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sábado, 20 de julho de 2013

Professor lista 360 apelidos racistas para debater preconceito



Apelidos, brincadeiras e palavras podem machucar e reforçar estereótipos. Preocupado com essa realidade, o professor de biologia, Luiz Rosa, da Escola Municipal Herbert Moses, na zona norte do Rio de Janeiro, criou em 2009 o projeto interdisciplinar “Qual é a graça?”, no qual listou mais de 360 designações racistas usadas no Brasil para discutir com seus estudantes as origens do Brasil e do preconceito racial.
“Eu fiz uma pesquisa, com meus alunos, sobre a questão racial negra. E só de apelido foram mais de 360. Aí que veio a ideia do projeto. Para cada apelido, uma planta, uma foto legal, uma atitude legal nossa”, conta Rosa.
A partir da listagem, o professor e os estudantes criaram um memorial de escravos negros mortos em uma revolta na cidade de Vassouras e um jardim temático com exemplares da flora nacional. Em um desses jardins, os alunos acompanharão por 60 dias o crescimento de uma planta: o tempo gasto por um navio negreiro da África até o Brasil. “Faremos relatórios, acompanhamentos meteorológicos, de acontecimentos do dia-a-dia para ver o que são 60 dias presos dentro de um navio negreiro, ver o que as pessoas passaram ali”, diz o professor.
Confira, abaixo, a reportagem feita pela Empresa Brasil de Telecomunicações sobre o Projeto “Qual é a graça?”.

Imagem de Amostra do You Tube
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