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sábado, 21 de janeiro de 2012

Até jornais estrangeiros já percebem! Baixo número de modelos negras durante a Semana de Moda no Rio

Fonte: guyzoducamer

Por Claire de Oliveira (AFP) -
RIO DE JANEIRO - Os desfiles da Fashion Week no Rio de Janeiro tinham suas próprias duas celebridades e top models transexual, mas num país onde metade da população é de origem Africana, a presença de negros nas passarelas é rara e reabre o debate sobre cotas.
moda
Apenas algumas modelos de ascendência Africana podem ser vistas nas passarelas da Semana de Moda no Rio, que desistiu de Inverno no último sábado 24 coleções. Isto apesar do fato de que o Brasil é o país com a maior população negra depois da Nigéria.
"Eles nos chamam quando o tema do desfile está relacionado à cultura negra", disse à AFP Génot Luana, 23, uma das oito modelos negras sobre um total de mais de 200, que pertence à principal agência Rio, 40 "Modelos.


Pela primeira vez em junho de 2009, a Semana de Moda de São Paulo - o maior da América Latina - foi forçado a impor uma quota de pelo menos 10% de modelos negras, na sequência da decisão do Ministério Público sob a pressão dos movimentos negros. Mas quando a edição que se seguiu em 2010, apenas oito dos 344 modelos que desfilaram eram de ascendência Africana.
"Infelizmente, em 2010, um juiz eliminou as quotas", disse o irmão da AFP, David, um monge franciscano na líder da ONG Educafro, que está trabalhando para facilitar o acesso de negros e indígenas do mercado de emprego. Esta organização chamada o promotor de re-trabalho e quotas a audiência está prevista para alguns dias antes da abertura da Semana de Moda em São Paulo.
"Não podemos discriminar os negros no Brasil, onde 51% da população é a raça preta ou parda. Acho que a promotoria vai responder favoravelmente a nossa pressão e esta decisão irá afetar o meio ambiente da moda em todo o país", acrescenta o religioso.
No campo da educação, o Brasil adotou quotas há vários anos para facilitar o acesso dos negros à universidade. Os organizadores da Semana de Moda no Rio não responderam às solcitações da AFP, embora em uma edição anterior, eles estavam certos de que "a discriminação não" nesta área de atividade.


Luana Génot, que além de ser modelo estuda publicidade da Universidade Católica do Rio (PUC), descreve os problemas que ela tem de preencher os gateways de rolagem: "Freqüentemente me dizem: 'O que é que 'faz a sua pele? " Eu era a última composição, porque o pincel não é adequado para tintas muito escuras. " "Eles também nos dizem que a coleção de inverno é para os brancos na Europa, ou mesmo que os negros tem muito quadril e nádega. Fico impressionada ao ver que no Brasil, onde metade da população descende de escravos negros, há lugares tão poucos para nós ", acrescenta.
A jovem pede que para as passarelas de moda reflitam a mesma mistura que pode ser vista nas ruas do Brasil e em sua universidade durante a Semana da Consciência Negra, em um debate sobre a diversidade étnica no mundo da moda.
Sergio Mattos, da agência 40 "Modelos, reconheceu em declarações ao jornal O Globo nesta semana que" semanas de moda são cruéis para os modelos com mais curvas Rio e pele bronzeada. "
A loira com olhos azuis Bruna Loureiro foi rejeitada por uma parada por causa de sua pele "muito ouro, enquanto a marca de roupa preferida pele muito, muito branca."
O debate sobre cotas tem crescido na última edição do reality show muito propular 'Big Brother Brasil "(Big Brother Brasil) quarta-feira passada. Questionado a necessidade de quotas, Daniel Chaniz, o único negro sobre os doze participantes e modelo de profissão disse que era "contra" uma posição minoritária entre os negros, mas apoiada por aqueles que pensam que suas quotas "exacerbam o racismo." Para ele:  "Não deveria haver cotas para nada. Somos todos iguais sob a pele, todos nós sangrar vermelho", disse ele.

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