Blog comprometido com as mais diversas lutas sociais do planeta, particularmente, o que diz respeito a luta pelo socialismo, a ampliação do uso dos software livre Gnu/Linux na busca pela expansão de nossa inteligência coletiva e da cultura livre, além da batalha pela melhoria das condições de vida da população brasileira, sobretudo, do povo negro.

domingo, 30 de outubro de 2011

Péssima notícia: Paes sanciona lei que institui ensino religioso nas escolas municipais

        O prefeito do Rio, Eduardo Paes, sancionou no último dia 19, uma lei que institui o ensino religioso opcional nas escolas públicas municipais para os alunos do 1º ao 9º ano do ensino fundamental. A iniciativa é inédita no país.
        Esta é uma péssima notícia. Vai na contramão do princípio republicano de separação entre Estado e religião. As crenças religiosas devem ser assunto estritamente privado. A transmissão de seus valores/rituais não poderia invadir o espaço público, ficando circunscrita às famílias, templos e/ou congêneres e escolas confessionais. O financiamento dessas atividades jamais deveria vir dos cofres públicos, que, no Rio, mal conseguem pagar decentemente os professores já contratados.
        É interessante observar que um dos grupos que mais têm crescido nas pesquisas do IBGE é o dos ateus e sem religião. Nos anos 1960, mal atingiam 0,5% da população do país. Em 2009, ano do último levantamento do IBGE, pularam para 6,7% (13 vezes mais). No Rio de Janeiro, 16% dos pesquisados se declararam sem religião, uma das maiores taxas do país.  
        Num país como o nosso, onde convivem ateus e pessoas ligadas às mais diversas religiões, a laicidade do Estado deveria ser a garantia de tratamento igual para todos os cidadãos. Infelizmente, temos maus precedentes. Depois de mais de 120 anos de opção pelo Estado laico, ainda vemos símbolos religiosos nas dependências de prédios públicos. Um constrangimento inaceitável para os que frequentam esses lugares, que deveria ser de todos e não apenas expositores de uma denominação religiosa.
        Que não se diga que o ensino religioso cultivará bons valores. Em primeiro lugar, não existe nenhuma garantia neste sentido. Em segundo, uma breve olhada na História e se perceberá como as religiões provocaram diretamente ou ajudaram por omissão/apoio espiritual atrocidades de todos os tipos e atentados violentos contra os direitos humanos mais elementares.
        No Brasil em geral, e no Rio de Janeiro em particular, há  fatores objetivos que contraindicariam o ensino religioso nas escolas públicas. Dizer que o caráter facultativo deste ensino garantiria o respeito às diferenças é uma perigosa ilusão. É fácil imaginar a discriminação que sofreriam os que optassem por não frequentar essas aulas. Além disso, com a flagrante deficiência fiscalizadora das secretarias de educação, é mais do que provável que as escolas públicas se transformarão, a curto prazo, em centros de doutrinação de grupos que costumam ser tratados a pão-de-l& oacute; por todos os governos. Basta ver as campanhas eleitorais, quando candidatos cortejam, não raro cinicamente, movimentos e grupos religiosos, à cata de votos.
        A iniciativa da prefeitura do Rio é antirrepublicana e, como tal, deve ser amplamente denunciada.
Diretoria da ASA – Associação Scholem Aleichem de Cultura e Recreação
28 de outubro de 2011

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Mano Brown inaugura o orgulho de ser paulista

Alguma coisa acontece no coração do mais importante artista brasileiro de rap. O Mano Brown que se apresentou na terça-feira e na quarta-feira (18 e 19) na São Paulo natal, com o projeto Boogie Nipe, viu muita água passar embaixo de rios turbulentos. Ele pouco se parece com aquele cara duro e intransigente que, com seu grupo Racionais MC’s, mudou todo o curso das águas da música brasileira de 1990 em diante.

Para começo de conversa, Brown desta vez está do outro lado do rio poluído que separa sua zona sul da sempre esnobe e autocentrada região central da cidade. Os dois shows acontecem no palco do Sesc Vila Mariana, ainda na zona sul, mas bem mais perto dos Jardins que do Capão Redondo. Na primeira fila da quarta-feira, está o artista que foi o Mano Brown da geração 1960, mas com quem Brown e sua turma nunca manifestaram maiores afinidades: o baiano sempre tropicalista Caetano Veloso. Brown não é exatamente caloroso com ele, mas o traz ao palco no bis, para cantar a infalível “Sampa” (1978), desta vez num arco bem mais amplo que o cruzamento da Ipiranga com a São João.

Não é, tecnicamente, um show de rap – e aí reside a mais loquaz das mudanças que marcam essa volta em grande estilo de Mano Brown. O Boogie Naipe é um baile black, um espetáculo que poderíamos chamar de novo funk paulista – um funk rappeado, de cadeiras duras, diferente até mesmo por isso do funk carioca de Mr. Catra e companhia e do funk original, de cadeiras moles, de James Brown e patota.

Também não é, tecnicamente, um show de Mano Brown. Em vários momentos, contam-se até 15 artistas no palco, entre DJs, MCs, dois dançarinos de break com os rostos pintados de branco, cantores, vocalistas de fundo. Destacando-se o tempo todo com sua manemolência bem carioca, está Seu Jorge, que, Hollywood à parte, se mistura ao grupo como um integrante a mais, ora na guitarra, ora na flauta, ora nos vocais de frente e de fundo. (Tecnicamente, Seu Jorge é o único instrumentista no palco, já que discotecagem e bases pré-gravadas tomam conta do pedaço, como numa apresentação tradicional de rap.)

Brown dá a principal senha da noite, em termos artísticos, ideológicos e políticos, no momento em que profere a seguinte frase: “E viva o comunismo, todo mundo igual nessa porra”. A frase poderia dizer muita coisa, mas diz, principalmente, que não estamos num show de estrelas, ainda que Brown, tal qual um Bob Dylan ou um Michael Jackson à paulista, seja estrela por onde quer que passe.

Não só por Caetano ou Seu Jorge, o elenco é da pesada, um Funkadelic ou uma Family Stone à brasileira. O trovão soul fica por conta, principalmente, do rapper Lino Krizz e de Vanessa Jackson, conhecida do lado de cá da ponte por ter vencido em 2002 do reality show musical global Fama. Além deles, estão lá Helião (ex-RZO), Silvera e Ice Blue (o único dos Racionais, além do anfitrião), entre outros.
 
O ponto alto samba-rap-funkeado é “Mulher Elétrica”, fusão genial entre Racionais MC’s e Banda Black Rio, com versos como “ela é Naomi, é Clara Nunes, é Donna Summer” e integração vocal total da pequena multidão agrupada no palco. Aí está assinalada outra transformação importantíssima de um artista que na aurora misógina do rap nacional cultivava o hábito de tachar mulheres de “vagabundas” e que tais. Além da letra calorosa, “Mulher Elétrica” trouxe trechos luminosos de “Nega Olívia” (1977), do paulista Bebeto, e de “Que Nega É Essa?” (1972), do carioca Jorge Ben. Samba-rock é outra das senhas cruciais para a compreensão do “novo” Mano Brown.

Bebeto, Caetano, Jorge, Seu Jorge – as referências brasileiríssimas não estão ali à toa. O rap e os Racionais (apesar do nome inspirado em Tim Maia) sempre explicitaram mais proximidade com o funk e o soul norte-americano que com a música brasileira, fosse ela de qualquer nicho. Ao que tudo indica, são águas passadas. Brown declara neste Boogie Naipe forte reconciliação com a música do seu país – um país em que, provavelmente, ele e o mundo que ele representa não se sentem mais tão excluídos e invisíveis quanto se sentiam até pouco tempo atrás (“Homem Invisível”, por sinal, é o título de um dos rap-funks da nova safra, composto com Lino Krizz e Helião).

As brasilidades ainda são sutis, mas estão por toda parte. Exemplo: Brown anuncia um soul bem romântico (sim, há espaço para muito romantismo no novo rap-funk-soul paulista) como “em homenagem a Altemar Dutra e Marvin Gaye”. OK, Marvin Gaye, mas o mineiro Altemar, cantor desbragado e exagerado de “Sentimental Demais” (1965), era o que muito playboy dos Jardins chamaria de “cafona” ou “brega”. Quem mais por aqui teria o peito de Brown, de citá-lo com respeito, em especial diante do joãogilbertiano Caetano?

Como quem não quer nada, Brown apanha do engajadíssimo sambista pernambucano Bezerra da Silva a frase-mote “malandro é malandro, mané é mané”. As citações a Jorge Ben são onipresentes (“esse suingue é cosa nostra”, “que maravilha” etc.). Seu Jorge aquece a plateia com a suingada “Dois Beijinhos” (perceba o título, por favor), de seu novo e sagaz disco de funk-pagode, Músicas para Churrasco – Vol 1. Matreiramente, Seu Jorge veste uma camiseta com a inscrição “Menino do Rio”, que não para de piscar para o senhor grisalho ali da primeira fila.

Quando é puxado para o palco, Caetano se coloca na linha dos vocalistas de fundo, e aprende o refrão da balada-samba-soul “Quem Não Quer Sou Eu”, de Seu Jorge: “Quem não quer sou eu”. Não há nesse palco quem dê ponto sem nó. Brown não havia dito “todo mundo igual nessa porra”? Pois então, Caetano fica por ali, um tanto deslocado, mas sabendo muito bem quanto vale estar nos backing vocals do cara que é hoje tão importante quanto ele próprio foi décadas atrás. Brown, por sinal, também passa grande parte do show nos backing vocais. Todo mundo é igual nessa porra.

E, se existe algo que se possa chamar de orgulho paulista, talvez seja este baile vibrante protagonizado (e secundado) nesta noite por um cara que antigamente parecia mal-humorado e carrancudo à beça. Muita água rolou sobre a ponte do rio que os paulistas assassinaram. São Paulo até pode se orgulhar de si, apesar de tudo, e Mano Brown é um dos nomes mais vistosos dessa nova modalidade de orgulho.

RS – Agronegócio inicia processo para alterar legislação fundiária e regularizar o assalto as terras indígenas e quilombolas

Fonte: Racismo Ambiental

Por Ricardo verdun

Está em curso uma manobra do agronegócio e empreiteiras para legalizarem a apropriação das terras quilombolas e indígenas em todo o país. Legalizarem o que já invadiram e acabar com a resistência existente que tem dificultado a apropriação de terras que se encontram em regiões férteis, lavras minerais, água, construção de hidrelétrica, campo aberto ou floresta.
O alvo da mobilização que iniciaram no Rio Grande do Sul é alterar a legislação existente na Constituição e que regula a propriedade, o reconhecimento histórico e antropológico do sitio, da mata, da floresta, dos rios. É uma operação de grande porte e impacto social e ambiental. Visa, por exemplo, legalizar projetos como o da construção da hidrelétrica de Belo Monte e os que estão planejados na ideologia do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), e ainda, a apropriação das riquezas em quilombos como o de Morro Alto, no Rio Grande do Sul.
Aliás, o que incentiva e anima os ruralistas é o clima ideológico na base do pensamento do grupo político que hegemoniza os últimos governos federais e pensa o “desenvolvimento” do país.
Plano em marcha
Pondo em marcha o plano amadurecido, a Senadora Ana Amélia Lemos, do PP, ex-funcionária da RBS, realizou e presidiu audiência publica convocada pelas Comissões de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) do Senado e da Assembléia Legislativa do RS, no ultimo dia 21 de outubro.
A pauta era discutir “O impacto na agricultura a regularização fundiária das terras de quilombolas e a demarcação de terras indígenas”. Neste momento, a operação pretende conquistar corações e mentes do povo, especialmente o do meio rural. Por isso estão organizam ampla divulgação de suas ações. Para alcançar o povo rural, a audiência foi transmitida pelo Canal Rural, da RBS, e TV Senado, para todo o país. E foi formatada para ser um show que mostrasse como os pequenos produtores rurais estão ameaçados, vejam vocês, de se transformarem em “novos Sem Terra” se forem retirados dos territórios indígenas e quilombolas.
A primeira audiência foi no Rio Grande do Sul. Neste estado colonos italianos, alemães e poloneses e de outras nacionalidades foram trazidos há mais de cem anos e colocados em terras quilombolas e indígenas, o que permite agora aos latifundiários argumentar de que não se pode fazer “justiça cometendo uma injustiça ainda maior”, tirando “quem está a tanto tempo produzindo”.
Sensibilizar o povo usando o pequeno produtor levou os latifundiários a dar a largada desta fase da operação de mudança da legislação no RS mas também porque aqui contam com um apoio estratégico. A ação começou com a publicação de uma matéria no principal jornal do grupo RBS. No domingo, 25 de setembro, a foto de capa era do pequeno produtor rural e seu cão, cuidando de sua cultura, sob o título “O novo conflito agrário”.
Esta matéria, entretanto, não inicia o processo. Mostra que a articulação iniciada com a apresentação do Projeto de Lei 44/07, do deputado federal do PMDB por Santa Catarina, Valdir Collato, prepara a base legal para apreciação pelo Superior Tribunal Federal da ADIN 3239, impetrada pelo DEMO. Eles tem pressa.
A máscara
Como a audiência no Rio Grande do Sul foi montada pelos brancos, ricos e políticos a eles ligados, as lideranças indígenas e quilombolas não foram chamadas e a mesa composta é a auto-denúncia da situação.
A senadora Ana Amélia Lemos presidiu, os deputados estaduais Edson Brum (PMDB) e Gilberto Capoani (PMDB), os deputados federais Alceu Moreira (PMDB), com negócios nas terras do quilombo de Morro Alto, e Luiz Carlos Heinze (PP) auxiliaram. Todos parlamentares do Rio Grande do Sul.
Estavam presentes ainda representantes da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul), da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Rio Grande do Sul (Fetag/RS), da Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar (Fetraf-Sul, da Federação da Associação dos Municípios do Estado do Rio Grande do Sul (Famurs), da Fundação Cultural Palmares, da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), do Ministério Público Estadual (MPE), a subchefe da Casa Civil do Estado, Mari Peruzzo, da Fundação Nacional do Índio (Funai) e do Instituto Nacional de Reforma Agrária (INCRA).
O representante da Famurs foi o prefeito de Getúlio Vargas, Pedro Paulo, região que ocupada de forma irregular terra indígena. E a CNA, Anaximando Almeida, da Comissão nacional de Assuntos Fundiários que atacou a legislação porque “distorceu as relações sociais”.  Para ele, o “processo administrativo para a demarcação da terra indígena hoje não ter legitimidade”.
Não negaram que índios e quilombolas têm direitos, “mas quem deve a eles é o estado”.
Revelação no início
Com a mesa do agronegócio constituída, a audiência iniciou sem que sequer os não convidados, indígenas e quilombolas tivessem conseguido entrar no auditório da Assembléia Legislativa, já ocupado pelos pequenos e grandes produtores misturados entre eles. A senadora Ana Amélia Lemos iniciou situando o que se seguiria: a audiência discutiria a questão agrária envolvendo pequenos produtores, indígenas e quilombolas, e as conseqüências para a agricultura brasileira.
A coisa até que estava indo bem, mas a fala do representante da FUNAI, João Maurício Farias, denunciou que ao chegar ao local foi informado pelas lideranças indígenas que eles e suas representações não tinham sido convidados para aquela audiência e ainda estavam do lado de fora do auditório. A senadora, da presidência da atividade, cortou sua palavra. Ela se deu o direito de o apartear para se defender. Disse que não podia deixar de esclarecer que a divulgação daquela audiência foi feita pela TV Senado, que teria falado sobre ela, que ali ouviria as representações dos quilombolas e dos indígenas. Que sabia que a presença da FUNAI e do INCRA representava o governo.
A senhora do agronegócio da terra e da mídia reconheceu que ainda havia indígenas e quilombolas tentando entrar, mas “não era possível pelo tamanho do auditório, para fazê-lo teria que realizar aquela audiência em um estádio de futebol, pelo interesse da matéria”. Defendeu-se dizendo que “não queria passar a idéia de que ela estava parcializando o debate deste assunto”.
A questão é histórica
Como os administradores dos interesses do Império no país, os atuais representantes do agronegócio e empreiteiras usam os pequenos produtores, desta vez para ocupar mais terras. Aliás, o que menos interessava ao Império português ou espanhol, como ao atual império, é saber se algum povo tem direitos, como o demonstra o que fizeram e fazem com os indígenas das missões, do Planalto, do nordeste ou campanha. Daquele período para cá, das mais 22 etnias que existiam no Rio Grande do Sul, sobraram três (guaranis, kaingang e charrua).
No caso dos quilombolas que ficaram ou receberam as terras em testamento, como no caso de Morro Alto, não importa. E o Quilombo de Morro Alto é um resumo da riqueza pretendida pelos latifundiários que precisam quebrar o ânimo dos povos quilombolas e indígenas em luta, iniciando a derrota dos mais de cinco mil quilombos existentes no país, da resistência às invasões das terras indigenas.
No caso dos Sem Terra, aqueles que são descendentes dos que no passado trabalharam a terra mas o processo de mercantização os jogou na miséria. Primeiro no desalento das cidades e depois nas lonas pretas à beira da estrada, e se constituem também em descendentes de alemães, italianos, poloneses mas sequer foi citados na audiência da Ana Amélia Lemos e RBS. Mas eles marcharam à AL, em apoio ao sonho da reforma agrária para os pequenos trabalhadores e reconhecimento territorial e histórico para os quilombolas e os indígenas. A defesa de uma sociedade. E estavam presentes!
Social – o silêncio dos inocentes
O ataque principal que fizeram a partir do microfone da audiência transmitida para todo o pais foi ao a legislação, que teria “rompido a paz que havia nas relações entre indígenas, quilombolas e pequenos produtores”.
No caso de Morro Alto os quilombolas descrevem esta paz como sendo obtida através da violência, ameaça constante e, até  hoje, humilhações de quem trabalha duro e recebe menos do que determina a lei do salário mínimo.
Humilhações descritas as centenas por homens e mulheres que, por serem negros, foram obrigados a se ajoelhar para conseguir sobreviver. Ajoelhar mesmo, sem ser figura literária, exigido por grande invasor de Morro Alto, por exemplo, como descreve em detalhe o presidente da Associação Quilombola, Wilsom Rosa, quando relata a vida de seus descendentes.
Aliás, Wilsom está agora está ameaçado de morte pela articulação econômica e política que explora as riquezas daquela região. O caso já foi levado ao ouvidor agrário nacional.
Há caso, como o dos que trabalham para o latifúndio, mas estão ameaçados de serem demitidos se comparecerem as reuniões da Associação Quilombola.
Há casos como da comunidade do Quilombola de Mormaça, no município de Sertão-RS. Lá o padre está proibido de rezar missa e a escola municipal foi fechada pelo prefeito, maior latifundiário na região.
Há o do Quilombo de São Roque, situada no Município de Praia Grande em SC na divisa com Rio Grande do Sul. Com a criação do Parque dos Aparados da Serra, nos anos 70, uma parte da comunidade ficou em sobreposição com o mesmo. Aproveitando-se da situação, os ruralistas apoiados pelas “autoridades” impedem os quilombolas de manter suas roças, criar os seus animais e reparar suas casas, sob pena de aplicação de pesadas multas, intimidações, invasão de moradias, queima de galinheiros, prisões e uma série de violências. Faz parte do grupo de agressão a ICMBIO, a prefeitura, policiais e outros funcionários do estado.
A paz que foi quebrada e a que se referem os opressores foi obtida todos estes séculos através da violência, com ajuda do estado, de forma covarde, impedindo que negros e indígenas pudessem ter suas vozes ouvidas. O que quebra a paz é a resistência dos povos que exigem seus direitos.
A manobra econômica
A campanha está centrada na defesa do pequeno produtor. No caso de Morro Alto, um empresário grilou e registrou no INCRA um pedaço de terra de 18 hectares. Mas cercou 250 ou mais. Mas se apresenta como pequeno.
Há ainda o problema da indenização do pequeno que tem situação diferenciada em sua caracterização na ocupação territorial. Alguns têm título, outros registro, outros têm escritura. Muitos têm benfeitorias. Todos, pela lei, devem ser indenizados pelo estado. Mas muitos foram recentemente levados para as regiões pelos grandes empresários e políticos, inclusive de partidos que se diz de esquerda, como o caso de Morro Alto. No caso das terras indígenas, a FUNAI não está orientada pela legislação a indenizar o invasor.
Política
Esta situação está articulada com os partidos políticos. No caso de Morro Alto, os deputados federais Alceu Moreira e Eliseu Padilha, ambos do PMDB, o ultimo, com relações políticas com o vice-presidente da republica Michel Temer, conseguiram reuniões importantes durante os meses de agosto e setembro com a Casa Civil da presidência da república. Esta manobra conseguiu que o INCRA do estado enviasse para Brasília o processo de titulação daquelas terras, interrompendo o curso da titulação.
Mostraram que não são base mas direção do governo. Força que financiou e elegeu prefeitos, deputados federais, estaduais. E fazem o governo estadual e federal não cumprir a lei, quando esta beneficia os oprimidos.
Dizem esperar que o conflito resulte num acordo que “agrade a todos”. Como este mundo do agrado de todos não existe, deputados, governadores, presidente, ministros silenciam enquanto os representantes dos latifundiários nos parlamentos preparam uma nova legislação alterando o direito quilombola e indígena.
Segundo o representante da FANAI na audiência, João Maurício, o senador Suplicy apresentou um projeto no senado, tentando reparar e indenizar o pequeno produtor que estivesse vivendo em terras indígenas há muito tempo. Mas esta proposta, diz, é para o sul do Brasil porque no norte não é o caso. “Lá o que há é muita grilagem feita porque rouba terra e mata índios”.
A Imprensa livre
O uso da mídia está centrada na defesa do pequeno produtor. Para realizar a operação, que terá continuidade em outros estados do país, os ruralistas estão agora na campanha midiática para convencer a população que “os pequenos agricultores têm direito de ficar em suas terras”. Se dizem precupados com a possibilidade de “novos sem terra”.
A audiência foi transmitida pelo Canal Rural, da RBS e pela TV Senado como um show que acabou quando o espaço cedido pelas emissoras terminou.
A matéria veiculada por ZH, em sua edição do domingo 25 de setembro é ofensiva sem atacar ninguém, apenas olhando pelos olhos dos pequenos agricultores. Nada disse sobre os grandes latifundiários, exploração econômica intensiva, empresa turística existente em Morro Alto. Mas as fotos sãs reveladoras. Três com pequenos agricultores e suas culturas verdinhas de alfaces e couves, e uma dos quilombolas, enfileirados, de braços cruzados ou arriados.
Cultural
O índio guarani Sepé Tiaraju é identificado com o pequeno produtor. A possibilidade de civilização que representa na região das Missões do Rio Grande do Sul, mas que se estende a Argentina, Uruguai e Paraguai, é virtuosa social e agrícola.
Mas os latifundiários ao longo da história dominaram o poder no estado do Rio Grande do Sul e nunca reconheceram Sepé como herói da formação social dos gaúchos. Ao contrário, explicitamente votaram contra quando de seu centenário de morte, negando o reconhecimento através do Instituto Geográfico e histórico do estado.
Mas as técnicas desenvolvidas pelos agricultores dos Sete Povos das Missões acabaram aproximando quem trabalha honestamente e os pequenos agricultores se aproximam de Sepé de forma bastante forte. Mas quando ele é identificado como índio, como quem também lutou por território indígena, aparece o preconceito usado historicamente pelos latifundiários.
Mas o reconhecimento de Sepé e do seu pleno significado, de defensor dos que trabalham na terra, amedronta os ricaços da terra.
Zumbi
A burguesia ruralista e empresarial também teme a propagação do exemplo de Zumbi. Este acabou sendo reconhecido como herói nacional a partir de estudos de pesquisadores gaúchos.
O RS é o centro do que deve ser derrotado e os grileiros, latifundiários, capitães do mato e da mídia, estão apostos.
Enviada por Ricardo Verdum.
Combate ao Racismo Ambiental

Anonymous: A "Veja" não nos representa

Fonte: 15osp

O grupo que ocupa o Vale do Anhangabaú desde o último dia 15 de outubro para se manifestar contra o sistema político-econômico vigente recebeu com indignação a matéria de capa da edição de 26 de outubro da revista Veja. A matéria “Dez motivos para se indignar com a corrupção” demonstra mais uma vez a tendência conservadora do conselho editorial do grupo Abril, e sua prática de manipulação da informação pelo método de omissão e ênfase. A manipulação de símbolos é flagrante, por exemplo com o uso descontextualizado da imagem da máscara de Guido Fawkes, que se tornou símbolo dos levantes anticapitalistas no mundo todo, visando canalizar a insatisfação dos 99% da população para as pautas que interessam ao privilegiado grupo econômico da qual a publicação é porta-voz: o empresariado, sobretudo paulista.
É inegável que os movimentos autônomos que convergem em acampadas em cidades como Belém, Salvador, Porto Alegre, Rio de Janeiro e São Paulo, em consonância com os levantes internacionais, condenam qualquer forma de corrupção. Entretanto aquilo contra o qual lutamos é uma doença muito maior, a corrupção é apenas um de seus desagradáveis sintomas (ver Manifesto da ocupação paulista, em anexo). A revista Veja usa suas páginas para atacar o Governo Federal e fazer “oposição” de Direita. Combater a corrupção como se fosse causa e não consequência é alimentar o mal ou, para dizer o mínimo, enxugar gelo. O sistema político vigente, as regras do jogo em si, é que propiciam, senão incentivam práticas de corrupção.
Mas para além do desvio de dinheiro público por debaixo dos panos, existe outras formas de alocação de recursos públicos para interesses privados, como no caso da construção da usina de Belo Monte, que terá 80% do seu custo de R$ 30 Bilhões bancado com dinheiro público, mesmo que os únicos beneficiados com a obra sejam as empreiteiras e as empresas estrangeiras que exploram o alumínio na região Norte. Apenas 10% desse alumínio fica no Brasil; quanto aos lucros, a maior parte fica nas mãos dessas corporações transnacionais e de uma pequena elite política brasileira. Sobram para os brasileiros apenas a conta para pagar, e o sofrimento causado pelos impactos sociais e ambientais.
Outro modo de apropriação do Estado pelo interesse particular é a aprovação de leis como o novo Código Florestal, que tem sido tocado como o rolo compressor da bancada ruralista. O prejuízo ambiental será de todos, uma vez que todos terão menos oxigênio, nascentes de rios e biodiversidade. Enquanto os exportadores de soja, milho e cana, mais dinheiro em suas contas.
As acampadas anticapitalistas como a ocupação do Viaduto do Chá apelidada provisóriamente como Acampa Sampa contestam o sistema de Democracia Representativa, por entender que o povo tem o direito de participar diretamente da discussão e decisão políticas. Constatamos que os políticos não nos representam. Uma vez eleitos, representam apenas a seus próprios interesses e o daqueles que financiam suas campanhas.
Entretanto é importante notar que o que Veja propõe não é uma transformação política que impeça tais práticas, mas ao contrário, gostaria de ver os magnatas da indústria e comércio, marcadamente associadas a PSDB e DEM no comando do Estado para arbitrar tanto quanto as elites agrárias às quais o atual governo petista se aliou.
Essa postura é evidenciada pelo fato de que a revista dá voz à Fiesp, mas não entrevistou sequer um dos participantes dos movimentos de “indignados” das ocupações públicas. A revista, que dá ênfase à corrupção no atual governo federal, não retoma os escândalos dos governos passados e apresenta propostas extremamente neoliberais como remédio para a corrupção. Veja chega colocar no mesmo balaio dos corruptos, também aposentados, pensionistas e pessoas que recebem bolsas do governo. O que Veja quer é defender a diminuição de gastos sociais e a demissão de miliares de funcionários públicos e diminuir a carga tributária paga por seus patrocinadores.
Veja tenta confundir o leitor, fazendo parecer que a sua luta específica contra o Governo Dilma e a favor dos empresários é a luta dos acampamentos de indignados. A Veja não nos representa. Nossa luta não é simplesmente contra o governo Dilma. Nossa luta é contra o Capital e os governos de um modo geral. Queremos a mudança do sistema e a transição para uma sociedade em que todos tenham vez e voz. Nossa luta é também contra os governos estaduais e municipais do bloco político sustentado pelo grupo Abril.
Nossa luta por Democracia Real é também uma luta contra empresas de comunicação manipuladoras do processo político, como a própria Veja. Enquanto houver essa democracia indireta e o capitalismo selvagem, haverá corrupção.
Não queremos um estado reduzido para ver o poder ainda mais concentrado nas mãos de empresários. Queremos o poder nas mãos do povo, e o povo plenamente livre, decidindo junto os destinos de suas comunidades. É por isso que não concordamos com qualquer reforma política que sirva para manter e aumentar o poder daqueles que já concentram poder, queremos a transformação completa do sistema.
Discordamos também quando a revista afirma que o Brasil não está em uma situação tão grave quanto a dos países europeus que enfrentam a crise do capital. O que acontece é que o Brasil se acostumou com a crise e com as suas gritantes contradições. Basta olhar a situação dos sem-teto, dos sem-hospital, dos sem-escola, dos sem voz em nosso país para ver que a situação do Brasil que cresce, cresce para poucos. Chegamos a essa situação não simplesmente por causa da corrupção, mas pela exploração do homem pelo homem que já dura mais de cinco séculos.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Convite: Por uma pedagogia dos indicadores sociais

O Laboratório de Análises Econômicas, Históricas, Sociais e  Estatísticas das Relações Raciais do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro, convida para o primeiro Ciclo de Palestras intitulado  "Por uma pedagogia dos indicadores sociais" . O Ciclo de Palestras do Laeser iniciará com debates tendo por referência análise do   2º Relatório Anual das Desigualdades Raciais no Brasil; 2009- 2010 e o Tempo em Curso.
 
 
Terceiro encontro:
 
Data: 28 de outubro de 2011
Horário: 18h as 21h
Local: Sinpro/Rio (Rua Pedro Lessa, 35/2º andar)
 
Como terceiro evento, faremos  análise dos indicadores de acesso a  previdência social, tendo por referência o 2º Relatório Anual das Desigualdades Raciais no Brasil; 2009-2010 – Capítulo V  “Acesso a Previdência Social”
 
Tema da palestra: “Acesso a Previdência Social”
 
 
Palestrantes:
 
Marcelo Paixão (Professor do Instituto de Economia da UFRJ e coordenador do Laeser)
Denise Lobato Gentil (Professora do Instituto de Economia da UFRJ)
 

Contamos com a presença de todos e todas. 

À Coordenação
 

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Churrasco da Gente Diferenciada Carioca – O RIO É DE TODOS NÓS!

 A elite de Ipanema não vai gostar disso.

Por Felipe Gomes

No último sábado (22/10) moradores de Ipanema realizaram um Protesto contra a Estação de Metro na Praça Nossa Senhora da Paz em Ipanema.
Segundo eles, a estação é desnecessária porque já há uma estação na Praça General Osório. E a Estação na Nossa Senhora da Paz teria um grande “impacto ambiental”.

Entre as falas se destaca a de um morador que diz: "Sou contra o metrô porque vai destruir a praça. E também vai aumentar o trânsito de pessoas estranhas ao bairro" (Mauricio Graccho – Morador do Bairro - http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2011/10/moradores-de-ipanema-protestam-contra-nova-estacao-de-metro.html )
Nessa fala se mostra exatamente o que incomoda os moradores de Ipanema, o acesso ao Bairro de Elite pelas camadas populares. Fato muito semelhante ao que aconteceu em São Paulo sobre o Metro Higienópolis em maio deste ano (http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2011/05/termina-manifestacao-por-estacao-do-metro-em-higienopolis.html)

Fica claro que o Metrô na Praça Nossa Senhora da Paz deve ser feito com todo cuidado ambiental e histórico com a Praça, preservando suas arvores centenárias, qualquer carioca, morador ou não de Ipanema, tem esse desejo. Mas isto é possível.

O que causa mais impacto? O imenso fluxo de ônibus e carros nas Ruas de Ipanema, ou um serviço de Metrô inteligente?

Pensando nisso, membros da sociedade civil, engajados na luta contra o preconceito de classe, um dos mais nefastos em nosso País, está organizando o CHURRASCO DA GENTE DIFERENCIADA CARIOCA, uma maneira bem humorada de protestarmos quanto este tipo de comportamento em acreditar que um bairro pertence a uma determinada camada.

O RIO É DE TODOS NÓS!
Somos cariocas e devemos usufruir de tudo quer a cidade nos oferece.

NESTE DOMINGO 30/10, às 15 horas, na Praça Nossa Senhora da Paz
Venha, traga sua farofa, faça cartazes. PROTESTE CONTRA O PRECONCEITO DE CLASSE!

10 chefes de Estado mais ricos do Mundo

saudische koning abdullah600x416 thumb 10 chefes de Estado mais ricos do Mundo
Eles dizem que estar no cargo mais alto de qualquer organização é estressante, mas que o salário vale a pena. Parece mesmo que é verdade quando se trata do Governo. Quem diz que trabalhar no setor público tem que pagar mal?


10. Sebastián Piñera (US $ 2,4 bilhões)

5600x769 thumb 10 chefes de Estado mais ricos do Mundo

O incrivelmente rico, mas estranhamente robótico de aparência, Sebastián Piñera ocupa o último lugar em nosso conjunto de bilionários, com uma "mera" $ 2,4 bilhões no bolso. O chefe de Estado foi envolvido na gestão de um número de grandes empresas, como Apple Chile, Chilevisión emissora (que ele detinha 100%) e LAN companhia aérea chilena – amplamente para a sua fortuna pessoal. Em 2010 graduou-se para se tornar o "CEO" de sua nação inteira, após ser eleito presidente, e no mesmo ano, a economia do país cresceu 5,2%.

9. Hamad bin Khalifa Al Thani (US $ 2,4 bilhões) 8SheikhHamadbinKhalifaalThanideemirvanQatar24miljarddollar600x437 thumb 10 chefes de Estado mais ricos do Mundo

Sheikh Hamad originalmente subiu ao trono depois de depor contra o seu pai em um golpe palaciano sem derramamento de sangue em 1995. O Emir do Qatar representa seu país em visita de Estado e é responsável por liderar o seu desenvolvimento de recursos petrolíferos e de gás natural. Os resultados podem ser vistos no seu saldo bancário $ 2,4 bilhões.

8. Mohammed VI ($ 2,5 bilhões)

20490752840335600x450 thumb 10 chefes de Estado mais ricos do Mundo
O Rei de Marrocos, Mohammed VI, fez sua conta bancária por meio de herança da vasta fortuna da sua família e enormes reservas de seu país de fosfatos. Como o governante de seu país, ele exerce poderes executivos, que ele usou para minar a sacralidade da monarquia e aumentar o poder do primeiro-ministro. Mohammed também tem um saldo bancário bastante robusto: ele tem a fama de ter US $ 2,5 bilhões de dólares, e tem os ternos afiados para provar isso. Algumas pessoas devem apenas ser nascido de sorte.

7. Hans-Adam II (US $ 4 bilhões)

fuerst hansadam 300600x830 thumb 10 chefes de Estado mais ricos do Mundo
Apesar de ser o chefe de Estado do pequeno país europeu de Liechtenstein, Hans-Adam II é um dos governantes mais ricos do mundo e facilmente os mais ricos da Europa. Ele bate monarcas mais famosos como Elizabeth II da Grã-Bretanha e Beatrix da Holanda. Apesar de ser de royalties com a riqueza herdada, Adam trabalhou duro por seu dinheiro: ele foi encarregado das finanças da família com a idade de apenas 27, e fez um trabalho tão bom que hoje a sua riqueza total ascende a mais de sete bilhões de dólares.

6. Silvio Berlusconi (US $ 9 bilhões)

Silvio Berlusconi 2010600x913 thumb 10 chefes de Estado mais ricos do Mundo
Há uma piada que a unidade oficial para medir a corrupção política é chamado de "Berlusconi". Negociações Shady (Berlusconi foi acusado de peculato, fraude fiscal e suborno de juízes, entre outras coisas) com certeza ajudou o líder italiano e empresário chegar à frente no mundo: ele não é apenas oficialmente o quinto mais rico do estado, mas o líder mais antigo de um país do G8, proprietário do gigante italiano AC Milan – para não mencionar uma sociedade de investimento que controla a maior da Itália em estações de televisão privadas -  talvez estar no lugar dele não valeria a pena os $ 9 bilhões.

5. Mohammed bin Rashid al Maktoum (US $ 12 bilhões)

sheikh mohammed thumb 10 chefes de Estado mais ricos do Mundo
Mohammed bin Rashid al Maktoum – Em 2009 a Forbes colocou sua fortuna em US $ 12 bilhões, mas o governante de Dubai pode contar com uma fortuna superior a US $ 18 bilhões. Quando a recessão final da década de 2000 atingiu, no entanto, o Sheikh perdeu um monte de dinheiro e até foi forçado a pedir vizinhos Abu Dhabi uma esmola, quando os mercados despencaram. Através do investimento da empresa Dubai World, Al Maktoum tem o controle de empresas como a operadora portuária DP World Ltd e imobiliários Nakheel.

4. Khalifa bin Zayed Al Nahyan (US $ 15 bilhões)

shaikhkhalifabinzayedalnahyan600x412 thumb 10 chefes de Estado mais ricos do Mundo
O Presidente da Emirados Árabes Unidos e emir de Abu Dhabi adquiriu sua considerável riqueza de uma combinação de uma herança e empresas petrolíferas. Devido a problemas de saúde de seu pai, ele tinha sido forçado a ser presidente interino antes de assumir o cargo adequado em 2004. Ele é amplamente considerado como um modernizador pró-Ocidente, embora ele também é visto como "distante e sem carisma" (de acordo com as comunicações publicadas no Wikileaks). Você mente, o chefe de Estado também é o terceiro monarca mais rico no mundo, com ativos de US $ 15 bilhões. Quem precisa de carisma se você tem isso?

3. Abdullah bin Abdul-Aziz Al Saud (US $ 18 bilhões)

r251089 1031955600x395 thumb 10 chefes de Estado mais ricos do Mundo
O atual Rei da Arábia Saudita não é bem o rei desta lista dos mais ricos, chegando ao número três. Ainda assim, com uma fortuna familiar maciço de 18 bilhões atrás de si – construído na parte de trás das reservas de petróleo do seu país sem precedentes. O ex-comandante da Arábia Saudita National Guard sempre teve uma relação estreita com os EUA, fazendo visitas freqüentes ao seu estado de presidentes e expressando apoio a George Bush, Jr. no segundo aniversário dos ataques de 11/09. Ele é também, aparentemente, um grande fã do atual presidente dos Estados Unidos, dizendo: "Graças a Deus por trazer Obama para a presidência", segundo a comunicações privadas reveladas por Wikileaks.

2. Hassanal Bolkiah (US $ 20 bilhões)

3 21766 thumb 10 chefes de Estado mais ricos do Mundo
O sultão de Brunei vem em segundo em nossa lista com uma fortuna pessoal estimada em US $ 20 bilhões. Com a riqueza adquirida com vastas reservas de seu país de petróleo e gás natural, ele tem uma dinastia atrás dele, acredita-se ser uma das mais antigas ainda em existência. O monarca absoluto também usou sua riqueza para garantir que os cidadãos de seu país não tenham imposto de renda pessoal, educação gratuita e cuidados de saúde universal. Imagine se Obama fosse capazes de fazer isso nos EUA?

1. Bhumibol Adulyadej (US $ 30 bilhões)

PK590110142pih8656 thumb 10 chefes de Estado mais ricos do Mundo
Com uma fortuna estimada em US $ 30 bilhões em 2009, o Rei Bhumibol Adulyadej é o chefe de Estado mais ricos do planeta. O Rei da Tailândia é reverenciado como um semideus em seu próprio país – onde ele é considerado legalmente "inviolável" e qualquer crítica visando seu caminho pode levar a um trecho longo de prisão. Fortuna pessoal do rei é enorme: ele é dono de grandes participações em várias empresas privadas – incluindo Sammakorn, SCG e Seguros tailandês PLC – e também tem propriedades de terras vastas. Em 2008, a Forbes estimou que Adulyadej valia US $ 35 bilhões.

Fonte: discordar

Bope na Maré

Fonte: observatoriodefavelas
Por Thiago Ansel (thiagoansel@observatoriodefavelas.org.br)



Desde a madrugada de sexta-feira (14) passada, o Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar do Rio de Janeiro (Bope) realiza uma operação continuada no Conjunto de Favelas da Maré. As ações contam com 120 homens, veículos blindados e com o apoio do Batalhão de Choque, Companhia de Cães, Grupamento Aeromarítimo e, em alguns casos, da Secretaria de Ordem Pública.

De acordo com moradores, os policiais têm cometido uma série de abusos durante sua permanência nas favelas da Maré. “Passaram na minha rua ordenando que minha
Blindadado do Bope estacionado em uma das ruas do Conjunto de Favelas da Maré. Foto: Cecília Olliveira
Blindadado do Bope estacionado em uma das ruas do Conjunto de Favelas da Maré. Foto: Cecília Olliveira
casa ficasse de porta aberta porque mais tarde eles iriam entrar e revistar tudo. O Caveirão às vezes para bem na porta das casas, impedindo que as pessoas saiam. Ninguém informa nada, os boatos proliferam e vão crescendo”, disse uma moradora que não quis se identificar.
A operação tem sido marcada pela falta de informações. Quando não, por informações falsas. Logo na chegada do Bope à Maré, um helicóptero da polícia militar lançou sobre algumas das comunidades do conjunto de favelas, panfletos que informavam que tinha início na área um processo de pacificação.
Mais tarde, em nota, a polícia militar afirmou que a operação não tinha como objetivo a instalação de uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) e que o material impresso arremessado do helicóptero era, na verdade, sobra de outra ação, ocorrida no Morro da Mangueira, Zona Norte. A assessoria de comunicação da Secretaria de Segurança Pública do Rio informou que os folhetos despejados sobre as favelas da Maré foram, na verdade, parte de “uma tentativa de confortar a população local, aproximando-a da força policial”.
Outro morador que não quis se identificar tem uma opinião diferente: “Nos tratam como idiotas. Acho um abuso. Por que não jogaram um panfleto escrito apenas ‘denuncie’? Lançar um material que não é verdadeiro é um desrespeito à inteligência do morador. É não reconhecer o morador como cidadão. Ou seja, a pacificação nem teve início e já há um desrespeito, uma informação falsa”, critica.
As informações truncadas não param por aí. Segundo matéria publicada no portal G1, às 20h, na última quinta-feira (20), a operação chegou ao fim. Porém, moradores afirmam ter visto policiais do Bope se movimentando dentro da favela dos Pinheiros, na Maré, na manhã desta sexta-feira (21). A assessoria de comunicação da PM desmente o término da operação e reafirma seu caráter continuado.
Entidades de direitos humanos se reúnem para tomar providências
Um dos folhetos lançados por um helicóptero da polícia sobre a Maré, contendo informação falsa a respeito da pacificação. Foto: Viva Favela
Um dos folhetos lançados por um helicóptero da polícia sobre a Maré, contendo informação falsa a respeito da pacificação. Foto: Viva Favela
Moradores relatam constantemente abusos cometidos por policiais ao abordá-los. É o que conta um jovem que também não quis ter sua identidade revelada. “Hoje à tarde, eu e meu pai fazíamos o almoço, quando comecei a ouvir barulhos. Achei estranho, fui ver o que era lá fora e dei de cara com três policiais do Bope armados. Um deles se preparando para entrar na minha casa, e os outros dois mais afastados. Aparentemente, surpresos por darem de cara com um jovem com um tomate e uma faca na mão, eles perguntaram se eu morava ali. Eu disse que sim, que a casa de cima era do meu pai e que estávamos almoçando. Fiquei pensando que se eu não estivesse ali, eles entrariam. Achei um absurdo!”, desabafa o jovem.

Para que situações como esta não continuem a se repetir, a Redes da Maré e o Observatório de Favelas convocaram uma reunião, na próxima segunda-feira (24), com entidades de dentro e fora da favela. O objetivo do encontro é debater os excessos cometidos por policiais durante a operação do Bope e divulgar uma nota pública assinada pelos participantes, exigindo a garantia dos direitos dos moradores da Maré. Na oportunidade estarão presentes representantes de instituições como o Conselho Nacional de Segurança Pública (CONASP), Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e Comissão de Direitos Humanos da Alerj, entre outras.
“Temos o intuito de nos mobilizar em torno de uma questão que tem afetado o cotidiano de moradores da favela. É uma ação das muitas que já fizemos, e das muitas que ainda faremos para integrar a favela à cidade e para que o morador se identifique como um sujeito de direitos”, diz Eblin Farage, diretora da Redes de Desenvolvimento da Maré, que reitera: “estamos lutando pela garantia dos direitos humanos e, mais especificamente, dos direitos civis. A polícia não pode entrar nas casas sem mandado. Na favela valem os mesmos direitos que em qualquer parte da cidade. Ninguém entra numa casa em outra parte da cidade e pede nota fiscal de objetos e de eletrodomésticos. Não queremos que o braço armado do Estado entre com o pressuposto de que todo mundo aqui é culpado e que tudo o que eles têm é conseguido de forma ilegal”, ressalta Farage.




Moradores criticam atuação do Bope no complexo da Maré e divulgam manifesto

Fonte: noticias.r7

Truculência e invasão a casas são as principais queixas
Por Mariana Costa
 
Carlos Moraes / Ag. O Dia
mare
Mulher diz que um policial entrou em sua casa sem atender ao seu pedido de que esperasse a sobrinha adolescente trocar de roupa
Publicidade
Moradores da Maré, na zona norte do Rio, e representantes de instituições que atuam nas 16 comunidades que integram o complexo divulgaram na manhã desta segunda-feira (24) um manifesto para protestar contra a atuação do Bope (Batalhão de Operações Especiais), que ocupa a favela desde o último dia 14.

O documento foi divulgado após uma reunião entre representantes de associações de moradores, escolas, igrejas, Defensoria Pública e as ONGs Observatório da Imprensa e Redes da Maré.

Moradores afirmam que os policiais entram nas casas de forma arbitrária em busca de armas e drogas e reclamam da abordagem agressiva a pedestres e moto-taxistas. Em um dos relatos, uma mulher conta que um policial entrou em sua casa sem atender ao seu pedido de que esperasse a sobrinha adolescente se trocar. A jovem estava de roupas íntimas em um dos quartos.

Presente à reunião, o presidente da Associação de Moradores da Baixa do Sapateiro, Charles Gonçalves Guimarães, disse ter visto policiais entrando em uma loja de sorvetes sem a presença do proprietário.

- Queremos segurança. Sabemos que há maus elementos, mas são atitudes arbitrárias.
Apreensão entre moradores

Além disso, a falta de informação sobre o verdadeiro objetivo da presença do Bope causa apreensão entre os moradores. O comando da tropa afirma que os policiais vão continuar na Maré por tempo indeterminado em busca de traficantes, armas, drogas e carros roubados.

No último dia 18, panfletos lançados por um helicóptero do Bope anunciando a pacificação da comunidade causaram confusão na comunidade. No dia seguinte, a PM negou que a Maré esteja sendo pacificada e informou que os cartazes foram reaproveitados da operação na Mangueira.

O manifesto pede que “se coloque claramente até onde vai essa operação, para quê serve e quais as consequências”. As denúncias e reclamações feitas pelos moradores foram encaminhadas para o comando da PM, que prometeu avaliar a possibilidade de adotar um protocolo para as abordagens policiais.

A presença de oficiais do Bope na reunião causou desconforto entre alguns moradores. Para a tenente Alexandra Vicente, psicóloga do Bope, no entanto, a participação da corporação é uma mostra de que a PM está mudando.

- O Bope não veio para atrapalhar. O fato de estarmos aqui é uma demonstração de que as coisas precisam mudar. Sabemos que é difícil, mas gostaríamos que a nossa chegada aqui fosse vista como uma oportunidade de mudança.

domingo, 23 de outubro de 2011

Mães de gays pedem proteção às pessoas LGBT após oito mortes em uma semana

Fonte: mixbrasil

Não é à toa que muitos homossexuais conseguem asilo nos EUA, declarando-se vítimas de perseguição no Brasil


O Brasil registrou somente na última semana pelo menos oito assassinatos de pessoas LGBT, o que motivou a iniciativa “Mães Pela Igualdade” formulasse uma carta pública para dar um basta à tanta violência homofóbica. Na mensagem, elas reconhecem que “não é fácil passar por isso, mas essa violência é fato, e acontece todos os dias em nosso país”.

A carta também será enviada à Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República e ao Ministério da Justiça pedindo providências quanto à questão da violência homofóbica. As Mães Pela Igualdade são mães de LGBT que decidiram dar suas caras em uma campanha que pede mais tolerância e respeito. Dá para aderir à ideia clicando aqui.

Confira a carta das Mães Pela Igualdade:

Carta às Mães e Pais Brasileiros

Nós, Mães pela Igualdade, gostaríamos de pedir dois minutos de silêncio e atenção para refletirmos sobre o Brasil que queremos. Dois minutos para lembrar nossos filhos e filhas. Durante esses minutos, busquem em suas memórias o momento em que viram pela primeira vez o bebê tão esperado e desejado com amor por sua família. Os pequenos olhos, a boca, os pezinhos. Lembre-se daquele instante mágico em que, após meses de espera, a pequenina pessoa esteve em seus braços.

Lembram-se do balbuciar das primeiras palavras e dos primeiros passos? O primeiro dia na escola; as festas de aniversário, as noites mal dormidas quando adoeciam; o carinho com que prepararam os presentes na escola, no dia das mães ou no dia dos pais? Lembram da janelinha no sorriso banguela?

Mal nos damos conta e as nossas crianças crescem e passam a ter vida social própria: os piqueniques, os churrascos, tardes no shopping, as baladas, a faculdade ou a escola noturna. Jovens, lindos, sensíveis, solidários, cheios de vida e de alegria.

Agora imaginem que um dia, voltando para casa, seu filho ou filha é vítima de um ataque covarde na calçada, sem motivo nenhum além de ser quem é. Você pode ouvir seus gritos clamando ‘’Mãe, me ajuda!’’, mas aquelas pessoas não param de bater, chutar, pisar e escarnecer; outras pessoas passam ao lado e nada fazem. Sua criança grita por ajuda enquanto sua pele é rasgada, seus dentes arrebentados, seus olhos feridos, seus ossos quebrados até a morte, banhada em sangue, e você impotente do outro lado da rua, ou mesmo em outra cidade. Aquele rostinho de outrora, agora deformado pelas pancadas. Essa imagem não sai da nossa cabeça. O sentimento é de desespero, angústia e vazio absoluto.

Respirem. Não é fácil passar por isso, mas essa violência é fato, e acontece todos os dias em nosso país. Nossas filhas e filhos têm sido agredidos, torturados e mortos. Nossas ‘’crianças’’, tem sido humilhadas, discriminadas, ofendidas, xingadas nas ruas simplesmente porque têm orientação sexual ou identidade de gênero diferente da maioria. Não escolheram ser lésbicas, gays, transexuais, travestis ou bissexuais, não se trata de uma opção. Simplesmente são assim: pessoas corajosas, dignas e honradas que assumem quem são, não sabem ser de outra forma e não querem viver atrás de máscaras.

As palavras de Marlene Xavier, uma Mãe pela Igualdade, resume com precisão o resultado extremo da homofobia descontrolada no Brasil: "Quando perdemos um filho, nos tornamos eternamente mutiladas e a nossa imagem é o reflexo da dor e da saudade, que serão nossas eternas companheiras". Algumas de nós carregamos no peito essa cicatriz, por isso pedimos que cada um e cada uma de vocês que estão lendo esta carta se pergunte: “e se meu filho ou filha fosse gay, lésbica, travesti ou transexual? Compreenderiam então a insegurança em que nós, mães de homossexuais e pessoas trans, vivemos cada vez que nossos filhos e filhas saem às ruas, viajam, vão ao cinema ou à escola. E, se amam seus filhos como nós amamos os nossos, entenderão a dor de uma mãe que perdeu seu rebento para a homofobia.

—Mães pela Igualdade de todo o Brasil


Caco Barcelos, uma aula de jornalismo

 Uma aula de jornalismo foi o que Caco Barcelos deu neste programa da GloboNews, mostrando que nem todo jornalista concorda com a forma como a mídia conservadora vem enxovalhando a reputação de pessoas públicas, no melhor estilo Rupert Murdoch.


sábado, 15 de outubro de 2011

O mundo em mudança - Madri

O mundo está em ebulição! O capital financeiro precisa mudar! 


15.O - Ato Mundial d@s Indignad@s Sábado, 15 de Outubro


Há 500 anos, o Brasil é um país saqueado por políticos corruptos, ruralistas e empreiteiros gananciosos. O governo brasileiro segue dominado pela mesma elite que levou nosso país a um dos primeiros lugares em desigualdade social.

Temos muita coisa para mudar! Precisamos construir uma nova forma de fazer política, queremos decidir os rumos em assembleias livres, amplas e democráticas. Queremos levar o debate a todas as praças do país.

Somos contra a política suja das negociatas, de um sistema que concentra o poder nas mãos de uma minoria que não nos representa, corruptos cuja dignidade está a serviço do sistema financeiro; queremos uma Democracia Real com participação do povo nas decisões fundamentais do país, muito além das eleições, essa falsa democracia convocada a cada quatro anos.

Transparência!

Não somos palhaços. A Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016 do jeito como estão sendo organizados servem apenas para os interesses dos ricos e de seus governantes. Estamos vendo uma verdadeira “faxina social” em nosso país, com a remoção de milhares de famílias das regiões onde serão os megaeventos esportivos. Os benefícios atingiram uma pequena parte da população. O sigilo do orçamento das obras da Copa, a flexibilização das licitações e a postura submissa do Brasil à Fifa e à CBF são um banquete farto aos corruptos.

Quem disse que queremos crescer assim?

Queremos um Brasil ecologicamente sustentável. Atualmente a política de desenvolvimento da matriz energética segue a devastação do meio-ambiente e do desrespeito aos povos originários, como a construção de Belo Monte, um atentado aos povos do Xingu. Não concordamos com o caminho que o governo federal está propondo – que prevê a construção de pelo menos mais quatro usinas nucleares até 2030 – no desenvolvimento de uma energia cara e não segura: Enquanto o Brasil segue com as usinas nucleares de Angra dos Reis, mesmo após a calamidade nuclear de Fukushima, há pouco incentivo às novas tecnologias energéticas sustentáveis, como a solar, eólica, de marés, para as quais o país possui enormes potenciais.

Equilibrado e para todos.

O agronegócio segue como um risco ao futuro. O desmatamento desenfreado, anistiado e estimulado pelo novo Código Florestal, segue transformando o Brasil numa grande fazenda de soja. Não há uma política séria de reforma agrária, de soberania alimentar e de preservação do meio-ambiente. Segue a destruição da Amazônia, o uso abusivo de agrotóxicos e a propriedade da terra cada vez mais concentrada.

Educar ou manipular?

Estamos fartos de que os meios de comunicação, que deveriam servir a população como ferramenta de educação, informação e entretenimento, sejam usados como armas de manipulação de massas, trabalhando para os mesmos políticos corruptos que deflagram o país em benefício próprio.

Vamos colorir as praças com diversidade!

Ainda sofremos discriminação pela cor da nossa pele, por nosso sexo ou orientação sexual, por nossa nacionalidade, por nossa condição econômica. Queremos colorir as praças brasileiras com a diversidade do nosso país, que precisa ser livre, digno e para todos. Devemos ocupar, resistir e produzir decisões e encaminhamentos democráticos, onde a colaboração esmague a competição e a socialização destrua a capitalização. Não temos a ilusão de resolver todos os problemas em poucos dias, semanas, meses. Mas teremos dado o primeiro passo.
Chegou o momento em que todas as nações, todas as pessoas se unem e tomam as ruas para dizer: Basta! É hora de assumir a nossa responsabilidade e o nosso direito a uma vida livre e justa. 15 de outubro: um só planeta, uma só voz.

http://www.democraciarealbrasil.org/

Fonte: racismoambiental

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

A nova versão da peça publicitária sobre os 150 anos da Caixa Econômica Federal com Machado de Assis negro

Agora sim!

Fonte: revistaafricas



“A Caixa Econômica Federal informou nesta terça-feira (11) que começou a ser veiculada na segunda-feira (10) a nova versão da peça publicitária sobre os 150 anos da instituição. Desta vez, um ator negro interpreta o escritor Machado de Assis.
O novo vídeo foi feito para corrigir a representação de Machado que, na propaganda original suspensa em setembro, foi interpretado por um ator branco.
Além de receber críticas na internet, a peça foi alvo no dia 19 de setembro de uma queixa formal por parte da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir-PR), que disse em comunicado a “Caixa deve corrigir a produção deste vídeo, reconhecendo o equívoco e considerando o diálogo que vem mantendo com a sociedade ao longo da sua trajetória institucional”.
No dia 21 de setembro, quando a Caixa anunciou a decisão de suspender a veiculação da campanha publicitária na TV, o próprio presidente do banco, Jorge Hereda, pediu em comunicado desculpas à população e aos movimentos ligados às causas raciais.
“O banco pede desculpas a toda a população e, em especial, aos movimentos ligados às causas raciais, por não ter caracterizado o escritor, que era afro-brasileiro, com a sua origem racial”, disse o presidente da Caixa, Jorge Hereda, em nota divulgada pelo banco.”
Assista à versão corrigida:

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Mobilização pela laicidade nas escolas públicas do muncípio do Rio

 Convite para participação da REUNIÃO  ABERTA do movimento da Marcha pela Laicidade do Estado.
 
Um dos objetivos da reunião será discutir uma forma de mobilização contra o ensino religioso nas das Escolas
 
Públicas no Município do Rio de Janeiro.

A reunião será no IFCS dia 11/12 as 19hs, Lgo S Francisco Paula, 1 - Centro, Rio de Janeiro - RJ, 20051-070, Brasil


PS. Sem dúvida uma causa que devemos apoiar. O Estado não pode ficar à mercê desta ou daquela crença religiosa.

domingo, 9 de outubro de 2011

A morte de Steve Jobs, o inimigo número um da colaboração

Fonte: revistaforum

Por Rodrigo Savazoni
Steve Jobs morreu, após anos lutando contra um câncer que nem mesmo todos os bilhões que ele acumulou foram capazes de conter. Desde ontem, após o anúncio de seu falecimento, não se fala em outra coisa. Panegíricos de toda sorte circulam pelos meios massivos e pós-massivos. Adulado em vida por sua genialidade, é alçado ao status de ídolo maior da era digital. É inegável que Jobs foi um grande designer, cujas sacadas levaram sua empresa ao topo do mundo. Mas há outros aspectos a explorar e sobre os quais pensar neste momento de sua morte.
Jobs era o inimigo número um da colaboração, o aspecto político e econômico mais importante da revolução digital. Nesse sentido, não era um revolucionário, mas um contra-revolucionário. O melhor deles.
Com suas traquitanas maravilhosas, trabalhou pelo cercamento do conhecimento livre. Jamais acreditou na partilha. O que ficou particularmente evidente após seu retorno à Apple, em 1997. Acreditava que para fazer grandes inventos era necessário reunir os melhores, em uma sala, e dela sair com o produto perfeito, aquele que mobilizaria o desejo de adultos e crianças em todo o planeta, os quais formam filas para ter um novo Apple a cada lançamento anual.
A questão central, no entanto, é que o design delicioso de seus produtos é apenas a isca para a construção de um mundo controlado de aplicativos e micro-pagamentos que reduz a imensa conversação global de todos para todos em um sala fechada de vendas orientadas.
O que é a Apple Store senão um grande shopping center virtual, em que podemos adquirir a um clique de tela tudo o que precisamos para nos entreter? A distopia Jobiana é a do homem egoísta, circundado de aparelhos perfeitos, em uma troca limpa e “aparentemente residual”, mediada por apenas uma única empresa: a sua. Por isso, devemos nos perguntar: era isso que queríamos? É isso que queremos para o nosso mundo?
Essa pergunta torna-se ainda mais necessária quando sabemos que existem alternativas. Como escreve o economista da USP, Ricardo Abramovay, em resenha sobre o novo livro do professor de Harvard Yochai Benkler The Penguin and the Leviathan, a cooperação é a grande possibilidade deste nosso tempo.
“Longe de um paroquialismo tradicionalista ou de um movimento alternativo confinado a seitas e grupos eternamente minoritários, a cooperação está na origem das formas mais interessantes e promissoras de criação de prosperidade no mundo contemporâneo. E na raiz dessa cooperação (presente com força crescente no mundo privado, nos negócios públicos e na própria relação entre Estado e cidadãos) estão vínculos humanos reais, abrangentes, significativos, dotados do poder de comunicar e criar confiança entre as pessoas.”
Colaboração: essa, e não outra, é a palavra revolucionária. E Jobs não gostava dela.

"O Direito à Cidade e os impactos da Copa 2014" - Fala de Carlos Vainer

Fala de Carlos Vainer Professor do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano e Regional (IPPUR) da Universidade Federal do Rio de Janeiro. no Seminário "O Direito à Cidade e os impactos da Copa 2014"


Your browser is not able to display this multimedia content.



Your browser is not able to display this multimedia content.



O evento teve como objetivo promover o debate entre comunidades atingidas, sociedade civil organizada e instituições essenciais à Democracia e ao Acesso à Justiça acerca dos impactos das obras,dos investimentos e das ações públicas e privadas relacionadas à realização da Copa de 2014, em Fortaleza,Brasil.

Manifesto contra a política de remoções!

Este manifesto, que segue anexo, é uma iniciativa do Professor Miguel Baldez e outros juristas e profissionais que o subscrevem, em reação às matérias a favor das remoções de comunidades das favelas do Rio de janeiro, publicizadas nos jornais desta semana, pós Rock. .
 
O objetivo é divulgá-lo nas redes, no intuito de fortalecer os movimentos que, tão bravamente, têm resistido às violências a seus direitos fundamentais.

Hoje, a comunidade da Vila Autódromo, que é a bola da vez, dessa política bárbara,  tem uma assembléia às 17h, onde ertaremos  prestando solidariedade
 
Saudações revolucionárias
Fátima
---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
O Prefeito EDUARDO PAES, explicitando os seus compromissos eleitorais com a indústria imobiliária, voltou a sua mira, agora, de novo, para a Vila Autódromo, na Barra.
A estratégia é de “guerra”: a) - propaganda para desqualificar as pessoas que moram no local; b) – insinuações de que (copiando o que mostra o filme Tropa de Elite 2 ) são as milícias que controlam o lugar; c) – sugestão de que há dinheiro bastante para “corromper” os moradores que colaborarem com as forças de ocupação, e assim sucessivamente.
Tudo isso é feito descaradamente, sem qualquer respeito à Lei Orgânica do Município, que proíbe, expressamente, no seu artigo 429, VI, esse tipo de remoção.
Por trás dessa política de PAES há interesses escusos, especialmente de uma indústria que está à procura de terrenos baratos para sair da crise imobiliária que se avizinha.
Se os cidadãos responsáveis – a despeito da tentativa de O GLOBO considerar-nos de antemão, sem direito ao contraditório, defensores de “interesses políticos, ideológicos e especulativos” (? ) – não impedirem esse massacre, os brasileiros que moram na Vila Autódromo terão tratamento similar ao que está sendo atualmente dado ao povo palestino..
A atual iniciativa do Prefeito contra a Vila Autódromo, promovida com grande estardalhaço, instiga a criação de um fosso entre os diversos segmentos da população carioca, e considera certas pessoas inimigas pelo simples fato de parecerem feias e pobres.
A habitação da área da Vila Autódromo não é irregular. Há uma concessão real de uso, outorgada pelo governo estadual, que ainda está em curso, e garante a permanência das pessoas no local, sendo falsa a notícia sobre desapropriações, com pagamento prévio em dinheiro, pois as tabelas de preços dos imóveis alardeadas pela Prefeitura são unilaterais.
Por último, é uma crueldade dizer que se pretende embelezar locais por onde passarão os turistas da Copa de 2014 e das Olimpíadas de 2016. Se essa mentalidade prevalecesse, seria preciso remover cerca de 2/3 da população da cidade, e fantasiar o Rio de principado europeu.
Rio, 05/10/2011

Adriana Britto 
Defensora pública
Alexandre Mendes
Advogado
Alexandre Magalhães 
Sociólogo
Breno Pimentel Câmara
Pesquisador do Observatório de Conflitos do IPPUR UFRJ
Camila Ribeiro 
Militante em Direitos Humanos
Canagé Vilhena
Arquiteto e Urbanista
Célia Ravera
Advogada e ex-presidente do ITERJ
Cibele Vaz de Macedo
Psicóloga
Clara Silveira
Advogada,  Coordenação Municipal  do MNLM
Claudio Napoleão 
Jornalista e Pastor
Daisy Miriam Vieira Lontra
Defensora Pública
Daruiz Castellani 
Arquiteto
Elisete Napoleão
Advogada
Elza Ibrahim 
Psicóloga
Felipe Brito -
professor adjunto do curso de Serviço Social da UFF/PURO.
Francisco T. da Silva Telles
Advogado
Gelson Almeida
Pedagogo
Jadir Anunciação de Brito
Professor da Faculdade de Direito da UNIRIO
José Ricardo Vargas de Faria
Eng. Civil e Professor da UFPR.
Ivo Lesbaupin 
Sociólogo, Professor da UFRJ, Coordenador do Iser Assessoria
Jorge Borges
Geógrafo
Jorge da Silva 
Cientista político, professor da UERJ, ex-secretário Estadual de Direitos Humanos
João Tancredo
Advogado
Leonardo de Souza Chaves
Subprocurador-Geral de Justiça de Direitos Humanos do              M.P Estadual e professor da PUC/RJ.
Letácio Jansen
Advogado, ex Procurador-Geral Estado do Rio de Janeiro
Luciana Vanzan
Psicóloga
Lurdinha Lopes
MNLM
Maria Cristina Tardin Costa
Arquiteta e Urbanista
Maria Inês Baldez Kato
Defensora Pública e professora de Direito.
Maria de Fátima Tardin Costa
Arquiteta e Urbanista
Maria Lúcia de Pontes
Defensora Pública
Marilia Farias
Defensora Ppública
Márcia Adriana Fernandes
Professora de Direito
Marcos Asevedo
Arquiteto e Urbanista
Maurício Campos
Engenheiro
Marildo Menegat
Filósofo, Professor da Escola de Serviço Social da UFRJ
Miguel Baldez
Professor de Direito, Procurador do Estado do Rio de Janeiro aposentado.
Orlando Santos Junior -
Relator Nacional do Direito à Cidade - Plataforma Dhesca
Pedro Carriello
Defensor Público
Roberta Fraenkel
Defensora Pública
Rosane Lavigne
Defensora Pública
Rubens Casara
Juiz de Direito e Professor
Sandra Carvalho 
Diretora da Justiça Global
Silvia Helena Calmon
Psicanalista e Conselheira em DH.
Simone Aparecida Polli
Professora de Arquitetura e Urbanismo da UTFPR
Valéria Barbalho
Engenheira
Licença Creative Commons
This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial-ShareAlike 2.5 Brazil License.