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quinta-feira, 24 de maio de 2012

Audiência Pública sobre política de cotas raciais reúne centenas de representantes do movimento negro


Centenas de pessoas lotaram o auditório Paulo Kobayashi na noite desta terça-feira (22), por conta de uma audiência pública realizada pelas comissões de Educação e Cultura, Direitos Humanos, Ciência, Tecnologia e Informação e Frente Parlamentar da Juventude, discutiu as cotas raciais e o acesso dos afrodescendentes às universidades públicas do Estado de São Paulo. A reunião contou com a participação dos presidentes das Comissões envolvidas (Adriano Diogo PT,  Vitor Sapienza PPS e Alencar Santana PT), além de André Soares (DEM), João Paulo Rillo (PT), Luiz Claudio Marcolino (PT), Carlos Giannazi (PSOL), Beto Trícoli (PV), Leci Brandão (PCdoB) e representantes do movimento negro e das três universidades públicas do Estado de São Paulo – USP, Unesp e Unicamp.
Simão Pedro, presidente da Comissão de Educação e Cultura, afirmou que o Supremo Tribunal Federal já reconheceu a legitimidade da lei federal que institui a política de cotas raciais. Também disse que tramita na Assembleia o Projeto de Lei 530/2004, de sua autoria, assinado por deputados de vários partidos, semelhante à lei federal, destinando 50% das vagas das universidades para oriundos das escolas públicas e, destas, 30% para autodeclarados afrodescendentes.
Um dos principais pontos tratados na reunião foi a forma de se implantar em São Paulo a lei das cotas raciais, e as diferenças entre as cotas sociais, defendidas pelas universidades, e as cotas raciais, defendidas pelos movimentos negros.
“Só o que justifica o fato de não haver cotas raciais nas universidades é o racismo”, declarou Douglas Belchior, da Uniafro. “Ao mesmo tempo em que ganhamos no Supremo, a ausência de negros na universidade é prova de que há forças que se recusam a implantar a política de cotas”, acrescentou Edson França, do Uninegro.
Telma Tenório, professora e pró-reitora da USP, informou que a universidade trabalha com programa de inclusão social e está preocupada com o atraso profundo na educação. “A ideia da USP é aproximar-se da escola pública. Atualmente, 30% dos nossos alunos são oriundos de escolas públicas, e são de todas as etnias.
“Os que são contra a política de cotas raciais são os mesmos que são contra as terras para os quilombolas e a Comissão da Verdade”, considerou Simão Pedro.
Após a fala dos representantes das três universidades públicas, diversas pessoas expressaram suas opiniões sobre o assunto.
Também estiveram estiveram na mesa Nuno Coelho, do Movimento Negro Paulista e a representante do Núcleo de Consciência Negra da USP.
Fonte: Simão Pedro 
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