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sábado, 20 de julho de 2013

Lideranças negras no Planalto com Dilma

Fonte: afropress


Quem são e o que dirão os negros à Dilma? 
 
Da Redação AfroPress
 
Na esteira das manifestações de junho que fizeram despencar a popularidade e abriram uma crise no seu Governo, a Presidente Dilma Rousseff, recebe nesta sexta-feira (19/07), um grupo de 20 líderes para discutir as demandas da população negra brasileira.
Destaque-se que, embora tenha tentado se fazer porta-voz, o papel da ministra chefe da SEPPIR Luiza Bairros foi recusado, como explicita um dos dirigentes da Coordenação Nacional de Entidades Negras (CONEN), Gilberto Leal, da Bahia.
Diz o dirigente baiano que o movimento quer andar com as próprias pernas, quer ser protagonista nesse encontro com o Governo, protagonismo que não tem sido a tônica nos últimos anos, nem no Governo nem nas ruas, como prova a ausência nas manifestações de junho e, anteriormente, na mobilização de denúncia à presença do deputado Feliciano, o mesmo que atribuiu a nós negros a condição de “descendentes amaldiçoados de Noé”, na presidência da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados.
Sobre o encontro desta sexta-feira é inescapável concluir que a lógica da escolha dos líderes é a mesma que tem pautado o Governo na relação com os “movimentos sociais” atrelados a agenda do ministro chefe da Secretaria Geral da Presidência Gilberto Carvalho.
Os critérios são quase sempre definidos pela solidariedade de negros de partidos integrantes da base aliada do Governo, o que torna a pauta previsível e os resultados também.
A primeira questão relevante sobre o encontro que acontece em um novo momento no país (as manifestações de junho refluíram, porém, não acabaram) é saber quem são os líderes que estarão no Palácio do Planalto para encaminhar as nossas demandas.
A crise de representação que as manifestações evidenciaram e que colocaram em cheque as instituições e os Poderes do Estado (Executivo, Legislativo e Judiciário) e todos os Governos de todos os partidos, também se estende a representação de "movimentos sociais", incluído o movimento negro que, à custa de emendas parlamentares, acordos de bastidores e de favores para alguns, se tornou uma caricatura de um movimento social que deveria ser autônomo e independente de partidos (quaisquer partidos) e de Governos.
A segunda é que propostas, que reivindicações, que demandas entregarão à Dilma, levando em conta que o encontro não sirva apenas para a produção de imagens para a próxima campanha eleitoral, sob a orientação de João Santana, o marqueteiro da Presidente.
No caso da maioria da população brasileira, que é negra, e que não estará representada pelos líderes escolhidos pelo Planalto, parece óbvio que a nossa pauta é tão extensa quanto pode ser resumida numa única reivindicação: que o Estado brasileiro complete a Abolição inconclusa, feita há 125 anos, com medidas concretas nas áreas da Educação, do mercado de trabalho, da Saúde, da Segurança Pública, do sistema político, dos meios de comunicação, que garantam a inclusão da maioria da população brasileira, que é negra aos direitos básicos da cidadania. É tudo isso e é só isso.
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18/07/2013
 
Depois da "voz das ruas", Dilma receberá negros no Planalto
 
 
Da Redação AfroPress
Brasília – A presidente Dilma Rousseff receberá nesta sexta-feira (19/07), às 15h, no Palácio do Planalto, uma representação de lideranças de entidades para ouvir propostas a respeito das demandas da população negra brasileira. O encontro se insere no calendário adotado por Dilma “após as manifestações de rua” de junho que se espalharam pelo país, fizeram despencar a popularidade e abriram uma crise no Governo. Neste contexto, ela já recebeu representantes do movimento gay e pastores evangélicos.
Afropress apurou que serão 20 os líderes de vários Estados que estarão no Planalto. Pelo menos três deles confirmaram o convite: o Reitor da Unipalmares, José Vicente, estava a caminho do aeroporto de Brasília retornando a S. Paulo, depois de participar de uma reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico – o Conselhão, do qual faz parte (veja matéria) – quando recebeu uma mensagem com o convite.
Edson França, o coordenador geral da UNEGRO (corrente política ligada ao PC do B) e Gilberto Leal, da Coordenação Nacional de entidades Negras (CONEN), corrente política ligada ao PT também confirmaram terem sido convidados para a reunião.
Tanto França, quanto Leal, não souberam dizer quem serão os representantes designados para participar da reunião com Dilma, nem quais são as propostas que serão entregues a Presidente. Outro possível convidado, o Frei David Raimundo dos Santos, da Rede Educafro, disse que estava numa reunião e mandou dizer por assessores que havia recebido telefonemas de Brasília, mas não confirmou se se referiam ao convite da Presidência.
Sem mediação
O encontro com lideranças foi pautado pelo critério adotado da maior parte das lideranças que participaram de uma reunião realizada na semana passada em Brasília, a convite da ministra chefe Luiza Bairros, de recomendação a não mediação da SEPPIR para a realização do encontro.
Na ocasião, Leal (foto) – dirigente da CONEN da Bahia – disse que o movimento caminharia com as suas próprias pernas para essa reunião.” Deixamos claro que se trata de reivindicação protagonizada pelo movimento. É o movimento quem deve protagonizar o processo, diretamente. A sociedade civil reivindicando do Governo e não através de mediação. Talvez a SEPPIR tenha interesse em estar, em dialogar, mas nós vamos pela nossa própria dinâmica”, afirmou na ocasião.
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O povo negro que sempre esteve dividido se encontra ainda mais dividdo, debatendo lutas que não são as nossas.  O movimento negro histórico cresceu e envelheceu e como advento da cooptação surgiu uma classe média negra avessa as lutas do pretos pobres que quer mais é estar no meio do brancos trocando fugurinhas e raramente aparece no meio da negrada que hj não se aglutina apenas nas quadras de escolas de samba mas tambem nos bailes funks, hip hop e tudo mais.  Quem do movimento negro que conhecemos hj tem dialogo com essa rapaziada?  Melhor dizendo quem tem legitimidade para falar ao jovem negro de hoje.  Ninguém essa é a resposta.   Estão todos distantes da realidade da comunidade, mas perto do poder branco, logo, já não servem mais a nossa luta.
O que dirão a sra. presidente eu não sei, mas se convidado fosse diria: para que serve a SEPPIR?    Quais os avanços efetivos em relação à Igualdade Racial?   Pra que uma nova Conferência se os pactos não são cumpridos?   Pq a invisibilidade dos negros no governo Dilma?   Pq a sra. presidenta não vem a público defender a luta da população negra?    E o Estatuto da Igualdade Racial?    Entre outras e várias questões.

Liberdade ainda que tardia!"


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