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quinta-feira, 1 de março de 2012

CBV divulga nota e afirma que repudia racismo no vôlei

 / foto: reprodução da internet

foto: reprodução da internet

A Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) divulgou nota oficial no início da tarde desta quinta-feira (1º), na qual afirma que "lamenta e repudia qualquer tipo de preconceito durante todos os jogos de todas as competições do voleibol brasileiro", em referência ao caso de racismo no clássico mineiro entre Vivo/Minas e Sada Cruzeiro, quarta à noite, em Belo Horizonte, no ginásio do Minas.

Na ocasião, o oposto Wallace, do Cruzeiro, foi chamado de "macaco" por uma torcedora. Após a partida, ele mostrou indignação com o fato e admitiu que pensou até em agredir a torcedora em mais de uma oportunidade durante o duelo. Ele foi vítima do ato racista pela primeira vez no segundo set e depois em outras partes do confronto.

De acordo com a CBV, o relatório do delegado da partida relata que, ao ser comunicado da agressão verbal direta a Wallace, o delegado acionou a segurança para identificar o agressor. A ofensa foi proferida no segundo set, mas, até o fim da partida, o agressor não foi identificado.

A entidade afirma que está reunindo toda a documentação do caso para avaliar e, se necessário, encaminhá-lo para o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD). Wallace vem sendo convocado pelo técnico Bernardinho para defender a seleção brasileira e admitiu que o ato racista atrapalhou o seu desempenho dentro de quadra na última quarta, quando sua equipe foi derrotada e perdeu a liderança da Superliga.

Essa não é a primeira vez que a Superliga tem um jogador vítima de uma atitude preconceituosa por parte de um ou mais torcedores. Na edição passada da competição, torcedores do próprio Cruzeiro, defendido por Wallace, ofenderam o central Michael, do Vôlei Futuro, com xingamentos homofóbicos durante uma partida em Minas.

O confronto em questão, realizado em Contagem, foi válido pelas semifinais da competição. Na ocasião, parte dos torcedores presentes xingou Michael, em coro, de "bicha". Por ser considerado réu primário pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), o Cruzeiro foi apenas multado em R$ 50 mil pela atitude da sua torcida.
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