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segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Estudante é vítima de racismo em escola de Quintino


 Justamente durante a semana da consciência negra. Os casos de racismo se sucedem e muito pouco é feito. 
Hoje, uma aluna me relatou que seu namorado negro foi questionado por uma criança de 3 anos. Ela indagou-lhe:
_Por que ele tinha cor de água suja?
Ora de quem esta criança ouiu esta aberração? Só pode ser de seus familiares, na escola se estiver, mas isso mostra como o racismo continua forte e resiste ao combate. 


Fonte:  odia

POR ANTÔNIO PUGA

Rio - Uma aluna de 11 anos do Ensino Fundamental da Fundação de Apoio à Escola Técnica (Faetec), da unidade Quintino, foi vítima de racismo por parte de seis estudantes da mesma instituição. O caso ocorre uma semana após a escola ter promovido o Fórum das Relações Etnicorraciais, onde foram debatidas questões ligadas ao racismo, o preconceito, discriminação e suas influências na educação. O caso foi registrado na Delegacia de Proteção a Criança e  Adolescente (DPCA).
Segundo a dirertora de Articulação  Institucional de Educação, Bianca Fogli, desde setembro um grupo de seis estudantes, com idade entre 11 e 14 anos, passou a ofender a menor chamando-a de "negra"  e "macaca".
"Os professores começaram a estranhar o comportamento dela, pois é considerada uma ótima aluna e com desempenho acima da média. Ela passou a ser introspectiva e chegou a se afastar dos colegas de turma. Ficamos preocupados com a atitude e depois de termos uma conversa com a mãe e a aluna, foi revelado o que vinha acontecendo", relata a diretora.
A escola orientou a responsável pela menor a fazer denúncia na DPCA. "Além do registro policial encaminhamos ao Conselho Tutelar um documento informando a situação, já que a Faetec tem trabalhando junto aos alunos a questão não só do racismo como também do bullying, e não podemos aceitar este tipo de comportamento. Entedemos que este tipo de situação se tornou comum nas escolas, mas é preciso combater este comportamento", garante Bianca Fogli.
Depois de receber inúmeras ofensas e ameaças, a aluna teria pedido a mãe para não fazer as provas finais, com início nesta segunda-feira. "Colocamos a disposição uma sala especial onde poderia fazer as provas com a presença de um professor. Entretanto, ela acabou optando por ficar junto aos demais colegas", disse a diretora.
Medidas educativas
Segundo Bianca Fogli, os seis menores fazem parte da turma da menina e através de um levantamento  junto aos professores, foi constatado que o grupo tem criado problemas em sala de aula. " Não temos registros de outros casos de racismo ou bullying envolvendo estes alunos, mas temos informações que eles têm este mesmo commportamento em sala de aula.É interessante mencionar que alguns deles tiram boas notas", comenta Fogli.
Embora os seis menores não corram o risco de expulsão da unidade da Faetec, a escola abriu sindicância para apurar o caso. " Sabemos que a vida atual obriga os pais a trabalharem e na maioria das vezes a escola é a única referência para eles. Mas não podemos permitir que uma situação como esta acontença. Além da sindicância, do registro policial, registro no Conselho tutetar, iremos convocar os pais deste meninos para uma conversa e relatar o que aconteceu. Não temos a intenção de excluí-los da escola, e não é essa a nossa política, mas serão vigiados e avaliados. Acredito que terão de cumprir medidas socioeducativas", revela.
Para a mestre em Psicologia, Márcia Magalhães Fonseca, a situação evolvendo  a questão do racismo ou do bullying  nas escolas é cada vez mais comum. " A atitude deste meninos demonstra o quanto nossa sociedade é preconceituosa.  Muitas vezes abertamente e em outras disfarçada. É importante que a escola apure se não existem outros casos semelhantes. Até porque na maioria das vezes, o aluno prefere silenciar a deunciar que venha sendo vítima de racismo ou de violência", conclui.
A família da menor foi procurada, mas não quis se pronunciar sobre o caso.
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