Blog comprometido com as mais diversas lutas sociais do planeta, particularmente, o que diz respeito a luta pelo socialismo, a ampliação do uso dos software livre Gnu/Linux na busca pela expansão de nossa inteligência coletiva e da cultura livre, além da batalha pela melhoria das condições de vida da população brasileira, sobretudo, do povo negro.

terça-feira, 11 de maio de 2010

Caminhada 13 de maio - CUT/RJ

CAMINHADA 13 DE MAIO
O circuito iniciará com um ato político na Pedra do Sal e seguirá até o IPN (Instituto Pretos Novos) onde será oferecido aos participantes um caldo de feijão.

Início às 18h30
Rua Barão de Tefé, esquina com Rua Camerino, até o Instituto Pretos Novos - Rua Pedro Ernesto/Gamboa. Ao final será servido um caldo de feijão no IPN

ROTEIRO
1. CAMERINO - 2. BR de SÃO FELIX; 3. LADEIRA DO LIVRAMENTO (Casa de Machado de
Assis); 4. Rua SACADURA CABRAL/ Rua do PROPÓSITO e Rua PEDRO ERNESTO (Instituto
Pretos Novos - IPN).

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Companheiras e Companheiros,

Convocamos a todos e todas para um ato da CUTRJ por ocasião do dia 13 de maio.

Neste ato chamaremos mais uma vez atenção à inconclusão do processo abolicionista e com isso denunciamos a neo escravidão a qual a população negra tem sido submetida nestes 122 anos seguidos à lei áurea.

Destacaremos na pauta deste debate: o trabalho escravo; o trabalho infantil e entre outras demandas, a violência que assola e mata a população negra, em particular nossa juventude negra.

Renovaremos nossas bandeiras de lutas:
Pela titulaçào das terras quilombolas;
Pela reserve de vagas para negros e negras nas universidades públicas.

Nós Negros e Negras resistimos desde que o(a) primeiro(a) africano(a) chegou ao Brasil para ser escravizado. Resistiremos combatendo sempre aos sistemas e estruturas perversas que aprofundam as desigualdades raciais.

A CUTRJ fortalece a luta pela igualdade racial e pelo combate ao racismo! Juntos SOMOS FORTES - SOMOS CUT

Glorya Ramos
Secretária de Igualdade Racial e de Combate ao Racismo da CUTRJ
Darby Igayara
Presidente da CUTRJ


Este evento reunirá militantes em torno da questão do Neo Escravismo que se desenha para a população negra e pobre. O trabalho infantil também será marcado nesta manifestação que consistirá numa caminhada noturna na região da Saúde, Gamboa, mais precisamente da Pedra do Sal até a Rua Pedro Ernesto, por uma região que recebeu mais de 470 mil escravos e constituiu-se num grande cemitério de pretos novos que aportavam no Rio de Janeiro.

A atividade será no dia 13 de maio, com concentração às 18h30, inicio da caminhada (saída) às 19h30 e chegada ao IPN por volta de 20h30. Está previsto um público alvo em torno de 150 pessoas.

HAVERÁ UM ATO POLÍTICO NO INÍCIO E NO FINAL DA CAMINHADA

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Associação Brasileira de Antropologia responde a ' Veja'

JC e-mail 4003, de 05 de Maio de 2010.
http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=70689

Revista semanal publicou reportagem intitulada "A farra da antropologia oportunista" na edição de 5 de maio

A ABA divulgou duas notas a respeito da reportagem publicada por "Veja". A revista é acusada de manipular declarações, desrespeitar indígenas e usar dados inverídicos. Leia abaixo, na íntegra, as notas, assinadas pela Diretoria da ABA e por João Pacheco de Oliveira, coordenador da Comissão de Assuntos Indígenas (CAI) da entidade:

"Nota da Diretoria da ABA sobre matéria publicada pela revista 'Veja' (Veja ano 43 nº 18, de 05/05/2010)

Frente à publicação de matéria intitulada 'A farra da antropologia oportunista' (Veja ano 43 nº 18, de 05/05/2010), a diretoria da Associação Brasileira de Antropologia (ABA), em nome de seus associados, clama pelo exercício de jornalismo responsável, exigindo respeito à atuação profissional do quadro de antropólogos disponível no Brasil, formados pelos mais rigorosos cânones científicos e regidos por estritas diretrizes éticas, teóricas, epistemológicas e metodológicas, reconhecidas internacionalmente e avaliadas por pares da mais elevada estatura cientifica, bem como por autoridades de áreas afins.

A ABA reserva-se ao direito de exigir dos editores da revista semanal 'Veja' que publique matéria em desagravo pelo desrespeito generalizado aos profissionais e acadêmicos da área."

"Nota da Comissão de Assuntos Indígenas-CAI/ABA

A reportagem divulgada pelo último número da revista 'Veja', provocativamente intitulada "Farra da Antropologia oportunista", acarretou uma ampla e profunda indignação entre os antropólogos, especialmente aqueles que pesquisam e trabalham com temas relacionados aos povos indígenas. Dados quantitativos inteiramente equivocados e fantasiosos (como o de que menos de 10% das terras estariam livres para usos econômicos, pois 90% estariam em mãos de indígenas, quilombolas e unidades ambientais!!!) conjugam-se à sistemática deformação da atuação dos antropólogos em processos administrativos e jurídicos relativos a definição de terras indígenas.

Afirmações como a de que laudos e perícias seriam encomendados pela Funai [Fundação Nacional do Índio] a antropólogos das ONGs e pagos em função do número de indígenas e terras "identificadas" (!) são obviamente falsas e irresponsáveis. As perícias são contratações realizadas pelos juízes visando subsidiar técnica e cientificamente os casos em exame, como quaisquer outras perícias usuais em procedimentos legais. Para isto o juiz seleciona currículos e se apóia na experiência da PGR e em consultas a ABA para a indicação de profissionais habilitados. Quando a Funai seleciona antropólogos para trabalhos antropológicos o faz seguindo os procedimentos e cautelas da administração pública. Os profissionais que realizam tais tarefas foram todos formados e treinados nas universidades e programas de pós-graduação existentes no país, como parte integrante do sistema brasileiro de ciência e tecnologia. A imagem que a reportagem tenta criar da política indigenista como uma verdadeira terra de ninguém, ao sabor do arbítrio e das negociatas, é um absurdo completo e tem apenas por finalidade deslegitimar o direito de coletividades anteriormente subalternizadas e marginalizadas.

Não há qualquer esforço em ser analítico, em ouvir os argumentos dos que ali foram violentamente criticados e ridicularizados. A maneira insultuosa com que são referidas diversas lideranças indígenas e quilombolas, bem como truncadas as suas declarações, também surpreende e causa revolta. Subtítulos como "os novos canibais", "macumbeiros de cocar", "teatrinho na praia", "made in Paraguai", "os carambolas", explicitam o desprezo e o preconceito com que foram tratadas tais pessoas. Enquanto nas criticas aos antropólogos raramente são mencionados nomes (possivelmente para não gerar demandas por direito de resposta), para os indígenas o tratamento ultrajante é na maioria das vezes individualizado e a pessoa agredida abertamente identificada. Algumas vezes até isto vem acompanhado de foto.

A linguagem utilizada é unicamente acusatória, servindo-se extensamente da chacota, da difamação e do desrespeito. As diversas situações abordadas foram tratadas com extrema superficialidade, as descrições de fatos assim como a colocação de adjetivos ocorreram sempre de modo totalmente genérico e descontextualizado, sem qualquer indicação de fontes. Um dos antropólogos citado como supostamente endossando o ponto de vista dos autores da reportagem afirmou taxativamente que não concorda e jamais disse o que a revista lhe atribuiu, considerando a matéria "repugnante". O outro, que foi presidente da Funai por 4 anos, critica duramente a matéria e destaca igualmente que a citação dele feita corresponde a "uma frase impronunciada" e de "sentido desvirtuante" de sua própria visão. Como comenta ironicamente o jornalista Luciano Martins Costa, na edição de 03-05-2010 do Observatório da Imprensa, "Veja acaba de inventar a reserva de frases manipuladas".

A agressão sofrida pelos antropólogos não é de maneira alguma nova nem os personagens envolvidos são desconhecidos. Um breve sobrevoo dos últimos anos evidencia isto. O antropólogo Stephen Baines em 2006 concedeu uma longa entrevista a Veja sobre os índios Waimiri-Atroari, população sobre a qual escrevera anos antes sua tese de doutoramento. A matéria não saiu, mas poucos meses depois, uma reportagem intitulada "Os Falsos Índios", publicada em 29 de março de 2006, defendendo claramente os interesses das grandes mineradoras e empresas hidroelétricas em terras indígenas, inverteu de maneira grosseira as declarações do antropólogo (pg. 87). Apesar dos insistentes pedidos do antropólogo para retificação, sua carta de esclarecimento jamais foi publicada pela revista. O autor da entrevista não publicada e da reportagem era o Sr. Leonardo Coutinho, um dos autores da matéria divulgada na última semana pelo mesmo meio de comunicação.

Em 14-03-2007, na edição 1999, entre as pgs. 56 e 58, uma nova invectiva contra os indígenas foi realizada pela Veja, agora visando o povo Guarani e tendo como título "Made in Paraguai - A FUNAI tenta demarcar área de Santa Catarina para índios paraguaios, enquanto os do Brasil morrem de fome". O autor era José Edward, parceiro de Leonardo Coutinho, na matéria citada no parágrafo anterior. Curiosamente um subtítulo foi repetido na matéria da semana passada - "Made In Paraguay". O então presidente da ABA, Luis Roberto Cardoso de Oliveira, solicitou o direito de resposta e encaminhou um texto à revista, que nem sequer lhe respondeu.

Poucos meses depois a revista Veja, em sua edição 2021, voltou à carga com grande sensacionalismo. A matéria de 15-08-2007 era intitulada "Crimes na Floresta - Muitas tribos brasileiras ainda matam crianças e a FUNAI nada faz para impedir o infanticídio" (pgs. 104-106). O subtítulo diz explicitamente que o infanticídio não teria sido abandonado pelos indígenas em razão do "apoio de antropólogos e a tolerância da FUNAI." A matéria novamente foi assinada pelo mesmo Leonardo Coutinho. Novamente o protesto da ABA foi ignorado pela revista e pode circular apenas através do site da entidade.

Em suma, jornalismo opinativo não pode significar um exercício impune da mentira nem práticas sistemáticas de detratação sem admissão de di reito de resposta. O mérito de uma opinião decorre de informação qualificada, de isenção e equilíbrio. Ao menos no que concerne aos indígenas as matérias elaboradas pela Veja, apenas requentam informações velhas, descontextualizadas e superficiais, assumindo as características de uma campanha, orquestrada sempre pelos mesmos figurantes, que procuram pela reiteração inculcar posturas preconceituosas na opinião pública.

No acima citado comentário do Observatório da Imprensa o jornalista Luciano Martins Costa aprendeu muito bem e expôs sinteticamente o argumento central da revista no que concerne a assuntos indígenas: "A revista afirma que existe uma organização altamente articulada que se dedica a congelar grandes fatias do território nacional, formada por organizações não governamentais e apoiada por antropólogos. Essa suposta "indústria da demarcação" seria a grande ameaça ao futuro do Brasil." Este é o argumento constante que reúne não só a matéria da semana passada, ma s as intervenções anteriores da revista sobre o tema. Os elos de continuidade fazem lembrar uma verdadeira campanha.

Numa análise minuciosa desta revista, realizada em seu site, o jornalista Luis Nassif fala de uma perigosa proximidade entre lobistas e repórteres nas revistas classificadas como do estilo "neocon". A presença de "reporteres de dossier" é uma outra característica deste tipo de revista. À luz destes comentários caberia atentar para a lista de situações onde a condição de indígenas é sistematicamente questionada pela revista. Aí aparecem os Anacés, que vivem no município de São Gonçalo do Amarante (onde está o porto de Pecem, no Ceará); os Guarani-M'bià, confrontados por uma proposta do megainvestidor Eike Batista de construção de um grande porto em Peruíbe, São Paulo; e os mesmos Guaranis de Morro dos Cavalos (SC), que lutam contra interesses poderosos, sendo qualificados como "paraguaios" (tal como, aliás, os seus parentes Kayowá e Nandevá do Mato Grosso do Sul, em confronto com o agro-negócio pelo reconhecimento de suas terras).

Como o objetivo último é enfraquecer os direitos indígenas (que naturalmente se materializam em disputas concretas muitas vezes com poderosos interesses privados), os alvos centrais destes ataques tornam-se os antropólogos, os líderes indígenas e os seus aliados (a matéria cita o Conselho Indigenista Missionário/CIMI por várias vezes e sempre de forma igualmente desrespeitosa e inadequada).

É neste sentido que a CAI vem expressar sua posição quanto a necessidade de uma responsabilização legal dos praticantes de tal jornalismo, processando-os por danos morais e difamação. Neste momento a Presidência da ABA, está em conjunto com seus assessores no campo jurídico, visando definir a estratégia processual de intervenção a seguir.

Dada a assimetria de recursos existentes, contamos com a mobilização dos antropólogos e de todos que se preocupam com a defesa dos direitos indígenas para , através de sites, listas na Internet, discussões e publicações variadas, vir a contribuir para o esclarecimento da opinião pública, anulando a ação nefasta das matérias mentirosas acima mencionadas. Que não devem ser vistas como episódios isolados, mas como manifestações de um poder abusivo que pretende inviabilizar o cumprimento de direitos constitucionais, abafando as vozes das coletividades subalternizadas e cerceando o livre debate e a reflexão dos cidadãos. No que toca aos indígenas em especial a Veja tem exercitado com inteira impunidade o direito de desinformar a opinião pública, realimentar velhos estigmas e preconceitos, e inculcar argumentos de encomenda que não resistem a qualquer exame ou discussão."


Petition Online/Quilombo

Territórios Quilombolas assine Petição em Defesa do Decreto 4887/2003, proposto pelo professor Boaventura de Sousa Santos.
Está para ser julgada no Supremo Tribunal Federal brasileiro a Ação Direta de Inconstitucionalidade 3239, de relatoria do Ministro Cezar Peluso. Nessa ação, proposta em 2004 pelo antigo partido da Frente Liberal(PFL), atualmente denominado como Democratas (DEM), questiona-se o conteúdo do Decreto Federal 4887/2003 que regula a atuação da administração pública para efetivação do direito territorial étnico das comunidades de remanescentes de quilombo no Brasil.
Dados os desafios que o tema põe aos avanços no domínio do aprofundamento da democracia e da justiça histórica que a sociedade brasileira experimentou na última década, tomei a iniciativa de submeter à consideração pública esta abaixo-assinado a enviar a Sua Excelência o Presidente do STF.

Boaventura de Sousa Santos
Professor da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra
Distinguished Legal Scholar da Universidade de Wisconsin-Madison
Global Legal Scholar da Universidade de Warwick
http://www.PetitionOnline.com/quilombo/petition.html
http://www.PetitionOnline.com/quilombo/

Convite de lançamento do livro " José do Patrocínio"

III Espelho Atlântico: Mostra de Cinema da África e da Diáspora

A III Espelho Atlântico - Mostra de Cinema da África e da Diáspora, com direção geral da cineasta Lilian Solá Santiago, traz pela terceira vez ao Rio de Janeiro sua primorosa seleção de filmes africanos e da diáspora negra.

De 11 a 16 de maio, com exibições simultâneas nas salas 1 e 2 da Caixa Cultural, a mostra proporcionará uma abordagem atual e significativa da produção cinematográfica africana contemporânea e da realizada fora do continente, mas que dialoga diretamente com a herança cultural do continente africano.

Falar de diáspora é reconhecer que a África vive. Não só nos territórios africanos de hoje, com sua enorme diversidade de povos e culturas, mas principalmente no Novo Mundo e na Europa. Em todos esses lugares, o que é branco, europeu, ocidental e colonizador sempre foram os elementos considerados positivos, o que reflete na cinematografia. A mostra “Espelho Atlântico” destaca o que comumente é posicionado em termos de subordinação e marginalização: o pensamento, os sentimentos e os traços negros – de africanos, escravizados e colonizados.

A III Espelho Atlântico - Mostra de Cinema da África e da Diáspora é uma rara oportunidade de assistir a importantes títulos, alguns inéditos por aqui, capazes de provocar uma profunda reflexão sobre os pontos de identificação e convergência entre as identidades brasileira, africana e ocidental.

PROGRAMAÇÃO E SINOPSES

Dia 11/05 – terça-feira

O espírito de luta (documentário)

Gana / Estados Unidos / Reino Unido – 2007

Direção: George Amponsah

Documentário, HD, 80’, Cor

Premiado com o AfroPop Award (2008) e no Festival de Documentário Real Life, exibido no New York African Film Festival e no Africa In The Picture Film Festival.

Três boxeadores, dois homens e uma mulher de uma pequena comunidade de Gana, buscam seu caminho para conquistar os maiores prêmios desse esporte, em Nova Iorque e Londres. A realidade da África moderna, os sonhos e ambições de seus jovens lutando por recompensa, respeito e a conquista de seu espaço.

Roteiro: George Amponsah

Produção: Michael Tait

Produção Executiva: Leslie Amponsah, Christi Collier, Jacqui Timberlake

Fotografia: George Amponsah

Montagem: James Devlin

Trilha sonora: Eric Windrich

Produtora: Guardian Films

Produtor Associado: Dionne Walker

Dia 12/05 – quarta-feira

Quero um vestido de noiva

Zimbabwe – 2008

Direção: Tsitsi Dangarembga

Ficção, Beta SP, 26’, Cor

Kundisai está de casamento marcado e deseja comprar um belo vestido de noiva. Tanto ela quanto seu noivo não têm dinheiro para transformar esse sonho tão simples em realidade. Para conseguir o vestido, Kundisai faz escolhas que podem não ter o resultado esperado.

Roteiro: Tsitsi Dangarembga

Produção: Olaf Koschke

Fotografia: Linette Frewin

Montagem: Olaf Koschke

Trilha sonora: Sister Flame

Produtora: Nyerai Films com apoio de UNFPA Zimbabwe

Yandé Codou, uma griot de Senghor

Senegal – 2008

Direção: Agèle Diabang Brener

Documentário, Betacam, 52’, Cor

Prêmio de público de melhor documentário no Festival de Filmes de Dakar (2008).

A cantora Yandé Codou Sène, 80 anos de idade, é uma das últimas mestras da poesia polifônica “sérère”. O filme é um olhar íntimo sobre uma diva que atravessou a história do Senegal perto de um dos seus maiores mitos, o presidente e poeta Léopold Sédar Senghor.

Roteiro e Produção: Angèle Diabang Brener

Diretor de Produção: Fabacary Assymby Coly (Loguiss)

Assistente de Produção: Coudy Aly Dia

Fotografia: Florian Bouchet & Fabacary Assymby Coly

Montagem: Yannick Leroy

Edição: Damien Defays

Som: Mouhamet Thior

Mixagem de som: Damien Defays

Trilha sonora: Yandé Codou Sène, Wasis Diop, Youssou Ndour

Produtora: Karoninka

Co-Produção: Africalia Belgium

Dia 13/05 – quinta-feira

Darluz

Brasil – 2009

Direção: Leandro Goddinho

Ficção, MiniDV, 15’, Cor e P&B

“Dei José, dei Antonio, dei Maria. Dei, daria e dou. Não posso criar.”

Premiado no 17º Festival de Vídeo de Teresina – PI e no 16º Festival de Cinema e Vídeo de Cuiabá. Selecionado para o 10º International Film Festival Hannover.

Elenco: Mawusi Tulani, Antonio Vanfill, Carolina Bianchi, Ricardo Monastero, Ester Laccava, Tayrone Porto, Valdir Grillo, Lucélia Sérgio.

Roteiro: João Fábio Cabral e Leandro Goddinho

Direção de Produção: Juliana Kiçula e Renata Esperança

Produção: Leandro Goddinho

Fotografia: Fred Ouro Preto

Direção de Arte: Antonio Vanfill

Montagem: Leandro Goddinho

Design de som: Leandro Goddinho

Aproveite a pobreza

Holanda – 2008

Direção: Renzo Martens

Documentário, BetaCam, 90’, Cor

Selecionado para a abertura de Amsterdam International Documentary Festival.

Durante dois anos, o diretor viajou pelo Congo, desvendando a indústria da luta contra a pobreza no país pós-guerra civil. Sua conclusão: a pobreza veio para ficar, e "combatê-la" é uma indústria que em nada beneficia os pobres.

Roteiro: Renzo Martens

Produção: Peter Krüger, Renzo Martens

Fotografia: Renzo Martens

Montagem: Jan De Coster

Edição de Som: Raf Enckels

Mixagem de som: Federik van de Moortel

Produtora: Renzo Martens Menselijke Activiteiten

Co-Produtora: Inti Films

Dia 14/05 – sexta-feira

Quase todo dia

Brasil / Estados Unidos – 2009

Direção: Gandja Monteiro

Ficção, 35mm, 18’, Cor

Selecionado para o Los Angeles Latino International Film (2009), Festival do Rio de Janeiro (2009) e Tribeca Film Festival (2009).

Em um dia de inverno, Priscilla e sua filha percorrem uma longa jornada enfrentando engarrafamentos, situações inesperadas e o descaso das pessoas de quem Priscilla mais precisa neste importante momento de sua vida.

Elenco: Priscila Marinho, Agatha Marinho, João Lima, Fernanda Félix, Hélio Braga

Roteiro: Gandja Monteiro

Produção Executiva: Gandja Monteiro, Kevin Sutavee

Produção: Carol Albuquerque

Fotografia: Julia Equi

Montagem: Gandja Monteiro, Bruno Toré

Som: Bruno Fernandes

Mixagem de som: Richard Levengood

Direção de arte: Carolina Britto

Produtora: 6&B Films

Co-produção: Laura Grant

Produtora Associada: Juliana Monteiro, Ana Sette, Bruno Toré

35 doses de rum

França/Alemanha – 2008

Direção: Claire Denis

Ficção, 35mm, 100’, Cor

Selecionado para o Toronto Film Festival (2008) e Festival de Veneza (2008). Premiado em Gijón International Film Festival (2008) e nomeado em Chlotrudis Awards (2010).

O viúvo Lionel vive com sua filha, Josephine no subúrbio de Paris. Enquanto ele atrai a atenção de uma mulher de meia-idade, um taxista do bairro flerta com Josephine. Lionel percebe que a filha está ficando independente e que talvez seja hora deles confrontarem seus passados.

Elenco: Alex Descas , Mati Diop , Nicole Dogué , Grégoire Colin , Jean-Christophe Folly, Julieth Mars, Djedjé Apali, participação especial: Ingrid Caven

Roteiro: Jean-Pol Fargeau e Claire Denis

Direção de Produção: Benoit Pilot

Produção: Bruno Pesery

Fotografia: Agnès Godard

Montagem: Guy Lecorne

Música: Tindersticks

Direção de arte: Arnaud de Moléron

Som: Martin Boissau, Christophe Winding e Dominique Hennequin.

Produtora: Soudaine Compagnie

Co-produção: Christophe Friedel e Claudia Steffen

Dia 15/05 - sábado

Black Berlim

Selecionado para o Lateinamerika- Institut (LAI) da Universidade Livre de Berlim (FU Berlin).

Brasil /Alemanha – 2009

Direção: Sabrina Fidalgo

Ficção, DV, 13’, Cor e P&B

Nelson é um jovem baiano estudante de engenharia em uma renomada universidade em Berlim. Leva uma vida hedonista, distante de suas verdadeiras raízes. Tudo muda quando ele passa a encontrar Maria, uma imigrante ilegal do Senegal. As lembranças o remetem a um passado que ele preferia esquecer.

Elenco: Bobby Gomes, Sabrina Fidalgo, Robson „Caracú“ Ramos, Marília Coelho, Walter Chavarry, Luíza Baratz, João Vítor Nascimento,Tonia Reeh, André Schröder, Carolina Ciminelli, Juan Velloso Melo, Clara Buentes e Lucas Cruz

Narração: João Correa.

Roteiro: Sabrina Fidalgo

Produção Executiva: Sabrina Fidalgo e Monique Cruz

Fotografia: Ras Adauto

Montagem: Chico Serra e Fernando Oliveira

Trilha sonora: Liz Christine

Direção de arte: Marcelo Moraes

Som: Toninho Muricy

Mixagem de som: Bruno Espírito Santo

Produtora: Kfofo Productions

Co-produção: Eduardo Raccah

Co-produção: Casa Cinco Produções, Associação Cultural & Teatral Ubirajara Fidalgo

Em Quadro - A História de 4 Negros nas Telas

Selecionado para a abertura da Mostra Especial Fora de Competição do 37º Festival de Cinema de Gramado e para o Festival do Rio (2009).

Brasil – 2009

Direção: Luiz Antonio Pilar

Documentário, Color Digital, 93’, Cor

O documentário retrata vida e obra de Ruth de Souza, Zezé Motta, Lea Garcia e Milton Gonçalves. Os cineastas Roberto Farias, Cacá Diegues, Antonio Carlos da Fontoura e Joel Zito Araújo relatam experiências em obras como O Assalto ao Trem Pagador, Xica da Silva, A Rainha Diaba e Filhas do Vento.

Roteiro: Luiz Antonio Pilar

Produção Executiva: Luiz Antonio Pilar

Assistente de direção e produção: Flavia Trindade

Fotografia: Daniel Leite e Werner Lachtermacher

Montagem: Duda Villa Verde e Flavia Trindade

Trilha sonora: Julius Britto

Produtora: Black e Preto Produções Artísticas, LAPILAR Produções Artísticas

Dia 16/05 - Domingo

Doido Lelé

Brasil – 2009

Direção: Ceci Alves

Ficção, 35mm, 15’, Cor

Premiado no 4º Festival do Paraná de Cinema Brasileiro Latino, exibido na mostra Corrida Audiovisuelle, em Toulouse como convidado da École Supérieure d’Audiovisuel (ESAV), França.

Caetano sonha em ser cantor de rádio na década de 1950 e foge todas as noites de casa para tentar, sem sucesso, a sorte num programa de calouros. Até que, uma noite, ele aposta tudo numa louca e definitiva performance.

Elenco: Vinícius Nascimento, Jussara Mathias, Maurício Pedrosa, Nonato Freire

Produção: Vanessa Salles

Roteiro: Ceci Alves

Produção Executiva: Fátima Fróes

Fotografia: Pedro Semanovschi

Montagem: Dedeco Macedo

Direção de arte: Hamilton Lima

Trilha Sonora: Gerônimo Santana

Som: Napoleão Cunha

Bem-vindo à Nollywood

Selecionado para o Full Frame Documentary Film Festival (2007), Avignon Film Festival (2007) e Melbourne International Film Festival (2007).

Estados Unidos – 2007

Direção: Jamie Meltzer

Ficção, 35mm, 56’, Cor

Em Lagos, capital da Nigéria, o diretor segue três dos mais conceituados realizadores de Nollywood, cada um com seu diferente estilo e personalidade, enquanto produzem seus filmes sobre amor, guerra, traição e o sobrenatural.

Roteiro: Jamie Meltzer

Produção: Michael Cayce Lindner, Henry S. Rosenthal

Fotografia: Bruce Dickson, Akinola Davies, Jamie Meltzer

Montagem: Daniel J. Friedman

Música: Ben Krauss e Dave Nelson

Co-produção: National Black Programming Consortium e Infinity Films Nigeria

Produtores Associados: Chris Eriobu, Akinola Davies, Bruce Dickson

III Espelho Atlântico – Mostra de Cinema da África e da Diáspora

Local: CAIXA Cultural RJ – Cinemas 1 e 2

www.caixacultural. com.br

Endereço: Av. Almirante Barroso, 25, Centro (ao lado da estação Carioca do metrô)

Tel: 21 2544 4080 / 21 2544 4080

Temporada: de 11 a 16 de maio de 2010

Sessões: a partir das 19h

Preço: R$ 4,00 (inteira); R$ 2,00 (meia-entrada) e R$ 10,00 (passaporte para 08 sessões).

Acesso para portadores de necessidades especiais.

Classificação indicativa:14 anos


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João Cândido, petróleo, racismo e emprego

de Beto Almeida (*)
Fonte: AgenciaCartaMaior

Nesta sexta-feira a Transpetro lançou ao mar o navio petroleiro João Cândido. Batizado com o nome de um dos nossos heróis, marinheiro negro, filho de escravos e líder da Revolta da Chibata, o navio tem 247 metros de comprimento, casco duplo que previne acidente e vários significados históricos. Primeiro, leva a industrialização para Pernambuco, contribuindo para reduzir as desigualdades regionais. Em segundo lugar, dá um cala-boca para quem insinuou de forma maldosa que o PAC era apenas virtual. Em terceiro, prova que está em curso a remontagem da indústria naval brasileira criminosamente destruída na era da privataria. Como um simbolismo adicional, um total de 120 operários dekasseguis foram trazidos do Japão, com suas famílias, para juntarem-se aos operários nordestinos que construíram o navio. Os primeiros não precisam mais morar longe da pátria; os outros, saem do canavial para a indústria e não precisam mais pegar o pau-de-arara, nem entoar com amargura a Triste Partida, de Patativa do Assaré, como um certo pernambucano teve que fazer na década de 50. Até que virou presidente.

Mulheres trabalhando como chefes de equipe de soldagem no Estaleiro Atlântico Sul, no município de Ipojuca, em Pernambuco, pronunciavam frases orgulhosas lembrando que não sabiam nem que esta também poderia ser uma tarefa feminina. O ex-pescador de caranguejo contava em depoimento agreste que antes do estaleiro não sabia direito como ganhar o sustento da família a cada dia que acordava. O ex-canavieiro, agora operário, destaca que não depende mais temporalidade insegura da colheita da cana e quando acorda já tem para onde ir, quando antes vivia a insegurança. Estes alguns dos vários depoimentos colhidos na inauguração do navio petroleiro João Cândido ao ser lançado ao mar pernambucano. Deixa em terra um rastro de transformação.

Inicialmente, na vida destas pessoas antes lançadas ao deus-dará de uma economia nordestina reprimida, desindustrializada. A transformação atinge os municípios mais próximos, pois no local onde foi construído o estaleiro, uma antiga moradora, Mônica Roberta de França, negra de 24 anos, que foi escolhida para ser a madrinha do navio, dizia que ali era um imenso areal, não tinha nada. Agora tem uma indústria e uma escola técnica para os jovens da região. E que só agora ela tem seu primeiro emprego na vida com carteira assinada.

Desculpas à Nação
Para o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, o lançamento do João Cândido ao mar tem o mesmo alcance histórico do gesto de Getúlio Vargas quando deu forte impulso à nacionalização da indústria naval brasileira, na década de 30, por meio da empresa de navegação estatal. “Aqueles que destruíram a indústria naval tem que assumir sua responsabilidade e pedir desculpas à Nação”, disse Campos na solenidade que teve a participação de 5 mil pessoas aproximadamente, sobretudo dos operários.

O Navio João Cândido abre uma nova rota para a economia brasileira. Incialmente, porque a Petrobrás já não será obrigada a desembolsar cerca de 2,5 bilhões de reais por ano com o afretamento de navios estrangeiros. Há, portanto, um revigoramento do papel do estado na medida em que a reconstrução da indústria naval brasileira é resultado direto de encomendas da nossa empresa estatal petroleira. O que também permite avaliar a gravidade e o caráter antinacional das decisões que levaram um país com a enorme costa que possui, tendo montado uma economia naval de peso internacional respeitável, retroceder em um setor tão estratégico.

E isso quando nossa economia petroleira, há anos, já dava sinais de expansão, mesmo quando estavam no poder os que promoveram o espantoso sucateamento, a desnacionalização e a abertura da navegação em favor dos países que querem impedir nosso desenvolvimento. Este tema, certamente, não poderá faltar nos debates da campanha presidencial deste ano.

Almirante negro
A escolha do nome João Cândido também foi destacada na solenidade por meio do novo ministro da Secretaria Especial de Promoção da Igualdade Racial, Eloy Moreira. Vale registrar que há pouco mais de um ano Lula participou de homenagem ao Almirante Negro inaugurando sua estátua na Praça XV, no Rio, que estava há anos guardada, supostamente porque não teria havido grande empenho da Marinha na realização desta solenidade. Pois bem, agora João Cândido não está apenas nas “pedras pisadas do cais”, com diz a maravilhosa canção de Bosco e Blanc. Está na estátua e está cruzando mares levando para o mundo afora o nome de um de nossos heróis.

Navegar é possível
O novo petroleiro estatal, portanto, é uma prova real de que sim “navegar é possível”, como dizia uma faixa no ato. Navegar na rota inversa daquela que promoveu o desmantelamento da nossa indústria naval. Navegar na rota da revitalização e qualificação do papel protagonista do estado. Recuperar um curso que havia sido fundado lá durante a Era Vargas onde se combinava industrialização e nacionalização com geração de empregos e direitos trabalhistas. Se no período neoliberal foi proclamada a idéia de destruir a “Era Vargas”, agora, está não apenas proclamada, mas já colocada em marcha, a necessidade de reconstruir a partir dos escombros da ruína das privatizações - entulho neoliberal - tendo no dorso no navio-gigante o nome heróico do líder da Revolta da Chibata. Sem revanchismo, o episódio permite lembrar outra canção: “É a volta do cipó de aroeira no lombo de quem mandou dar”


(*) Presidente da TV Cidade Livre de Brasília

Miriam Makeba with Hugh Masekela- South Africa freedom song



Enorma tristeza gerando tanta beleza.
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