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quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Racismo contra estagiária negra pode gerar três processos



Fonte: brasil247

Além da esfera criminal, caso da estagiária negra do Colégio Internacional Anhembi Morumbi deve ir para Justiça Trabalhista; advogado também pretende entrar com ação por danos morais em vara cível; Ester Cesário denuncia que foi constrangida por diretora a alisar cabelo crespo e "esconder" quadris

07 de Dezembro de 2011 às 22:03
Diego Iraheta _247 - Na tentativa de debelar atos de discriminação como o que afirma ter sofrido, Ester Elisa Cesário estuda processar o Colégio Internacional Anhembi Morumbi. Além da ocorrência de crime de racismo já registrada na Delegacia de Crimes Raciais de São Paulo, o advogado da jovem, Cleyton Borges, pretende entrar com uma ação na Justiça Trabalhista e outra de indenização por danos morais em vara cível. Ester alega que foi advertida a alisar os cabelos crespos e vestir roupas para “esconder os quadris”.
Nesta quinta-feira, 8, o advogado de Ester terá um encontro com a direção da instituição para tratar do caso. Apesar da nota oficial do Anhembi Morumbi , que negou intenção de causar qualquer constrangimento à estagiária, ela não esquece a dor de ser discriminada. “O padrão daqui [da escola] é cabelo liso”, teria dito a ela uma representante do colégio.
Diversas frentes do movimento negro de São Paulo concentram esforços para protestar contra o caso denunciado por Ester. A União de Núcleos de Educação Popular para Negros (UNEafro Brasil) planeja uma manifestação também nesta quinta em frente à escola que fica no Brooklin, na área nobre de São Paulo. “Ruim não é nosso cabelo; ruim é o racismo! Vamos protestar em repúdio à atitude racista dessa escola”, afirmou ao 247 o representante do UNEafro Brasil Afonso Fernandes.
Segundo diretores do Colégio Internacional Anhembi Morumbi, ocorreu um mal-entendido sobre o uso de uniforme cobrado de todos os estudantes e funcionários. “Foi instituído o uso de uniformes... para que o foco da atenção saia da aparência e seja dado ao indivíduo e sua natureza única, às suas potencialidades e características singulares”, informou nota enviada ao 247.
A instituição também decidiu contratar uma “consultoria especializada em diversidade” para lidar melhor com questões de diferença dentro da escola. Para a UNEafro Brasil, essa medida é insuficiente. “É uma tímida investida do colégio, quase nada. Nós exigimos a capacitação dos profissionais dessa e outras escolas, que não sabem lidar com a diversidade étnica no Brasil”, conclui Afonso Fernandes, da UNEafro.
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