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terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Movimento negro faz caminhada e defende cotas em manifesto

Fonte: vermelho

 O movimento negro faz uma caminhada no final da tarde desta segunda-feira (10), para marcar o Dia Internacional dos Direitos Humanos. Dezenas de manifestantes já estão concentrados no vão livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp), entre eles integrantes da União de Negros pela Igualdade (Unegro). Eles seguirão em marcha até a Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp).

   A previsão de saída do Masp é por volta das 18h e devem chegar na Assembleia às 19h, mesmo horário que está marcada uma sessão solene da Comissão de Direitos da Pessoa Humana, presidida por Adriano Diogo (PT). Durante a sessão, os movimentos pretendem entregar uma carta ao presidente da Casa, o deputado estadual Barros Munhoz (PSDB) para reforçar a política de cotas raciais para as universidades. 

 
Com apoio do Comitê contra o Genocídio da Juventude Negra e o SOS Racismo, a sessão marca a data internacional e a entrega do prêmio Santo Dias. O evento será no plenário Juscelino Kubitschek.


imagem: cartaz divulgação

Neste ano serão homenageados Mano Brown, André Camarante, Educafro, Leonardo Sakamoto, Daniela de Albuquerque, Ariel de Castro Alves, Helen Carmona, Sonia dos Santos, Casa de David e Danilo Manha.

"Vemos com bons olhos o governo do estado que até um mês atrás era contra as cotas e as resoluções do Supremo Tribunal Federal, que instituiu as cotas raciais como uma política constitucional. Esperamos que a políticas de cotas anunciada para as três universidades [USP, Unicamp e Unesp] atenda de fato o movimento negro e o Estatuto da Igualdade Racial", declarou o Julião Vieira, presidente estadual da Unegro-SP e membro da executiva nacional da entidade.

O movimento também pretende lembrar o grande número de mortes de jovens negros nas periferias de São Paulo, que são as maiores vítimas da crise da segurança pública de São Paulo.

"Políticas como as das cotas raciais podem contribuir para a redução dessa violência contra a juventude negra, inclusive. A vulnerabilidade dessa população acaba expondo-a demais ao universo do crime organizado", completou Julião, que participa da sessão solene.

Deborah Moreira
Da redação do Vermelho


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