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domingo, 30 de janeiro de 2011

São Paulo Fashion Week cumpre acordo com movimento negro

 Fonte:  vermelho



Em nota divulgada nesta quinta (27), a Educafro (Educação e Cidadania de Afro-descendentes e Carentes) agradeceu aos organizadores do “São Paulo Fashion Week”, edição de 2009 e 2010, por terem cumprido o Termo de Ajuste de Conduta (TAC) determinando que 10% dos modelos que se apresentaram no evento de moda fossem negros ou negras. Para a edição deste ano, que começa nesta sexta (28), a entidade lançou o desafio para que esse índice seja ampliado em 20% e o cachê igual para todos.
Embora avalie que essa “inclusão ainda é muito tímida, tendo em vista a quantidade de modelos afrodescendentes disponíveis no mercado”, a entidade também agradeceu ao Ministério Público Paulista por ter ouvido o apelo do movimento e promovido o ajuste.

“Sabemos que a próxima SPFW será do dia 28 a 2 de fevereiro deste ano. Perguntamos: se o IBGE revelou que a percentagem atual da população negra no Brasil é de 51,3%, porque a SPFW não dá mais um salto e assume o compromisso nesta edição de 2011 de ampliar para 20% o índice de negros/as? Mas não é o bastante: queremos também a garantia de igualdade de cachê entre os/as modelos afrodescendentes, indígenas e brancos/as”, diz a nota assinada pelo diretor executivo da entidade, Frei David Raimundo Santos, que se destacou na implantação do sistema de cotas em diversas universidades.

Segundo o diretor, as oportunidades de trabalho para os modelos negros no país continuam escassas. “Precisamos avançar para que todos os setores da moda se conscientizem dessa desigualdade para que, por meio de metas, aumentem os números de afrodescendentes e descendente de índios nas passarelas”, disse ele.

A Educacafro também interpretou a ação como uma forma de conscientização da população sobre a necessidade de combater todos os tipos de discriminação. “É preciso exterminar qualquer situação de discriminação contra a comunidade negra e demais carente”, conclui a nota.
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