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quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Marcha ‘Cotas Sim’ reúne estudantes goianos pelo sistema de cotas raciais e sociais


Fonte: adital

Estudantes de Goiânia e da região metropolitana realizam nesta quinta-feira (23) a manifestação Cotas Sim, um protesto em defesa das cotas raciais e sociais em instituições públicas de ensino superior. A marcha acontece a partir das 9h e segue em caminhada da Praça Cívica até a Praça do Bandeirante.
"Essa é uma questão fundamental sobre o processo educacional no país; uma forma de dialogar com uma massa excluída de negros, indígenas e outros grupos que não estão inseridos nos conceitos de educação clássica que o Estado deveria ter como prioridade”, disse Flávio Batista, estudante e integrante do Diretório Central dos Estudantes da Universidade Federal de Goiânia (DCE/UFG).
Para Flávio, a educação tem que ser levada em consideração como uma dívida do Estado a uma parcela excluída da população que pode ser observada pela ausência no núcleo de ensino superior: "É importante afirmar essa medida da manifestação a favor das cotas e discutir a educação básica como algo que existe desde o início e que exclui uma parte da sociedade”.
Embora o tema resulte em discordâncias entre estudantes e representantes de diferentes classes sociais, a pressão sobre o governo para sancionar o projeto de lei, que já foi aprovado no Senado Federal, e garantir 50% das vagas nas universidades públicas para determinados estudantes tornou-se uma necessidade, segundo o integrante do DCE, pela falta de compromisso da educação brasileira com as questões étnicas e de diversidade racial.
De acordo com o estudo A Invisibilidade do Negro Goiano, realizado no ano de 2009 pela professora adjunta na Faculdade de Educação da UFG, Cristiane Maria Ribeiro: Em relação à alfabetização a pesquisa mostrou que em Goiás 83,40% dos brancos são alfabetizados, enquanto 53,68% dos pretos e 75,12% dos pardos o são, sendo assim, quase metade dos pretos 46,32%, não se alfabetizaram, sendo esses percentuais menores para brancos e pardos, respectivamente, 16,60% e 24,88%.
A partir desses dados, Flávio afirma: "Existe um argumento especial para que a gente se manifeste em favor das cotas; mesmo que haja uma dificuldade que é muito discutida em torno da permanência dos negros e dos menos favorecidos nas universidades, o primeiro passo para as mudanças é inseri-los nesse processo educacional”.
"É necessário e importante promover o início de uma mobilização com o intuito de estimular as pessoas a saírem às ruas para mostrar que somos favoráveis às cotas; os estudantes que estão fora das universidades e a classe trabalhadora precisam se organizar para continuar esta luta em busca da Educação que o Estado nos deve”, conclui o estudante.

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