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terça-feira, 10 de abril de 2012

Para baixar os juros, os bancos privados exigem contrapartidas... morte ao devedor!

Os bancos privados querem contrapartidas para baixar os juros. Será que eles não percebem que já receberam todas elas nos últimos anos. Qualquer análise de lucratividade econômica se torna escandalosa quando verificamos o lucro dos bancos nos anos recentes.
Como os bancos foram capazes de manter seus privilégios intactos e dentro da lei? A legalidade do spread bancário soa a banditismo, e isto teve a cumplicidade dos três poderes da República. Isso mesmo o Estado brasileiro patrocinou uma estúpida transferência de renda. Toda a sociedade sofreu com isso, pois os bancos transformaram este negócio em uma de suas principais fontes de recursos.

 O spread fez uns poucos mais ricos do que já eram. Afinal pegar dinheiro do correntista a custo zero, ou a juros baixos no exterior e emprestar a este mesmo correntista a juros exorbitantes torna a usura um negócio ainda mais vantajoso. 

No "capitalismo do débito", expressão cunhada pelo geógrafo David Harvey grande parte do lucro vem do salario dos trabalhadores. Com a mais-valia em trajetória descendente torna-se necessário encontrar novos meios de mantê-la ascendente. E por que não o salário dos trabalhadores? A financeirização do salário nos faz a todos devedores e dos bancos nossos credores inflexíveis. 

Capazes das maiores ignomínias para fazer cumprir seus contratos abusivos. Vale até pegar dinheiro na conta do correntista sem avisá-lo. É um gangsterismo cruel, assustador que aleija aqueles que sucumbem a dívidas e mais dívidas. É o capital financeiro a exigir a morte, caso esta seja necessária. O corpo nu do endividado será a última face da cobrança, que se repetirá pelo telefone, nos fóruns, além da vida. Cabe ao Estado, aos poderes manter a extorsão, conduzindo-a nos termos legais, embora ilegítima. A usura se justifica pela força do contrato.

É, os bancos querem compensações. Querem manter suas exponenciais margens de lucro, mesmo que isso signifique fazer crescer os sepulcros. Mesmo que isso signifique aumentar as cadeias. Mesmo que isso signifique expandir os necrotérios. Mesmo que isso signifique ampliar os sanatórios. Mesmo que isso signifique a total desolação e enfermidade. Tudo se justifica no lucro.


Nossa esperança é que o governo Dilma se mantenha firme, nesta que é a principal ação de política econômica e social já tomada no governo petista, desde o seu nascedouro. 
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