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domingo, 19 de dezembro de 2010

Arrependimento tardio - A respeito do tucano contrito

O que devemos fazer com um cara como este, que quando foi ministro da Reforma do Estado no governo FHC, massacrou de todas as formas possíveis os servidores públicos federais? Em um  caso como este podemos defender a pena de morte para o sujeito, em função das desgraças e infortúnios causados à vida de tantos trabalhadores? PDVs, suicídios, mortes, assasinatos, insegurança, violência, sindrome do pânico e tantos outros males proporcionados pelos bárbaros, crentes neoliberais. fanáticos pelo mercado. Sinceramente, o que fazer com eles? Foram anos de cantilena ideológica em nossas mentes, enfim em todos os nossos sentidos. Será que dá para perdoar?  Dá para simplesmente chegar agora e admitir seu erro, depois de tanta desgraça na vida de pessoas, em escala planetária?

Contabilizar as vidas destruídas por monstros "racionais", que asseveravam a irracionalidade do Estado. Detratores e desmolidores do Estado, vendilhões do Templo, camaleões do Capital, como xingá-los? Se é que há palavras para insultá-los. O silêncio dos intelectuais à favor do neoliberalismo já foi por muitos exortado, mas dói muito mais o arrependimento tardio, afinal muito se perdeu no óleo velho e cruel do capital. Suas vítimas choram por tantas mortes, sofrimentos e desilusões. A barbárie tem seus desdobramentos, que não se dissolve com a simples constatação. Ele está nas ruas, roto, esfarrapado, por um lado, e bem vestido nos carros mais modernos, por outro, de toda forma, ele está  armado de ódio até os dentes, pronto para atirar, por qualquer motivo, basta que lhe dêem um motivo. Pode ser desde uma simples ultrapassagem no trânsito ou até uma disputa por uma bola perdida em um campo de várzea perdido no horizonte. Tudo é motivo para uma guerra, para uma batalha, para uma briga. No auge dos tempos neoliberais, um presidente do Banco Central disse: "Só os mais fortes sobreviverão."

E quem são os mais fortes? Quem são aqueles que, com a faca em suas bocas atacam a quem lhe oferecer, na sua concepção, algum perigo? Agora, sem nenhuma surpresa, são nossos filhos, netos, sobrinhos, enfim nossos entes queridos. Espelhos inconscientes do neoliberalismo.
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