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domingo, 17 de julho de 2011

Grã-Bretanha: Rebekah Books detida no âmbito do escândalo das escutas ilegais

Fonte: esquerda.net

A ex-directora da News International, a filial britânica do grupo de Rupert Mudoch, foi detida neste domingo em Londres pela polícia, que ainda não confirmou a detenção, no âmbito da investigação ao escândalo das escutas ilegais feitas pelo jornal News of the World.
Rupert Murdoch e Rebekah Brooks
Rupert Murdoch e Rebekah Brooks

Rebekah Brooks tinha-se demitido de directora da News Internationalde Rupert Murdoch na passada sexta feira, foi editora-chefe do tablóide News of the World entre 2000 e 2003 e é muito próxima não só do magnata Rupert Murdoch, mas também do actual primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron.
Rebekah Brooks era funcionária do grupo Murdoch há 22 anos e no período em que dirigiu o News of the World, o tablóide terá feito escutas ilegais a políticos, a pessoas famosas e a muitas outras pessoas, nomeadamente a vítimas de crimes, em busca de exclusivos sensacionalistas.
Rebekah é a décima pessoa a ser detida no âmbito da investigação das escutas ilegais, desde que o escândalo rebentou. Um dos detidos e depois libertado sob caução, Andy Coulson, fez parte da direcção do News of the World e foi depois assessor para a comunicação do primeiro-ministro britânico David Cameron, tendo-se demitido em Janeiro passado devido a este escândalo.
Na passada sexta feira, para além da demissão de Rebekah Brooks também Les Hinton se demitiu de executivo superior do grupo News Corporation, que controla a News International. Les Hinton chefiou o grupo News Internationalentre 1995 e 2007 e trabalhou para Rupert Murdoch durante mais de 50 anos.
Rebekah Brooks tinha sido convocada pela comissão de média do parlamento britânico para ser ouvida na próxima terça feira sobre o escândalo das escutas ilegais. Também Rupert Murdoch e o seu filho James deverão ser ouvidos nesse dia na comissão parlamentar.
Murdoch fez publicar anúncios neste fim de semana em diversos jornais britânicos a pedir desculpa pelas escutas ilegais do tablóide, que entretanto foi extinto.
O escândalo atinge também a Scotland Yard, que durante anos não se empenhou na investigação sobre as escutas do News of the World, tendo-se conhecido que o chefe desta polícia se reuniu com os directores do grupo de Murdoch 18 vezes, entre 2006 e 2010. Além disso, a Scotland Yard recrutou para consultor de relações públicas um ex-director do News of the World, Neil Wallis, que era também consultor de um luxuoso hotel onde o chefe da polícia passou cinco semanas este ano.
Entretanto, o líder do Partido Trabalhista britânico, Ed Milliband, veio pedir o desmantelamento do ramo britânico do grupo Murdoch e declarou que deve ser "encarado com cuidado o facto de uma pessoa poder deter mais de 20 por cento do mercado da imprensa", considerando que "esse tipo de concentração de poder é realmente perigoso".
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