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terça-feira, 6 de março de 2012

Crescimento de 3% do PIB! Bela porcaria!

Com esta tecnocracia dilmista voltamos aos tristes anos FHC, quando o PIB não podia ultrapassar os 3% de crescimento. Tristes trópicos!!!

Quantas vezes ouvimos os economistas de FHC dizerem que o crescimento do país não poderia ser maior do que 3%. Eram as reformas neoliberais!

Sem elas continuaríamos como um cavalo manco. Se uma pata anda para frente, a outra empaca e tem dificuldades de sair do lugar.

E agora, a culpa foi da inflação. E os neoliberais voltam a dizer: faltam as reformas. O Estado tem que diminuir os gastos para investir...

É a velha lenga-lenga neoliberal que só vê sentido quando os interesses dos grandes capitais são atendidos. Aliás, quanto cresceram os bancos?  Quanto cresceram os lucros do Itaú, do Santander, do Bradesco, etc. Será que foram só os 3% do crescimento do PIB brasileiro? Certamente não! 
Qual foi o crescimento da dívida interna, que tem nos bancos os maiores credores? Quanto ela cresceu?
 Que interesses foram satisfeitos com a taxa de juros estratosférica, praticada pelo BC ao longo do ano passado? É a luta de classes, amigos! Os banqueiros mandam e todo mundo obedece. Os bancos estão felizes com um PIB de 3%, desde que o seu crescimento particular seja superior a isto.

 Agora perguntamos: atende aos interesses da grande massa trabalhadora, aquela que depende de salário para sobreviver, um PIB de 3%?

Atende ao grande número de jovens que entram no mercado de trabalho todo ano, que são as maiores vítimas do desemprego, um PIB de 3%?

 Atende aos negros, às mulheres, às grandes maiorias discriminadas n mercado d trabalho, e q hoje podem exigir salários maiores um PIB de 3%?

É justo que tenhamos as condições de crescermos mais, mas que pela satisfação do capital financeiro caminhemos como bêbados aos tropeções?

 Sinceramente, 3% de PIB, a meta tucana de Franco, Fraga e Loyola faz muito mal ao país. Tem gosto de 4ªfeira de cinzas depois de um carnaval ruim.

É triste que um governo de esquerda, que foi eleito para dirimir as agruras de um povo tão sofrido tenha se rebaixado tanto.
 Daí termos de concordar com o professor José Luis Fiori, que afirmou em artigo recente:"... a sensação que fica da sua leitura, é que o “desenvolvimentismo de esquerda” estreitou tanto o seu “horizonte utópico”, que acabou se transformando numa ideologia tecnocrática, sem mais nenhuma capacidade de mobilização social. Como se a esquerda tivesse aprendido a navegar, mas ao mesmo tempo tivesse perdido a sua própria bússola."

Não, professor! A esquerda petista não perdeu a sua bússola, mas desfez-se dela, jogou-a no vaso sanitário e deu descarga. Ignorou-a quando percebeu que ficava impossível servir a dois senhores, ao mesmo tempo. Livrou-se do povo, esqueceu-se dele. No momento, ele se transformou num estorvo, num impecilho. Quando vemos o documentário "Peões" de Eduardo Coutinho, verificamos o quanto nos perdemos pelo caminho e compreendemos a distância que se antepôs entre o povo e a representação política. Será que poderíamos nos encontrar nas estradas, num sinal fechado, num encontro fugidio? Não sei! Fica a tristeza e a melancolia, viceja a dor e a aflição. Mas fica a dúvida. Será que saberemos ainda nos orientar pela bússola, ainda?...
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