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quinta-feira, 30 de abril de 2009

Carta aberta de Gaudêncio Frigotto e Carmen Lozza ao sr. Eduardo Paes

Hoje, ao começar uma pesquisa sobre a questão da prática democrática na escola pública, dei com este documento escrito por dois dos mais importantes intelectuais brasileiros na área da educação. Produzido, ainda em 2008, nele estão apontados os equívocos cometidos pelo sr. Eduardo Paes ao trazer de São Paulo a sra. Cláudia Costin para ser secretária de educação de nossa cidade.

Documento retirado do link: http://razaoecritica.blogspot.com/2008/12/carta-aberta-de-gaudncio-frigotto-e.html

2009 e a Educação na cidade – uma indicação e três equívocos


A escolha da futura secretária de Educação do município do Rio de Janeiro, pelo prefeito recém eleito, em nosso ponto de vista traz pelo menos três equívocos sobre os quais propomos uma reflexão pausada, ampla e pública.

Antes de enunciá-los, contudo, queremos descartar qualquer impressão de que o que aqui vamos expor possa ser confundido com imaturos "choramingos de perdedores" ou com um desqualificado lamento bairrista, em função da importação de São Paulo da futura secretária; tampouco com qualquer questão pessoal em relação a ela, pessoa a quem, até onde se sabe, foram entregues importantes missões no serviço público, em relação às quais saiu-se conforme o esperado por seus superiores.

O problema que está na base da indicação de agora reside no fato de que o que o Prefeito pode estar esperando da futura secretária parece não ser o que dela possam aguardar os integrantes da Rede Municipal, sejam eles professores, alunos, pais ou funcionários. Talvez alguns, sim, mas a expressiva maioria, não.
Do que passamos a tratar é da inadequação da Sra. Claudia Costin ao que é urgente, inadiável mesmo, para a qualificação social da Rede Pública Municipal da capital. Fosse um casamento (fazendo uma alegoria), estaríamos caminhando para uma possível anulação por "erro de pessoa", tamanha a distância entre a natureza da Rede e suas necessidades e aquela que a conduzirá a partir de janeiro. O perfil acadêmico-profission al da Sra. Claudia poderá perturbar gravemente os resultados de seu trabalho à frente da Educação da cidade do Rio de Janeiro. Nesse suposto casamento, portanto, "erro de pessoa" do ponto de vista da Educação da capital.

Explicamos nosso ponto de vista.
O primeiro equívoco que a indicação traz junto a si é a clara orientação privatista que impregna a indicação do Sr. Eduardo Paes, dado o perfil e trajetória profissional da futura secretária, ícone, como ministra do Governo Fernando Henrique Cardoso, da reforma do Estado, cuja carreira traz a marca da fidelidade aos interesses do mercado, o que pode acentuar o caráter excludente de nossa rede pública de escolas. E isso num momento em que o mercado internacional, por sua própria lógica interna, vem sofrendo os revezes da orientação neo-liberal que marcou a economia nas últimas décadas, com os perversos reflexos para a educação realizada entre nós. Os mais importantes defensores e propaladores do livre mercado estão fazendo o mea culpa publicamente. Parece ser, então, inadequada ao atual momento histórico a escolha do Prefeito. Até mesmo démodé, diríamos.

Quanto ao segundo equívoco a que nos referimos, este tem a ver com a distância da formação e prática culturais que envolvem, de um lado, a convidada, ao longo de sua vida – paulista, atuando sempre em seu estado natal, em Brasília (quando Ministra no MARE) e mesmo fora do Brasil, no Banco Mundial – e, de outro, o Rio de Janeiro, cidade cujas escolas de formação ofereceram à cidade, desde sempre, educadores bem formados e conhecedores da realidade municipal. Quanto a esse aspecto, não se pode negar o quanto a postura do Prefeito tenta esvaziar a história da cidade e de seus profissionais. Nenhum educador carioca, parido e criado dentro das mazelas e conquistas da educação que aqui se pratica, estaria apto para o cargo? Por quê (é o caso de se indagar)?

Ou, e aqui vem o terceiro equívoco, ou, repetimos, o que conta para o Sr. Eduardo Paes são as alianças, estabelecidas desde já para futuros pleitos eletivos, para os quais é condição a costura de alianças em âmbito nacional, que, dentre outros, junte tucanos de variadas plumagens, para garantir acordos em prol de desejos pessoais a serem realizados mais adiante? O terceiro equívoco, pois, é este: o de imaginar que não sabemos interpretar os fatos para além dos interesses intestinos do agora, imediato e pouco translúcido a olho nu (ou ingênuo). É um erro, com efeitos devastadores em relação ao que virá. Até mesmo antes das eleições de 2010).

Desse modo, se para o projeto político do grupo do "novo" prefeito, a indicação da Sra. Claudia vem a calhar (como um "Exterminador do Futuro", possuidor de todo o instrumental e técnica para dar cabo da missão), ao contrário, diante de tal fato e considerando a urgentísisma necessidade de requalificação da Rede Municipal de Educação do Rio, na perspectiva de uma escola para todos e para cada um, estamos longe de poder ter boas expectativas.

Com maioria tão estreita a seu favor, o Sr.. Eduardo Paes deveria repensar este seu equívoco de agora. Afinal de contas, Educação não é moeda de troca e o Rio não precisa de experimentalismos que construam mais um tempo de fracassos. O Rio, sim, precisa de uma política clara, em favor da Educação Pública. Isso, acreditamos, foge ao que a futura secretária pode oferecer à cidade. O caráter dualista da escola, a culpabilização do Magistério pelo fracasso do ensino, a naturalização quanto ao fato da escola deixar a maioria pelo caminho, e tudo o mais que vem incorporado à política educacional que os reformadores do estado promovem, antes mesmo da posse nós já conhecemos. A partir desse discurso e prática não se produz a educação que estamos a dever aos filhos desta cidade! .

Carmen Lozza e Gaudêncio Frigotto

terça-feira, 28 de abril de 2009

Feios, Sujos e Malvados

Onde está situado o crime organizado do Rio de Janeiro, na favela, no asfalto, distante do território de nossa cidade? Neste artigo, a historiadora Adriana Facina busca responder tal pergunta, sem esquecer que, de qualquer forma, o Estado Brasileiro elegeu o espaço favelizado, dentre todos o mais fragilizado, como o palco privilegiado de suas ações pirotécnicas e espectaculares de combate a criminalidade. Lembrando as práticas das monarquias absolutistas que faziam das execuções uma exibição do poder do rei, e do risco que corriam aqueles que o desobedecessem, o Estado Brasileiro demonstra seu poderio funesto diariamente a todos os que desafiem os interesses da classe dominante deste país, sobretudo aos desprivilegiados de saúde, educação, lazer, habitação, etc. Ecos da ação do aparato militar criado durante a ditadura são ouvidos cotidianamente nos morros cariocas a nos lembrar quanto poder ainda detém e o que podem vir a fazer caso ampliemos o campo de nossa estreita democracia. Os condomínios de luxo, o sistema financeiro, os chacais do tráfico internacional de drogas, as fábricas de armas nacionais e multinacionais permanecem como territórios inalcançáveis e inauditos nesta frenética guerra que ceifa tantas vidas. Cabe então aos mais pobres o ônus de viver sob o tacão do deus da destruição de um capitalismo em crise.


por Adriana Facina (*), publicado originalmente no Observatório da Indústria Cultutal

Se vocês estão a fim de prender o ladrão
Podem voltar pelo mesmo caminho
O ladrão está escondido lá embaixo
Atrás da gravata e do colarinho
O ladrão está escondido lá embaixo
Atrás da gravata e do colarinho

Só porque moro no morro
A minha miséria a vocês despertou
A verdade é que vivo com fome
Nunca roubei ninguém, sou um trabalhador
Se há um assalto à banco
Como não podem prender o poderoso chefão
Aí os jornais vêm logo dizendo que aqui no morro só mora ladrão

Se vocês estão a fim de prender o ladrão
Podem voltar pelo mesmo caminho
O ladrão está escondido lá embaixo
Atrás da gravata e do c olarinho
O ladrão está escondido lá embaixo
Atrás da gravata e do colarinho

Falar a verdade é crime
Porém eu assumo o que vou dizer
Como posso ser ladrão
Se eu não tenho nem o que comer
Não tenho curso superior
Nem o meu nome eu sei assinar
Onde foi se viu um pobre favelado
Com passaporte pra poder roubar

Se vocês estão a fim de prender o ladrão
Podem voltar pelo mesmo caminho
O ladrão está escondido lá embaixo
Atrás da gravata e do colarinho
O ladrão está escondido lá embaixo
Atrás da gravata e do colarinho

No morro ninguém tem mansão
Nem casa de campo pra veranear
Nem iate pra passeios marítimos
E nem avião particular
Somos vítimas de uma sociedade
Famigerada e cheia de malícias
No morro ninguém tem milhões de dólares
Depositados nos bancos da Suíça

Se vocês estão a fim de prender o ladrão
Podem voltar pelo mesmo caminho
O ladrão está escondido lá embaixo
Atrás da gravata e do colarinho
O ladrão está escondido lá embaixo
Atrás da gravata e do colarinho
(Vítimas da Sociedade - Crioulo Doido e Bezerra da Silva)

A recente cobertura da grande mídia sobre as favelas cariocas têm me chamado atenção. Pauta obrigatória e diária, as favelas aparecem ora como ameaça ecológica, ora como alvo de políticas públicas que são consideradas bem sucedidas e, nesta semana, como focos da violência que se expande pelo asfalto e assusta os moradores de bairros tradicionais da Zona Sul. Em todas as notícias, muitas mentiras são continuamente reiteradas, demonstrando, ao mesmo tempo, uma intenção ideológica clara de criminalizar a população favelada e defender soluções coercitivas para seu controle (vide as ocupações policiais do Dona Marta e da Cidade de Deus), bem como um olhar de classe média que informa a cobertura jornalística. Os repórteres e editores possuem um estranhamento tão profundo em relação ao mundo dessas populações que raramente aguçam ouvidos e olhos para perceber essas realidades sob outros ângulos. Desse modo, vários clichês são re petidos como verdades inquestionáveis.


A própria idéia de crime organizado deve ser vista com cuidado. Se existe crime organizado, certamente ele não está nas favelas. As facções são baseadas em alianças frágeis, muito dependentes do perfil dos "donos do morro", autoridades sempre mais ou menos efêmeras que ditam as regras e definem o ambiente das comunidades. De acordo com isso, uma mesma favela pode ter um clima mais neurótico ou mais tranqüilo. Outros fatores também entram aí, como a ameaça de invasão policial ou miliciana ou mesmo de outra facção. Mesmo dentro de um mesmo comando, há rivalidades e invasões por grupos rivais em geral são gestados dentro do próprio grupo que está no comando da favela invadida, por aqueles que são considerados "traíras". Estes são movidos pela ambição de tomar o lugar do chefe. Essa instabilidade demonstra que o crime dentro das favelas está longe de ser organizado, ainda que existam hierarquias, regras, condutas que estrutura m esses coletivos.


Organizada é a chegada da droga nas favelas. Recentemente, foi veiculado na imprensa que uma mesma oranização vende a droga para facções rivais do Rio. Essas drogas chegam em fluxo contínuo e mesmo em períodos de "guerra" continuam a ser vendidas. Ao argumento de que o crime realmente organizado está fora das favelas, já que nelas não se produzem entorpecentes e nem armas, se responde com a denúncia da existência de um suposto laboratório de refino de cocaína na Rocinha, o que os moradores da localidade negam, e que na própria mídia aparece como sendo um local onde se mistura cocaína pura a farinha ou outras substâncias para ampliar os lucros de quem a vende. "Malhar" cocaína é bem diferente de refiná-la, processo complicado que, ao que parece, não é a especialidade brasileira na divisão do trabalho que apóia o comércio internacional da substância.


Organizada é a venda das armas que vão parar nas mãos daqueles que são responsáveis pelo varejo da droga. O arsenal que qualquer um que entra nas favelas onde há venda de drogas pode ver chega em parte pelas mãos das próprias forças estatais. Não são poucas as histórias de seqüestro de fuzis, com pedido de resgate para devolvê-los, feitos por aqueles que se dizem ao lado da lei. Organizada também é a produção dessas armas e a sua distribuição pelo mundo. Nenhuma das grandes armas que se vêm nas favelas: AR-15s, AKs, G3, etc são produzidas no Brasil. São empresas multinacionais, totalmente legalizadas, que fabricam essas armas massivamente, independentemente de seus países estarem ou não em guerra. Essas armas são fabricadas sem controle, em uma quantidade que, para tornar sua comercialização lucrativa, precisa de grandes e pequenas guerras sendo fomentadas cotidianamente no mundo. Nossa "guerra particular" é fundamental ni sso e o proibicionismo em relação à venda e consumo de drogas é um combustível essencial. Mais armas pros comerciantes, mais armas para o Estado combater os comerciantes. Dinheiro que poderia ser investido na saúde, educação, cultura, emprego para de fato combater as causas da violência. Hoje o que se gasta para combater o comércio e o consumo das substâncias proibidas é mais do que se gastaria em saúde pública para tratar os drogadictos caso seu uso fosse liberado.


Organizada também é a entrada do dinheiro ilegal do tráfico internacional de drogas e armas no sistema financeiro. Os bancos, instituições financeiras do mundo "legal", recebem esse dinheiro e ajudam assim a limpá-lo, permitindo que ele vá alimentar legalidades e ilegalidades que são parte de uma mesma coisa sob o capitalismo financeirizado. Dito de outra maneira, não é possível existir tráfico de drogas, seja o grande tráfico internacional seja o varejo das favelas, sem a conivência das instituições financeiras.


Isso demonstra o quanto é falsa e mistificadora a culpabilização dos usuários de drogas pela violência gerada pela presença e uso de armas de grosso calibre por toda a cidade. O consumo de maconha, por exemplo, é histórico entre as camadas populares de nossa cidade, compondo estilos de vida e assumindo sentidos culturais negados pelo proibicionismo. Quanto à classe média, tal consumo se difundiu sobretudo no esteio da contracultura, a princípio como contestação à sociedade de consumo e depois adquirindo novos significados, mas sempre com algum resquício de rebeldia. No caso dos chamados viciados, sobretudo em pó e crack, são pessoas que merecem tratamento, pois são portadores de uma doença que deve ser vista como problema de saúde pública e não como resultado de falhas de caráter. Dizer que esses são os vilões que estão por trás dos muitos tiros que foram trocados na esquina da Toneleiros com Santa Clara é uma maneira confo rtável de simplificar as coisas, desresponsabilizar o Estado e sua fracassada política de combate ao crime e obscurecer a importância daqueles que verdadeiramente lucram com essas "guerras" que aumentam a venda de armas e jornais.


Algumas perguntas ficam sem respostas. Por que, por exemplo se elegem as favelas como o palco do combate ao comércio de drogas? Todos sabem que o comércio e consumo de substâncias ilegais correm soltos em boates freqüentados pela classe média e classe média alta carioca e no entanto não existem registros de "operações" realizadas nessas localidades. Nem em condomínios de luxo onde se consomem drogas e que também invadem áreas de mata atlântica, poluem lagoas e mares numa escala muito mais ameaçadora do que os barracos das favelas. Por que os inimigos da sociedade foram eleitos entre aqueles para quem o comércio varejista de drogas é emprego, é alternativa de uma vida sem muitas alternativas? A grande maioria dos jovens que hoje empunham as armas nas favelas não têm acesso à educação de qualidade, à saúde, ao emprego digno, à equipamentos culturais públicos ou privados (muitos jamais foram ao cinema, por exemplo). São esses os inimigos da sociedade?


Em meio a essas reflexões, lembrei de uma frase de Bertolt Brecht:
"Aquele que desconhece a verdade é simplesmente um ignorante, mas aquele que a conhece e a chama de mentira é um criminoso."
Brechtianamente, cabe perguntar:
De quantos crimes cotidianos é feito o combate ao crime no Rio de Janeiro?


(*)


(*) Adriana Facina Gurgel do Amaral

Possui graduação em História pela Universidade Federal Fluminense (1995), mestrado em História Social da Cultura pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (1997) e doutorado em Antropologia Social pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (2002).
É professora adjunta do Departamento e do Programa de Pós-graduação em História da Universidade Federal Fluminense, Tem experiência nas áreas de História e Antropologia, com ênfase em História da Cultura, atuando principalmente nos seguintes temas: antropologia urbana, história e literatura, intelectuais, cultura, indústria cultural, literatura e sociedade, música popular, criminalização da pobreza, favelas.
Coordena o grupo de pesquisa Observatório da Indústria Cultural e publicou os livros Santos e Canalhas: uma análise antropológica da obra de Nelson Rodrigues (Rio de Janeiro, Civilização Brasileira, 2004) e Literatura e Sociedade (Rio de Janeiro, Jorge Zah ar, 2004).
Atualmente desenvolve pesquisa de pós-doutoramento sobre música e lazer popular no Rio de Janeiro.

(Texto informado pelo autor - Março 2009)

Concurso de Redação Camélia da Liberdade 2009

5ª Edição do Don@s da Arte 2009

Don@s da Arte

Um dia inteiro dedicado à mulher.

5ª Edição - Comemorando 1 ano!

Vamos comemorar 01 ano de trabalho e realização do Don@s da Arte e para festejar em grande estilo vamos chegar com tudo!

Pré-Lançamento do Documentário MH2 - Mães do Hip Hop

  • O Documentário traça o perfil de cinco MCs de Morro Agudo [Léo da XIII, Átomo, Kall, Lisa e Dudu de Morro Agudo], a partir da ótica de suas mães faz uma panorâmica social do bairro e da transformação que a cultura Hip Hop fez na vida desses jovens.

Após a exibição acontecerá um debate sobre a importância da Mãe e da mulher na Cultura Hip Hop.

Inscrição para Oficina Trançando Idéias - Baixada Fluminense

Para tranceiras de toda a Baixada Fluminense que queiram aperfeiçoar sua técnica, trocar informações e técnicas profissionais, este é o momento de participar! Haverá sorteio de confecção de tranças afro gratuitas!

Don@s da Arte Um dia inteiro dedicado a você!


PROGRAMAÇÃO

10h às 18h

  • Exposições de artesanato e artes;
  • Culinária;
  • Apresentações artísticas, palco livre para apresentações artísticas.

10h às 17h

  • Inscrição para Oficina Trançando Idéias - Baixada Fluminense.

14h às 17h

  • Sorteio de confecção de tranças.

15h às 15h30

  • Apresentação de Dança: B.Girl Formiga - Power Puff B.Girls (São Paulo), B.Girl Jéssica (Rio de Janeiro) e convidad@s para a grande roda de break.

16h

  • Apresentação da peça QUEM TEM MAIS VALOR? Atores Ivan Cardoso e Lídia Cantuária

17 às 18h

  • Pré-lançamento do documentário
    MH2 - Mães do Hip Hop;

  • Debate com tema: A importância da Mãe e da Mulher cultura Hip Hop.

18h - Encerramento

Venha participe você também!!!

Entrada Franca

Dia: 09 de maio de 2009 - Sábado

Horário: 10h às 18h

Local: Rua Thomaz Fonseca, 508
Comendador Soares (Morro Agudo)
Nova Iguaçu, RJ
Tels: (21) 2768-2207

http://donasdaarte.enraizados.com.br
http://www.enraizados.com.br

Mostra de Cinema Negro Brasil África América Latina

Racismo nas páginas do gibi Ronaldinho Gaúcho

Recebi este material por email e acredito que valha, a princípio, uma reflexão, e posteriormente, uma explosão de fúria.
Leia também este outro post:
http://www.andredeak.com.br/2008/05/21/racismo-na-turma-da-monica/

Uma criança negra, uma menina, foi chamada de macaco (“mico-leão”) em um gibi de Mauricio de Sousa, por não ter o cabelo liso.

Não podemos aceitar esse tipo de ofensa! Todos devemos escrever para os responsáveis!
Enviamos anexo a história completa com a capa do gibi (Ronaldinho Gaúcho, n°24, Dez/2008 - RG A Deise 01) mas destacamos no primeiro anexo (RG A Deise 00) os principais quadrinhos ofensivos, colocamos abaixo os endereços de email dos responsáveis pelo gibi, para que todos escrevam manifestando o seu repúdio.
O que essa história está ensinando a nossas crianças? Que mensagem essa história envia para as crianças negras deste país? Está lhes ensinando a não aceitação de sua própria beleza, está lhes ensinado a terrível mentira de que, para ser aceitas e não serem confundidas com o macaco “mico-leão”, devem estar dentro de um padrão de beleza branco, com o cabelo liso. Essa história está ensinando às crianças negras a não gostarem de si como são, a não terem auto-estima. E que mensagem essa história envia para as crianças brancas deste país?
Está lhes ensinando desde cedo o racismo, a discriminação, a verem as crianças negras como diferentes, a abominável mentira de que as crianças negras para não serem “confundidas” com um macaco “mico-leão” tem que mudar sua própria aparência.

Iremos permitir que ensinem essas mentiras a nossas crianças?
Deixaremos barato? Faremos de conta que não aconteceu?

Miriam Leitão disse uma vez que se discrimina no Brasil porque é barato discriminar, isto é, não se cobra, não se denúncia, não se faz.


Nosso mais profundo apelo é: DEIXEMOS CARO, deixemos muito caro.


Por favor, vejam, estamos falando de nossas crianças, estamos falando do futuro, do Brasil daqui a 20, 30 anos!


Se permitirmos que ensinem impunemente o racismo a nossas crianças quando iremos nos livrar desse veneno? Nunca!


Temos que fazer nossas vozes serem ouvidas! Temos que dar um basta! Isso é dever de cada um.


Estes são os endereços dos responsáveis:

comercial@hitpublish.com.br

instituto@institutomauriciodesousa.com.br

msp@turmadamonica.com.br

imprensa.panini@litera.com.br


É muito importante para nós sentirmos que nosso trabalho de denúncia tem dado resultados, por isso pedimos que encaminhem uma cópia oculta para nosso endereço:
ativismonline@gmail.com

Também pedimos que encaminhem essa mensagem àqueles que vocês sabem que também manifestarão o seu repúdio, para que nossos esforços sejam multiplicados, e para aqueles que podem tomar uma providência legal.

Lembramos ainda que, em 17.04.2009, o Jornal Nacional da Globo exibiu uma frase racista de uma cabeleireira. Na matéria sobre Angola, na Africa, ela ao dizer que as angolanas procuravam no salão o que chamavam de “cabelo brasileiro”, explicou que “quando elas estão procurando o cabelo brasileiro, estão procurando o cabelo liso, o famoso cabelo bonito”.

Associando, evidentemente, o cabelo próprio do negro à feiúra, à negatividade, estabelecendo como único padrão de beleza o cabelo liso.

Interessante que a matéria destaca que as angolanas gostam de ver novelas da Globo, já dá para saber de onde elas tiraram que o “cabelo brasileiro”, o “cabelo bonito” é o cabelo liso, deixando de enxergar a beleza de seus próprios cabelos.


Há um comentário sobre a matéria no site da Afrobras:
http://www2.afrobras.org.br/index.php?option=com_content&task=view&id=484&Itemid=1

A matéria pode ser vista no seguinte link:
http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM1006190-7823-ANGOLA+TEM+CRESCIMENTO+ECONOMICO+E+POBREZA+EXTREMA,00.html

É possível deixar comentários na página:
http://especiais.jornalnacional.globo.com/jnespecial/2009/04/17/cenas-do-cotidiano-do-povo-angolano/

É muito importante que todos nos manifestemos na página acima contra essa frase racista!


Também é possível enviar mensagens para o Jornal Nacional em:
http://jornalnacional.globo.com/Telejornais/JN/0,,FEF0-10476,00.html

Essas duas manifestações de racismo contra o cabelo dos negros nos lembrou de Malcolm X ao perguntar:

“Quem te ensinou a odiar a textura do seu cabelo? ...” Vemos que essa pergunta de Malcolm X ainda tem que ser feita hoje! O vídeo pode ser visto no link:
http://www.youtube.com/watch?v=2x8KgPf8Pq0 [~2 min.]

Recomendamos a todos.


Esses fatos também nos lembraram da música
“Respeitem meus cabelos brancos” de Chico César.


Confrontemos o racismo, nos calarmos é dar nossa permissão para que isso continue, calar é concordar com o opressor, como nos ensina Jane Elliot no documentário “Olhos Azuis”, que também recomendamos a todos:
http://www.youtube.com/watch?v=o_pS05t7liw

Construamos um Brasil mais justo, confrontemos o racismo!


Abraços,
Ativismonline – Malaika e Marcelo.

domingo, 26 de abril de 2009

O poder da TV

Um artigo para se ler, meditar e agir. Esperamos ansiosos a Conferência Nacional de Comunicação.

CartaMaior

L
aurindo Lalo Leal Filho

Em debates, platéias de classe média quando confrontadas com dados a respeito do poder real da televisão no país, mostram-se incrédulas. Para elas o bicho não é tão feio assim. São formadas por pessoas que lêem jornais, vão ao cinema e ainda se dão ao luxo de pagar para ver os canais restritos a assinantes. Muitas vezes sintonizam apenas nos filmes ou nos programas infantis. Por isso, para elas, existem problemas mais graves do que a televisão para serem discutidos.

Pode até ser, mas para quem tem na TV a única janela para o mundo, as coisas são diferentes. No Brasil estão nessa condição aproximadamente 150 milhões de pessoas que, sem outras alternativas culturais, vivem em torno da televisão. E não é uma TV qualquer. Trata-se de uma das melhores do mundo em termos técnicos, o que potencializa o poder de sedução, inerente ao veículo. Mas reduz a possibilidade do surgimento de espíritos mais críticos em relação ao conteúdo transmitido, geralmente próximo à indigência.

Claro que há incômodos e insatisfações. Mas as manifestações a respeito são tímidas e limitadas. Primeiro por muitos acreditarem que a TV chega de graça às suas casas, sem lembrar que o financiamento das emissoras tem origem no sabonete ou na cerveja comprados pelo telespectador no supermercado. E como em cavalo (aparentemente) dado não se olham os dentes, fica tudo por isso mesmo. Os que ultrapassam essa limitação e sentem ânimo para exigir mais respeito de quem opera uma concessão pública se vêem diante do vazio. A quem reclamar?

O Brasil é talvez a única grande democracia do mundo onde não existe um órgão regulador para a radiodifusão. Aqui vale tudo. Nem mesmo a lei obsoleta de 1962 é respeitada. Ela diz, por exemplo, que a propaganda deve ser limitada a 25% do total da programação. E todos sabemos que há canais vendendo os mais variados produtos todos os dias, o dia todo. Não dá para reclamar nem para o bispo, ele também é um concessionário de canal de TV.

Diante da impunidade, as emissoras sentem-se à vontade para exercer seu poder sobre o Estado e a sociedade. Exemplo recente foi a batalha em torno da Portaria do Ministério da Justiça que estabeleceu a classificação indicativa por horários dos programas de TV, como determina a Constituição Federal. Um embate de quase três anos, com artistas globais sendo usados para gritar contra a "censura" do Estado.

Finalmente as normas entraram em vigor em 2007, mas as empresas não se deram por vencidas. Numa clara demonstração de força conseguiram acabar com um dos quatro fusos horários existentes no Brasil, só para não ter que alterar muito as suas grades de programação. Mexeu-se com a vida diária de milhões de pessoas que passaram a acordar de madrugada e sair de casa para o trabalho ou para a escola no escuro, apenas para não resvalar nos interesses das emissoras.

Mas não ficaram por ai. Agora, com o horário de verão adotado em parte do país, negam-se a adequar a programação nas regiões onde não vigora a hora oficial de Brasília. O resultado é que no Acre, por exemplo, a combinação do fuso com o horário de verão, faz com que programas exibidos às 21 horas em outras partes do país, passem lá às 18h. São 26 milhões de crianças brasileiras expostas a programas incompatíveis com suas idades, colocadas fora da proteção legal, garantida pela Constituição. Diante desse fato o Conanda (Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente), vinculado ao governo federal, divulgou nota exigindo respeito absoluto aos diferentes fusos
horários.

As empresas, sem nenhum pudor, rebatem alegando que fuso horário é diferente de horário de verão e que, portanto, elas estão cumprindo o que determina a Portaria do Ministério da Justiça. Só há uma palavra para definir esse tipo de argumento: desfaçatez. Horário indicativo é horário indicativo em qualquer parte do país. Se o programa não é recomendado para ser exibido antes das 21 horas em São Paulo, também não pode ser veiculado antes das 21 em Rio Branco.

Impondo vontades desse jeito, a TV se sobrepõe aos poderes da República e faz lembrar um velho filósofo, liberal empedernido que, diante de tanto poder, viu-se obrigado ao final da vida a rever suas posições, passando a exigir algum controle social sobre a televisão. Dizia Karl Popper que a “democracia consiste em submeter o poder político a um controle. É essa a sua característica essencial. Numa democracia não deveria existir nenhum poder político incontrolado. Ora, a televisão tornou-se hoje em dia um poder colossal; pode mesmo dizer-se que é potencialmente o mais importante de todos, como se tivesse substituído a voz de Deus".

E ele não chegou a conhecer a TV brasileira, com poder até para mudar as horas do país.

sábado, 25 de abril de 2009

Abdias: Há racismo contra Joaquim Barbosa


Em entrevista ao site Terra e postada pelo Coletivo de Entidades Negras
Abdias do Nascimento declara apoio e orgulho por termos um ministro como Joaquim Barbosa, e afirma:
- Acho que houve, sim, um viés racista naquela maneira que o presidente do Supremo respondeu a ele, logo no começo da discussão.

Manifesto do Coletivo de Entidades Negras em apoio ao Ministro Joaquim Barbosa

Coletivo de Entidades Negras

Estupefatos, como todo o restante do país, assistimos a discussão entre os ministros Joaquim Barbosa e Gilmar Mendes e entendemos que se aquele tipo de discussão não cabe necessariamente na liturgia do Supremo por outro lado, como disse o Presidente Lula, fortalece a democracia. O Ministro Joaquim Barbosa teve a coragem republicana de tocar na ferida e deixar claro que a Justiça brasileira encontra-se em crise e o símbolo maior desta crise é o Presidente do STF, Ministro Gilmar Mendes.


Sem entrar no mérito da questão, o Coletivo de Entidades Negras, em consulta à sua militância, decidiu aprovar este documento de apoio ao Ministro Joaquim Barbosa e quer vir a público dizer que sua postura nos orgulha e nos fortalece na luta em prol da população negra brasileira.

Joaquim Barbosa tem sido, desde que assumiu sua cadeira no Supremo, um ministro de conduta ilibada, extremamente íntegro e imparcial frente as causas que julga. Por tudo isso, reforçamos nosso apoio ao ministro e desejamos que, efetivamente, o fortalecimento do Judiciário e da democracia brasileira, se dê a partir da coragem política que homens e mulheres, embuídos do mesmo espírito do MInistro Joaquim Barbosa, possam ter diante dos fatos que, de públicos e notórios, a todos nós, como cidadãos, nos entristece e envergonha.

Assine por este link o manifesto em apoio ao Ministro Joaquim Barbosa: http://www.petitiononline.com/qd321567/petition.html

Agradecimentos ao parceiro José Ricardo do Atabaqueblog pelo material.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

O áspero diálogo e a opinião das ruas

jbonline

O texto de Mauro Santayana nos apresenta os riscos que correm as instituições democráticas brasileiras ao deixar à cargo apenas da Presidência da República e do Senado a responsabilidade de escolher os ministros do STF, sem que haja uma consulta prévia à sociedade civil.


O diálogo entre o presidente do STF, Gilmar Mendes, e o ministro Joaquim Barbosa, tal como divulgado pelos jornais, não deixa dúvida. Quem tomou a iniciativa da agressão, ao afirmar que o outro não tinha "condições de dar lição a ninguém", foi o presidente da Corte. O ministro Joaquim Barbosa, tocado em sua dignidade, replicou à altura e, ao fazê-lo, disse o que provavelmente a maioria dos brasileiros gostaria de dizer: o ministro Gilmar Mendes tem contribuído para desacreditar o Poder Judiciário no Brasil.

O presidente do STF, interrompida a reunião, deveria ter deixado seus pares à vontade para examinar o incidente, como fez Joaquim Barbosa, ao ir para casa. Gilmar, ao reunir os colegas em seu próprio gabinete, constrangeu-os com a sua presença. E se não fosse, conforme o noticiário de ontem, a posição da ministra Cármem Lúcia e dos ministros Ricardo Lewandowski e Ayres Britto, Gilmar deles teria obtido manifestação de repúdio a Joaquim Barbosa.

O incidente de quarta-feira reabre a necessária discussão sobre o processo de escolha dos juízes do STF. Selecionado por ato presidencial, o candidato é aprovado ou reprovado pelo Senado – mas não há notícia, no Brasil, de que alguém tenha sido rejeitado. Um juiz do STF dispõe de tal poder que seria necessária outra legitimidade, além da escolha presidencial e da aprovação do Senado, para a sua nomeação.

O Senado norte-americano é mais cuidadoso na aprovação dos candidatos à Suprema Corte, e a imprensa, consciente de sua responsabilidade, os submete ao escrutínio da opinião pública. Um grande jurista conservador, Robert Bork, indicado por Reagan, em 1987, foi rejeitado (58 votos a 42), depois de ampla discussão pública, em que intervieram contra seu nome a União Americana pelas Liberdades Civis (ACLU) e personalidades destacadas, como o ator Gregory Peck. Defensor declarado dos trustes, Bork foi contestado também pelas outras posições conservadoras. Edward Kennedy o arrasou em discurso no Senado. A América de Bork – disse Kennedy – será aquela em que a polícia arrombará as portas dos cidadãos à meia-noite, os escritores e artistas serão censurados, os negros atendidos em balcões separados e a teoria da evolução proscrita das escolas.

A discussão sobre Bork – que havia sido cúmplice de Nixon no caso Watergate – levou o senador Joe Biden, hoje vice-presidente de Obama e então presidente do Comitê Judiciário daquela casa, a recomendar a rejeição de seu nome. O Biden Report foi aceito pelo Plenário, e Bork não foi aprovado. O caso foi tão emblemático que to bork passou a ser verbo.

Mais tarde, em outubro de 1991, o juiz Clarence Thomas por pouco não foi rejeitado, por sua conduta pessoal. Aos 43 anos, ele foi acusado de assédio sexual – mas os senadores, embora com pequena margem a favor (52 votos a 48), o aprovaram, sob o argumento de que seu comportamento não o impedia de julgar com equidade. Na forte campanha contra sua indicação as associações femininas se destacaram. E o verbo "borquear" foi usado por Florynce Kennedy, com a sua palavra de ordem "we're going to bork him".

A indicação do ministro Gilmar Mendes, como se recorda, foi contestada por juristas e alguns jornalistas. O jurista Dalmo Dallari foi incisivo: "Se essa indicação vier a ser aprovada pelo Senado, não há exagero em afirmar que estarão correndo sério risco a proteção dos direitos no Brasil, o combate à corrupção e a própria normalidade constitucional". E lembrou que Gilmar recomendara ao Poder Executivo desrespeitar decisões judiciais.

Os fatos estão demonstrando que Dallari tinha razão. A normalidade constitucional está ameaçada pelos atos autoritários do presidente do STF, que, com arrogância, dita normas aos outros dois poderes da República e não tem sido devidamente contido por eles, que aceitaram firmar um Pacto republicano proposto pelo juiz. Pacto republicano é o da Constituição.

Gilmar foi membro do gabinete de Fernando Collor. Advogado-geral da União no governo de Fernando Henrique Cardoso, criticou o STF e se comprometeu na redação de medidas provisórias discutíveis. Sua aprovação tampouco foi fácil: teve 15 votos contrários, a maior rejeição registrada em indicações semelhantes.

Enquanto não houver critérios mais democráticos para a aprovação de indicados ao STF, o Senado deverá, pelo menos, ouvir a opinião da sociedade em audiências públicas, como faz antes de outras decisões.

Material lido inicialmente por mim no link:
http://www2.paulohenriqueamorim.com.br/?p=9590

Querendo conhecer melhor o senhor Gilmar Mendes, acesse:
http://desempregozero.org/2008/07/14/dossie-daniel-dantas/


Teatro: Dia de Madame

Sem mídia com talento

CENTRO CULTURAL OCTAVIO BRANDÃO


SEM MÍDIA COM TALENTO

APRESENTA

JONAS RIBAS
VIOLÃO E BATERIA

NESTE SÁBADO - 25/04 - 16 HORAS

Rua Miguel Ângelo, 120, esquina com Domingos Magalhães, Maria da Graça, próximo ao Metrô.
INGRESSO: CR$ 10,00 (dois caldinhos incluídos)

Seis juízes do STF trabalham para Gilmar


VioMundo

Conforme notícia publicada no blog do Luiz Carlos Azenha, seis ministros do STF trabalham na instituição dirigida pelo senhor Gilmar Mendes, de nome Instituto Brasiliense de Direito Público. Cá para nós, é lamentável que o mais importante tribunal brasileiro atravesse tempos tão nebulosos, e que neste espaço se decida os rumos institucionais do país.


terça-feira, 21 de abril de 2009

SEMINARIO VIII MAIO NEGRO

"AFRICAS, AFRICANIDADES E AFRODESCENDENCIA"
DE 05 A 08 DE MAIO
UNESC(UNIVERSIDADE DO EXTREMO SUL CATARINENSE)
CRICIUMA SC

PROGRAMAÇÃO DO EVENTO

05/05 – 3ª feira
19:00h - Auditório Rui Hulse
Abertura Oficial
Lançamento do Livro “Desvendando a História da África” (Organização Rivair dos Santos – obra com textos de José Antônio dos Santos e André Luiz Reis da Silva – Editora UFRGS.)

20:00h - Palestra:
“O Continente Africano: Entre a Diversidade e a Unidade”. André Luiz Reis da Silva (Doutor – UFGRS/FAPA).

06/05 - 4ª Feira
9:00 às 11:30h – Bloco “O” sala 01 (80 lugares)
Oficina:“Colonialismo e Pós Colonialismo na África Contemporânea" – André Luiz Reis da Silva (Doutor – UFGRS/FAPA)

19:30h - Auditório Rui Hulse
Palestra: “Diáspora africana e seus reflexos no Brasil” – José Antônio dos Santos (Doutorando – UFGRS/PUC-RS)

07/05 - 5ª Feira
8:30 às 11:00h – Bloco “O” sala 01 (80 lugares)
Oficina: “Usos e abusos do material didático sobre diáspora africana” - José Antônio dos Santos (Doutorando – UFGRS/PUC-RS)

19:30h - Auditório Rui Hulse
Palestra: “Afrodescendência: Quilombos e quilombolas no Brasil” – Paulo Sergio da Silva (Mestre – UFGRS/IACOREQ)

08/05 - 6ª Feira
9:00 às 11:30h – Bloco “O” sala 01 (80 lugares)
Oficina: “Quilombos do Sul do Brasil: Movimento emergente na sociedade contemporânea” – Paulo Sergio da Silva (Mestre – UFGRS/IACOREQ)

19:30h – Auditório Rui Hulse
Palestra: “Africanidades Catarinenses” Jeruse Maria Romão (Mestre – UFSC).
Lançamento do Livro “A Africa está em nós, Africanidades Catarinenses” Organização: Jeruse Maria Romão

Comissão Organizadora:
ONG ACR - Anarquistas Contra o Racismo
UNESC - Universidade do Extremo Sul Catarinense

CONTATOS: maionegro@unesc.net
INSCRIÇÕES:
- Participação gratuita
- Participação com certificado (36 horas) - R$ 15,00
As inscrições podem ser realizadas na Secretaria do Curso de História da Unesc - Bloco T - das 14hs às 22:00hs

quinta-feira, 16 de abril de 2009

"Solução Final": matar, murar e remover

O ObservatoriodeFavelas traz, em sua edição mais recente, dois artigos acerca da questão da remoção de favelas. São reflexões importantes sobre um tema recorrente na mídia conservadora, que apresenta esta proposta como solução definitiva para os principais problemas da cidade. Na concepção destes, todos os percalços advêm da proximidade e da visibilidade dos pobres, portanto basta afastá-los e com isso invisibilizá-los. Afinal isto já foi feito na educação e na saúde, através de políticas de incentivo à proliferação de instituições privadas, em detrimento do setor público; nos meios de transportes, com a opção rodoviarista mesquinha e egoísta, ao invés do metrô, único meio de locomoção urbano efetivamente de massas; com a legislação de solo urbano que permite à uma pessoa o privilégio de ter centenas, ou mesmo milhares de imóveis; com a propagação de condomínios, onde a classe média e dominante fecha-se, enclausura-se e aprisiona-se; com a multiplicação de centros comerciais "shopping centers", locais próprios para o consumismo desenfreado, depressivo e fútil. Ou seja, ao longo de décadas, ou quem sabe séculos, viemos promovendo e implementando práticas excludentes, segregadoras, que só contribuem para o avanço da violência, individualismo, intolerância e racismo.
E agora, como estas ações nos levaram a este estado de coisas, os mesmos grupos responsáveis por isto que está aí, e que amargura a todos, sem exceção, buscam anuência na sociedade para a adoção de "soluções finais" como o extermínio de jovens negros, nordestinos e pobres, ou o seu aprisionamento, para a construção de muros nos limites das comunidades, consagrando a guetificação e, por último, para a remoção de favelas.
Como podemos perceber este elenco de situações fazem parte do mesmo enredo, que tem a sua continuidade na chegada de pacificadores, conhecidos como "caveirões", ainda mais possantes, nos carros blindados que custam 400 mil reais, em câmeras de seguranças mais sofisticadas, nos muros condominiais mais altos e eletrificados, nas várias milícias distribuídas pela cidade, compondo assim um quadro dantesco que a cada nova circunstância se agrava ainda mais.
Enfim, muita esperança nos impulsiona, os ventos neoliberais fortaleceram-se e apregoam-se como verdades inelutáveis, cabe-nos resistir, lutar e vencer.

Abaixo postamos na íntegra o editorial do Observatório da Favela sobre a morte de mais um jovem:

Até Quando?

Não é de hoje que as favelas e periferias são retratadas a partir de estereótipos e como espaços que não integram a cidade. No Rio de Janeiro, em especial, as favelas são retratadas na imprensa quase que exclusivamente relacionadas à violência e à criminalidade. Nesta última terça-feira, dia 14 de abril, não foi diferente. Mais um jovem foi morto em uma ação policial no conjunto de favelas da Maré. A notícia dizia que o jovem - que conversava com amigos na porta de casa quando a polícia entrou na favela atirando – estava com arma, munição e drogas, o que “justificaria” sua morte.

Felipe dos Santos Correia de Lima, de 17 anos recebeu um tiro na cabeça, por volta das 11 horas da manhã. De acordo com moradores que estavam no local no momento em que aconteceu sua morte, policiais entraram na favela atirando. Felipe estava próximo à sua casa, na Rua do Serviço, na Baixa do Sapateiro, conversando com amigos, quando foi atingido. O corpo foi retirado do local por policiais do 22º Batalhão e levado em uma Blazer branca, placa KNY 8301. Ele era aluno da Escola Bahia, trabalhava com um tio em uma loja de conserto de eletrodomésticos e acabara de se alistar no exército. Isso não é notícia.
Parentes de Felipe e moradores da Maré fizerem um protesto na Linha Vermelha, na altura da Vila Olímpica da Maré, fechando uma das pistas (sentido Centro). Durante a manifestação, houve confronto. Moradores atiraram pedras e policiais responderam com balas de borracha e gás lacrimogêneo. Com fuzis em punho, os mesmos policiais atravessaram a Vila Olímpica em direção à favela Baixa do Sapateiro. Isso não é notícia. A notícia é que houve engarrafamento.

Na maioria desses casos há uma dependência quase que total das fontes policiais. Com essas informações percebemos que as vozes desses moradores não chegam à sociedade, seja pela mídia ou pelas forças de segurança pública. O que está colocado é a criminalização daqueles que vivem nos espaços populares. Homens e mulheres que são tratados, em sua maioria, como criminosos, ou no mínimo, coniventes com eles.

Em pesquisa realizada pelo Centro de Estudos de Segurança e Cidadania (CESeC) junto a jornalistas sobre a cobertura de violência, publicado em 2007, mais de 50% dos entrevistados apresentam apenas uma pessoa ou instituição como fonte de dados ou informações. Os jornalistas também revelaram que na maior parte das vezes esta fonte está ligada a um batalhão da PM ou a uma delegacia da Polícia Civil. As vítimas de violência aparecem em segundo lugar como fonte principal nas coberturas de seus casos, com apenas 9,7% no levantamento nacional, e 10, 4% nos jornais do Rio de Janeiro. Em terceiro lugar surgem o Poder Executivo Federal, o estadual e o Municipal, com 8,5%, (incluem-se aqui as secretarias de segurança). Os especialistas aparecem em pequeno número, 4,6% na pesquisa nacional e apenas 1,4% nos jornais fluminenses. A sociedade civil corresponde a menos de 1% das principais fontes ouvidas.

Criminalização da pobreza
Não é de se estranhar então que haja uma hierarquização da vida de acordo com os locais de moradia. Como disse o próprio secretário de Segurança Pública José Mariano Beltrame, um tiro em Copacabana é diferente de um tiro no Complexo do Alemão. Esta mesma lógica é seguida pelos veículos de comunicação que, em comparação com o tratamento dado a violências fora das favelas e periferias, consideram comuns e sem qualquer necessidade de divulgação as violências sofridas por moradores destes espaços. O que temos é a legitimação da violência nesses espaços pela imprensa.

O papel de uma imprensa comprometida com o interesse de todos não é omitir os problemas e violência que existem nas favelas e periferias, mas também dar destaque à pluralidade de experiências vividas pelos moradores dessas localidades. Para a diminuição da violência é necessário políticas de redução das desigualdades, criação de empregos e educação. Porém, enquanto os jornais continuarem enfatizando quase que exclusivamente os conflitos armados e as ocorrências policiais na cobertura dos espaços populares, eles continuarão a valorizar ações bélicas como política de segurança, incentivando ações baseadas na violência e na criminalização da população pobre. Cria-se a idéia de isolar as favelas, como se elas não fizessem parte da cidade. Ao invés de integrá-las, procura-se neutralizá-las ou extirpá-las da visão das classes mais abastadas.

Quando passamos a caracterizar conflitos urbanos como guerra – como é comum nos jornais fluminenses – há algumas implicações. Essa idéia contribui para que se crie uma situação generalizada de permissividade a certos métodos e meios usados pela força armada. Cria-se a noção de que as favelas são territórios inimigos, de que o espaço onde o outro está não faz parte de seu território e deve ser atacado ou ocupado. O outro – no caso o morador de favela – passa a ser visto como inimigo, como alguém que deve ser eliminado. E a lógica de guerra é de que não é crime um combatente matar outro, desde que dentro do conflito. O direito à vida é relativo num conflito armado. No caso de uma situação de violência urbana (como é o caso do Rio de Janeiro) não é assim. Para a polícia, matar não é uma estratégia de ação, mas um último recurso, ao qual se recorre em situações específicas. Ou pelo menos deveria ser assim.

Para ler outros artigos do Observatótio sobre a remoção das favelas:
http://www.observatoriodefavelas.org.br/observatoriodefavelas/noticias/mostraNoticia.php?id_content=503
http://www.observatoriodefavelas.org.br/observatoriodefavelas/noticias/mostraNoticia.php?Section=5&id_content=505

Centro Cultural Octavio Brandão

CENTRO CULTURAL OCTAVIO BRANDÃO
AGENDA ABRIL/2009
19/04 - DOMINGÃO NO CCOB - A PARTIR DAS 14 HORAS
- Exibição de videos sobre Cuba ( Comemorando os 50 anos da Revolução)
- Flamengo x Botafogo ( Vascaínos e tricolores estão convidados também)
25/04 - Sábado - 16 Horas - Sem Mídia Com Talento
Apresenta:
Jonas Ribas cantando o melhor da MPB
Convites: R$ 10,00 ( Com direito a dois caldinhos)
Ajude você também na divulgação das atividades do CCOB, repasse esta mensagem para a sua lista de contatos.
Rua Miguel Ângelo, 120, esquina com Domingos Magalhães, Maria da Graça, próximo ao Metrô.
Coloque na sua agenda:
Maio/2009 :
09 - Cineclube
23 - Palestra e Vídeo sobre a Colômbia
Junho/2009
06 - Cineclube
20 - Palestra sobre o BOC (Bloco Operário e Camponês)
27 - Sem Mídia Com Talento

terça-feira, 14 de abril de 2009

Festival Latino Americano de Instalação de Software Livre

PROGRAMAÇÃO

Além da banca de instalação de software livre, o evento contará com diversas atividades, para que você conheça tudo sobre software livre!

Teremos palestras e mini-cursos com conteúdo voltado para pequenos empresários interessados em gastar menos com informática, usuários domésticos de computador, estudantes e pessoas que da área técnica que querem aprofundar mais seus conhecimentos!

Veja as atrações:


Palestras não técnicas
08:00
às
9:00
“Implantando VOIP em sua empresa”
Cláudio Miceli de Farias
09:00
às
10:00
“O que não fazer ao implementar Linux como solução em uma empresa”
Igor Morgado
10:00
às
11:00
“Sistemas de gestão empresarial (ERP) Livres”
Marcelo Monsores e Fernando Xavier
11:00
às
12:00
“Gerenciamento de projetos no OpenProj - Tópicos Básicos”
Cléo Mattos

ALMOÇO
13:00
às
14:00
“O que é Software Livre e seu Impacto sobre a Sociedade do Conhecimento”
Prof. Eurico Zimbres
14:00
às
15:00
“Conhecendo o Inkscape”
Cadunico
15:00
às
16:00
“Linux e os desktops - KDE X Gnome”
Marcílio Carvalho
16:00
às
17:00
“Jogos Livres”
Arlindo Pereira

Palestras técnicas
09:00
às
10:00
“Perl”
Fernando Oliveira
10:00
às
11:00
“TV Digital Brasileira: Interatividade e Inclus�o Digital pela TV”
Magno A. Cavalcante e Clayton E. Chagas
11:00
às
12:00
“Entendendo Framework Web com Python”
Luiz Guilherme Aldabalde

ALMOÇO
13:00
às
14:00
“Segurança básica no Linux”
Rafael Soares Ferreira
14:00
às
15:00
“Bacula: Solução de backup corporativo”
Fábio Pinna
15:00
às
16:00
“Criando Máquinas Virtuais na Velocidade da Luz com Xen”
Rogerio Ferreira
16:00
às
17:00
“Cloud Computing com Software Livre”
Luís Cláudio Tujal

Mini-Cursos
08:00
às
12:00
“Softwares Livres no Windows”
Tiago Veloso
08:00
às
12:00
“Ubuntu Linux Básico”
Márcio Katan
08:00
às
12:00
“Moodle: como começar a criar um curso online”
Márcia Taborda e Carla Cristina Dias

ALMOÇO
14:00
às
17:00
“BrOffice”
Bruno Garcia
14:00
às
17:00
“Desenvolvimento com Lazarus”
Oscar Isauro Bacelar Marques
14:00
às
17:00
“GIMP”
Ricardo

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Quem está doente: Adriano ou os outros?

O que deveríamos esperar de Adriano? Quem sabe sua morte, ou internação, por algum problema ligado à drogas. Talvez, o destino de Francis Farmer, atriz norte-americana da década de 1950, acusada de ser comunista, lobotomizada pelos pais por não aceitar seguir a carreira artística e imortalizada por Jessica Lange no filme "Frances", de Graeme Clifford, ou mesmo, Jimmy Hendrix, Janis Joplin, Kurt Cobain, John Bonham, Keith Moon, Garrincha, ...

Escrito pelo sociólogo Emir Sader no site: CartaMaior

Que sociedade é esta que, quando alguém diz que não estava feliz no meio de tanto treino, tanta pressão, tanta grana, tanta viagem, que prefere voltar à favela onde nasceu e cresceu, compra cerveja e hambúrguer para todo mundo, fica empinando pipa – se considera que está psiquicamente doente e tem que procurar um psiquiatra? Estará doente ele ou os deslumbrados no meio da grana, das mulheres, das drogas, da publicidade, da imprensa, da venda da imagem? Quem precisa mais de apoio psiquiátrico: o Adriano ou o Ronaldinho Gaucho?

O normal é ter, consumir, se apropriar de bens, vender sua imagem como mercadoria, se deslumbrar com a riqueza, a fama, odiar e hostilizar suas origens, se desvincular do Brasil. Esses parecem “normais”. Anormal é alguém renunciar a um contrato milionário com um tipo italiano, primeiro colocado no campeonato de lá.

Normal é ser membro de alguma igreja esquisita, cujo casal de pastores principais foram presos por desvio de fundos. Normal é casar virgem, ser careta, evangélico, bem comportado, responder a todas as solicitações e assinar todos os contratos. Normal é receber uma proposta milionária de um clube inglês dirigida por um sheik, ficar pensando um bom tempo, depois resolver não aceitar e ser elogiado por ter preferido seu clube, quando antes ele ficou avaliando, com a calculadora na mão, se valia a pena trocar um contrato milionário por outro.

Considera-se desequilibrado mental quem recusa um contrato milionário, para viver com bermuda, camiseta e sandália havaiana. Falou à imprensa de todo o mundo, disposta a confissões espetaculares sobre o que havia feito nos três dias em que esteve supostamente desaparecido – quando a imprensa não sabe onde está alguém, está “desaparecido”, chegou-se até a dizer que Adriano teria morrido -, buscando pressioná-lo para que confessasse que era alcoólatra e/ou dependente de drogas, encontrar mulheres espetaculares na jogada.

Falou como ser humano, que singelamente tem a coragem de renunciar às milionárias cifras, eventualmente até pagar multar pela sua ruptura, dizer que “vai dar um tempo”, que não era feliz no que estava fazendo, que reencontrou essa felicidade na favela da sua infância, no meio dos seus amigos e da sua família.

Este comportamento deveria ser considerado humano, normal, equilibrado. Mas numa sociedade em que “não se rasga dinheiro”, em que a fama e a grana são os objetivos máximos a ser alcançados, quem está doente: Adriano ou essa sociedade? Quem ter que ser curada? Quem é normal, quem está feliz?

sábado, 11 de abril de 2009

IPDH 20 anos! Performances Negras




20 Performances Negras



O Instituto Palmares de Direitos Humano – I.P.D.H


está iniciando as celebrações de
20 anos existência
na Segunda-Feira 13 de Abril
com o inicio de um ciclo de
20 Performances Negras
que irão acontecer ao longo do ano em calendário a ser divulgado.

Na primeira edição desta segunda-feira a atriz
Mariah da Penha
fará sua performance às 18h 30m
e logo a seguir será a vez do Bailarino e coreógrafo
Rubens Barbot
apresentando a sua.

O
Instituto Palmares de Direitos Humanos – I.P.D.H,
fica na Avenida Mem de Sá 39 – Lapa.
As performances têm classificação livre.
Lotação 30 Lugares.
Entrada livre

Compareçam e divulguem

Em breve: calendário mensal das performances
e outros eventos comemorativos
Aguardem uma programação de qualidade.

Assista também
Cinema no I.P.D.H. 20 anos

Informações 21 2220.5458
dancarb@ig.com.br


recebido de
Jorge Anibal Etchemendi -
cafedeladanse05@yahoo.com.br


Licença Creative Commons
This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial-ShareAlike 2.5 Brazil License.