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quinta-feira, 25 de junho de 2009

Movimento Negro protesta contra a intolerância da grande mídia

Fonte: PT

No clima da II Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial, que acontece de 25 a 28 de junho, em Brasília, uma manifestação contra a intolerância da imprensa brasileira em relação a questões que envolvem gênero e etnia vai marcar o posicionamento do movimento negro que questiona a invisibilidade na mídia de uma grande parcela da população brasileira.

A manifestação, acompanhada de marcha, acontece nesta sexta-feira (26), às 9h, exatamente na avenida W/3 norte, no Plano Piloto da capital federal, onde estão sediados um dos maiores veículos de comunicação do país. Durante o ato, para o qual estão sendo convidados os veículos internacionais de comunicação, a sociedade civil organizada do Brasil e do exterior e todos aqueles “que acreditam em políticas de ações afirmativas como uma forma de reduzir as desigualdades sócio-raciais no Brasil”, os manifestantes informam que não concederão entrevista ou darão declaração à imprensa nacional, como parte do protesto.
Segundo lideranças, diversas entidades já aderiram à manifestação contra a grande mídia, acusada pelo movimento negro de se colocar editorialmente contra e ou omitir bandeiras de luta do movimento, como: cotas raciais no ensino e no serviço público; o Estatuto da Igualdade Racial em discussão no Congresso Nacional desde a década de 90; o decreto 4.887 que regulariza as terras quilombolas; e a lei 10.639 que torna obrigatório o ensino de História e Cultura da África e das populações negras brasileiras nas escolas de todo o país.
Segundo uma nota divulgada pelo movimento, a mídia brasileira tem se comportado de forma “anti-democrática e manipuladora”. Entre as empresas de comunicação, citadas no manifesto que está sendo distribuído para mobilização das pessoas em torno da manifestação, estão citadas a rede Globo, a Editora Abril e a Folha de São Paulo como capitães desse comportamento. “Essa mídia que não tem interesse em pautar as questões do movimento negro, é a mesma que fez um grande lobby para derrubar recentemente a obrigatoriedade do diploma de jornalismo no Supremo Tribunal com o objetivo de aviltar salários e o mercado de trabalho”, disse um dos manifestantes, convocando os repórteres que forem destacados para cobrir o evento para aderirem ao protesto.
A coordenação da manifestação ainda diz que o movimento é pacífico e recomenda a todos os participantes que usem roupa branca - costume de influência árabe introduzido na cultura brasileira pelos africanos muçulmanos, especialmente os que fizeram parte da Revolta dos Malês, em 1835, no Estado da Bahia, pelo fim do regime da escravidão.
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