Blog comprometido com as mais diversas lutas sociais do planeta, particularmente, o que diz respeito a luta pelo socialismo, a ampliação do uso dos software livre Gnu/Linux na busca pela expansão de nossa inteligência coletiva e da cultura livre, além da batalha pela melhoria das condições de vida da população brasileira, sobretudo, do povo negro.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Documentário: Favela On Blast


FAVELA ON BLAST
Por Claudia Assef | UOL

“Favela On Blast”, um documentário bem musical sobre o funk, filmado nos morros cariocas e sem nenhum incentivo do governo. A proposta é levar o espectador para dentro do mundo do funk, apresentando os “intra-mundos” desses personagens da favela (ou de fora dela).

O longa é de dois diretores estreantes, o mineiro Leandro HBL e o DJ americano Diplo. Em parceria, fizeram uma grande busca da cultura musical em torno do funk carioca em algumas favelas do Rio de Janeiro.

Conheça: (http://www.youtube.com/leandrohbl) e (http://www.leandrohbl/funkfim)

Participaram da gravação:
Mr. Catra, Deise Tigrona, Mc Leleco, Mc Duda, Dj Sany Pitbull, Dj Jorginho, Mc Ju. Mc Colibri, Biruleibe, Mc Pé de Pano, Mcs Júnior e Leonardo, Mcs Gorila e Preto, Gaiola das Popozudas, Mc Frank, Dj Cabide, Dj Wally, Dj Grandmaster Rafael, Dj Carlos Machado, Dj Sandrinho, Mc Pana, Mc Serginho, Dj Marlboro e Mc Galo..

DIRETORES
Leandro HBL nasceu em Belo Horizonte, Brasil, em 1977. Formou-se em Comunicação e Arte da PUC-MG (1999). Em 1996 criou o Mosquito Project, onde trabalha como diretor criativo. Estudou cinematografia em Cuba na Escola Internacional de Cinema e TV (San Antonio de Los Baños). Trabalhou no Departamento de Cinema da FABRICA (www.fabrica.it). Desenvolve trabalhos de design gráfico, fotografia, video, cinema e instalações. (http://www.leandrohbl.com).

Wesley Pentz (Dj Diplo), nasceu em Tupelo, USA, em 1978. Cresceu na Flórida onde começou a trabalhar com música e filmes. Mudou-se para a Filadélfia para estudar e lecionar em escolas e em projetos sociais. Escreveu, produziu e mixou músicas para MIA, Beck, Radiohead, entre outros. O seu selo musical MadDecent introduziu o Baile Funk no mundo. A música “Paper Planes” que escreveu para MIA chegou ao top 5 nos Estados Unidos em 2008. (http://www.madecent.com)

Passa longe de Favela On Blast a glamurização da pobreza ou da violência, clichê recorrente em documentários que retratam gente pobre. O filme adentra os morros cariocas onde o funk é mais presente como um convidado bem-vindo e não um intruso e mostra, através de personagens fortes, como o som é feito, em que é baseado e, em seguida, como é consumido.

Como numa mixagem perfeita, com passagens suaves de um tema para o outro, você é apresentado a figuraças como o MC Pana, que conta a odisséia que foi produzir seu primeiro "cripe" - este, segundo ele, foi parar na internet e rendeu "não sei quantas mil cópias" (?).

Ou o MC Colibri, uma espécie de Don Juan do funk carioca, que migrou do samba para o batidão e subiu de vida, a ponto de ser proprietário de uma senhora casa. Ou ainda o MC Gorila, que mandou fazer uma corrente pesando 1,7 kg, em que pendura um pingente com "o corpo do Hulk e cabeça de macaco". E tem ainda entrevistas e trechos de shows com nomes mais conhecidos, como Deize Tigrona, Sanny Pitbull, DJ Marlboro e Mr. Catra.

O filme não se esquiva de temas pesados, como a violência policial, a banalização do sexo e o tráfico de drogas na favela. Mas mostra esse cotidiano com a mesma naturalidade com que os moradores a encaram - não deixa de ser assustadora essa tranquilidade diante do caos, mas esse não é o ponto aqui.

Costurando o filme todo estão crianças, muitas, magrelas e espertíssimas. Não dá pra não fazer um "nhóóó" vendo aquela molecada feliz da vida, cantando, celebrando a vida, mesmo descalças e usando shortinhos puídos.

Com edição esperta, sensibilidade, bom humor e incrível intimidade com o tema, Favela On Blast merece entrar no circuito comercial, mas eu duvido muito. Tomara que saia logo em DVD e faça uma bela carreira na gringa.

Material enviado pela companheira Vânia Narciso

Back2black, para quem se destinou?

Hoje mesmo fiz um comentário sobre o Back2Black no blog francês - guyzoducamer.afrikblog, e que, aqui reproduzo:
Embora pareça um avanço a realização de tal evento. Nós, negros do Rio de Janeiro, massacra
dos por uma desigualdade racial imensa e vítimas preferenciais de uma violência sem fim, não fomos os protagonistas do mesmo. Com preços exorbitantes, sem a presença em seus debates de intelectuais negros e produzido pela Rede Globo de Televisão, a principal organização de mídia brasileira, totalmente contra qualquer proposta que vise a melhora das condições de vida do negro brasileiro, como por exemplo, o Estatuto da Igualdade Racial , que propõe a inclusão de negros em vários setores da vida social através do estabelecimento de cotas de participação, este acontecimento caracterizou-se mais uma vez pela folclorização da África e do negro tão comum quando empresas da grande mídia brasileira, de uma classe dominante branca e perversa, resolvem pensar ou falar sobre o negro no Brasil. Tenho a lamentar a presença e o uso da imagem de figuras do quilate de Dona Ivone Lara e outros.
Por outro lado, s
ó para se ter uma idéia, a Globo News irá realizar uma entrevista com o geógrafo Demétrio Magnoli, notório pela querela com o professor Kabenguele Munanga e uma das mais proeminentes vozes da nova direita brasileira, acerca do sistema de cotas nas universidade públicas. Isto sem nos dar certamente o direito a uma réplica, ou mesmo, a um debate. Este é o papel representado pela Rede Globo de Televisão, que procura nos invisibilizar, imbecilizar e amordaçar.


soco.JPG

Até quando vamos calar diante de violações que são feitas à gente negra... sempre com “muito boas” intenções???





Marco Nanini, o Lineu de “A grande família”, passou pelo photoshop e virou negro. Ele cedeu sua imagem para que fosse modificada para o cartaz do festival “Back2black”, que acontecerá na Estação de trem Leopoldina, no Rio, a partir da próxima sexta-feira (28 de agosto). O slogan do festival que discute a África em conferencias e shows é “Um dia todos nós fomos negros”.

A imagem do ator fantasiado de gente de cor, pode ser vista em
Geledés - http://www.geledes.org.br/destaques/back2black-festival.html

É...
Como se...
os mais de 50% de negros do Brasil não tivessem ninguém para representar a “raça” humana, os brasileiros ou os cariocas

Como se...
todo um esforço feito, historicamente por Zezé Motta (e parceiros/as), ao criar e segurar o CIDAN, não significasse nada em termos de atores e referências negras

Como se...
toda a produção de Zózimo Bulbul (inclusive a recente) não significassem nada para a cultura do País

Como se...
os registros do fotógrafo Januário Garcia sobre os “’25 Anos do Movimento Negro” e sobre os “Negros na Diáspora da América Latina” fossem apenas livros em papel couchê para mesas de executivos, para impressionar ou fazer rir seus clientes

Como se...
Léa Garcia, Ruth de Souza, Milton Gonçalves, Elisa Lucinda, Cléa Simões, Isaura Bruno e tantos e tantas não tivessem carisma, competência, presença cênica, no melhor significado da palavra

Como se...
Abdias Nascimento, também ator, com a lucidez de seus 95 anos e, ao menos, 70 de luta, não tivesse uma singela imortalidade merecida com a homenagem que acaba de lhe fazer a Assembléia Legislativa, através do deputado Paulo Ramos, eternizando, no Rio de Janeiro, o dia do Ativista, dia de seu nascimento, 14 de março

Como se...
as tantas instituições de luta anti-racista fossem apenas autorizações formais de funcionamento, como não são as autorizações bancárias que lucram, lucram, lucram

Como se...
os “embrulhos” que se amontoam nas calçadas da cidade do Rio de Janeiro e em outras capitais, especialmente à noite, não fossem serem humanos dos quais se tiram todos os mais altos impostos para sustentar esse País de mensalões e sir-neis

A essa gente que serve ao sistema e aos racistas, só tem uma saída: a implosão! Se explodir vai espalhar sujeira demais para todos os lados!


da Coordenação de MLG

Diante disso, só revendo “A negação do Brasil: o negro na telenovela Brasileira”, de Joel Zito Araújo, especialmente entorno da página 90 que trata do primeiro ator branco a se pintar de negro.

Vale rever a afronta:

soco_atorbrancoNaoenegro.JPG

O texto continua no link da foto.

Eduardo Galeano, referindo-se aos Estados Unidos, em matéria de 2006:

“Até há pouco tempo, 12 de outubro era o Dia da Raça. Mas, por acaso, existe semelhante coisa? O que é a Raça, além de uma maneira útil para exprimir ou exterminar o próximo? No ano de 1942, quando os Estados Unidos entraram na guerra mundial, a Cruz Vermelha desse país decidiu que o sangre negro não seria admitido em seus estoques. Assim, evitava-se que a mistura de raças, proibida na cama, ocorresse por injeção. Alguém, alguma vez, viu sangue negro?

Depois, o Dia da Raça passou a ser o Dia do Encontro. São encontros as invasões coloniais? As leis de ontem, as de hoje, encontros? Não seria melhor chamá-las de violações?

Sim Violações é o que tem sofrido nossa gente, a cada dia, a cada semana, a cada mês, a cada ano, a cada século, há muito.

Basta!
soco.JPG

Materia enviado pelos companheiros do IPCN.

domingo, 30 de agosto de 2009

II Seminario Afrocarioca















Programação Inscrições


Dia 17/09

14:00h
Cerimônia de Abertura
Representantes:
Reitoria, Centros: CEH e CCS
Unidades Acadêmicas:
Instituto de Filosofia e Ciências FCHumanas
Faculdade de Educação
Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais
Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros da UERJ
14:30h às 17h
Cultura Afro-Carioca: Patrimônios e Identidades
Coordenadora: Marcia Contins – UERJ
Martha Abreu – UFF
Patrícia Faria - UFRJ
Edlaine Gomes – UFRJ
Andrea Paiva - UFRJ
Sônia GiacominiPUC-Rio
Debatedora: Ilana Strozenberg – UFRJ
18:00h - Conferência
José Jorge de Carvalho - UnB
19:00h às 21:00h - Atividade Cultural
Posters de Dissertações de Mestrado
Teses de DO do PPCIS
Mostra de livros
Local: Hall do 1º andar

Dia 18/09

14:00h às 17h
Políticas Educacionais e Ação Afirmativa
Coordenador: Rafael dos Santos - UERJ
Moema de Poli Teixeira - UFF/IBGE
Sabrina Moehlecke - UFRJ
Andreia Vieira - UFRJ
José Maurício ArrutiPUC-Rio
Elielma Ayres Machado - UERJ
Debatedor: José Jairo Vieira - UFRJ
18:00h - Conferência
Livio Sansone - UFBA
19:00h às 21:00h - Atividade Cultural
Posters de Dissertações de Mestrado
Teses de DO do PPCIS
Mostra de livros
Local: Hall do 1º andar

Comissão Organizadora do Seminário:
Maria Alice Rezende Gonçalves
Elielma Ayres Machado
Simone Vassallo

Contato:
neabuerj_semprenegro@yahoo.com.br

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Manu Dibango - Soul Makossa



Balanção!!!

Novas denúncias de racismo

Situações como as citadas abaixo nos revelam como andam as coisas em nosso país. A luta contra o racismo demanda uma mudança radical na estrutura social brasileira. Enquanto acreditarmos que apenas o questionamento à casos isolados resolverá o problema estaremos nos iludindo e tornando mais distante a aurora de nossa real liberdade.

Fonte: NaoSomosRacistas
Vereador acusa vereadora de racismo





Fonte: mariafro
Brigada militar mata e manifesta todo seu racismo
Por: Adailton B. G. Ferreira (Zapata)
Entre o final do século XIX e início do século XX o médico Nina Rodrigues forneceu as bases ideológicas, no campo da Medicina Legal ou Criminal e da Antropometria, orientadoras do tratamento cruel dispensados aos africanos e seus descendentes pelas instituições jurídicas e de repressão e controle social ou de classe, promovendo dessa forma a continuidade dos maus-tratos e perseguições do período escravocrata. Segundo Nina Rodrigues, é fato a inata inferioridade cultural e moral dos negros brasileiros, bem como a degenerescência e tendência ao crime dos negros e mestiços, então, em ‘1894 publicou um ensaio no qual defendeu a tese de que deveriam existir códigos penais diferentes para raças diferentes’, entendia que os negros e mestiços de africanos ’se constituíam na causa da inferioridade do Brasil’.
Embora, aparentemente, a estruturação jurídica brasileira não tenha instituído códigos penais diferenciados como propôs Rodrigues, na prática diária do fluxo da vida cotidiana ‘a lei aqui é outra’, fala mais alto o dragão do ódio, da inveja, do medo e da hipocrisia institucional, todo mundo sabe (embora alguns bastardos não queiram admitir) que no Brasil a (in)justiça e a violência da repressão pesa sobretudo sobre os negros e as classes empobrecidas, claramente, no Rio Grande do Sul NÃO é diferente, relatarei mais um caso nojento de racismo e injúria da Brigada Militar gaúcha e como não pretendo fazer aqui tão somente um texto-denúncia nem muito menos um texto-espetáculo segue um escrito analítico e propositivo, pois atinge no peito de alguns problemas renitentes da violência vivida nesse país e sugere mais atenção no recorte racial do atual Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania do Governo Federal – Pronasci.
No último sábado, dia 22 de agosto do ano em curso, saímos para fazer um reconhecimento de campo nos bairros da cidade de São Leopoldo lugares onde o projeto Farol – Oportunidades em Ação pretende atuar no município, esse projeto é produto de convênio entre a Secretaria de Promoção da Igualdade Racial – SEPPIR da Presidência da República com o Ministério da Justiça no âmbito do Pronasci e objetiva desenvolver Ações Afirmativas acesso à bens sociais e coletivos – educação e trabalho – e contribuir para reduzir a violência e degradação sofrida pela juventude negra brasileira, com o intuito então de qualificar a elaboração do projeto da cidade, a equipe formada pela secretária de promoção da igualdade racial, a senhora Márcia Fernandes, decidiu visitar a área de intervenção para conversar com os/as jovens, terreiros de matriz africana, associações comunitárias, grupos de religiosos jovens, líderes, enfim, saber um pouco das demandas e apresentar o espaço para os técnicos envolvidos na elaboração da proposta quando fomos AGREDIDOS pela Brigada Militar – BM em diligência no local, o bairro Vicentina e arredores.
Dentro do carro estava a equipe, a própria secretária Márcia Fernandes no volante, no carona Carlos Eduardo Ferreira (Du) (convidado para nos acompanhar por ser morador do bairro, jovem negro atuante no Primeiro Encontro da Juventude Negra Gaúcha – Enjune RS em 2007, funcionário da prefeitura na Secretaria do Orçamento Participativo e mobilizador cultural e político em sua comunidade); Tiago Maia (Jovem negro, estagiário da Diretoria de Promoção da Igualdade Racial – Dimppir do município e ativista da cultura Hip Hop, acadêmico de Geografia da Universidade Luterana do Brasil/ULBRA); Emir Silva (Produtor Cultural e Técnico de Projetos convidado, expert em políticas para o povo negro e Coordenador Estadual do Movimento Negro Unificado – MNU) e, por último, eu mesmo, essa pessoa que vos escreve (Pesquisador e Técnico de Projetos convidado, expert em políticas para o povo negro e políticas de identidades, articulador do Encontro Nacional de Juventude Negra – Enjune e Coordenador do Primeiro Encontro Estadual de Juventude Negra – Enjune RS, membro do Forum de Ações Afirmativas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul).
Vale a pena salientar que a elaboração desse projeto vêm se dando em regime de trocas e qualificação com os outros municípios no âmbito do Fórum de Gestores em Políticas de Promoção da Igualdade Racial do Vale do Rio dos Sinos e Região Metropolitana de Porto Alegre, quando colaborei na definição de diretrizes por pedido e indicação de articuladores da organização da juventude negra gaúcha.
Indo ao sinistro, então, estávamos dentro do veículo saindo da vila e em direção a avenida João Correa e o carro da BM 6893 de placa JBM 2831 com quatro policiais de operações ‘especiais’ logo após passar por nós na vila voltou e nos seguiu até a avenida mandou parar o carro apontou as armas para a gente e, aos gritos, ordenou que os homens ficassem no fundo do carro com as mãos na cabeça, tentamos informar quem somos e o que fazíamos ali e os gritos dos policiais aumentavam para que ficássemos de pé e com as mãos na cabeça, os policiais falavam que erámos supeitos naquele bairro, a secretária Márcia Fernandes tentou explicar e se apresentar e mesmo depois de mostrar documento que comprova seu lugar de secretária de governo municipal teve sua bolsa toda revistada e ao seu carro de cima abaixo, com tanta agressão assim nós mostramos nossa indignação alertando para os policiais que aquilo que estavam fazendo era um ato de discriminação, preconceito pelo fato de sermos todos negros em um carro novo, aí a truculência, o despreparo e o racismo da brigada mostrou ainda mais sua face leviatã, a população da comunidade encheu a rua para assistir aos atos de humilhação dos policiais com a equipe, primeiro durante a revista com os homens, o jovem Carlos Eduardo tentou falar que estávamos em serviço para produção de projeto da prefeitura e mais uma vez não teve eco, então eu falei que isso era por puro preconceito e um policial abusou por demais de sua suposta autoridade se colando frente a minha face e disse que eu falava isso porque estava maconhando e me chamando de drogado, falei que procuraria meus direitos, logo após o Emir Silva reclama dos abusos e os policiais com topete arrogante indo embora para o carro ao ouvirem Emir dizer que são racistas, o mesmo policial que incidiu na minha face sai do carro, ad baculum, vai pra frente do Emir com tom de ameaça, perguntando o que Emir queria, o meu colega de equipe pergunta então se ele iria bater nele e reafirma que o ato era racista sim, enquanto isso os outros policiais saem também do carro com armas em mãos como se fossem usa-lás a qualquer momento!!
Foram feitas imagens e ainda essa semana estaremos diponibilizando-as para o público!!
Os moradores ficaram assistindo ao evento grotesco estarrecidos e logo após a saída da BM (que pode ser entendida como batalhão da morte!!) passaram a manifestar apoio a nós em caso de ação judicial e a relatarem as ações truculentas dessa instituição no local, coisas que todos sabemos mas não podemos falar!!
Bom, ou melhor, mau, isso foi o fato em acontecendo, vamos agora para as imagens que motivaram essa agressão da BM: primeiro, era um carro novo (um Renault/Clio RL 1.0 de cor branca) com cinco negros dentro, três adultos e dois jovens, passando por um bairro da periferia, quem dúvida que para a ‘cabeça’ dos policiais só poderia se tratar de chefes ou traficantes? Isso a crer que os policiais não conhecem os sujeitos no campo que atuam e circulam; segundo, uma mulher negra não tem como ser concebida como uma gestora de governo, isso com certeza não faz parte do imaginário da instituição policial, afinal, não adiantou nada a Márcia Fernandes se apresentar, era apenas mais uma mulher negra, para o bem da verdade, tida como mulher do chefão, ‘do dono da boca’ ‘o patrão’, só para usarmos termos êmicos, nesse caminho violento, certamente eu e os outros dois jovens éramos traficantes de baixo escalão sendo os mais jovens, o policial (des) preparado (qualificado, instruído e formado pela agência do governo do estado) disse que meus olhos estavam pequenos por que tinha fumado maconha que eu sou um drogado, esse é o ambiente único para cinco pessoas negras dentro de um carro em uma vila de pessoas humildes das classes empobrecidas, estar fora de cogitação a possibilidade de sermos uma equipe de profissionais em trabalho, em trabalho para aquela comunidade, prestando serviço para projetos do município e, justamente e por ironia trágica, atuando na redução à violência perpetrada contra a juventude negra local, no combate ao racismo portanto, fomos vítimas in loco daquilo que buscávamos sanar. O dragão uma vez mais mostrou a dor da sua face, quanto tempo mais?
O inquérito estar aberto, estamos em busca dos nossos direitos, afinal, isso aqui é um Estado-de-Direito e ninguém pode ser culpado antes que o prove (isso na poética do Direito, como disse!) , porém, o que exatamente na equipe nos torna suspeitos para sofremos abordagens e tamanha agressão e desrespeitos além do fato de sermos todos negros? Quero dizer, além do fato de carregarmos a marca de Cam, a cor púrpura de nossas peles? Qual são os elementos, nas ‘cabeças’ dos policiais, que produzem a suspeição da inocência antes que prove o contraditório jurídico?
Será que cinco brancos (alemães ou outros da mesma raça/cor) em um carro Renault/Clio 1…0 seria tomados como grupo suspeito ou como uma equipe bem vestida de profissionais sérios e experientes do quadro e em parceria de governo?
Me permitam afirmar categoricamente que NÃO, cinco ‘alemães’/brancos em um Renault/Clio 1.0 não seria tomado nas ‘cabeças’ dos policiais da BM como uma equipe ou grupo suspeito, muito menos em uma cidade de maioria descendentes de europeus, a velha questão é que nessa cidade também há povo negro de origem africana e isso muito antes da chegada dos alemães, não ao azar há uma instituição no governo municipal para promover políticas específicas para o povo negro local e para combater a cultura arraigada do racismo nas relações sociais da cidade.
Para finalizar proativamente, o que esse evento nos informa e nos reafirma é a urgência de investimento para erradicar das instituições de justiça e de segurança pública o dado inconteste do racismo institucional que vêm grassando a vida do povo negro desse país, ou seja, pelo jeito e pela forma Nina Rodrigues continua ‘bem vivo’ entre nós ou então sua ‘alma’ (esse egun) fez casa nas corporações policiais brasileiras, dados de homicídios sobre os homens negros e a cor dos presídios brasileiros sustentam sem embargo essa assertiva, isso nos mostra, só pra repetir, a urgência no âmbito do Pronasci de um Programa de Combate ao Racismo Institucional no campo do judiciário e da segurança pública, isso com urgência se desejamos por fim a tantas mortes de jovens negros e tantas humilhações sofridas por nós, povo afrobrasileiro, afrogaúcho, afroleopoldense …
Como podemos perceber, não resolve apenas tentando ressocializar jovens negros na educação nem muito menos assegurando-lhes lugar no mercado de trabalho, precisamos de um programa que eduque as instituições que se sentem no direito de matar e humilhar esses jovens, se fosse assim a equipe com as qualificações supracitadas não passaria por essa humilhação, os policiais não perguntam se são trabalhadores, são culpados antes que provem o contrário, a conhecida ‘bala perdida’ também não pergunta nada, ela mata apenas e apenas se acha em corpos de peles cor púrpura, almas e corpos de jovens negros descendentes de africanos que carregam a marca de Cam, assim, os parcos 3,3 milhões disponibilizados pelo projeto Farol – Oportunidades em Ação da Seppir/Pronasci não faz jus a uma juventude que figura na metade populacional desse país, também não honra o tamanho da dor expressa nessa gente, nesses corpos cansados de cinco séculos de violências nem corresponde aos índices de homicídios onde o jovem negro é campeão absoluto, recordista imbatível. Enquanto se gasta bilhões para ‘modernizar’ os aparelhos de repressão a juventude negra que é a vítima número um da truculência e do descaso vai ter que se contentar com um pequeno ‘cala-a-boca’ ou se não com a bala da BM de Yeda Crusius (Cruz Credo!!), vide o recente assassinato de um militante negro do MST gaúcho levado a cabo pela BM que a mando do governo tem promovido um ambiente de terrorismo no estado.
Aqui exorcizo minha raiva dessa realidade, pretendo enterrar Nina de uma vez por todas, chega de tanta dor, humilhações e perseguições a um povo que lutou muito para construir esse quiprocó civilizatório que chamamos de Brasil, é preciso mais seriedade no combate a violência, sei que corpos mortos não votam, mas os corpos a morrer sim, ainda podem votar, é imperioso mais atenção com a segurança pública não com os aparelhos de repressão, é necessário de fato promover a vida e não a morte, mais atenção no recorte de raça nessa suposta nova propaganda de nova política de nova segurança pública no país, assim, para que então garantir educação e trabalho para a juventude negra se ainda assim ele e ela vai morrer nas mãos de policiais como aqueles que nos agrediram na cidade tida ‘como o berço da colonização alemã no estado’? Para que nos qualificarmos se ainda continuaremos sendo ‘bichos’ em alvo de uma caçada virulenta das corporações policiais? Para que então tanta formação em cidadania para os jovens negros se mesmo assim continuaremos carregando a marca de Cam?
Muita atenção meu povo, o barco segue seu rumo!!

O vexame de Mônica Waldvogel - O que está acontecendo na Globo News?

Fontes: AgenciaCartaMaior e LuisNassif

Reproduzimos aqui a situação constrangedora em que ficou a jornalista Mônica Waldvogel ao entrevistar em seu programa "Entre Aspas" o ex-secretário da Receita Federal Everardo Maciel, o advogado tributarista Paulo Sigaud e o presidente do Sindicato dos Analistas-Tributários Paulo Antenor. Todos os convidados desmentiram as afirmações de Waldvogen, e denunciaram os factóides criados pela grande mídia, em favor da ex-secretária Lina Vieira.

Ação Afirmativa em Debate



AÇÃO AFIRMATIVA EM DEBATE

Com os debatedores:

Coordenador da CEPPIR-RJ Carlos Alberto Medeiros e o

Professor da UERJ Dr. José Roberto Pinto de Góes






Venha participar

Dia 30 de agosto de 2009, domingo, às 17 horas

ASA - Associação Scholem Aleichem de Cultura e Recreação

Rua São Clemente, 155 - Sala de vídeo

ENTRADA FRANCA

Madame Satã

Cine Negro Sankofa apresenta: O Sol

O Cine Negro Sankofa apresenta:

"O SOL" (Soleil Ô)
120 min.


Um mauritanense encanta-se com a possibilidade de trabalhar em Paris na esperança de obter uma vida melhor. Contudo "la douce et belle France" esconde duras relações de trabalho e racismo. A narrativa do filme se passa na França do final dos anos de 1960 a partir da perspectiva dos africanos imigrantes.

Dia 16 de setembro de 2009, às 18:45 h. no 9º andar Auditório 91 da UERJ.

Evento gratuito.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

MST: Só a luta faz valer

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Neste mês de agosto, o Acampamento Nacional pela Reforma Agrária em Brasília e as mobilizações realizadas pelo MST e pelos movimentos da Via Campesina em todo o país garantiram importantes conquistas para a classe trabalhadora e recolocaram a Reforma Agrária na pauta do governo e no conjunto da sociedade.

Na capital federal, mais de 3 mil trabalhadoras e trabalhadores rurais, com representação dos 23 estados em que o MST está organizado, além do Distrito Federal, reuniram-se em um grande Acampamento entre os dias 10 e 19. Em outras 23 unidades da federação, foram realizados atos, marchas e ocupações de prédios do Incra e de representações do Ministério da Fazenda para exigir do governo uma política econômica que priorize, através de investimentos na Reforma Agrária, a geração de empregos e a soberania nacional.

As nossas ações foram bem-sucedidas e na primeira semana de mobilizações levaram o governo a dar início a uma série de reuniões de trabalho com os movimentos. Na última terça (18/8), foram anunciadas medidas consideradas vitoriosas diante do quadro de lentidão da Reforma Agrária, do avanço do agronegócio sobre o campo brasileiro e da crise econômica mundial: a atualização dos índices de produtividade, o descontingenciamento do orçamento para a obtenção de terras e a desapropriação da Fazenda Nova Alegria, em Felisburgo (MG).

A portaria de atualização dos índices de produtividade, reivindicada há décadas pelos movimentos do campo, será publicada no início de setembro. Com isso, o Incra poderá desapropriar propriedades improdutivas, que não estavam disponíveis para Reforma Agrária, porque eram utilizados parâmetros de 30 anos atrás. A medida representa uma derrota dos setores do agronegócio, que tanto tentaram travá-la.

Os ministérios da área econômica liberaram o orçamento previsto para a aquisição de terras pelo Incra, que estava contingenciado em R$ 338 milhões.

Cerca de 1.180 hectares da Fazenda Nova Alegria, localizada no norte de Minas Gerais, serão desapropriados para o assentamento de 50 famílias que foram vítimas do Massacre de Felisburgo, no qual morreram cinco trabalhadores rurais em 20 de novembro de 2004.

No âmbito da educação, foi garantida a construção imediata de 280 escolas em assentamentos do MST.

Acampamos, marchamos, nos mobilizamos e debatemos em âmbito nacional nossa proposta de Reforma Agrária Popular como projeto de desenvolvimento para o país. Foi a nossa jornada de lutas que arrancou compromissos históricos do governo e que estavam sendo descumpridos, dos quais nunca nos esquecemos e jamais deixamos de cobrar.

A pauta de desenvolvimento dos assentamentos e a situação das 90 mil famílias acampadas ainda permanece sem solução, mas ainda estão sendo discutidas e negociadas com o governo. O atendimento de parte de nossa pauta, contudo, ainda é insuficiente para solucionar as necessidades dos trabalhadores rurais acampados e assentados. Dessa forma, seguiremos em estado de alerta e mobilização. Se os acordos não forem cumpridos ou as pautas pendentes não avançarem, voltaremos às ruas.

É assim que a jornada nacional de lutas de agosto de 2009 entra para a história das lutas populares: reafirmando que sem o povo na rua não há Reforma Agrária. Sem o povo na rua, não há conquistas para os trabalhadores.

Coordenação Nacional do MST

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Entidades negras se reúnem para convocar manifestação

Fonte: Afropress

Este fato ocorrido em São Paulo é uma mostra clara e inequívoca de como o racismo está presente em nosso país e da necessidade de desenvolvermos ações mais contundentes contra a segregação racial a que os setores mais pobres da população negra estão submetidos. Devemos aprofundar esta discussão e não ficar apenas naquelas situações em que a evidência do racismo é mais nítida e óbvia. Na minha opinião o racismo não se manifesta apenas nestas situações extremadas, mas também em outros momentos onde as condições de desigualdade social também estão presentes.
Neste sentido, também considero racismo as condições de habitação em que vivem a imensa maioria da população negra.
Também considero racismo, o péssimo atendimento prestado pelo Estado nos postos de sáude nas periferias deste país.
Também considero racismo a situação do sistema de transportes público que faz a população negra e mais pobre passar horas de seu dia presa em um ônibus, metrô ou trem, longos períodos que poderiam ser aproveitados para o convívio familiar, descanso ou lazer.
Também considero racismo o salário mínimo de fome pago à população negra, e que a situa nos porões da sociedade, isto quando se consegue um emprego no mercado formal de trabalho.
Também considero racismo as condições da educação em nosso país com professores desestimulados pelos baixos salários e estressante carga horária e salas entupidas de alunos.
Também considero racismo a falta de uma reforma agrária e urbana que faça da propriedade fundiária um instrumento de transformação social.
Também considero racismo o trato dado comumente pelas autoridades judiciárias à população pobre e negra.

Enfim, poderíamos ficar desfiando aqui dezenas de circunstâncias onde o racismo está presente, embora para muitos não tão evidente, no entanto não consigo deixar de pensar que a solidariedade das massas negras e pobres ao movimento negro e aos movimentos sociais só se dará se ampliarmos o sistema de alianças para mais setores da sociedade. Não devemos e não podemos ficar indignados apenas porque um homem negro foi espancado à porta de um supermercado, quando sabemos que tantos outros estão nas prisões padecendo sofrimentos ainda piores e milhares de jovens negros morrem anualmente atingidos por armas de fogo.
O racismo tem um caráter muito mais profundo em nossas relações. Ele, em verdade, se constitui numa das principais justificativas e motores para a manutenção e continuidade das desigualdades raciais e sociais deste país.
Assim, espero que este ato público possa ser o início de um tempo onde as ações sejam mais concernentes com a nossa realidade racial e social, que lembremos do vigilante Januário Alves de Santana, mas que não esqueçamos dos Josés e Joões massacrados nas favelas, periferias e mocambos deste país racista, cruel e desigual.

Fonte: Afropress

S. Paulo - Cinquenta entidades do Movimento Negro de S. Paulo se reúnem nesta terça-feira (25/08), às 18h, na sede do Coletivo de Empresários e Empreendedores Afro-Brasileiros (CEABRA), na Av. S. João, para marcar a data de um grande ato em protesto à violência racista que atingiu o funcionário da USP e técnico em eletrônica, Januário Alves de Santana, espancado barbaramente por seguranças, em um quartinho do Carrefour de Osasco, suspeito de roubar o próprio carro.
Veja a matéria do SBT
http://www.afropress.com/tvAfropressVer.asp?idMovie=67

O ato deverá ser realizado em frente à sede do Carrefour, no bairro do Morumbi, zona sul de S. Paulo. Segundo Julião Vieira, coordenador de Educação e Formação Política da União de Negros pela Igualdade – entidade que reúne ativistas próximos ou ligados ao PC do B – a idéia é fazer uma grande manifestação unitária – independente de partidos - para expressar o repúdio, não apenas da população negra, mas da sociedade, aos repetidos atos de violência e desrespeito aos direitos humanos que vem sendo praticados por seguranças do hipermercado.


Um repúdio à violência

Para tentar amenizar o desgaste sofrido com o Caso Januário, a empresa anunciou na semana passada a exoneração da gerência de Osasco e o rompimento do contrato com a empresa de Segurança - a Nacional de Segurança Ltda.

Na reunião desta terça, também participarão representantes da CONEN, Coordenação Nacional de Entidades Negras – composta por ativistas ligados ou próximos ao PT – do Círculo Palmarino, formado por ativistas do PSOL e lideranças independentes, não necessariamente ligadas a partidos.

Também deverão estar presentes representantes dos deputados José e Vicente Cândido, respectivamente, responsável pelo SOS Racismo da Assembléia Legislativa e coordenador da Frente Parlamentar pela Igualdade Racial de S. Paulo. No sábado, ativistas da Frente 3 de Fevereiro fizeram protesto em frente a loja do hipermercado, em Osasco.

Segundo Julião, a proposta é combinar a realização de um grande ato em S. Paulo, com um dia de manifestações em todo o país. “Vamos propor as entidades nacionais que, em determinado dia a ser marcado, em todo o país, os negros convoquem a população para protestos em frente a lojas desse hipermercado”, afirmou.

Audiência Pública

Também na Câmara Municipal de S. Paulo, o vereador Jamil Murad, do PC do B, apresentará uma moção de repúdio na sessão desta terça-feira, pela violência praticada por seguranças contra Januário Alves de Santana.

Jamil deverá propor a Comissão de Direitos Humanos da Câmara a realização de uma Audiência Pública, em que deverão ser convidados, o presidente da Rede Carrefour no Brasil, o Grupo Especial de Inclusão Social, do Ministério Público de S. Paulo, o próprio Santana, a Comissão de Direitos Humanos da Cidade de S. Paulo.

Depoimento

Por outro lado, o depoimento inicialmente previsto para esta terça-feira, às 15h, no 9º DP de Osasco, foi adiado. Os advogados Dojival Vieira e Silvio Luiz de Almeida optaram por fazer a representação por escrito e anunciaram que, apesar de está bastante fragilizado e ainda com fortes dores no rosto, Santana está à disposição da delegada Rosângela Máximo da Silva, que preside o inquérito.

Eles o orientaram a buscar atendimento médico e psicológico por causa das dores no rosto - a parte mais atingida na sessão de espancamentos em que teve a prótese dentária arracanda a socos - e também porque não tem conseguido dormir. “Ele permanece em claro à noite e tem pesadelos”, contou a mulher Maria dos Remédios.

Numa entrevista ontem ao vivo, no Programa Manhã Maior, da Rede TV, Santana contou que, tem passado às noites em claro e perdeu peso.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Documentário: O que a mídia não gosta de falar - Orwell Se Revira No Seu Túmulo

O realizador Robert Kane Pappas investiga o que a mídia não gosta de falar: Sobre si. Reconstituindo meticulosamente o processo pelo qual a imprensa têm distorcido e frequentemente negado acontecimentos noticiosos reais, Pappas apresenta uma eloqüente e fascinante mistura de profissionais da mídia e de orientadoras vozes intelectuais na imprensa.

ORWELL ROLLS IN HIS GRAVE fornece um fórum para idéias que nunca irão ser ouvidas na imprensa. Danny Schecter da Globalvision: “F alsamente pensamos no nosso país como sendo uma democracia quando esta evoluiu para uma "midiacracia", onde a imprensa que supostamente deveriam controlar os abusos políticos fazem parte do abuso politico.”

O professor de jornalismo da Universidade de Nova York diz: “Estas entidades comerciais rivalizam atualmente com o governo pelo controle sobre as nossas vidas. Não são um contrapeso saudável para o governo. Goebbels afirmou que o que se deseja num sistema de mídia – estamos a falar no sistema nazi de mídia - é apresentar uma ostensiva diversidade que oculta uma real uniformidade.”

(**) Eric Arthur Blair (Motihari, 25 de junho de 1903[1][2] - Londres, 21 de janeiro de 1950) foi um jornalista, ensaísta e romancista britânico, que escreveu sob o pseudônimo George Orwell.

Sua escrita é marcada por descrições concisas de eventos e condições sociais e o desprezo por todos os tipos de autoridade. É mais conhecido por suas duas obras maiores, Nineteen Eighty-Four, crítica ao autoritarismo, e Animal Farm, uma sátira ao stalinismo.



Material enviado por Vânia Narciso

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Minnie Riperton - Loving You



Voz fantástica!!!

Dia da Cultura Livre em Belo Horizonte


Stands de projetos da Letras relacionados à cultura livre:
- Texto Livre
- Português Livre
- Espanhol Livre
- Italiano Livre
- Taba
- A Tela e o Texto

Exibição do filme "Hackers 3: Ameaça Virtual", da palestra do Lula no 10.o FISL, da videoconferência (real time) da SUN sobre software livre, da palestra do Rubens Queiroz sobre cultura livre e de vários vídeos sobre o assunto.

Apresentações de dança livre às 12 e às 17h.

Postagem original: http://under-linux.org/b1212-dia-da-cultura-livre-na-ufmg

Wagner Tiso no Centro Cultural Cartola

Centro Cultural Octávio Brandão apresenta ...

CENTRO CULTURAL OCTAVIO BRANDÃO
CICLO DE PALESTRAS 2009
DIREITO DE CLASSE E REVOLUÇÃO SOCIALISTA
Com o advogado Aderson Bussinger Carvalho comentando os textos de Piotr Stutchka, primeiro Comissário do Povo para a Justiça da então União Soviética.
15/08 - SÁBADO - 16 HORAS
CCOB: Rua Miguel Ângelo, 120, esquina com Domingos Malhagães, próximo ao Metrô de Maria da Graça.

Instalando o KDE 4.3 no Fedora 11

O KDE 4.3 está estável e com vários bugs resolvidos e que estavam presentes no KDE 4.2. Em função disto estamos disponibilizando o tutorial que usei para fazer esta atualização. Caso você queira conhecer o post original, vá até o link: http://forums.fedoraforum.org/showpost.php?p=1252551&postcount=52. Bem vamos ao tuto:

1) Primeiro edite o arquivo "/etc/yum.repos.d/", com o comando sudo nano /etc/yum.repos.d/kde.repo;

2) Depois copie e cole o código abaixo:
Code:
# kde.repo, v2.1

[kde]
name=kde
mirrorlist=http://apt.kde-redhat.org/apt/kde-redhat/fedora/mirrors-stable
gpgkey=http://apt.kde-redhat.org/apt/kde-redhat/kde-redhat.RPM-GPG-KEY
#gpgkey=file:///etc/pki/rpm-gpg/RPM-GPG-KEY-kde-redhat
enabled=1

[kde-testing]
name=kde-testing
mirrorlist=http://apt.kde-redhat.org/apt/kde-redhat/fedora/mirrors-testing
gpgkey=http://apt.kde-redhat.org/apt/kde-redhat/kde-redhat.RPM-GPG-KEY
#gpgkey=file:///etc/pki/rpm-gpg/RPM-GPG-KEY-kde-redhat
enabled=1

[kde-unstable]
name=kde-unstable
mirrorlist=http://apt.kde-redhat.org/apt/kde-redhat/fedora/mirrors-unstable
gpgkey=http://apt.kde-redhat.org/apt/kde-redhat/kde-redhat.RPM-GPG-KEY
#gpgkey=file:///etc/pki/rpm-gpg/RPM-GPG-KEY-kde-redhat
enabled=0
3) Depois dê o comando "sudo yum update", um reboot e lá já estará instalado o KDE 4.3.

sábado, 1 de agosto de 2009

OAB representa no MP contra pastor evangélico por intolerância religiosa

E multiplicam-se as ações do Ministério Público contra a intolerância religiosa. Agora em Maceió.

Link original: PrimeiraEdicao

O presidente da Comissão de Defesa das Minorias da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Seccional Alagoas, Alberto Jorge, vai apresentar, na manhã de hoje, às 9h, representação criminal junto ao Ministério Público Estadual (MPE), para solicitar instauração de inquérito civil público para investigar supostos atos de intolerância religiosa praticados por um pastor evangélico, que não teve o nome identificado, e o seu fiel José Torres Ferreira de Oliveira Filho.

Os dois religiosos teriam invadido e depredado um templo umbandista, que fica em Massagueira, no município de Marechal Deodoro.

A denúncia foi formulada, junto ao presidente da Comissão de Defesa das Minorias da OAB/AL, Alberto Jorge, pela proprietária do terreiro de candomblé, Maria José Alves Vital.

Segundo a denúncia feita por Maria José, no início de maio, José Ferreira acompanhado do pastor invadiu o espaço religioso e depredou todas as imagens dos orixás que estavam no local.

Ainda de acordo com a denúncia, José Ferreira só não ateou fogo no local porque houve a intervenção de outras pessoas que o impediram de continuar a destruição.

“José Ferreira, estava acompanhado de um pastor da Igreja Internacional da Esperança, de posse de uma pá e um pé de cabra e invadiram, destruindo o templo religioso”, disse Maria José.

Alberto Jorge disse que o pastor e José Ferreira praticaram o crime contra a liberdade de culto religioso.

O presidente da Comissão de Defesa das Minorias afirmou que irá hoje protocolar a ação no MPE contra os dois religiosos e promete fazer uma manifestação juntamente com representantes do movimento negro do Estado e integrantes da religiosidade de matriz africana.

Presidente do STF nega pedido do DEM e mantém as cotas

Parece que o bom senso prevaleceu, sem falar que esta é uma decisão importante, pois se coloca como um precedente jurídico para futuras sentenças.
Aqui no Rio de Janeiro, temos a ação contra o sistema de cotas da UERJ (Universidade Estadual do Rio de Janeiro), a primeira universidade pública a aplicar esta proposta reparatória, ajuizada pelo deputado estadual Flávio Bolsonaro, que chegou a ameaçar a realização do vestibular deste ano. Sem dúvida a decisão do Supremo Tribunal Federal reforça a luta de todos nós que acreditamos na construção de uma sociedade brasileira mais justa e melhor.


Link original: AgênciaBrasil

De Marco Antonio Soalheiro/Agência Brasil e das Agências

Brasília
- O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Gilmar Mendes (foto), negou nesta sexta-feira (31/07) o pedido de liminar do Democratas (DEM) na Ação de Arguição de Descumprimento de Preceito Constitucional, em que o Partido pede a suspensão do sistema de Cotas para negros e indígenas adotado pela Universidade de Brasília (UnB).

"Embora a importância dos temas em debate mereça a apreciação célere desta Suprema Corte, neste momento não há urgência a justificar a concessão da medida liminar", afirmou Mendes, ao justificar a negativa a pretensão do DEM.

Com a decisão, a matrícula que de jovens negros aprovados pelo sistema de cotas corria risco, poderá continuar normalmente.

"A interposição da presente arguição ocorreu após a divulgação do resultado final do vestibular 2009/2, quando já [estavam] encerrados os trabalhos da comissão avaliadora do sistema de cotas. Assim, por ora, não vislumbro qualquer razão para a medida cautelar de suspensão do registro (matrícula) dos alunos que foram aprovados no último vestibular da UnB ou para qualquer interferência no andamento dos trabalhos na universidade ", acrescentou o presidente do Supremo Tribunal Federal.

Na ação ajuizada no último dia 21, os advogados do DEM alegavam que o sistema de cotas raciais da UnB viola diversos preceitos fundamentais fixados pela Constituição de 1988, como a dignidade da pessoa humana, o preconceito de cor e a discriminação, supostamente afetando o próprio combate ao racismo.

Derrota dos contra

Na véspera, o Advogado Geral da União, José Antonio Dias Tofolli, e o Procurador Geral da República, Roberto Gurgel, haviam manifestado posição contrária a Ação do DEM e favorável as políticas de ação afirmativa e cotas para negros.

O Procurador ressaltou que a própria Constituição Federal consagrou expressamente as políticas de ação afirmativa "em favor de segmentos sociais em situação de maior vulnerabilidade" .

Gurgel citou em seu parecer que 35 instituições públicas de ensino superior no Brasil adotam políticas de ação afirmativa para negros, das quais 32 preveem mecanismo de cotas e outras três adotam sistema de pontuação adicional para negros.

Segundo o Procurador, a eventual concessão do pedido do DEM pelo STF "atingiria um amplo universo de estudantes negros, em sua maioria carentes, privando-os do acesso à universidade" .

O parecer enviado pela AGU defendeu a política de cotas como uma obrigação do Estado brasileiro, respaldada na Constituição e fundamental para a redução das desigualdades no país.

Colaboração do companheiro Silvany Euclênio Silva

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