Cartola Petrobras

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Tribunal francês limita poder de lei antipirataria na internet

Acredito que devamos sair desta arapuca que a RIAA criou pra nos iludir. É claro que os grandes estúdios querem manter seus lucros astronômicos com a venda de sua produção simbólica. Mas também penso que há uma questão pouco ou nunca analisada que devemos observar. Se olharmos bem de perto veremos que boa parte desta produção simbólica é anglosaxônica, e que esta matriz cultural opera como dominante no mundo atual. O hip-hop, o rock, os filmes, etc. de uma maneira geral, pelo menos aqueles que nos induzem a assistir, ouvir e consumir alardeam um padrão cultural, ideológico e político estadunidense e diga-se de passagem, na maioria dos casos de péssima qualidade e isto me fez refletir sobre o seguinte. Não estariam os czares da produção simbólica também preocupados em impedir o acesso a outras matrizes culturais o que nos permitiria perceber como outras formas culturais são melhores? Não seria então esta uma estratégia para manter-nos preso a uma produção cultural cada vez mais marcada pela falta de criatividade e decadência? Estas são questões que venho pensando e que na minha opinião nos libertam da discussão meramente econômica. Neste sentido, não poderia ser interessante a outras culturas o compartilhamento de arquivos, na medida em que, desbancariam do topo a cultura estadonidense. São estas reflexões que queria compartilhar.
Penso que esta minha argumentação nos permitirá aumentar o arco de alianças políticas necessárias a vencer definitivamente os "Murdocks" da vida. Já que se a sociedade e os governos compreenderem o quão vantajoso será para todos nós a possibilidade de acesso a padrões culturais diversos. Estaremos construíndo um mundo onde a diversidade cultural em vez de gerar guerras, conflitos e xenofobia, legitimará a paz e a confiança no outro.

Leia a matéria abaixo:
O mais alto tribunal constitucional da França enfraqueceu nesta quarta-feira (10) uma lei apoiada pelo presidente francês Nicolas Sarkozy que tinha como objetivo punir a pirataria na internet.
A maioria governista, partidária de Sarkozy, aprovou no mês passado um projeto de lei que cria um órgão para rastrear downloads ilegais na internet, e que tem o poder de cortar o acesso à web de infratores reincidentes.
Mas a corte constitucional determinou que o órgão poderia apenas fazer advertências e que qualquer decisão de cortar o acesso deve ser decidida apenas por um juiz.
É provável que casos relacionados à internet e de prioridade baixa definhem no sobrecarregado sistema legal francês, e o governo afirmou que lamenta a decisão do tribunal.
Para a corte, diversas partes da nova legislação eram inconstitucionais. "Esses poderes podem restringir ... o direito das pessoas de se expressarem e de se comunicarem livremente", disse em nota à imprensa.
Sarkozy apoiou a lei que envergonhou a oposição Socialista e contrariou muitos no mundo das artes.
"A decisão foi muito clara. A alma da proposta do governo ... foi cancelada. Isso significa que a internet é um direito", disse Jean-Marc Ayrault, presidente do partido Socialista na Câmara.

Influência de Bruni

Acredita-se que a esposa de Sarkozy, ex-modelo e cantora Carla Bruni, teria estimulado a aprovação da lei, que pretende proteger a receita de gravadoras e estúdios e de músicos.
Sob os termos da lei, os piratas teriam que continuar a pagar suas provedores de internet enquanto tiverem seu acesso cortado.
A oposição criticou esta dupla punição e afirmou que o acesso à internet devia ser um direito fundamental.
Grupos de consumidores também temem um monitoramento intrusivo de atividades online e avisaram que usuários inocentes poderiam ser punidos injustamente caso hackers usassem suas contas para baixarem arquivos.
No entanto, a indústria musical, que quer que governos e provedores de internet tomem medidas mais severas sobre os downloads ilegais de obras protegidas por direitos autorais, aclamaram a iniciativa da França.
Gravadoras e grupos de consumidores há tempos têm se confrontado sobre a questão de pirataria na internet e os direitos de usuários.

Fonte: Portal G1


Tutorial: upgrade do Fedora 10 para o Fedora 11 no desktop, usando o preupgrade

Importante: Não é possível fazer o upgrade do Fedora 9 para o Fedora 11. Faça primeiro para o Fedora 10, e aí sim, para o Fedora 11.

Começando o Upgrade:
Abra o terminal e escreva, caso você não tenha o aplicativo preupgrade instalado:
# yum update rpm
# yum -y update
# yum clean all


Dê um reboot no sistema caso tenha um novo kernel instalado:
# reboot

Para iniciar a atualização do Fedora 10 para o Fedora 11, escreva no terminal:
# yum install preupgrade
# preupgrade


Se for necessário para obter a interface gráfica do aplicativo, e escreva:
# preupgrade-gui

Evidentemente, que todos estes procedimentos devem ser realizados como ROOT.

Para mais detalhes, sobre outras formas de atualização do Fedora 10 para o Fedora 11. Consulte o link:
http://www.cyberciti.biz/faq/upgrade-fedora-11/

quarta-feira, 10 de junho de 2009

A grande mídia e as "quatro irmãs" contra o blog da Petrobrás

Compreendemos sim, a tamanha confusão criada pelo sistema tradicional de informações em relação ao blog da Petrobrás. Acho um direito legítimo da empresa trazer luzes que esclareçam as querelas criadas pela grande mídia, até porque trata-se de uma empresa pública. Além disso, para que gastar tanto dinheiro com informes publicitários caríssimos, se a Petrobrás pode através da internet travar um diálogo direto com a população?
Por outro lado, toda essa questão também está relacionada às próximas eleições presidenciais e a forma como se engendrará o modelo energético brasileiro, uma vez que, as descobertas recentes da Petrobrás e da Exxon: os campos de Tupi, Iara e Azulão-1 (ver links: Exxon descobre petroleo no pre-sal/, Exxon fará acerto com o governo.html) no "pré-sal" colocam o Brasil em um novo patamar, ou seja, estaremos entre os maiores exportadores de petróleo do mundo. Tais fatos geram então todo este conjunto de situações, já que as pressões das "Big Oil", conhecidas também como as "Sete Irmãs", hoje "Quatro Irmãs" (ver link: Pré-Sal, a maior descoberta ocidental) pela privatização da Petrobrás e eleição de um governo favorável às suas pretensões devem se tornar insuportáveis.
Imaginando quanto dinheiro estas empresas estão investindo neste negócio
podemos perceber que estamos apenas nos primeiros "rounds" de uma batalha que definirá o futuro do Brasil como uma nação soberana, ou a caminho da "mexicanização", ou da "iraquização", que em quaisquer dos dois casos, seria o pior dos mundos.

Mexico, hoje


Iraque, hoje


Veja abaixo a carta enviada pelo presidente da Associação Brasileira de Imprensa ao blog da Petrobrás:

“A ABI considera legítima a decisão da Petrobras de criar um blog para divulgação das informações que presta à imprensa e especialmente aos veículos impressos, uma vez que as questões relativas ao seu funcionamento e aos seus atos de gestão interessam ao conjunto da sociedade, que não pode ficar exposta ao risco de filtragem das informações típica e inseparável do processo de edição jornalística. A empresa tem o direito de se acautelar, através das informações que difunde no blog, contra as distorções em que os meios de comunicação têm incorrido, como a própria ABI registrou em matéria publicada da edição de 31 de maio de um dos jornais que agora se insurgem contra o blog da empresa.

A criação do blog constituiu-se em instrumento de autodefesa da empresa, que se encontra sob uma barragem de fogo crítico disparado por vários veículos impressos. Não se poderá alegar que é assegurado à empresa o direito de resposta, uma vez que quando este for exercido a informação nociva já terá produzido afeitos adversos. Ademais, é conhecido principalmente dos jornalistas o tratamento que a imprensa concede tradicionalmente ao direito de resposta, se e quando o reconhece e o acata: a informação imprecisa ou inidônea é divulgada com um destaque e uma dimensão que não se confere à resposta postulada e concedida.

O presente confronto entre a empresa e alguns veículos de comunicação tem inegável cunho político, com favorecimento de segmentos partidários que se opõem ao Governo Lula. A Petrobras encontra-se, infelizmente, na linha de tiro do canhoneio contra ela assestado. Atacá-la com a virulência que se anota agora não faz bem ao País.

Rio de Janeiro, 9 de junho de 2009
Maurício Azêdo, Presidente

Leia também:
Por que os jornais investem contra o blog da Petrobrás?
1) Porque perdem o "monopólio da informação" e, com isso, autoridade sobre o público;

2) Porque os leitores agora podem saber quais são TODAS AS PERGUNTAS feitas pelos jornais à Petrobras;

3) Porque comparando todas as perguntas feitas pelos jornais e todas as respostas dadas pela Petrobras com o que é efetivamente publicado os leitores podem descobrir as manipulações feitas com as respostas no processo de edição;

4) Porque essa comparação permite ao público descobrir quais as respostas da Petrobras serão simplesmente omitidas do jornal impresso para não "atrapalhar" a pauta;

5) Porque comparando as perguntas feitas pelos diferentes jornais, o público pode entender que há gente alimentando simultaneamente os jornais com informações em busca de levantar a bola para a CPI;

6) Porque as perguntas fornecem pistas sobre quem está alimentando os jornais com o objetivo de criar o "escândalo" necessário ao sucesso do palanque eleitoral da CPI;

7) Porque essas pistas poderão levar o público a descobrir que os jornais são usados em campanhas eleitorais ou com objetivos inconfessáveis, como o de entregar o pré-sal a empresas estrangeiras;

8) Porque o blog da Petrobras desloca público do jornal impresso para a internet, onde o público poderá receber informações, por exemplo, sobre como a grande imprensa brasileira atacou Getúlio Vargas quando ele criou a Petrobras;

9) Porque todo esse processo pode deixar claro que a grande imprensa não é isenta, nem imparcial, nem honesta; que diz não ter lado, mas tem; que está a serviço de "uma causa", assim como esteve quando fez campanha contra a criação da Petrobras ou em favor do golpe militar de 1964;

10) Porque eles ainda não sairam do século 20.
Fonte: Viomundo

Projetos de lei que querem impor o controle de acesso à Internet no Brasil

O Blog Trezentos postou uma relação de projetos que tentam impedir o acesso livre e democrático à internet. Vale a pena conhecer as propostas e os nomes dos digníssimos deputados e senadores que ao mesmo tempo em que tentam nos impor a força do Leviatã hobbesiano permitem a farra escandalosa, promíscua e malfazeja do controle dos meios de comunicação tradicionais por um punhado de famílias.

Aqui está uma pesquisa abrangente dos projetos de lei na Câmara dos Deputados que pretendem restringir o acesso livre à Internet no Brasil. Os projetos estão separados por ano.
2009
  1. PL 5298/2009 de Jefferson Alves de CAMPOS (PTB-SP) Dispõe sobre a identificação dos usuários dos serviços de correio eletrônico.
  2. PL 5185/2009 de Fábio Salustiano Mesquita de FARIA (PMN-RN) Estabelece a obrigatoriedade de cadastramento e de identificação eletrônica para fins de acesso à rede mundial de computadores, e de manutenção dos dados informáticos pelo período de 2 (dois) anos para fins de investigação criminal ou instrução de processo processual penal.
2008
  1. PL 4424/2008 de Nelson Goetten de LIMA (PR-SC) Dispõe sobre o Estatuto da Internet no Brasil.
  2. PL 3446/2008 de Bernado Ramos ARISTON (PMDB-RJ): Modifica a Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990, que “dispõe sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente e dá outras providências”, obrigando os locais que ofereçam acesso à Internet a cadastrar os usuários do serviço.

2007

  1. PL 169/2007 de Raquel Figueiredo Alessandri TEIXEIRA (PSDB-GO): Dispõe sobre o envio de mensagem não solicitada por meio de redes de computadores destinadas ao uso do público.

2006

  1. PL 6731/2006 de Arnaldo Faria de SÁ (PTB-SP): Dispõe sobre os estabelecimentos comerciais, Lan Houses, instalados em todo território nacional que ofertam locação de computadores para acesso à Rede Mundial de Computadores - INTERNET.

2005

  1. PL 6024/2005 de Antonio Carlos de Mendes THAME (PSDB-SP): Dispõe sobre crimes informáticos, alterando o Código Penal e regulando a disponibilidade dos arquivos dos provedores.
  2. PL 5009/2005 de Júlio César Gomes dos SANTOS (PMDB-MG): Obriga as empresas de locação de terminais de computadores a manter cadastro de seus usuários e dá outras providências.

2004

  1. PL 4361/2004 de Jaildo Vieira REIS (PMDB-RJ): Modifica a Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990, que “dispõe sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente”, estabelecendo limites ao funcionamento de casas de jogos de computadores.
  2. PL 4144/2004 de Marcos Roberto ABRAMO (DEM-SP): Altera a Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990, a Lei nº 9.296, de 24 de julho de 1996, e o Decreto-Lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940, e dá outras providências.
  3. PL 3301/2004 de Marcos Roberto ABRAMO (DEM-SP): Dispõe sobre normas de acesso à Internet.

2003

  1. PL 2842/2003 de Hidekazu TAKAYAMA (PSC-PR): Modifica a Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990, regulando o acesso de crianças e adolescentes a provedores de informações na Internet.
  2. PL 1256/2003 de Hidekazu TAKAYAMA (PSC-PR): Estabelece obrigatoriedade aos provedores da rede internet que operam no Brasil, a identificação para participantes com acesso a salas de encontros virtuais de conteúdo sexual e restringe a veiculação e troca de imagens de conteúdo sexual.
  3. PL 480/2003 de Darci Pompeo de MATTOS (PDT-RS): Dispõe sobre o cadastramento dos usuários de serviços de Internet e disponibilização de dados à autoridade policial e dá outras providências.
  4. PL 18/2003 de Iara BERNARDI (PT-SP): Veda o anonimato dos responsáveis por páginas na Internet e endereços eletrônicos registrados no País.

2002

  1. PL 7461/2002 de Eni José VOLTOLINI (PP-SC): Dispõe sobre a obrigatoriedade dos provedores de acesso a Internet manterem cadastro de usuários e registro de transações.
  2. PL 6557/2002 de Valdemar COSTA Neto (PR-SP): Estabelece obrigatoriedade de identificação para participantes com acesso a salas de encontros virtuais e troca de imagens na Rede Mundial de Computadores, Internet.

2001

  1. PL 5403/2001 de Luiz Estevão de OLIVEIRA Neto (PMDB-DF): Dispõe sobre o acesso a informações da Internet, e dá outras providências.
  2. PL 4972/2001 de José Carlos Pires COUTINHO (DEM-RJ): Dispõe sobre o acesso à informação da internet, e dá outras providências.

2000

  1. PL 3891/2000 de Julio Francisco SEMEGHINI Neto (PSDB-SP): Dispõe sobre o registro de usuários pelos provedores de serviços de acesso a redes de computadores, inclusive à Internet.
  2. PL 3303/2000 de Antonio da Justa FEIJÃO (PST-AP): Dispõe sobre normas de operação e uso da Internet no Brasil.
  3. PL 3016/2000 de Antonio Carlos PANNUNZIO (PSDB-SP): Dispõe sobre o registro de transações de acesso a redes de computadores destinados ao uso público, inclusive a Internet.
Escrito por Rodrigo Veleda

domingo, 7 de junho de 2009

Rodrigo Maranhão e Zé Renato: Recado e Samba do minuto




Belos sambas!!!

INproprietário: O mundo do software livre

Há alguns dias, atrás vi a postagem sobre o documentário "Inproprietário", realizado por dois ex-alunos, Jota Rodrigo (Johnata Rodrigo de Souza) e Daniel Pereira Bianchi, do Centro Universitário FIEO - UNIFIEO, como trabalho de conclusão do curso de Comunicação Social com habilitação em Jornalismo dos trabalho do Centro Universitário FIEO - UNIFIEO, no site do Br-Linux.
Trata-se de um material de excelente qualidade e que expõe com clareza a filosofia open-source, na voz de seu idealizador Richard Stallman e de outros entusiastas.
O vídeo também nos alerta acerca da batalha entre os defensores da cultura livre e os ideólogos do copyright que, a serviço do grande capital agem para controlar a liberdade existente hoje, na internet. Neste sentido, devo parabenizar os autores pela inclusão de cenas de Fahrenheit 451, de François Truffaut, que se encaixam perfeitamente na temática do trabalho. Sem dúvida, é uma bela defesa da cultura livre e de tudo que ela representa.
Para quem quiser baixa-lo, basta acessar o arquivo torrent:
http://www.mininova.org/tor/2571016

E o trabalho textual, composto de referencial teórico e da transcrição na íntegra das entrevistas, além de outras informações a respeito do projeto, está disponível no 4shared:
http://www.4shared.com/file/104486928/8a671774/O_Movimento_do_Software_Livre__referencial_terico_em_.html

Outros dois filmes importantes sobre software livre são: The Code Linux e RevolutionOS. Você poderá encontrar baixá-los através dos links do Vini.Blogsite.org:
http://vini.homeip.net:81/index.php/2008/11/16/download-do-filme-linux-the-code/
http://vini.homeip.net:81/index.php/2008/11/09/revolution-os-como-nasceu-o-linux/

Você também pode assistí-lo aqui:





sábado, 6 de junho de 2009

Orishas - Represent Cuba





Xangôôô!!!

A grande Mídia Contra as Ações Afirmativas

Por Fernando Conceição em 2/6/2009
Jornalista, professor da Ufba e
Pesquisador-Visitante na Freie Universität Berlin
E-mail: ferconc@ufba.br

O que o Estado Democrático de Direito, o que o republicanismo, o que o interesse público podem esperar quando se alinham, em uníssono à maneira de campanha, três conglomerados de comunicação que, no Brasil, são os proprietários privados dos mais influentes veículos da imprensa nacional? Uma única coisa: o abuso do direito constitucional à liberdade de expressão e de opinião. A coação dos demais poderes institucionais. O desrespeito ao princípio de igualdade de oportunidade, cerne da democracia.

Pois é exatamente o que a sociedade brasileira assiste hoje, estupefata, com a sórdida manipulação encampada pela Rede Globo, Grupo Folha e Editora Abril – respectivamente donos da TV aberta de maior audiência, com suas filiadas em todo o território brasileiro, controladores da TV por assinatura, de O Globo, de emissoras de rádio; dos jornais Folha de S. Paulo e Valor Ecnômico, do poderoso portal UOL; da maior e mais potente revista noticiosa semanal, Veja, e de vários outros tentáculos midiáticos articulados entre si.


Cotas são o inferno


Esse poderosíssimo Leviatã apresenta-se na atual conjuntura como o sucedâneo do Leviatã hobbesiano. O propósito do monstro é amedrontar a socie dade repetindo insaciável, incontinenti e monocordiamente que o Inferno em breve se instalará no Brasil. Incansavelmente a Rede Globo, a Folha e Veja anunciam que isso já tem hora e data marcada.

O Brasil será transformado no reino de Lúcifer a partir do momento em que deputados e senadores em Brasília votem pela aprovação de dois projetos que tramitam no Congresso Nacional, um deles há mais de decênio: o Estatuto da Igualdade Racial (projeto de lei 6564/05, do senador Paulo Paim, PT), e o projeto de lei 73/99 (da deputada Nice Lobão, DEM) incorporado ao projeto de lei 3.627/2004, do governo federal. Ambos estabelecem, pela primeira vez no país, um sistema de políticas sociais compensatórias, inclusive de acesso às universidades públicas federais, como forma de corrigir as profundas desigualdades repercutidas até hoje pelos mais de 300 anos de escravidão negra e indígena que marcam a história socioeconômica brasileira.

A grande míd ia simplifica tais políticas compensatórias, rotulando-as como projeto de cotas "raciais". Isso tem reduzido a abrangência daquelas proposições e tornado irracional o debate. A questão de "raça" é posta no primeiro plano, em uma sociedade que custa a acreditar na existência do racismo em suas relações cotidianas e institucionais. Um povo que acredita, a despeito do desmascaramento do mito, ser o Brasil uma "democracia racial", mercê de todos os mais respeitáveis dados e índices de medição da estrutura demográfica afirmarem sempre o contrário. A sociedade brasileira é cingida por uma forte persistência da herança escravocrata, que atinge "pretos" e "pardos" (na definição do IBGE), colocando-os como grupo nas piores posições da pirâmide sócio-econômica.


Racismo como ideologia


Não são os propositores daqueles projetos de lei que inventaram a noção de "raça" como fator de identidade atribuída à s pessoas de acordo com seus papéis e o lugar social por elas ocupado na formação da sociedade brasileira.

"Raça" sempre foi utilizada pelos "senhores da terra", desde o nascedouro da empreitada colonial nas Américas, como traço distintivo. Aos africanos, trazidos como escravos para todos os gêneros de labuta, foi-lhes pregada a definição de "negros" como marca de um tipo de animal racialmente inferior aos demais humanos. Não importaram as suas diferenciações culturais, ou étnicas, tampouco as suas tradições de origem. Todos são (ou eram) da "raça" negra, consequentemente podendo ser escravos pelo estatuto do ordenamento jurídico da Colônia e do Império. O racismo foi uma das ferramentas ideológicas de organização da exploração colonial. A República não solucionou, até o presente, essa equação.

Qual patriota – e a pátria, já disse alguém, é o último refúgio dos canalhas – quer ver seu país "pegar fogo", ter a sua "harmoniosa" população "separada" entre "brancos" (no Brasil identificados como rico ou doutor) e "negros" (sempre suspeitos e vilões)? Quem quer ver a "paz" que hoje reina, como antanho, desde o princípio do escravismo colonial, quem quer todas essas nossas tradições de cordialidade (no fundo perversas) perdidas por conta da aprovação do Estatuto da Igualdade Racial e do projeto 3.627?

Nessa tecla batem, de forma orquestrada e combinada, os grandes conglomerados de mídia. Com seus impressos, telejornais, experts em antropologia social, rádios, internet, publicações, almejam influenciar – e muito – os humores e a disposição da opinião pública, isto é, dos brasileiros formadores de opinião e dos eleitores.


Sem-precedentes a não ser no abolicionismo


O Estatuto e o outro projeto de lei seriam obra demoníaca (ou stalinista?). Permitir que congressistas tenham o livre-arbítrio de votar abaliza dos por razões éticas, de senso de justiça, de consciência histórica dos horrores que até hoje vigem da discriminação negativa contra os negros, isto a Rede Globo, a Folha de S. Paulo e a Veja simplesmente não querem aceitar. Portanto, mobilizam-se, com poucos precedentes similares nos debates legislativos, para derrotar aquelas proposições. Reeditam dessa forma, 130 anos depois, a mesma tipologia das paixões verificadas durante a árdua luta que resultou na abolição da escravatura no país.

Todos os artigos, todas as matérias, todos os editoriais veiculados direcionam-se a semear o pânico e a disseminar a idéia de que assim procede a mídia em defesa da unidade e do bem nacionais. Todas as reportagens ou entrevistas são produzidas e editadas de forma a referendar essa tese.

O método é simples e corriqueiro. Para disfarçar o flagrante desrespeito às regras básicas do jornalismo em sociedades abertas (deve-se dar voz a todas as opi niões), esses grandes veículos usam a fórmula 10 para 1. Dão espaço e peso diferenciados aos que são contrários àqueles projetos e ao demais. Este, já que favorável, tem a sua opinião, posta no contexto das outras contrárias, com um enquadramento que remete ao bizarro, ao fora de propósito. Vira exotismo defender políticas compensatórias para os descendentes de escravos no Brasil, que são a esmagadora maioria dos pobres e miseráveis.


Interesses anti-sociais das empresas


Rede Globo e seu noticioso carro-chefe, o Jornal Nacional – já classificado por seu editor como produto dirigido a gente de mentalidade de Homer Simpson –, Veja e Folha de S.Paulo querem convencer os formadores de opinião, eleitores e seus representados no Congresso Nacional de que essas empresas privadas (ou seja, Globo, Folha e Abril, assim como os seguidores de tal ideário) defendem nessa campanha o que é melhor para "o país". No entanto, os formadores de opinião, e principalmente os atuais detentores de mandatos parlamentares, deveriam atentar para a seguinte obviedade escamoteada nesse debate: Rede Globo, Folha e Editora Abril são crias alimentadas pela última ditadura militar que destruiu a democracia, prendeu, torturou, matou e fechou, por consequência, esse mesmo Congresso Nacional. Perseguiu e cassou mandatos de parlamentares e tantos outros líderes sociais e políticos não-adesistas.

Entre os sombrios anos 1960 ao ocaso dos anos 1980, a maior parte do tempo foram conflitantes e até mesmo opostos os interesses republicanos e os interesses dessa hoje tríplice-aliança. Essas empresas se fortaleceram, se beneficiaram e se consolidaram, cada uma ao seu modo, pelas facilitações que o regime militar lhes proporcionou. Apoiaram abertamente ou foram coniventes em algumas fases com aquela ditadura.

Sobre a Globo há vasto corpus documental a respeito, dentro dele a exist ência de uma CPI. Carlos Guilherme Mota e Maria Helena Capelato (1980) registraram em História da Folha de S. Paulo: 1921-1981 a estratégia de posicionamento político que fez este jornal jamais ter sofrido sequer de leve os abusos ditatoriais infligidos ao seu concorrente local, O Estado de S.Paulo. A Editora Abril sempre flertou com a cúpula do sistema, tendo em Golbery do Couto e Silva um dos seus referenciais de conduta e em Antonio Carlos Magalhães um dos seus queridinhos.


Dourando a pílula do comprometimento


A Folha buscou se redimir, a partir dos tempos de Claudio Abramo e mais ainda com Boris Casoy, na memorável campanha das Diretas-Já, que na primeira metade da década de 1980 exigia nas ruas o retorno ao Estado de Direito, com o estabelecimento de eleições livres para a Presidência da República. Naquela vez, Folha, Veja e Globo ficaram em campos diferenciados.

A vontade da poderosíssima Glob o no período todos nós conhecemos. Se opôs tenazmente a que o povo brasileiro readquirisse a sua soberania por meio do voto. Ignorou ou mentiu, seguindo um padrão jornalístico de obediência à linha-dura do regime à qual serviu o tempo todo com denodo, demonizando os adversários.

Provas ainda piores de que a Globo, quando quer, é o reino da perversão dos interesses cidadãos estão nos anais da história brasileira recente em dois escandalosos episódios. O que ficou conhecido como "Caso Globo/Proconsult" e o debate final da campanha eleitoral de 1989, entre Lula e Fernando Collor. No primeiro, a Globo foi pega de calças curtas na sua ignóbil tentativa de manipular contra Leonel Brizola o resultado da eleição para governador do Rio de Janeiro, em 1982. No segundo, a exibição no Jornal Nacional da edição do debate, beneficiando a performance de Collor, até hoje é estudada como um case do histórico de abuso de poder que essa rede televisiva poss ui.

Nesse segundo episódio, o então todo-poderoso diretor da Central Globo de Jornalismo, Armando Nogueira, teve pruridos de hombridade, foi ao cacique Roberto Marinho e apresentou sua demissão do cargo. Vemos a confissão envergonhada dele para o teledocumentário Beyond Citizen Kane (Simon Hartog, 1993), que a Globo judicialmente censurou, impedindo sua exibição em todo o território brasileiro.


Um histórico de sujeiras


Esse documentário (links para baixar Muito Além de Cidadão Kane), que circulou em cópias piratas, é um consistente trabalho jornalístico da TV britânica, mostrando os tentáculos do império de Roberto Marinho e suas ramificações no comando do poder político nacional. Permitir a sua difusão à época seria contrária à estratégia que com o retorno da democracia a Globo traçou, visando apagar da memória o seu passado macbethiano.

Foi nesse vácuo, por exemplo, que alguma programação da emissora, c omo o Fantástico, até se deu ao luxo de exibir uma reportagem sobre o nascente Movimento Pelas Reparações dos Afrodescentente, enfocando o surgimento no Brasil de uma articulação social por políticas compensatórias de ação afirmativa.

Entretanto, pruridos iguais ao de Nogueira hoje não possui Ali Kamel. Este profissional, agora à frente do Jornalismo da TV Globo, é um dos comandantes do ataque sem trégua ao Estatuto da Igualdade Racial e ao Projeto de Lei do Executivo. Age de cima de um armamento pesado de artilharia, muito além do que poderiam vis mortais, como o autor dessas mal-traçadas linhas, desprovidos estes do instrumental fabuloso que são os comandos da TV Globo, da Veja, da Folha de S.Paulo. Nem um desses veículos abre espaço e tempo equitativos para o exercício de opinião contrária às suas neste tema. Seus colunistas e articulistas, com raras exceções de um Elio Gaspari, têm todos não-surpreendentemente o mesmo ponto de vista de quem lhes paga salários e bônus.


Trapaça e covardia no debate


Não há em toda a grande mídia brasileira um único articulista ou comentarista negro comprometido com a luta anti-racista contratualmente assegurado para, de forma regular, emitir sua opinião nesses veículos. Mesmo o limitado espaço da seção "Tendências/Debates" da página 3 da Folha, ou o seu suplemento "Mais!", nos últimos oito anos têm sistematicamente rejeitado colaborações contestadoras à sua tese. Não faltam pessoas com esse ponto de vista capacitadas para publicar na Folha, e uma lista de intelectuais comprometidos na luta por ações afirmativas foi entregue à Secretaria de Redação desse veículo por uma representação do Movimento Negro há mais de três anos, em visita àquele jornal. Certamente a lista foi para o lixo.

Diante de tão avassaladora campanha "cívica", mentalidades conservacionistas do establishment sent em-se agora encorajadas a bradar as suas posições contra as mudanças institucionais previstas por aqueles dois projetos de lei. Vêem-se estimuladas essas vozes porque sabem poder contar com a tutela dos grandes veículos de comunicação. Não temem, neste momento, a reação adversa das ruas. Porque as ruas estão desmobilizadas pela insuficiência das forças sociais que, sabedoras da justeza política das ações compensatórias aos estratos sempre excluídos (por razões históricas), acham-se órfãs do poder belicoso dos que possuem o controle da grande mídia.

Ouso dizer que por trás de todo esse poder esconde-se a prepotência dos covardes. Em breve eles também pressionarão os integrantes do Supremo Tribunal Federal, quando a matéria for ali analisada.

É esta covardia da Globo, da Veja e da Folha que interdita o nosso acesso equânime aos seus tempos e espaços. Ali Kamel jamais nos convidaria para um debate desarmado, ainda que em ambi ente por ele dominado, em qualquer um dos seus jornalísticos ou talk shows cuja edição seja honesta. Otavio Frias Filho, para cujo jornal muitas vezes no passado escrevi, tendo dois textos meus reeditados em coletâneas organizadas pela Publifolha – e a partir dos quais produzi minha tese de doutorado – não me ofereceria em sua Folha um lugar de articulista frequente em contraponto ao seu pensamento. E Veja, para estampar uma "página-amarela" que fosse, somente se eu "revelasse" que Lúcifer não existe no além, Lúcifer é a "alcunha" de Luiz Inácio Lula da Silva.

Como as coisas assim não se darão, ou os defensores e interessados pela democratização verdadeira das relações sociais no Brasil retomam aguerridamente a sua militância, pressionam os parlamentares, ganham as ruas e outros espaços de cidadania; ou, então... adeus às mudanças.


***


P.S.
Uma nota adicional. Comecei a redigir este artigo em Madrid, Espanha. Estou na Europa há oito meses como bolsista de pós-doutorado da Capes no Lateinamerika Institut da Freie Universität Berlim, verificando a presença e influência do geógrafo Milton Santos no debate intelectual em países europeus, subsídio para escrever a biografia autorizada dele. Dia desses tive de me deslocar em ônibus para Salamanca. Ao desembarcar na estação, à porta do veículo vieram me recepcionar três homens que se identificaram como agentes da polícia local. Eu era o único negro entre os demais passageiros e não estava chegando ao país naquele momento. Fui o único detido e submetido aos olhares suspeitosos dos demais.

Não se tratava de agentes da Imigração. Eram policiais comuns à paisana, que me levaram a um cubículo, me retiraram os documentos e remexeram minha mochila, cheia de livros – para a surpresa confessa de les – e folhearam meu passaporte com comentários jocosos sobre o número de viagens marcado por vários vistos ali apostos. Telefonaram para sei lá quem, ditando meus nome e sobrenome. Depois do vexame e do constrangimento, permitiram que eu fosse encontrar com um acadêmico da universidade local, estudioso da obra do brasileiro. A essa altura eu já tinha perdido meu humor.

Registro aqui o fato para ilustrar uma simples verdade, que se tenta escamotear: é muito fácil, para os prepostos do poder (público ou privado) saber quem é negro. Afirmo em resposta à questão bizantina levantada pelos inimigos das cotas. No Brasil, episódios como esse são banais. Na Europa frequentemente ocorrem. A cor da pele subsiste como valor de distinção, de discriminação e preconceito. Gostemos ou não, esses são os fatos.


quinta-feira, 4 de junho de 2009

A juventude do Partido Pirata: apoio total e irrestrito

Total e irrestrito apoio ao Partido Pirata na Suécia, no Brasil e no mundo. É essencial que nos mobilizemos para impedir este verdadeiro crime contra a cultura livre porque algumas poucas empresas querem dominar praticamente todo conteúdo simbólico do planeta.

Segundo editorial do site: FazendoMedia "... quatro corporações (Viacom, Disney, AOL Time-Warner e Rupert Murdoch) concentram 90% da produção de jornais, rádios, televisão, teatro e cinema, fica descaracterizada qualquer possibilidade de democracia nos meios de comunicação. No Brasil, seis grupos controlam 667 estações de rádio e televisão. A informação produzida por este oligopólio é manipulada e envenenada de acordo com interesses outros que não os da sociedade."

Isto nos move a apoiar todo e qualquer movimento social que tenha como bandeira de luta a liberdade de compartilhar, modificar e divulgar bens culturais.


O Partido Pirata sueco tem a estudante Ellen Söderberg, 18, como candidata mais jovem na disputa de um assento no Parlamento Europeu, cujas eleições ocorrem entre os dias 4 e 7 de junho. E, apesar da pouca idade, a candidata não se intimida com a competição --ou com sua relativa falta de experiência política.

"O fato de ser a candidata mais jovem concorrendo faz com que eu me sinta ótima", diz Ellen. "Acho importante a participação de jovens no debate e na preocupação em relação à política."


Ellen Söderberg, 18, é candidata mais jovem na disputa de um assento no Parlamento Europeu
Ellen Söderberg, 18, é candidata mais jovem na disputa de um assento no Parlamento

Segundo o site sueco The Local, ela passa os dias na escola (equivalente ao ensino médio brasileiro) e, nos finais de semana, se reúne com família e amigos --como qualquer outro jovem "normal" da sua idade. No entanto, ela anda particularmente ocupada devido à campanha do Partido Pirata.

"Espero que eu possa ser uma voz diferente, para que as pessoas ouçam e entendam", diz. "Espero ainda ter mais abertura no Parlamento Europeu, a fim de falar sobre integridade, privacidade e pirataria. Conhecimento é um direito para o ser humano. Eu quero que conhecimento e cultura sejam livres."

A plataforma política que sustenta o partido é a reestruturação das leis de direitos autorais, pela eliminação de leis de patente e pelo suporte ao direito do anonimato.

"Acho que isso é importante para que todos resguardem a integridade", observa Ellen. "Todos devem ter direitos iguais, não importa onde você nasça."

Desafios

A jovem afirma que, caso seja eleita, seu principal desafio será após a competição, diante dos 785 outros políticos que compõem o Parlamento Europeu. "Sou uma garota forte, e algo em mim é diferente e novo", declara.

"Não sou um homem de 50 anos, como a média dos políticos europeus. Acho que os jovens precisam de uma voz no Parlamento que não têm agora, e isso é importante para qualquer um que deseja ser representado em uma democracia."

Atualmente, Ellen está terminando seu primeiro ano do ensino médio, e diz que pretende fazer a graduação enquanto estiver residindo em Bruxelas. Caso não seja eleita, fará ciências sociais e cultura em universidades suecas.

Ela declara que sua experiência está em trabalhos de verão, pesquisas sobre a União Europeia e participação ativa em debates que fizeram dela uma candidata tão válida quanto qualquer outro.

As eleições para as cadeiras do Parlamento Europeu permitem que múltiplos candidatos concorram por partido. No entanto, as cadeiras são distribuídas de acordo com a percentagem que cada partido obtém em votos. A disputa na Suécia envolve 19 cadeiras em Bruxelas.

Os piratas precisarão de aproximadamente 100 mil votos para ter um membro eleito. Segundo pesquisas divulgadas em jornais suecos, há chances de que o partido consiga eleger um político.

Link do Partido Pirata no Brasil:
http://www.partido-pirata.org/

Matéria publicada no link:
Folhaonline

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