Blog comprometido com as mais diversas lutas sociais do planeta, particularmente, o que diz respeito a luta pelo socialismo, a ampliação do uso dos software livre Gnu/Linux na busca pela expansão de nossa inteligência coletiva e da cultura livre, além da batalha pela melhoria das condições de vida da população brasileira, sobretudo, do povo negro.

sexta-feira, 1 de junho de 2012

USP: Largo do S. Francisco recomenda cotas


Fonte: Afropress 

S. Paulo - A Congregação da Faculdade de Direito do Largo do S. Francisco, da Universidade de S. Paulo (USP) aprovou, por unanimidade, recomendação ao Conselho Universitário da Universidade para que adote cotas raciais.

A decisão aconteceu na tarde desta terça-feira (31/05), de acordo com o jornalista e repórter da Editoria Politica do JornalO Estado de S. Paulo, Roldão Arrruda. “Foi um momento histórico. A congregação entendeu que ainda persiste na USP uma exclusão racial profunda”, disse o professor Marcus Orione, um dos principais defensores da proposta na congregação.

Participaram da reunião representantes da Frente Pró-Cotas Raciais em S. Paulo, articulação que reúne cerca de 70 entidades dos movimentos negro, sindical e popular. Segundo, o advogado Clayton Borges, que representou a UNEAFRO na reunião “ficou claro que este debate está maduro e não dá para esperar mais. O sistema de inclusão adotado na USP não foi suficiente par aalterar a profunda desigualdade entre brancos e negros no acesso aos seus cursos”.

Mais de 100 Universidades públicas e privadas no país já adotam ações afirmativas e cotas para negros e indígenas no acesso ao Ensino Superior. As três Universidades paulistas – USP, UNESP e Unicamp), porém, resistem a adoção de cotas raciais, embora a Unicamp, por exemplo, já adote ações afirmativas com a adoção de um bônus de 30% na nota para estudantes que se declaram negros de indígenas.

A Universidade paulista que mais resiste às cotas raciais é justamente a maior do país e da América Latina, a USP, que é mantida com orçamento constituído por 5% do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) do Estado.

A decisão da Congregação da USP, segundo os representantes da Frente Pró-Cotas, foi influenciada pela decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que, no mês passado, declarou a constitucionalidade das cotas e das ações afirmativas.

Licença Creative Commons
This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial-ShareAlike 2.5 Brazil License.