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quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Sobre a meritocracia na educação do Rio de Janeiro

Sou professor da rede estadual de educação do Estado do Rio de Janeiro e, em 2006, recebi em minha casa, assim como milhares de colegas, uma carta de compromisso do  futuro governador Sergio Cabral. Neste documento, o então candidato a governador destacava que elegia "como prioridade a educação", e afirmava que só seria "possível oferecer às nossas crianças e aos nossos jovens uma educação de qualidade com professores bem remunerados, capacitados, motivados e com garantia do recebimento de aposentadorias e pensões dignas" e listava uma série de medidas a serem colocava em prática para se concretizar tal objetivo. Passados 4 anos de governo vimos que pouquíssimo do prometido foi cumprido. Com isso, milhares de colegas abandonaram a profissão e foram se dedicar à outras atividades, além de encher de desesperança e desilusão aqueles que assim como eu resolveram ficar.

Neste sentido, vir agora com fórmulas mirabolantes, com discursos em defesa da meritocracia, como se fosse de responsabilidade das vítimas o sofrimento provocado pelo Estado à toda comunidade escolar é, no mínimo, oportunismo político, e mais, um profundo retrocesso, pois, se na proposta anterior buscava-se afirmar o desejo de toda população do Rio de Janeiro de se constituir efetivamente uma educação pública de qualidade, na atual, vemos retornar a já velha lengalenga neoliberal. Lamentável!!

Devem estar felizes os empresários da educação, na medida em que, verão, em número ainda maior, a migração de alunos da escola pública para suas instituições privadas, aumentando seus lucros e engordando seus bolsos, já bem cheios. Assim observamos crescer a rede privada de educação em todo Brasil, favorecida por ações equivocadas de governos estaduais e municipais. 

Para corroborar o já dito anexamos ao post, a carta de compromisso, de setembro de 2006, do governador.

Documento retirado do blog: celprpaul
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