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sábado, 20 de novembro de 2010

Para meus alunos, Lélia Gonzalez

Fonte: http://blog.consciencianegra.com.br/





Prezado leitor, no mês da Consciência Negra, o site CultNe disponibiliza uma série de vídeos e reportangens sobre os nossos heróis e heroínas contemporâneos. Vale a pena conferir!

No Mês da Consciência da Negra, o CULTNE presenta uma entrevista de Lélia Gonzales, uma das militantes mais importante do Movimento Negro Brasileiro.

Nasceu mineira, de BH, para tornar-se cidadã do mundo. Sua trajetória é marcada pela busca do conhecimento. Conhecimento para a compreensão do mundo e da inserção do negro aí. Por isso não tinha paciência com a acomodação. Suas palestras nos vários estados e muitos países eram aclamadas pela desenvoltura no tratamento das questões.

Não deixou filhos, mas depositou nos milhares de alunos que teve em 30 anos de profissão o gene do conhecimento, garra e capacidade de luta.
Já menina recebeu estímulos da escola primária para a reflexão: “vocês podem imaginar como eu me sentia na aula de história quando a professora dizia que o negro era servil e o índio indolente! Logo eu, filha de pai negro e mãe índia!” Foi na direção do não conformismo que graduou-se em História e em Filosofia. Os estudos de pós-graduação que buscou iam na direção da Comunicação, Antropologia, Sociologia, além de explorar a Psicanálise, dentre outros, cujos conceitos dominava com a devida propriedade. Com a mesma dedicação, estudou os autores africanos, principalmente os que refletiam sobre a dominação de seus países.

Todo esse conhecimento foi trazido para a reflexão sobre a realidade do negro brasileiro, principalmente para a mulher negra. Lugar de Negro (editora Marco Zero) identifica uma reflexão nova sobre a questão. Seus manuscritos guardam toda uma preocupação com a última tese que desenvolveu: a da amefricanidade. Identificava a diferença da fala brasileira e da fala portuguesa, principalmente pela contribuição plural dos negros: “no Brasil, falamos o pretuguês, minha gente.”

Ajudou a fundar o Movimento Negro Unificado (MNU) em nível nacional, o Instituto de Pesquisa das Culturas Negras (IPCN) e o Nzinga – Coletivo de Mulheres Negras, no Rio.

ASSISTIR ENTREVISTA

Fonte: www.leliagonzalez.org.br/http://www.cultne.com.br/noticias/?p=141

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