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quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Racismo no Galeto Sat’s Rio de Janeiro

Fonte: anf

Por Jaziel Menezes de Oliveira – Empresário

O relato abaixo foi escrito por um colaborador da Agência de Notícias das Favelas. Talvez fosse mais tranquilo a situação, se ele fosse branco, porém Jaziel é negro, o que nos faz pensar que pode ter sido um caso de racismo, o que será lamentável para os dias atuais. Nosso colaborador é empresário que conhecemos há anos, pessoa de bem, sempre muito calmo. O pior foi a delegada não ter aberto um inquérito, ou até mesmo dado alguma atenção para o caso. Estranho! Jaziel voltará ainda hoje à delegacia e nós vamos acompanhar esse caso que poderia ter sido com qualquer um de nós.
Reveillon em Copacabana Cidade que recebe turistas que se prepara para receber as olimpíadas. Passando o réveillon com minha amiga em Copacabana e depois de gastar muita energia com a passagem do ano caminhei com minha amiga ao restaurante para comer alguma coisa, chegando na porta do Galeto Sat's – R. Barata Ribeiro, 7 D – Copacabana Rio de Janeiro – RJ, tinha uma fila, esperamos até chegar a nossa vez, quando isso aconteceu, o segurança deixava as pessoas que estavam atras passarem na nossa frente, reclamando com o proprietário o porque as outra pessoas estavam passando a nossa frente o mesmo alegou que não tinha mesa, nesse exato momento, desocupou uma mesa para dois a nossa frente, mostramos para ele, foi quando o mesmo nos informou que agente podia entrar mas ele não nos serviria nada. Não acreditei que ele cumpriria tal decisão, entramos ficamos sentado 1 hora esperando os garçons, dirigimos a sua gerente que depois descobrimos que era filha do proprietário, ela informou para esperamos que ela iria atender o que por um longo tempo não aconteceu, mais uma vez dirigimos ao garçom próximo, o mesmo confirmou que tanto ele como todos os seus colegas de trabalho recebeu ordem do seu patrão que não era para nos servir. Indignados ligamos para a policia, alguns minutos depois eu fui abordado pelo Sgt Marcio do 17° batalhão da Ilha, que foi solicitado pela proprietário. O SGT me abordou e informou que gostaria de falar comigo o mesmo solicitou que fosse la fora do restaurando, desta forma o proprietário me retirou do seu restaurante. Passando o acontecido para o SGT Marcio o mesmo me orientou a esquecer um assunto. Nesse meio tempo continuamos ligando para 190, pois gostaríamos de registrar o fato. Quando a patrulha 54-4933 chegou ao local o SGT foi logo falando que não observava nada anormal que devíamos da o caso por encerrado. Depois com a nossa insistência o mesmo chamou o proprietário e a filha, o proprietário contou sua versão o policial logo acreditou. Nesse momento chamamos o segurança do restaurante que não confirmou a versão do proprietário mesmo sobre pressão. O SGT mesmo sabendo que tinha ocorrido um crime insistia que não havia acontecido nada e que não iria levar nada adiante. Informamos ao policial que gostariamos de registrar o caso na delegacia. o policial, tinha como certo que nada iria registrar, nesse momento o proprietário fechou o restaurante foi embora. o policial então levou eu e minha amiga apenas para a delegacia 12°. Quando chegamos a 12° DP, o policial entrou, falou com o atendente e logo o mesmo apareceu falando que não havia acontecido nada e que não iria registrar nada, então, falamos que gostaria de falar com a delegada Cristiane Honorato, ela prontamente nos atendeu e também informou que não iria registrar o fato o que insistimos, ela então falou para esperar que depois de resolver todos os problemas daquele dia atenderia agente. como percebemos que a espera iria durar, decidimos registrar o caso depois. Anotamos todos fatos tais como: nomes e locais, como informado acima para que o caso não caia no esquecimento. Estamos tornando essas informações publicas para que esse fato não mais aconteça com nenhum cidadão nessa cidade pois sofri constrangimento ilegal e descriminação ao ser tratado de forma diferenciada dos demais clientes, pois os clientes a mesa ao nosso lado, ficaram indignados com tal situação chegando é até mesmo a chamar, o proprietário que deu a ordem de não nos servir, de nazista.
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