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quinta-feira, 2 de abril de 2015

"Babilônia" e a ânsia golpista


Mesmo as pessoas mais conservadoras hão de reconhecer a postura oposicionista, e em alguns momentos golpista, da Rede Globo de Televisão, frente ao governo atual.

É verdade que vivemos um momento difícil, com ameaças inflacionarias, dificuldades de gestão governamental, atritos entre o Legislativo e Judiciário, Operação Lava-Jato, etc. Entretanto, as instituições democráticas estão em funcionamento, a sociedade civil se manifesta livremente e para as questões aventadas, soluções vêm sendo discutidas e colocadas em prática.

Recentemente, o referido canal de televisão colocou no ar a novela "Babilônia", envolvida em tramas das mais cabeludas que se possa imaginar. Lembra os momentos mais decadentes das sociedades humanas. 

Creio que, não precisamos assinalar aqui o conteúdo de tais tramas, em função de variados artigos das mais variadas mídias já as terem elencado.

 Neste sentido, qualquer pessoa que tenha um mínimo conhecimento bíblico sabe o significado que é atribuído a palavra “Babilônia” na perspectiva judaico-cristã, qual seja, o reino da devassidão.

Parece mesmo existir, por parte da Globo, uma intenção deliberada de criar e corroborar através de sua novela um determinado caos político, econômico e social. 

Colocar, por conseguinte, uma novela no ar que traz o retrato de uma sociedade decadente e amoral, com sérios problemas de corrupção e quebra de valores de todo o tipo em uma conjuntura extremamente conservadora como a que estamos vivendo nos faz pensar que talvez o objetivo inconfessável da emissora seja despertar, fortalecer e potencializar a ânsia golpista de determinados setores.

A questão homoafetiva e as demandas homossexuais se colocam então como mais um elemento deste processo.

Mostrar o beijo de duas senhoras de idade em uma novela com tantos traumas e contradições certamente não ajuda a causa homoafetiva, pois, pelo contrário, acaba soando como mais um elemento conformador da “Babilônia” atual, criada, montada e ratificada pelo canal de televisão.

Por outro lado, atinge diretamente a esquerda como um todo, porquanto tenta articular este caos às demandas das minorias, pauta presente nos programas dos movimentos progressistas.



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