Blog comprometido com as mais diversas lutas sociais do planeta, particularmente, o que diz respeito a luta pelo socialismo, a ampliação do uso dos software livre Gnu/Linux na busca pela expansão de nossa inteligência coletiva e da cultura livre, além da batalha pela melhoria das condições de vida da população brasileira, sobretudo, do povo negro.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Engenheiro preso em São Paulo

O engenheiro Alexandre Semenoff, morador no Campo Belo, bairro da zona Sul de S. Paulo, foi preso na tarde desta terça-feira (06/10) acusado da prática de injúria racial, por ofensas com frases racistas contra o segunça Délcio Gonçalves, 53 anos. A pena para esse tipo de crime varia de um a três anos de reclusão.
O acusado passou a noite na Delegacia e deverá ser liberado só hoje (07/10), depois da Justiça julgar o pedido de liberdade provisória.
Segundo o segurança, cujo depoimento foi confirmado por duas testemunhas que o acompanharam até a Delegacia, Semenoff, xingou funcionários da escola particular Núcleo Querubim, no final da manhã. O engenheiro mora ao lado da Escola e costumeiramente reclama do barulho das crianças.
Ao sair para passear com o seu cão e passar em frente à Escola, Semenoff teria xingado novamente o segurança. "Sai daqui porque com preto eu não converso", teria dito, ao ser indagado por Gonçalves sobre qual era o problema. O segurança disse que não é a primeira vez que isso acontece.



Polícia

A Polícia foi chamada por funcionários de uma imobiliária que também fica ao lado da escola e o solado Daniel Gonzaga Costa, 37 anos, negro e formado em letrás, pós-graduando em História da África e conhecer da legislação sobre racismo, levou o engenheiro à Delegacia.
É lamentável que em pleno século 21 ainda ocorra esse tipo de situação", disse o soldado. Leonardo Watermannn, advogado de Semenoff afirmou que "tudo não teria passado de um mal-entendido e que o cliente não teve intenção de agredir.
Segundo, o advogado e ex-secretário da Justiça de S. Paulo, Hédio Silva Jr., do Centro de Estudos das Relações de Trablaho e Desigualdades (CEERT), nos últimos seis anos, foram julgados no país, 1.100 casos de discriminação racial ou intolerância religiosa e destes, mais de dois terços resultaram em condenação.

Fontes: Afropress e G1
Licença Creative Commons
This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial-ShareAlike 2.5 Brazil License.