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quarta-feira, 20 de junho de 2012

Israel é acusado de racismo por deportações em massa de africanos

Fonte: mariapreta


Tel Aviv, 18 jun (Prensa Latina) Defensores dos direitos dos imigrantes acusaram hoje o governo de Israel de práticas racistas e discriminatórias por lançar uma caçada de africanos ilegais e repatriar os primeiros 127 sul-sudaneses nas últimas horas.
A Organização de Ajuda para Refugiados e Buscadores de Asilo em Israel (Assaf) solicitou envolvimento da ONU para deter a expulsão dos ilegais, basicamente sul-sudaneses e eritreus cujos direitos humanos essenciais foram violados, afirmou uma porta-voz.
Orit Rubin, membro de Assaf, denunciou que o calvário dos subsaarianos demonstra que "Israel é o selvagem oeste onde ninguém sabe que está ocorrendo e ninguém sabe seus direitos".
Alertou que a atual situação de perseguição, captura, confinamento em centros de detenção e deportação forçada de ilegais confirma que os africanos carecem de futuro em uma sociedade como a israelense, " cada vez mais hostil para eles", criticou.
"Sem obter direitos em Israel, sem políticas apropriadas e com uma população israelense que é mais e mais temerosa dos africanos só pelo fato de que são africanos, e com toda a incitação (governamental aos recusar), a situação aqui é muito ruim", sentenciou Rubin.
As autoridades de Tel Aviv embarcaram nesta segunda-feira no aeroporto internacional Ben Gurion a 127 sul-sudaneses com direção a Juba, a capital de seu recém criado país, e o premiê israelense, Benjamín Netanyahu, advertiu ontem que "é apenas o começo".
A repatriação seguiu a uma semana de detenções em diferentes pontos do território, de onde foram transladados a centros de detenção e depois a abordar o avião de volta, como anunciou o ministro israelense do Interior, Eli Yishai, líder do partido ultraortodoxo Shass.
Yishai alegou que a identidade judia e demográfica do Estado sionista estava ameaçada pela presença a mais de 60 mil africanos, sobretudo sudaneses e eritreus aos que Netanyahu chamou de infiltrados ilegais e anunciou que na próxima semana terá outro voo a Juba.
Depois das detenções, os sem documentos foram obrigados a assinar um documento de suposta conformidade com a deportação, relataram alguns que, apesar do mal-estar, declararam verdadeiro alívio por deixar um lugar onde se incentiva o ódio e a rejeição para eles.
Segundo vários afetados, alguns receberam uma oferta do governo de mil euros para irem embora ou serem encarcerados aqui, antes de terminar sendo repatriados pela força.
Muitos imigrantes sem documentação criticaram a medida e relataram o calvário sofrido durante meses para deslocar-se até aqui, sorteando conflitos armados em seu país, a vigilância policial e militar do Egito, e finalmente as perigosas fronteiras do Sinaí egípcio.

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