Blog comprometido com as mais diversas lutas sociais do planeta, particularmente, o que diz respeito a luta pelo socialismo, a ampliação do uso dos software livre Gnu/Linux na busca pela expansão de nossa inteligência coletiva e da cultura livre, além da batalha pela melhoria das condições de vida da população brasileira, sobretudo, do povo negro.

sábado, 25 de setembro de 2010

À NAÇÃO - Manifesto de artistas e intelectuais pela democracia e pelo povo

Manifesto em que o povo brasileiro deixa claro à velha mídia corporativa, racista e reacionária, que saberá fazer sua hora, e ninguem, seja quem for, o impedirá.


Assine o manifesto:
http://www.abaixoassinado.org/abaixoassinados/7080

Em uma democracia nenhum poder é soberano.
Soberano é o povo.
É esse povo – o povo brasileiro – que irá expressar sua vontade soberana no próximo dia 3 de outubro, elegendo seu novo Presidente e 27 Governadores, renovando toda a Câmara de Deputados, Assembléias Legislativas e dois terços do Senado Federal.
Antevendo um desastre eleitoral, setores da oposição têm buscado minimizar sua derrota, desqualificando a vitória que se anuncia dos candidatos da coalizão Para o Brasil Seguir Mudando, encabeçada por Dilma Rousseff.
Em suas manifestações ecoam as campanhas dos anos 50 contra Getúlio Vargas e os argumentos que prepararam o Golpe de 1964. Não faltam críticas ao “populismo”, aos movimentos sociais, que apresentam como “aparelhados pelo Estado”, ou à ameaça de uma “República Sindicalista”, tantas vezes repetida em décadas passadas para justificar aventuras autoritárias.

O Presidente Lula e seu Governo beneficiam-se de ampla aprovação da sociedade brasileira. Inconformados com esse apoio, uma minoria com acesso aos meios, busca desqualificar esse povo, apresentando-o como “ignorante”, “anestesiado” ou “comprado pelas esmolas” dos programas sociais.
Desacostumados com uma sociedade de direitos, confunde-na sempre com uma sociedade de favores e prebendas.
O manto da democracia e do Estado de Direito com o qual pretendem encobrir seu conservadorismo não é capaz de ocultar a plumagem de uma Casa Grande inconformada com a emergência da Senzala na vida social e política do país nos últimos anos. A velha e reacionária UDN reaparece “sob nova direção”.
Em nome da liberdade de imprensa querem suprimir a liberdade de expressão.
A imprensa pode criticar, mas não quer ser criticada.
É profundamente anti-democrático – totalitário mesmo – caracterizar qualquer crítica à imprensa como uma ameaça à liberdade de imprensa.
Os meios de comunicação exerceram, nestes últimos oito anos, sua atividade sem nenhuma restrição por parte do Governo.
Mesmo quando acusaram sem provas.
Ou quando enxovalharam homens e mulheres sem oferecer-lhes direito de resposta.
Ou, ainda, quando invadiram a privacidade e a família do próprio Presidente da República.

A oposição está colhendo o que plantou nestes últimos anos.
Sua inconformidade com o êxito do Governo Lula, levou-a à perplexidade.
Sua incapacidade de oferecer à sociedade brasileira um projeto alternativo de Nação, confinou-a no gueto de um conservadorismo ressentido e arrogante.

O Brasil passou por uma grande transformação.
Retomou o crescimento. Distribuiu renda. Conseguiu combinar esses dois processos com a estabilidade macroeconômica e com a redução da vulnerabilidade externa. E – o que é mais importante – fez tudo isso com expansão da democracia e com uma presença soberana no mundo.
Ninguém nos afastará desse caminho.

Viva o povo brasileiro.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Leonardo Boff: A mídia comercial em guerra contra Lula e Dilma

Por Leonardo Boff, na Adital, via Vermelho

Sou profundamente pela liberdade de expressão em nome da qual fui punido com o “silêncio obsequioso” pelas autoridades do Vaticano. Sob risco de ser preso e torturado, ajudei a editora Vozes a publicar corajosamente o “Brasil Nunca Mais”, onde se denunciavam as torturas, usando exclusivamente fontes militares, o que acelerou a queda do regime autoritário.

Esta história de vida me avalisa fazer as críticas que ora faço ao atual enfrentamento entre o Presidente Lula e a midia comercial que reclama ser tolhida em sua liberdade. O que está ocorrendo já não é um enfrentamento de ideias e de interpretações e o uso legítimo da liberdade da imprensa. Está havendo um abuso da liberdade de imprensa que, na previsão de uma derrota eleitoral, decidiu mover uma guerra acirrada contra o Presidente Lula e a candidata Dilma Rousseff. Nessa guerra vale tudo: o factóide, a ocultação de fatos, a distorção e a mentira direta.

Precisamos dar o nome a esta mídia comercial. São famílias que, quando veem seus interesses comerciais e ideológicos contrariados, se comportam como “famiglia” mafiosa. São donos privados que pretendem falar para todo Brasil e manter sob tutela a assim chamada opinião pública. São os donos de O Estado de São Paulo, de A Folha de São Paulo, de O Globo, da revista Veja, na qual se instalou a razão cínica e o que há de mais falso e chulo da imprensa brasileira. Estes estão a serviço de um bloco histórico assentado sobre o capital que sempre explorou o povo e que não aceita um Presidente que vem desse povo. Mais que informar e fornecer material para a discusão pública, pois essa é a missão da imprensa, esta mídia empresarial se comporta como um feroz partido de oposição.

Na sua fúria, quais desesperados e inapelavelmente derrotados, seus donos, editorialistas e analistas não têm o mínimo respeito devido a mais alta autoridade do país, ao Presidente Lula. Nele veem apenas um peão a ser tratado com o chicote da palavra que humilha.

Mas há um fato que eles não conseguem digerir em seu estômago elitista. Custa-lhes aceitar que um operário, nordestino, sobrevivente da grande tribulação dos filhos da pobreza, chegasse a ser Presidente. Este lugar, a Presidência, assim pensam, cabe a eles, os ilustrados, os articulados com o mundo, embora não consigam se livrar do complexo de vira-latas, pois se sentem meramente menores e associados ao grande jogo mundial. Para eles, o lugar do peão é na fábrica produzindo.

Como o mostrou o grande historiador José Honório Rodrigues (Conciliação e Reforma), “a maioria dominante, conservadora ou liberal, foi sempre alienada, antiprogresssita, antinacional e não contemporânea. A liderança nunca se reconciliou com o povo. Nunca viu nele uma criatura de Deus, nunca o reconheceu, pois gostaria que ele fosse o que não é. Nunca viu suas virtudes, nem admirou seus serviços ao país, chamou-o de tudo -Jeca Tatu-; negou seus direitos; arrasou sua vida e logo que o viu crescer ela lhe negou, pouco a pouco, sua aprovação; conspirou para colocá-lo de novo na periferia, no lugar que contiua achando que lhe pertence (p.16)”.

Pois esse é o sentido da guerra que movem contra Lula. É uma guerra contra os pobres que estão se libertando. Eles não temem o pobre submisso. Eles têm pavor do pobre que pensa, que fala, que progride e que faz uma trajetória ascedente como Lula. Trata-se, como se depreende, de uma questão de classe. Os de baixo devem ficar em baixo. Ocorre que alguém de baixo chegou lá em cima. Tornou-se o Presidente de todos os brasileiros. Isso para eles é simplesmente intolerável.

Os donos e seus aliados ideológicos perderam o pulso da história. Não se deram conta de que o Brasil mudou. Surgiram redes de movimentos sociais organizados, de onde vem Lula, e tantas outras lideranças. Não há mais lugar para coroneis e para “fazedores de cabeça” do povo. Quando Lula afirmou que “a opinião pública somos nós”, frase tão distorcida por essa midia raivosa, quis enfatizar que o povo organizado e consciente arrebatou a pretensão da midia comercial de ser a formadora e a porta-voz exclusiva da opinião pública. Ela tem que renunciar à ditadura da palabra escrita, falada e televisionada e disputar com outras fontes de informação e de opinião.

O povo cansado de ser governado pelas classes dominantes resolveu votar em si mesmo. Votou em Lula como o seu representante. Uma vez no Governo, operou uma revolução conceptual, inaceitável para elas. O Estado não se fez inimigo do povo, mas o indutor de mudanças profundas que beneficiaram mais de 30 milhões de brasileiros. De miseráveis se fizeram pobres laboriosos, de pobres laboriosos se fizeram classe média baixa e de classe média baixa de fizeram classe média. Começaram a comer, a ter luz em casa, a poder mandar seus filhos para a escola, a ganhar mais salário, em fim, a melhorar de vida.

Outro conceito inovador foi o desenvolvimento com inclusão soicial e distribuição de renda. Antes havia apenas desenvolvimento/crescimento que beneficiava aos já beneficiados à custa das massas destituidas e com salários de fome. Agora ocorreu visível mobilização de classes, gerando satisfação das grandes maiorias e a esperança que tudo ainda pode ficar melhor. Concedemos que no Governo atual há um déficit de consciência e de práticas ecológicas. Mas, importa reconhecer que Lula foi fiel à sua promessa de fazer amplas políticas públicas na direção dos mais marginalizados.

O que a grande maioria almeja é manter a continuidade deste processo de melhora e de mudança. Ora, esta continuidade é perigosa para a mídia comercial que assiste, assustada, ao fortalecimento da soberania popular que se torna crítica, não mais manipulável e com vontade de ser ator dessa nova história democrática do Brasil. Vai ser uma democracia cada vez mais participativa e não apenas delegatícia. Esta abria amplo espaço à corrupção das elites e dava preponderância aos interesses das classes opulentas e ao seu braço ideológico que é a mídia comercial. A democracia participativa escuta os movimentos sociais, faz do Movimento dos Sem Terra (MST), odiado especialmente pela VEJA, que faz questão de não ver; protagonista de mudanças sociais não somente com referência à terra, mas também ao modelo econômico e às formas cooperativas de produção.

O que está em jogo neste enfrentamento entre a midia comercial e Lula/Dilma é a questão: que Brasil queremos? Aquele injusto, neocoloncial, neoglobalizado e, no fundo, retrógrado e velhista; ou o Brasil novo com sujeitos históricos novos, antes sempre mantidos à margem e agora despontando com energias novas para construir um Brasil que ainda nunca tínhamos visto antes?

Esse Brasil é combatido na pessoa do Presidente Lula e da candidata Dilma. Mas estes representam o que deve ser. E o que deve ser tem força. Irão triunfar a despeito das más vontades deste setor endurecido da midia comercial e empresarial. A vitória de Dilma dará solidez a este caminho novo ansiado e construido com suor e sangue por tantas gerações de brasileiros.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Por que a grande mídia e a oposição resolveram jogar sujo

De Vinícius Wu

Fonte: cartamaior

Revisitemos as declarações de Serra e de diversos articulistas da grande mídia simpáticos à sua candidatura ao longo de 2009 e início deste ano. Sem esforço, perceberemos que sua estratégia eleitoral baseava-se na tese do “contraste de biografias”. Inebriado por sua vaidade, Serra alimentou a certeza de que a comparação de sua trajetória política com a de Dilma seria a senha para a vitória. Ocorre que o povo brasileiro rejeitou a fulanização do debate. Optou por contrastar os projetos de Brasil disponíveis e sepultou as pretensões tucanas nestas eleições.

Mas o drama da oposição não termina aí. Afinal, estamos diante de um processo ainda mais complexo, que está na origem da impotência política da oposição hoje. Diante do atual cenário, tiveram de optar entre a resignação diante da derrota e o surto golpista que assistimos nos últimos dias. Compreender os motivos que desencadearam este processo é o que buscaremos nas próximas linhas.

Crise do neoliberalismo e mudança do léxico político brasileiro
As eleições de 2010 encerram a profunda alteração do léxico político brasileiro em curso desde o embate eleitoral de 2002. A crise do paradigma neoliberal possibilitou uma mudança radical dos termos e dos conceitos através dos quais se organiza a luta política no país.

Se nas eleições de 1994 e 1998 o debate eleitoral orbitava em torno do tema da “estabilidade”, desde 2002 vivemos um profundo deslocamento do debate em direção aos temas do desenvolvimento, da inclusão social e distribuição de renda. Ou seja, a disputa política passou a se desenvolver a partir de temas estranhos ao receituário neoliberal. Esta foi a grande derrota política do bloco conservador proporcionada pela vitória de Lula em 2002.

Portanto, o debate político nacional nos últimos anos passou por uma verdadeira metamorfose que desencadeou: 1. Uma mudança de problemática: da manutenção da estabilidade econômica e do ajuste fiscal para a busca do desenvolvimento e da justiça social; 2. uma alteração da lógica argumentativa: a defesa das privatizações e do enxugamento do Estado cedeu lugar ao combate às desigualdades e ampliação do alcance das políticas públicas e; 3. uma mudança de conceitos: crescimento econômico, papel indutor do Estado, distribuição de renda, cidadania etc. passam a integrar, progressivamente, o discurso de todas as correntes políticas do país.

Este é o grande legado político da “Era Lula” e diante do qual as respostas da direita brasileira foram absolutamente insuficientes até aqui.

O novo protagonismo dos pobres
Paralelamente ao processo supramencionado, foi sendo desenvolvida uma nova consciência das camadas populares no país, que identificaram em Lula a expressão viva de seu novo protagonismo. O operário do ABC paulista alçado à condição de Presidente mais popular da história da República é a síntese perfeita da nova condição política dos “de baixo”.

Ao afirmar recentemente que “nós” somos a opinião pública, o Presidente Lula não está cedendo a nenhuma tentação autoritária, como desejam alguns mal intencionados articulistas da grande mídia. O que está em jogo é o fim da tutela dos “formadores de opinião” sobre a formação da opinião nacional. Este é o motivo do desespero crescente da mídia monopolista do centro-sul do país.

Há uma revolução democrática em curso no Brasil e ela altera profundamente a forma como os pobres se relacionam com a política. O país vivencia uma inédita e profunda reestruturação de seu sistema de classes. As implicações deste processo para o futuro da nação ainda não são mensuráveis.

A grande mídia e a oposição não compreenderam que o país entrou em um novo período histórico e, desta forma, correm o risco de ficarem falando sozinhas por um bom tempo.

As pessoas não estão votando em personalidades, como supunham os próceres da campanha Serra. Estão votando no futuro - no seu futuro e no futuro do país.

A disputa eleitoral de 2010 não ficará marcada pelo “confronto de biografias”. Esta é a eleição da aposta no “Devir-Brasil” no mundo, como sugere Giuseppe Cocco. O país recompôs a esperança em seu futuro e deseja ser grande. Os brasileiros querem continuar mudando e, principalmente, melhorando suas vidas.

E o eleitor brasileiro não está “inebriado pelo consumo” como afirmou, revoltado, um dos mais preconceituosos articulistas da grande mídia. Os seres humanos fazem planos, sonham, imaginam uma vida melhor para si e para seus filhos. As pessoas estão sim - e é absolutamente legitimo que o façam - votando com a cabeça no seu próximo emprego; no seu próximo carro ou eletrodoméstico; no seu próximo empreendimento; na faculdade dos seus filhos; em seus filhos... É uma opção consciente. Não querem retroagir, preferem a continuidade da mudança conduzida por Lula, por mais que esperneiem os articulistas sempre bem pagos da grande mídia.

A “Conservação” da mudança
Talvez, nem o próprio Presidente Lula tenha se dado conta de uma outra - e também decisiva - derrota imposta ao bloco conservador. Trata-se da apropriação e ressignificação de um dos conceitos mais caros ao neoliberalismo.

Lula tomou para si a primazia da estabilidade. A defesa da estabilidade (quem diria?!) passa ser tarefa da esquerda brasileira. Mas não a estabilidade neoliberal, e sim uma nova estabilidade; a da continuidade da mudança.

O slogan da campanha Dilma não poderia ter sido mais adequado: “Para o Brasil seguir mudando”. Esta é a perfeita síntese da opinião popular no atual período; continuar mudando para que permaneçam abertas – e se ampliem – as possibilidades de mobilidade social, de emancipação e prosperidade econômica. A mensagem é simples e foi acolhida pela maioria do povo brasileiro: “conservar” a mudança e não retroagir.

A “venezuelização” do comportamento da grande mídia
Derrotados em seus próprios conceitos; perplexos diante de uma ampla maioria que lhes vira as costas (só 4% da população rejeitam Lula); impotentes diante de uma nova realidade, que se impõe diante de seus olhos, só lhes resta o golpe, que não tem força pra dar.

E se não podem “restaurar a democracia” à força, resta-lhes, então, trabalhar para que a disputa política no próximo período se dê em outros termos. Como imaginam que estarão livres da força de Lula a partir de Janeiro de 2011, iniciam uma virulenta campanha de difamação, deslegitimação e questionamento da autoridade daquela que deverá ser a primeira Presidenta do país.

Desejam fazer do Brasil uma nova Venezuela, onde posições irreconciliáveis travam uma luta sem tréguas, instaurando um clima de instabilidade e insegurança generalizado. Querem que oposição e governo não dialoguem. Preferem a radicalização ao entendimento. Concluíram que esta é a única maneira de derrotar as forças populares no futuro. Precisam retirar de nossas mãos o primado da estabilidade. Querem, de fato, venezuelizar o Brasil.

Mal se deram conta de que quase ninguém sairá vencedor em Outubro confrontando-se com Lula. Em todas as regiões do país, candidatos oposicionistas bem sucedidos resolveram absorver Lula e o sucesso de seu governo. Raros serão os candidatos oposicionistas que vencerão com discurso de oposição.

A “venezuelização” que pretendem esbarrará na força política que se assenta na emergência de um novo Brasil, que estamos a construir, e na fé de nosso povo em um futuro diferente daquele que imaginaram as oligarquias deste país.

domingo, 19 de setembro de 2010

Grupo Anônimo de Teatro

Nesse domingo, as bonecas Cora e Amélia, do espetáculo Lar Doce Lar, estarão a procura de um dono no Sesc de Madureira (10 Mostra Sesc CBTIJ)


Sinopse
Lar Doce Lar é um espetáculo infantil cujos únicos brinquedos são duas bonecas, Cora, a boneca aventureira, e Amélia, que um dia tiveram um lar e uma criança pra brincar. Agora, elas estão esquecidas no meio de objetos velhos a venda no brechó. A grande expectativa delas é voltar a ter um dono e retornar suas vidas normais de brinquedo porque, sabem a existência de um brinquedo só faz sentido na companhia das crianças.

Traga toda a criançada pra brincar muito com as bonecas mais legais do pedaço!


Serviço
Data: 19/9/2010
Horário: 16h
Ingresso: R$ 8 (inteira), R$ 4 (meia) e R$ 2 comerciários
Local: Sesc Madureira
Rua Ewbanck da Câmara, 90
Telefone: (21) 3350-7744

Segue a programação completa da mostra
19/09/10 – Sesc Madureira
10/10/10 – Sesc Campos
17/10/10 – Sesc Ramos
23/10/10 – Sesc Engenho de Dentro
24/10/10 – Sesc São Gonçalo
06/11/10 – Sesc Caxias
07/11/10 – Sesc São João de Meriti
13/11/10 – Sesc Niterói
21/11/10 – Sesc Nova Iguaçu
28/11/10 – Sesc Barra Mansa
05/15/10 – Sesc Friburgo




ATENÇÃO!

A quem possa interessar.

Estamos lançando o Edital da Identidade Visual do Anjos do Picadeiro 9. Se você é designer, programador visual, ou afins, nos envie sua proposta! O edital está disponível no blog do anjos do picadeiro http://picadeiroquente.blogspot.com/

Envie sua proposta até o dia 27/09

Não perca essa oportunidade!!!

HAÇO

A oficina assunto de palhaço em Friburgo foi movimentadíssima. Foi tudo ótimo! E para aguçar ainda mais a curiosidade de quem irá participar da oficina em Petrópolis, última cidade deste projeto, segue uma foto da galera no último dia de curso.

Todo mundo feliz da vida com a sua identidade!


imagem

Serviço

Oficina Assunto de Palhaço
Data: 22 a 25 de setembro
Cidade: Petrópolis
As inscrições já foram encerradas

II SEMINÁRIO DE COMICIDADE ANJOS DO PICADEIRO

II Seminário de Comicidade está com inscrições abertas !!!

Este ano o Encontro Internacional de Palhaços – Anjos do Picadeiro será realizado no Rio de Janeiro, no período de 06 a 12 de dezembro, com o tema Rio para quem? em uma proposta inovadora, para o encontro, de pensar o riso e a cidade.

Em conformidade com o tema proposto, o II Seminário de Comicidade Anjos do Picadeiro está com inscrições abertas para apresentação de trabalhos, que, necessariamente, abordem o tema do riso em perspectiva ou não com a cidade

Aceitamos inscrições gratuitas para comunicações orais e depoimentos tanto de estudiosos do tema quanto de artistas interessados em discutir pesquisas referentes à criação de seus números. Basta enviar um pequeno resumo de sua fala para o e-mail seminarioanjosdopicadeiro@gmail.com com o título Seminário de Comicidade, até o dia 10 de novembro de 2010.

Corre e escreve um resumo para participar desse evento contagiante!!!






ANÔNIMO INDICA

Quem é malandro, gosta de carnaval e tem vontade de tocar em um bloco, para contagiar a galera, o Cordão do Boitatá está oferecendo oficina de percussão, na Casa Mercado 45.

Vai ficar aí parado? Ligue e faça a sua inscrição!!!




ANÔNIMO INDICA

A magia do Circo Roda está de volta ao Rio de Janeiro.
Desta vez, com o espetáculo DNA, que faz sua estria nacional no dia 24 de setembro no Teatro Carlos Gomes.


Sinopse


A nova montagem tem uma temática intrigante e cheia de vitalidade, que aborda grandes questões da humanidade, como os mistérios de nossa origem e nossos destinos.

O espetáculo narra por meio de acrobacias, malabarismos, saltos e voos a aventura de Inadequado cuja vida vira de ponta-cabeça quando tenta ajudar uma Anja que despencou do céu.
Com auxílio de uma cientista, o Homem Original, meio homem meio macaco, eles lutam contra o tempo, o que faz o Inadequado inverter o curso de sua vida, ao invés de envelhecer, rejuvenesce a cada cena.

A partir da imagem de estruturas genéticas, foram criados equipamentos circenses inéditos, elementos visuais e cenográficos, efeitos especiais e que vão trabalhar temas como clonagem, ancestralidade, cura de males, mutação e formas de vida não imaginadas.

Serviço

Estreia 24 de setembro
Sextas às 21h
Sábados e Domingos às 17h e 20h
Ingressos: R$30,00 (inteira) e R$15,00 (meia)
Local: Teatro Carlos Gomes
Praça Tiradentes, 19 – Centro – Rio
de Janeiro
Telefone: (21) 2232-8701


INDICA

O espetáculo “Navalha na carne”, um dos textos mais famosos de Plínio Marcos, estreia no Rio. O diretor Rubens Camelo levou a história da prostituta Neusa Sueli, do cafetão Vado e do homossexual Veludo para o Hotel Paris, conhecido ponto de prostituição na Praça Tiradentes.


Serviço

Data: até 24 de setembro (quintas e sextas)
Horário: 20h
Ingresso: R$ 30,00 (inteira) e R$ 15,00 (meia)
Local: Hotel Paris (esquina com a Praça Tiradentes)
Avenida Passos, 7 – Centro
Telefone: 9281-9340 (produção)
Classificação: 16 anos
Duração: 48 minutos
Capacidade do espaço: 22 lugares


Ficha Técnica:
Texto: Plínio Marcos
Direção: Rubens Camelo
Elenco: Marta Paret, Rogério Barros e Rubens Queiroz


ANÔNIMO INDICA

O Crescer e Viver está com inscrições abertas para o Programa de Formação do Artista de Circo – PROFAC. O objetivo do programa é formar o artista de circo através do desenvolvimento de conhecimentos, atitudes e habilidades artísticas e culturais, preparando-o para a atuação performática por excelência e segurança, no contexto dos múltiplos espaços cênicos e das diversas possibilidades de encenação no espetáculo circense. O programa é direcionado para jovens de ambos os sexos com idade entre 15 e 24 anos, com ensino fundamental completo.

A inscrição e participação da formação é inteiramente gratuita.

Serviço:
Inscrições abertas de 01/09/10 a 30/09/10.
Maiores informações em http://www.crescereviver.org.br




teatro de anonimo
Grupo Anônimo de Teatro
www.teatrodeanonimo.com.br
anonimo@teatrodeanonimo.com.br


(21) 2240.0930 / 2240.2478
www.anjosdopicadeiro.com.br
facebook: Teatro de Anônimo

Sobre a Veja, escândalos & Erenice Guerra, pergunto: alguém lembra de Ibsen Pinheiro???

Com tantas denúncias contra Erenice Guerra, lembrei-me de Ibsen Pinheiro, e de como foi vítima da "velha imprensa", mas ao iniciar a pesquisa na web dei de frente com este post já pronto e com o mesmo objetivo. Daí resolvi publicá-lo parcialmente. É incrível como a maledicência campeia em nossa grande mídia, sem freios e impune. A velocidade em que se dão as acusações e escândalos é a mesma do seu esquecimento, isto depois de se arruinar trajetórias e honras alheias, sem que os corvos irresponsáveis tenham ao menos a coragem de se desculparem em espaços e palavrório semelhante pelo equívoco cometido.
Ansiamos por uma "Lei de Meios Audiovisuais" com o espírito da legislação argentina, criada pela presidente Cristina Kishner, talvez assim tenhamos no futuro a certeza de que jornais, revistas e outros setores da mídia dominante agirão com mais responsabilidade naquilo que produzem. Urge também revisar a distribuição das verbas publicitárias governamentais, pois beneficiam sobremaneira os monopólios midiáticos, favorecendo ainda mais esta concentração, e impedindo o surgimento, florescimento e fortalecimento de novas vozes dissonantes e alternativas. Sem dúvida é o caminho a ser seguido, no sentido da procura da verdadeira e indelével liberdade de imprensa.


Fonte:
srtabeltrana

Nada sei de fato, sobre a inocência, ou culpa de Erenice Guerra.


Mas, sei da culpa da VEJA, na mentirosa "denúncia", que ferrou com a vida do então Deputado Federal, pelo RGS, Ibsen Pinheiro.
Ibsen,sobressaiu-se no cenário nacional por sua atuação no processo de Impeachmentt de Collor.
Tornou-se nacionalmente conhecido, e considerado como um "presidenciável", por setores de seu partido, o PMDB, ferindo, como sempre que uma nova liderança desponta, egos daqueles que se julgam mais preparados...
É ...em todo partido tem!
E os "mais preparados" estão preparados pra tudo....
(Só pra constar, nunca votei em candidato algum do PMDB!)
A CAPA que destruiu um inocente!


O JORNALISMO "INVESTIGATIVO"...da revista VEJA

O nome de Ibsen Pinheiro emergiu, repentinamente, associado à máfia de anões, escândalo da época, em 1993, via furo de reportagem da VEJA....
COMO?
O primeiro "documento-prova", revelado pela VEJA, para incriminar I.P, era um cheque do ex-deputado & anão, Genebaldo Correia, depositado, em sua conta bancária... Leia mais...

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Nassif: "ficha policial" do denunciante da Casa Civil

Fonte: Nassif

Alguns elementos para tentar entender essa nova denúncia da Folha:

  1. Segundo informações da própria Folha, o acusador Rubnei Quícoli já foi condenado duas vezes em São Paulo (por interceptação de carga roubada e por posse de moeda falsificada). E em 2007 passou dez meses preso. O fato de antecipar as denúncias sobre sua fonte não absolve o jornal. Pelo contrário, é agravante. Quando uma pessoa com tal currículo faz uma denúncia, é praxe de qualquer jornalismo sério ouvir as denúncias e exigir a apresentação de provas.
  2. A única prova que o tal consultor apresenta é um email marcando audiência na Casa Civil e que tem o nome de Vinicius Oliveira no C/C . Todo o restante são acusações declaratórias. Nenhum juiz do mundo tomaria como verdade acusações desacompanhadas de provas, de um sujeito que acaba de sair da cadeia.
  3. O jornal não explica como um sujeito com duas condenações criminais, que passou dez meses na prisão dois anos atrás, pilota um projeto de R$ 9 bilhões. É apostar demais na ignorância dos leitores.
  4. O BNDES é um banco técnico, constituído exclusivamente por funcionários de carreira trabalhando de forma colegiada. É impossível a qualquer pessoa – até seu presidente – influenciar a análise do comitê de crédito. Essa informação pode ser facilmente confirmada com qualquer ex-presidente do banco, de qualquer governo. É só conversar com o Luiz Carlos Mendonça de Barros, Pérsio Arida, Antonio Barros de Castro, Márcio Fortes – que foram presidentes durante o governo FHC. A ilação principal da reportagem – a de que o projeto de financiamento foi recusado pelo BNDES depois da empresa ter recusado a assessoria da Capital – não se sustenta. Coloca sob suspeita uma instituição de reconhecimento público fiando-se na palavra de um sujeito que já sofreu três condenações na Justiça e três anos atrás passou dez meses preso.
  5. Existem empresas de consultoria que preparam projetos para o BNDES e cobram entre 5 a 7% sobre o valor financiado. É praxe no mercado. Confundir essa taxa com propina é má fé. Segundo o empresário que denunciou, Israel apresentou uma proposta de acompanhamento jurídico de processos da empresa, que acabou não sendo assinado. Tudo em cima de declarações.
  6. Ninguém vai negociar propostas ocultas em reuniões formais na Casa Civil, à luz do dia. Só faltava.


PERFIL do Consultor

Consultor teve 2 condenações na Justiça de SP

DE BRASÍLIA

O consultor Rubnei Quícoli, representante da empresa que tentava obter o financiamento no BNDES por meio da empresa de lobby Capital, foi condenado em processos movidos pela Justiça de São Paulo sob duas acusações: receptação e coação.
Quícoli recorreu ao Tribunal de Justiça de São Paulo e, em março deste ano, foi absolvido do delito de coação. A Justiça substituiu a pena de um ano de reclusão por receptação por prestação de serviços comunitários.
Quícoli foi denunciado, em maio de 2003, por ocultar "em proveito próprio e alheio" uma carga de 10 toneladas de condimentos, que "sabia ser produto de crime de roubo". Em 2000, após denúncia anônima, o consultor foi acusado de receptação de moeda falsa num posto de gasolina em Campinas.
A polícia apreendeu no posto sete notas de R$ 50,00. Quícoli afirmou não saber a procedência. Em 2007, Quícoli foi preso e passou cerca de dez meses na prisão. Os donos da EDRB, Aldo Wagner e Carlos Marcelo Mello Escarlassara, não têm passagens pela polícia nem condenações.

Vista minha pele, em formato avi

Fonte: vista-minha-pele.html

Baixe pelo link acima ou assista no blog.





quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Memórias de 11 de setembro: 1973 x 2001, por Ken Loach

Para Ken Loach, lembrar o 11 de setembro, significa pensar o papel representado pelos EUA no golpe de Estado contra o governo legitimamente eleito de Salvador Allende. Instado junto com outros cineastas a pensar, através do cinema, a tragédia estadunidense, Loach preferiu fazer referência ao atentado à democracia chilena, perpetrado por Augusto Pinochet e seus comparsas. Certamente ele desejava mostrar ao mundo, e, principalmente, ao povo do "grande irmão do norte", as raízes do terror e do ódio devotado aos EUA e o quanto eles contribuíram para a sua disseminação.



Fontes: OutrasPalavras e MST

O Islã ganha território no Brasil

Texto publicado no site FIGARO.fl do dia 05.02.2010 de autoria da jornalista marroquina LAMIA OUALALOU, responsável pela cobertura da América Latina. Lâmia Oualalou mora no Rio de Janeiro.

APÓS OS ATENTADOS DE 11 DE SETEMBRO 2001 E, SOB O IMPULSO DE UMA TELENOVELA, AS CONVERSÕES SE MULTIPLICARAM NAS PERIFERIAS URBANAS DO PAIS.

Cinco vezes ao dia, Rosangela volta-se para a Meca em seu pequeno apartamento de Vila Ferreira, um bairro pobre de São Bernardo do Campo, cidade industrial situada a alguns quilômetros de São Paulo. Ela tem 45 anos, uma vida orquestrada pelo Islã, religião que ela abraçou desde o principio dos anos 1990. Usando véu, vestida com uma longa túnica, Rosangela chefia um centro de informações e divulgação do Islã para a América Latina. “Estou dando aulas sobre o Corão”, diz ela com precisão, receosa de que sua função seja confundida como a de uma
simples recepcionista.
Não é tarefa fácil conservar com a Rosângela: Ela se interrompe a cada cinco minutos para responder ao telefone ou orientar visitantes sobre as conferencias do sheikh Hihad Hassan Hammadeh, diretor do Centro. “Os pedidos de livros do Corão em português são tantos que meu estoque está se esgotando, afirma Rosangela. Então, enquanto aguardamos novos livros m português, divulgamos as versões em espanhol”.
No Brasil, primeiro pais católico do mundo, já observamos um crescimento importante do Islã há uma dezena de anos. “E quase impossível sabermos quantos muçulmanos vivem no Brasil porque em seus registros – na identificação - constam como ‘outros’ , porém estima-se em torno de um milhão”, indica Paulo da Rocha Pinto, professor da Universidade Federal Fluminense.
Segundo Paulo da Rocha Pinto, o melhor indicador da expansão desta religião deve-se à multiplicação de lugares de culto. Desde o principio do Século XX, e independentemente de sua origem, os muçulmanos são chamados no Brasil de “Turcos”, com referência à tutela que em certa época o Império Otomano exercia.
– A primeira mesquita foi inaugurada somente em 1960. A construção dos lugares de culto começou, realmente, a partir dos anos 1980 e foi se acelerando no começo dos anos 2.000.

O EFEITO MODISMO

Os atentados de 11 de setembro de 2001 foram o ponto de partida para o embalo. Disse Rosângela “Alguns queriam saber mais a respeito deste povo capaz de fazer tremer o império americano, outros duvidavam do que relatava a imprensa. Vindo aqui, eles perceberam que o Islã não tem nada a ver com o ódio e, aos poucos, alguns quiseram se tornar muçulmanos”.
No Brasil sempre existiu um movimento para conversão ao Islã, apesar de um baixo proselitismo. “Em geral, tinha como motivo uma amizade, um casamento. O 11 de setembro aumentou a imagem dos muçulmanos e aguçou a curiosidade” diz Paulo da Rocha Pinto. Na universidade, os cursos sobre o mundo árabe e o Islã, que outrora eram vistos como exóticos, estão lotados. Este interesse foi constatado no mundo inteiro. Mas no Brasil, este interesse teve um acontecimento especifico: o de uma telenovela. Em outubro de 2001, três semanas após os atentados ao World Trade Center, a cadeia de televisão O Globo lançou “O Clone”. O seriado se
desenrolava no Marrocos, com a ambição de elucidar sobre os mundos árabe e muçulmano. “Uma coincidência: esta telenovela era programada há vários meses”, recorda-se o Francirosy Ferreira, especialista do Islã na Universidade de São Paulo.
O sucesso era tanto que passou a ser comum, nas ruas do Rio de Janeiro e de São Paulo, as pessoas se cumprimentarem com um ‘inch ‘Allah’. “Muitas mulheres sonhavam em abandonar sua religião para poder casar com um “Saïd”, o herói muçulmano da novela”, conta rindo Francirosy. Muito caricatural, o personagem era romântico, respeitoso para com a sua mulher, a quem cobria de ouro.
As conversões decorrentes de modismo revelaram-se frágeis. Rosangela, está convencida disso. A sua conversão resulta de uma busca de identidade. Negra, pobre, militante de um Movimento Negro Unificado (MNU) desde a adolescência, ela não encontrou conforto espiritual no seio de sua família católica. “Jesus era sempre representado como homem branco. O que sabem eles? “Em Jerusalém nem todos eram brancos!”afirma ela. “Os primeiros muçulmanos que se
instalaram no Brasil não eram comerciantes libaneses nem sírios, porém “milhares de escravos importados da África” relembra Paulo Farah que dirige o Centro de Estudos Árabes. Conhecidos como Malês e Muçulmis, eles representavam, segundo os especialistas, 15% dos escravos. Entre 1807 e 1835, eles se revoltaram várias vezes. A mais importante revolta, dita a Revolta dos Malês foi em Salvador, na Bahia, na noite de 24 de janeiro de 1835. “As autoridades a apagaram dos livros de historia”, observa Paulo Farah. Ela deu inicio a uma feroz repressão e a uma desconfiança permanente para com o Islã.
Um astro do hip-hop em São Paulo, o rapper Honerê al-Amin Oadq reivindica esta herança. Ele tem 32 anos, anteriormente chamava-se Carlos Soares Correia. “Escolhi o hip-hop a fim de denunciar o genocídio dos jovens negros no Brasil de quem são vitimas, e mostrar também que nós podemos representar valores positivos”, explica o jovem. Ele encontrou a fonte de inspiração na Revolta dos Malês, qualificada por ele como “Intifada negra”, O filme Malcom X e o fascínio exercido pelo boxeador Mohammed Ali (nascido Cassius Clay) completariam a idéia.


Em seu grupo batizado de “Posse Hausa” alusivo a um outro levante de escravos muçulmanos no século XIX, um quarto dos integrantes converteu-se ao Islã. Os outros, diz o jovem, “optaram pelo mesmo modo de vida que nós: eles não bebem, não fumam, respeitam as mulheres e ajudam à comunidade”. De acordo com o jovem, o Islã salvou assim, dezenas de amigos seus do álcool, da droga e da prisão.
A introdução do Islã nas periferias está modificando a visão de uma religião outrora identificada por descendentes de Árabes oriundos de uma classe social alta. Para Paulo Farah, “a mensagem de igualdade racial e de justiça social do Islã tem um franco sucesso no seio das comunidades menos favorecidas, em particular junto a jovens que sofrem do racismo e da violência policial”.
A motivação dos que escolhem o Islã não é a mesma que aquela que empurra para as igrejas evangélicas e religiões afro-brasileiras como o Candomblé, disse Paulo Pinto da Rocha. "Em geral, os novos convertidos se aproximaram anteriormente de outras religiões. Com o Islã, eles descobriram uma religião mais aberta ao mundo”. "A universidade nega qualquer derivação violenta política:" Há uma solidariedade com os povos palestinos, iraquianos ou libaneses, mas isso não é uma identificação. O que importa é que o Islã se apresenta como uma ideologia do
Terceiro Mundo, semelhante ao que podemos encontrar na teoria da libertação latino-americana, antes que a Igreja Católica decidisse frear a sua expansão. ".
A ausência de uma retórica vingativa também reflete a política do Estado brasileiro, que se recusa a identificar os muçulmanos como um povo separado. No rescaldo do 11 de setembro, o Departamento de Estado Americano pediu aos governos paraguaio e brasileiro para olhar cuidadosamente para as comunidades muçulmanas, argumentando que poderiam abrigar núcleos de terrorismo .
O Paraguai usou de zelo. Comerciantes muçulmanos em Ciudad del Este foram presos, alguns foram torturados. O Brasil, no entanto, respondeu que iria defender todos os cidadãos brasileiros contra a interferência estrangeira. No entanto a Islamofobia não está ausente no Brasil. Algumas publicações evangélicas são alarmistas e a população continua a ver a religião como "estrangeira". Rosangela sempre tem uma muda de véu em sua bolsa, em caso de agressão.
Paradoxalmente, para o Sheikh Jihad, é a telenovela que mais tem contribuído para aceitação do islã. Quando os fieis vinham visitá-lo na mesquita para protestar contra imagem caricatural da telenovela, ele respondia que estava satisfeito:
"Antes, tínhamos uma imagem de extraterrestres ou de terroristas. Agora, somos vistos como pessoas que gostam da festa e da dança. O quê vocês preferem?”

Tradução: Sara Davidson
Edição: Mauricio Grinberg



Conversa de Artista com Elisa Lucinda

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Solução para travamento no Ubuntu Lucid

Fonte: http://ubuntuforum-pt.org/

De Kleiton Lopes

Esta solução se dirige a quem tem a placa de vídeo intel 82945g:

1) Instalar o "Ícone do Compiz Fusion" (Pode ser pela "Central de Programas do Ubuntu")
2)Iniciá-lo em Aplicativos->sistemas
3)Clique com o botão direito no ícone do "Compiz Fusion"(localizado na área de notificação, do lado da rede,som,etc.) -> "Compiz Options" : marque o "Loose Binding" e o "Indirect Rendering".

OBS: Os links a seguir foram onde eu tirei esta idéia. Outras pessoas, além de fazer isso, também trocaram o Kernel. No meu caso não foi necessário, pois não está travando mesmo com o kernel oficial do Ubuntu.

http://ubuntuforum-pt.org/index.php?topic=68073.0
http://xdown.com.br/linux-9/resolvendo-o-bug-do-compiz-na-placa-de-video-intel-82945g-ubuntu-10-04/

Centro Cultural Octavio Brandão convida:

CENTRO CULTURAL OCTAVIO BRANDÃO
GRANDE ALMOÇO COMEMORATIVO DO ANIVERSÁRIO DO CCOB
NESTE DOMINGO - 19/09 - A PARTIR DAS 13 HORAS
VENHA E TRAGA OS AMIGOS
TEREMOS: ALMOÇO (BACALHAU DE FORNO COM BATATAS) R$ 10,00
OFICINA DE DESENHO E BONECOS DE RECICLÁVEIS
EXIBIÇÃO DE VIDEOS HISTÓRICOS
CANJA DOS VIOLEIROS, SAMBISTAS E POETAS PRESENTES
CCOB: Rua Miguel Ângelo, 120, esquina com Domingos Magalhães, próximo ao Metrô Estação Maria da Graça.
Ajude a divulgar as atividades do CCOB, repasse esta mensagem para sua lista de contatos.




Lançamento de livro: Clebynho, o babalorixá aprendiz, de Leandro Müller

Cine Afro Sembene convida: Moolaadé

Moolaadé - um filme de Ousmane Sembene

Dia: 18 de setembro de 2010 - 19 horas - Entrada franca

Local: CECISP- Associação Centro Cineclubista de São Paulo

Rua Augusta, 1239, CJ. 13/14 - Metrô Consolação

Informações: (11)3114-3906

Sinopse: Em um distante povoado africano, ligado apenas pelo rádio, o costume da mutilação genital feminina (a circuncisão) é temida por todas as garotas. Seis delas, segundo a tradição, devem passar pelo ritual num determinado dia. Este é um dos passos para que elas conquistem um ótimo pretendente e tenham um casamento bem sucedido. O pavor é tanto que duas afogam-se num poço. As outras quatro buscam a proteção de Collé, uma mulher que não permitiu que sua filha fosse mutilada, invocando o "moolaadé" (proteção sagrada). O fato gera comoção e ganha adesão de mulheres e simpatizantes contrários à mutilação. Mas vários homens e membros representativos da aldeia pressionam o marido de Collé para que ela retire a proteção, nem que para isso ele tenha de chicoteá-la em público.

Título Original: Moolaadé, 2004

Roteiro e Direção: Ousmane Sembene

Origem: Senegal/França/Burkina Faso/Camarões/Marrocos/Tunísia

Duração: 119 min

Idioma: Bambara/Francês

Legendas: Português

HAVERÁ DEBATE APÓS A EXIBIÇÃO

Comentários: Oubí Inaê Kibuko

www.oubifotografias.blogspot.com

www.tamboresfalantes.blogspot.com

AGENDE-SE: O Cine Afro Sembene, homenagem ao escritor e cineasta Ousmane Sembene, considerado "O Pai do Cinema Africano", acontece no CECISP todo terceiro sábado do mês. As exibições de filmes africanos e diáspora são sempre seguidas de debate com um comentarista convidado e de um chá de confraternização entre os presentes.

Deputado quer revogar leis da umbanda, candomblé e orixás

E sobre camuflagem religiosa o racismo permanece, e se reinventa.

O deputado estadual Edson Albertassi apresentou, nesta quarta-feira (08/09), um projeto de lei revogando as leis que declaram a Umbanda, o Candomblé e os dias de Iemanjá, Nanã, Iansã e Oxum como patrimônio imaterial do Estado do Rio de Janeiro.

As leis são de autoria do deputado estadual Átila Nunes, que tem uma atuação voltada para os interesses dos umnbandistas.
As leis do Dia de Iemanjá e do Dia de Oxum foram aprovadas pelos deputados em 2009 e início de 2010. Edson Albertassi quer a sua revogação

De acordo com o deputado Albertassi, estas leis ferem a Constituição Federal: “Não é correto que o Estado Laico e Democrático transforme religiões e festividades religiosas em patrimônio imaterial”.

Edson Albertassi diz que as leis do deputado estadual Átila Nunes impedirão a pregação eloqüente de pregadores pentecostais, testemunhos de ex-macumbeiros e cultos de libertação possam ser atingidos.

Segundo o deputado Albertassi, "no Brasil, há uma mistura sobre os conceitos de cultura e religião. Precisamos separar estas duas questões, porque sob o viés de “cultura, algumas religiões vêm sendo beneficiadas pelo poder público em detrimento das outras”.
Segundo Albertassi, foi assim que muitas leis beneficiando a Umbanda foram aprovadas na Assembléia Legislativa pelo meu colega deputado Átila Nunes. "Não se trata de nada pessoal contra ele, mas sim contra a Umbanda e o Candomblé, que não podem se igualar aos evangélicos, este sim, verdadeiros religiosos que não se baseiam em vodus e manifestações questionáveis"
Albertassi reconhece o trabalho de décadas "do deputado estadual Átila Nunes em defesa de sua seita, mas existe um limite nas suas ações de reconhecimento e na busca de igualdade de tratamento da Umbanda e do Candomblé com as religiões cristãs".

Retomada Indígena III

20 a 24 de setembro 2010 – Museu da Cultura PUC-SP

POVOS INDÍGENAS FRENTE À SOCIEDADE BRASILEIRA HOJE

20/9 - 2ª feira – Abertura da semana

18,30h. Dança de um grupo indígena na rampa do prédio novo da PUC (entrada Rua Ministro Godoi).

19h. Exposição no Museu da Cultura (PUC-SP) - O olhar indígena sobre a cidade e a aldeia (fotos de indígenas que vivem em São Paulo), e mostra de instrumentos de caça, guerra e pesca de várias etnias do Brasil. (Duração da exposição: de 20/9 a 8/10, das 10h às 19h, exceto em finais de semana).

19,15 h. Mesa redonda 1: Povos indígenas frente à sociedade brasileira hoje. Debatedores: Prof. Rinaldo Arruda (antropólogo da PUC-SP), Cristiano Navarro (jornalista do semanário Brasil de Fato) e Prof. Sílvio Mieli (Prof. da Faculdade de Jornalismo da PUC-SP).

21/9 - 3ª feira

19,15h. Mesa redonda 2: Os indígenas Guarani Kaiowá do MS. Projeção do curta À beira da estrada (do documentário La lotta e la speranza - Luci nel Mondo/Cimi). Debatedores: Valdelice Veron (filha do cacique Marcos Veron) e liderança Guarani Kaiowá do MS, e Dra. Maria Luiza Grabner (Procuradora do Ministério Público Federal- PR/SP).

22/9 – 4ª feira

19,15h. Mesa redonda 3: Lideranças indígenas: Jerry Matalawê (liderança Pataxó e membro da Secretaria da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos da Bahia); Timóteo Popyguá (liderança Guarani da aldeia Tenondé Porã-São Paulo) e Maria Cícera de Oliveira (povo Pankararu e da coordenação do Programa Pindorama, PUC-SP)

Local: Museu da Cultura – PUC-SP.

23/95ª feira

19,15h. Mesa redonda 4: A questão indígena e os movimentos sociais: Edson Kayapó (doutorando da PUC-SP e coordenador dos Ceci da Prefeitura de São Paulo); Israel Sassá Tupinambá (membro do Tribunal Popular e da Org. Popular Aymberê), Regina Lúcia dos Santos (geógrafa e membro do Movimento Negro Unificado-MNU) e Gilmar Mauro (coordenação nacional do MST).

24/9 – 6ª feira

19,15h. Lançamento do Relatório de Violência de 2009–CIMI, com comentários da Profa. Lúcia Helena Rangel, PUC-SP (organizadora do trabalho), Sarlene Soares Makuxi (mestranda PUC-SP, da Terra Indígena Raposa Serra do Sol) e Bruno Martins (graduando da Faculdade de Direito da USP).

Encerramento: reza indígena e toré com os povos presentes (Wassu Cocal, Fulni-ô, Pankararé, Pankararu...)

SEMANA DE CURTAS METRAGENS COM TEMÁTICA INDÍGENA

21/9 - 3ª feira

O amendoim da cotia (Sobre o povo Panará/PA, dir. Vincent Carelli. Vídeo nas Aldeias, 50’)

12,30 h e 18h: projeção no auditório Paulo VI (auditório da Biblioteca).

22/9 – 4ª feira

Pisa Ligeiro (Luta dos povos indígenas hoje. 50’).

12,30h e 18h: sala 134 C (1º andar, PUC, entrada pela Rua Ministro Godoi).

23/95ª feira

Xingu, terra ameaçada (dir. Washington Novaes, TV Cultura, 48’).

12,30h e 18h: projeção no auditório Paulo VI (auditório da Biblioteca)

VENDA DE ARTESANATO

Durante a semana haverá venda de artesanato dos povos Pankararé, Fulni-ô, Guarani, Kaimbé e Kariri Xokó. Local: PÁTIO DA CRUZ (pátio interno do prédio velho da PUC)

Carta Aberta: Em defesa da eduacação do Estado do Rio de Janeiro

Como professor, eu assino embaixo!!!

Magistério do RJ - Carta Aberta à População


Carta Aberta à População do Estado do Rio de Janeiro.

Nós, professores servidores do Estado do Rio de Janeiro, escrevemos esta carta aberta à população do Rio de Janeiro para mostrar aquilo que realmente envolve a questão incorporação da gratificação chamada Nova Escola e
diminuição do nosso plano de carreira.

A princípio, não foi dito o valor do salário do professor estadual, que é de apenas R$ 607,26. A população deve imaginar que recebemos alguma ajuda extra, como vale transporte, vale refeição, que qualquer empresa é obrigada
a pagar a seu funcionário. Porém, não é isso o que acontece: não recebemos estes benefícios que são direitos de todo o trabalhador e ainda temos o desconto previdenciário de 11%( necessário p/ aposentadoria) recebendo um
salário líquido de aproximadamente R$ 540,00.

O Governo faz propagandas na televisão dizendo que deu laptops para todo professor, mas na verdade, estes laptops foram adquiridos através do sistema de comodato, ou seja, estes equipamentos são *emprestados *pelo governo que,
quando bem entender, pode pedir os mesmos de volta. Incabível um professor trabalhar 30 anos em sala de aula, sem ter condição de adquirir um computador e qdo recebe, de repente fica sem ele __ ou por ter entrado de licença ( por doença) ou por pedir aposentadoria.
Incoerente e injusto, pois um aluno que se destaca nas avaliaçoes é presenteado com um notebook ( sem devoluçao, claro!) mas esquecem que se este é um aluno de destaque....quem o fez foram os professores.
Atualmente, observamos a climatização das salas de aula, onde o Governo aluga os aparelhos gerando um consumo absurdo de energia elétrica, que será pago pela escola.
( Na maioria das escolas, os aparelhos só serviram para travar janelas impedindo a entrada de ar, pois não estão funcionando. É só fachada.)

A incorporação do Nova Escola se dará até *2015*, em *7 parcelas*...isso mesmo!!! O governador já se considera reeleito. Existem casos de professores que receberão, segundo este projeto, um aumento de R$ 2,47! o que não dará para pagar uma passagem com o valor deste aumento. Um outro ponto é o grande número de pedidos de exoneração de professores: estima-se que seja aproximadamente 30 por dia! Pergunta-se: Quem consegue ficar satisfeito com esse sálario e ainda sem condições decentes de trabalho?

Contudo, o que mais nos deixa indignados, é a carta compromisso enviada aos nossos lares onde o mesmo governador empenha sua palavra e agora se esquece
de tudo aquilo que prometeu. As promessas são:

Promessa 1- Reposição das perdas dos últimos 10 anos.
Resultado- Reajuste de 4% e mais 8% de uma perda de mais de 70%.

Promessa 2- Manutenção do atual plano de carreira e inclusão dos professores de 40h.
Resultado- Não só manteve o professor 40h de fora do plano como tentou diminuir as diferenças entre níveis de 12% para 7,5%.

Promessa 3- Fim da política da gratificação Nova Escola e incorporação do valor da gratificação ao piso salarial.
Resultado- Esqueceu de avisar que seria em 7 anos e sem reposição da inflação.

Promessa 4- "A secretaria de Estado de Educação do meu governo terá como titular pessoa com histórico na área de educação e vínculos com o magistério."
Resultado- A atual titular da pasta é da área de computação, burocrata sem passagem pelo magistério.
Não somos ouvidos, e ainda vemos a imprensa nos virar as costas e distorcer a situação real, para ludibriar e confundir o povo. Somos pais e mães de família, que fizeram um curso superior, muitos com mestrado e até doutorado, na esperança de um futuro melhor.
Contamos com a compreensão e a colaboração da população do Estado do Rio de Janeiro.
Vista a camisa da Educação, você pode não ser professor, seu filho e sua família podem não precisar da Educação Pública, mas a nossa sociedade só vai melhorar com Educação Pública de qualidade. Faça a sua parte, essa será uma verdadeira mudança na história da Educação no Estado do Rio de Janeiro, porém precisamos adequar a verdadeira realidade do magistério Estadual.

Agradecemos imensamente a atenção

Professores do Estado do Rio de Janeiro

Manifesto em defesa do direito ao voto das presas e dos presos provisórios nas eleições de 2010

Vejam só, o Estado de São Paulo quer impedir que sua população carcerária exerça este direito sagrado. Quer entender? Leia abaixo este manifesto.

Encarcerados e encarceradas, os sem direitos no Estado de direitos?

Costuma-se dizer que ninguém conhece verdadeiramente uma nação até que tenha estado dentro de suas prisões. Uma nação não deve ser julgada pelo modo como trata seus cidadãos mais elevados, mas sim pelo modo como trata seus cidadãos mais baixos”. NELSON MANDELA

O Brasil tem seguido na contramão do processo de consolidação do Estado democrático de direito. Para uma crescente população – majoritariamente negra, pobre e jovem – a lei aparece não como garantia de direitos, mas como instrumento de punição.

A forma mais visível de tais violações tem sido através de um crescente processo de extermínio de jovens pobres, principalmente os negros, e do aumento extraordinário dos encarcerados no país. Neste sentido, fortalece-se cada vez mais um sistema penal seletivo (que criminaliza os pobres, negros e excluídos) e punitivista (em lugar de efetivação de direitos e garantias individuais, a punição se torna uma política pública de contenção social). Segundo dados do Departamento Penitenciário Nacional (DEPEN) o número de presos no período de 10 anos (2000 a 2010) mais que dobrou: de 220.000 para 470.000.

O Estado de São Paulo possui a maior população carcerária do país. Entre 1996 e 2010 houve um aumento de mais de 200% no número total de presos, passando de 52 mil pessoas em 1994, para 167 mil em 2010. Uma das razões principais para o aumento estarrecedor no número de presos tem pouco a ver com o aumento da criminalidade violenta no Estado e mais a ver com a política de criminalização dos mais pobres. Em outras palavras, a política de tolerância zero tem priorizado os crimes contra o patrimônio e o uso de entorpecentes como estratégia seletiva de contenção social. Se por um lado o crime não é uma característica dos pobres, eles são os alvos preferenciais do Estado Penal!

Em 2010, o TSE - Tribunal Superior Eleitoral regulamentou a garantia constitucional do direito de votar aos encarcerados provisórios, que são mais de 150 mil pessoas no Brasil, dos quais um terço estão em São Paulo. Sob a justificativa da falta de segurança nas unidades prisionais, o estado de São Paulo não quer permitir que a maioria dos presos participe da vida política do país. Mesmo nas unidades que terão urnas, o direito ao voto não será garantido a todos por falta de empenho estatal em apresentar plano para efetivação do direito, especialmente no que tange a providência de documentos emitidos pelo próprio Estado.

Ao não garantir as condições para os (as) cidadãos (ãs) presos (as) usufruírem das suas prerrogativas constitucionais, o Estado atesta a sua incapacidade de gerir o seu sistema prisional fruto da política de ampliação do encarceramento, ao passo que os órgãos do Sistema de Justiça se omitem na efetivação desses direitos. Assume, também, o fracasso do sistema expresso pela superpopulação carcerária, a lentidão no exame dos processos criminais, o acesso restrito à assistência jurídica gratuita e toda forma de violação de direitos humanos dos presos provisórios, condenados e seus familiares.

As condições dos encarcerados no Brasil expõem as fraturas sociais de uma sociedade extremamente desigual no acesso à justiça e aos direitos humanos básicos. Torturas, maus-tratos, superlotação, penas vencidas, presos provisórios em espera permanente... As prisões brasileiras escondem o terror permanente que insiste em se manter entre nós, somente em um Estado de exceção se justificaria a suspensão dos direitos políticos de indivíduos não-condenados pela Justiça. É neste sentido que o direito de votar e ser votado é uma conquista para a sociedade brasileira, que o Estado não tem o direito de violar!

Ao reafirmarem o compromisso com a luta pelo Estado democrático de direito, as entidades abaixo signatárias denunciam a negação do direito ao voto como séria violação aos direitos políticos daqueles (as) sob custódia provisória do Estado, e exigem sua solução! Pela efetivação do direito ao voto para a população carcerária, já!


1-Tribunal Popular: o estado Brasileiro no banco dos réus

2-Fórum Estadual de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente

3-AJD-Associação Juízes para a Democracia

4-ITTC _ Instituto Terra, Trabalho e Cidadania

5-Pastoral Carcerária

6-Movimento Negro Unificado

7-AMPARAR

8-Rede Grumin de Mulheres

9-ACAT-Ação dos Cristãos para a Abolição da Tortura

10-CDH -Sapopemba

11-Núcleo de Situação Carcerária - Defensoria Pública do Estado de São Paulo

12-IBCCrim

13-UNEafro Brasil (União de Núcleos de Educação Popular para Negras/os e Classe Trabalhadora)
14-AFDDFP (Associação Franciscana de Defesa de Direitos e Formação Popular)

15-Observatório das Violências Policiais-SP

16-Comissão de DH's do Sindicato dos Advogados do Estado de São Paulo

17-APROPUC-SP
18-Justiça Global

19-Rede Social de Justiça e Direitos Humanos.

20-José Damião de Lima Trindade, Procurador do Estado.

21-Núcleo de Combate a Discriminação, Racismo e Preconceito da Defensoria Pública de São Paulo.

22-CA Benevides Paixão

23-Comissão de Familiares de Mortos e Desaparecidos Politicos

24-União de Mulheres de São Paulo, Projeto Promotoras Legais Populares

25-Ibase

26-Instituto Pedra de Raio - Justiça Cidadã

27-INSTITUTO CEPODH - Centro Popular de Direitos Humanos.

28-ABRAÇO

29-Movimento Nacional de Direitos Humanos - Regional São Paulo

30- CEDECA Sapopemba

31- Instituto Daniel Comboni.

32-Ciranda Brasil de Informação Independente

33- Compas - Associação de Comunicação Compartilhada

34- ANCED- Associação Nacional dos Centros de Defesa da Criança e do Adolescente

35-CEDECA Interlagos -Centro de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente de Interlagos.

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Abraço fraterno,

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A paz é fruto da justiça!
La paz es fruto de la justicia!
The peace is fruit of justice!

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